Storm King Art Center e Woodbury

No dia seguinte ao show da Madonna, tinha programado uma visita ao Storm King Art Center. Acordei às 8h, mas estava com cólicas, portanto, fiquei quase uma hora tomando banho para ver se me reanimava. Sem tomar café, saí do hotel por volta das 9h em direção ao Port Authority Bus Terminal, que é o maior terminal rodoviário do mundo e fica na rua 42 com 8ª avenida.

Alexander Calder, The arch, 1975 (Não reconheci a obra do Calder!)

 

Chegando lá, tentei mandar mensagem para Carol e Wendel, que também iriam, mas não tive sucesso. Leo preferiu ficar na ilha para visitar o MoMA. Perguntei ao segurança onde ficava o guichê do “Coach USA”, que é a companhia que faz o trajeto até o museu e o outlet, e recebi a informação que deveria seguir até o 3º andar. 

Bilhetes

A Coach USA (https://www.coachusa.com/) vende três tipos de bilhetes:

– Apenas para o outlet, com saídas em diversos horários, todos os dias da semana;
– Apenas para o Storm King, com saída às 10h e retorno às 17h, de quarta a domingo;
– A opção “combo”, que agrega o valor do ônibus até o museu (inclui o valor da entrada, que sozinha custaria $15), do museu até o outlet e do outlet até NYC. 

Optei pelo combo, que tem um preço relativamente “salgado”, $55, logo, se o grupo for grande e alguém tiver com disposição para dirigir, talvez seja melhor alugar um carro. Ressalto que o Storm King só fica aberto de quarta-feira a domingo, portanto, o passeio deve ser programado para esses dias. 

Na época em que fomos (set/2015), a saída de NYC aconteceu às 10h e chegamos no destino às 11:30h, tendo que ir para o outlet às 13:50, portanto, tivemos pouquíssimo tempo para aproveitarmos as obras de arte, mas, ao que parece, nossa maior reclamação foi atendida (ou não observamos tal informação anteriormente), pois olhei o site e indica que agora tem um ônibus que sai às 8:30h, chegando ao parque às 10:00h, resultando em mais horas de lazer.

Por volta das 09:50h, aparecem Carol e Wendel, esbaforidos, mas deu tempo para adquirirem os bilhetes. Subimos para o 4º andar, de onde partia o ônibus. Às 10:00h saímos de NYC em direção ao parque de esculturas. Por sorte, me oferecem uma maçã, pois estava faminta. 

Mark di Suvero, Frog legs, 2002

Após uma hora e meia de viagem, chegamos em Hudson Valley. Descemos do ônibus e três monitores vieram pegar as entradas e deram algumas instruções. Foi o único momento em que vimos alguém da instituição. Inclusive o folder indica que não se responsabilizam por qualquer dano que ocorra ao visitante, já que é uma área aberta. Ao perguntarmos sobre o wi-fi, eles riram copiosamente.  

Também vi monitores no entorno do museu, que hospeda as esculturas de pequeno formato, todavia, não tivemos tempo para desfrutar das obras, pois são dois andares com diversas galerias.

Siah Armajani, Gazebo for Two Anarchists, 1992
Mark di Suvero, Jambalaya, 2002

Storm King (o nome decorre da proximidade com a “Storm King Mountain”) foi fundado em 1960, depois da aposentadoria de Ralph E. Ogden (empresário), mas apenas em 1972 iniciaram a aquisição de uma coleção permanente de esculturas de grande escala. É o maior parque de esculturas ao ar livre dos EUA e, provavelmente, um dos maiores do mundo.  

Richard Serra, Schunnemunk Fork, 1990

O parque tem mais de 500 acres de extensão e oferece três opções para visitar as esculturas: caminhar, alugar uma bicicleta ($16 por 2h) ou esperar o carrinho gratuito que para em alguns pontos específicos. Iniciamos a visita caminhando, mas o sol era escaldante, depois preferimos aguardar o carrinho, que tem um áudio explicativo acerca das obras.

A coleção tem mais de 100 esculturas e contém nomes como Daniel Buren, Louise Bourgeois, Alexander Calder, Sol Lewitt, Richard Serra, Roy Lichtenstein, Henry Moore, entre outros. 

David von Schlegel, Untitled, 1972

Alexander Liberman, Iliad, 1974

O parque de esculturas é impressionante e merecia um dia inteiro dedicado a ele. Tivemos pouco tempo e não conseguimos ver todas as esculturas. Faltando poucos minutos para tomarmos o ônibus, queríamos tirar foto com o trabalho do Roy Lichtenstein de qualquer jeito. Carol, sem qualquer timidez, pediu a um funcionário que passava, com um carrinho que só cabiam 2 pessoas, se poderia nos levar. Ele pensou e disse que caberia apenas uma pessoa, mas ela insistiu que apertaríamos e dava, pois viemos de um lugar tão distante apenas para apreciar a obra. O rapaz era um doce e muito bonito, típico homem do interior. 

Roy Lichtenstein, Mermaid, 1994
Alexander Calder, Five swords, 1976

Alexander Calder, Black flag, 1974.

Além da mostra permanente, existem também exposições temporárias. Encontramos o trabalho intitulado “Water Sources“, de Lynda Benglis. É a primeira exibição de fontes de água ao ar livre, trabalho que a artista desenvolve desde 1980. Lynda tem explorado as paisagens e a água nos últimos 30 anos.

Giovaninha em Storm King!!

O que falta em Storm King é um estrutura eficiente para o visitante, pois não tem um restaurante (li que existe um café), existem poucos banheiros, não tem internet, não tem lojinha.  

Menashe Kadishman, Suspended, 1977

É necessário fazer uma comparação com Inhotim, que fica na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, que, ao meu ver, é o melhor parque de esculturas do mundo. Um dos lugares mais bonitos que existe – com um acervo interessante (muitas obras de artistas brasileiros). E ainda, tem uma estrutura incrível, com lanchonetes, lugar para guardar malas, internet e tudo que é necessário para que a visita seja confortável. 

Enquanto aguardávamos o ônibus, um casal australiano começou a conversar comigo. Disse que Carol tinha morado naquele país e Wendel acabara de visitar. Comentaram sobre uma visita a Galápagos e acreditavam que não tinham mais tempo para conhecer o Brasil, pois passavam dos 80 anos. 

Dentro do transporte oferecido pelo parque

  
O download do mapa (datado de 2012) de Storm King pode ser feito aqui.


Chegamos no Outlet em menos de 30 minutos (não existem outlets em Manhattan). Seguimos para a área de atendimento ao cliente, para pegarmos o livro de descontos (realmente funciona!). Carol disse que se enrolava para comprar, portanto, preferia seguir sozinha, enquanto preferi caminhar com o Wendel, já que não pretendia comprar nada para mim, apenas atender ao pedido da minha irmã.  

 

Tenho que admitir que, com a cotação do dólar a 4 reais, nada é realmente barato. Os chineses vão com malas, pois Woodbury é imenso. Cada grife tem sua própria “casa” e é necessário um mapa para encontrá-las. A estrutura é ótima, pois existe o “Market Center” com uma grande praça de alimentação (paramos 2 vezes para lanchar), com ar-condicionado e o wi-fi. Wendel comprou apenas um bolsa na Calvin Klein, embora tenha tremido diante de uma bolsa da Burberry ($1.500). Para mim, comprei apenas 2 tênis na vans (também comprei 2 para minha sobrinha), pois a cada tênis comprado, ganhava 50% em outro. Também adquiri umas 15 camisetas, na Gap, para minha sobrinha. Se o dólar estivesse cotado a 2 reais, cometeria loucuras, embora não seja consumista. 

 

 


No retorno, tinha uma fila imensa com centenas de pessoas aguardando o ônibus, pensei que não conseguiríamos voltar. Não encontramos Carol dentro do outlet e seguimos para a fila (ela surgiu depois abarrotada de sacolas). Observamos que os ônibus vão chegando a cada minuto até levar todos os clientes.

O download do mapa de Woodbury pode ser feito aqui.  

New York, 3ª parte

17 de setembro era o grande dia: show da Madonna, portanto, nossas atividades não poderiam ser exaustivas. Acordamos, seguimos até o Jack´s World (110 W 32nd St) ou paraíso de compras para os desprovidos de muitos dólares. A loja vende de tudo, de alimentos a malas. Os preços são muito convidativos. Pringles a 1 dólar, sorvete Häagen-Dazs $1,99, pão sírio a 1 dólar.  


 
Seguindo a dica da Carol, entramos na loja da grife japonesa Uniqlo (34 st.) que tinha incontáveis camisas e casacos com estampas de Warhol, Haring e do meu amado Basquiat (os 3 artistas fizeram fama na “Big Apple”). Para homens, vi t-shirts por apenas $9,99, mas, para mulheres, custavam, no mínimo, $19,99. Controlei o impulso (queria todas) e adquiri apenas 2. Na seção infantil, achei uma camisa de manga do Haring e um short para minha sobrinha. 


O único passeio do dia seria ao Central Park, pois teríamos que poupar energia para o show. O dia estava lindo e ensolarado, caminhamos por alguns minutos, assistimos uma partida de beisebol e descansamos na sombra. 



Giovaninha foi ao Central Park!

Uma dica interessante de NYC é visitar as farmácias que estão por todas as partes da cidade (CVS pharmacy, Duane Reade e Walgreens), pois são shoppings que vendem absolutamente tudo o que podemos imaginar. Encontramos vários andares com comida, artigos de beleza, etc. Acredito que são muito procuradas também pela escassez de supermercados em Manhattan (só existe uma loja da Target no Harlem).

Após apreciarmos o Central Park, voltamos para o hotel, com o intuito de descansarmos para o tão aguardado show (estávamos em NYC para isso!). Foi um dia bem complicado, pois comecei a sentir fortes dores, tomei todos os remédios disponíveis e ainda morria de cólica. Cochilei e a dor não passou. Por volta das 19 horas (o show começaria às 20h), Leo já estava pronto. Levantei e fui à farmácia novamente, comprei o que era necessário (sofro de endometriose profunda) e voltei. Corri para o banheiro, deixei a água fervendo cair sobre minha barriga e me arrumei. 

Estive no Madison Square Garden, em 2009, para assistir ao espetáculo “The Circus”, da Britney Spears. Na época, cheguei minutos antes do show e comprei o ingresso, mas optei por um lugar na arquibancada, muito distante do palco. 

Estávamos a uma quadra do “The garden”, portanto, chegamos em 2 minutos. Passamos pela segurança e, assim que entramos, percebemos que os nossos lugares eram exatamente ao lado da passarela! Estaríamos cara a cara com a rainha do pop! 

Dessa vez não comprei nada na lojinha!

 
É impossível comparar um show com o lugar marcado no Madison Square Garden (uma arena com capacidade para 18 mil pessoas) com os shows das duas últimas turnês (MDNA e Sticky and Sweet Tour). Na S&S, vi 2 shows no Maracanã e 1 no Morumbi, mas o esquema era desumano, chegar cedo, não poder ir ao banheiro, ficar sem beber água, depois aguardar por mais de 8 horas sem poder se mexer. Na tour de 2012, tive mais sorte, pois fui escolhida para ficar no “golden triangle” (lugar VIP na frente do palco reservado para cerca de 200 pessoas selecionadas) em dois shows, por sorteio na fila do show na Cidade do Rock, e, posteriormente, por foto com ingresso, para ver no Estádio Olímpico Monumental.   

A atriz global, Leo, Giovanni e eu

O show em NYC tinha muitos artistas na plateia: Sean Penn, Ariana Grande, Alicia Keys, e a abertura foi com a comediante do momento: Amy Schumer. Aproveitamos que o lugar era intocável (os seguranças retiram qualquer esperto que queira ficar em lugar não compatível com o constante no ingresso), fomos ao banheiro e aproveitamos para ver os demais fãs. Os new yorkers são fãs muito contidos, mas possuem um estilo incomum. No caminho, Leo reconheceu o diretor criativo da Madonna, Giovanni Bianco, que estava acompanhado de uma mulher. Leo disse para ela também “entrar” na foto, mas não tinha reconhecido, só depois vi que era uma atriz global.  

Amy


Peloamordedeus! Quando ela chegou perto, cantando “Like a virgin“, quase infartei.


Em Deeper and Deeper (ela sorriu enquanto me esgoelava) e Burning Up gritei horrores com a proximidade DELA:


Os cenários e os figurinos da “Rebel Heart Tour” são elegantes. Confesso que, desde o álbum “Ray of light”, não consigo gostar de todas as músicas de um CD da Madonna. É claro que sempre deixo que algumas canções me seduzam, sem muita paixão. O último álbum, “Rebel Heart”, tem uma sonoridade muito melhor que os 2 anteriores, no entanto, só sabia cantar 2 músicas, que não entraram no setlist, portanto, sem qualquer constrangimento, me declaro uma fã dos clássicos dela. Amo a postura enquanto artista e seu talento é inigualável. Pude aproveitar muito enquanto cantou Deeper and Deeper, Burning up, True Blue, Like a virgin, La isla bonita, Dress you up, Into the groove, Everybody, Who´s that girl, Music, Material girl e Holiday. Foi um dia memorável! 

Minhas fotos ficaram péssimas. Minha câmera está pedindo aposentadoria. O celular ainda captou alguma coisa.


No dia seguinte, programei uma visita ao Storm King Art Center, que contarei num post apartado.

Minha previsão era retornar a Manhattan por volta das 18h, que daria tempo de aproveitar a gratuidade em dois museus: Whitney e MoMA, no entanto, retornamos por volta das 22h! Cheguei no hotel e nos arrumamos. Aguardamos Carol e Wendel e seguimos para o Rock Bar (185 Christopher St), em razão da festa “Madonnathon”. A boate fica na mesma rua do famoso bar “Stonewall Inn”, local de manifestações em decorrência da violência policial, que foi o estopim para os demais movimentos de libertação LGBT. Chegamos no bar por volta das 2 da manhã e ficamos até o fim da festa. Depois caminhamos pelas ruas até encontramos uma lanchonete aberta. Comemos pizza num “podrão” indescritível.  

No dia seguinte, 19/09, tinha programado uma ida ao Brooklyn. Aguardei Carol por quase 3 horas e não apareceu, pois havia confirmado que também iria. Peguei o metrô até a estação High Street e segui para o Brooklyn Bridge Park, que é um espaço muito pictórico com inúmeros ângulos e possibilidades para quem gosta de fotografar. Dali era possível visualizar a Brooklyn Bridge e a Manhattan Bridge, duas pontes famosas em NYC. Nas margens do Rio Hudson, vi diversos casais posando para fotos de casamento, uma menina vestida para suas fotos de 15 anos, além de ter uma festa da casamento acontecendo naquele local. 


Dumbo (down under the manhattan bridge overpass), região no Brooklyn próxima às duas pontes, é um lugar agradável, com prédios altos, ruas largas e muito verde. Queria conhecer melhor o distrito, mas estava faminta e ainda tinha que fazer a travessia. Entrei no “Front Street Pizza” e pedi 1 fatia de pizza, 1 focaccia e 1 limonada. Além do lanche fresco e saboroso, o valor era inferior ao cobrado em Manhattan. Ali, pela primeira vez, algo me incomodou: um homem com uma enorme bolsa, que fazia sua refeição, falou comigo por 2 vezes, mas parecia um gângster (juízo de valor, ok) e me olhava de forma muito estranha. 

Comecei minha caminhada pela ponte, que estava repleta, pois era sábado. Centenas de pessoas estavam disputando um espaço ínfimo. Apesar do calor, o passeio é um deleite para os olhos, pois é possível contemplar todas as construções de Manhattan (por isso preferi fazer o caminho partindo Brooklyn para Manhattan, não o contrário). O fluxo contrário era muito maior, que me deixou aliviada pela minha escolha. No retorno, antes de entrar no metrô, caminhei pelo City Hall Park


City Hall Park

Naquele dia fomos em 2 boates, primeiro seguimos para o Posh Bar (poshbarnyc.com/), mas a música e o ambiente não eram tão agradáveis. Saímos e seguimos de táxi para o Phoenix Bar, no East Village. Estava lotado, pois acontecia uma festa “madônnica”. Saímos de lá por volta das 5 da manhã e caminhamos muitas quadras até encontramos um Papaya Dog (2 hot dogs e refrigerante por $4.99), ideal para saciar a fome na madrugada. O atendimento é péssimo, mas o “dogão” é bom. O East Village é incrível na madrugada, observei figuras fascinantes. 


 

Acordamos tarde no domingo (sou uma pessoa diurna quando viajo, começo meus roteiros cedo e não termino tarde, portanto, pela primeira vez, pude aproveitar o lazer noturno) e decidimos que o dia seria para as compras na loja Century 21, Victoria´s Secret (não fui comprar para mim, risos) e outros. 


Apenas no último dia decidimos comer num restaurante próximo, “The cafe R” (32 St.), como muitos estabelecimentos em NY, parece um armazém. Tinha uma “ilha” de massas, de comida asiática, de saladas, de carnes. Experimentei o “Penne a la vodka“, o sabor e o preço eram ótimos: 7,95 dólares, consequentemente, mais barato que comer hambúrguer no Wendy´s.

No dia 21/9, acordamos cedo, tomamos café da manhã e fizemos o checkout. O meu voo estava marcado para 14:53h e o do Leo apenas 18h, mas, ele optou em seguir comigo mais cedo para o aeroporto. A United determina que o próprio passageiro despache as bagagens no La Guardia. Tinha certeza que a minha mala não chegaria junto comigo, mas chegou. Quando terminei, me despedi do Leo e segui para passar pela checagem de segurança.
Em razão de alguns fatores, muitos sítios que constavam no roteiro não foram visitados (o novo museu Whitney, pois só visitei quando ficava próximo ao MET, Top of the rock, Cooper Hewitt – museu de design, Morgan Library & Museum, New Museum, 9/11 Memorial, Boat Basin Café), garantindo, portanto, num futuro distante, mais uma visita a NYC.

Nova York 2015

No nosso terceiro dia, em decorrência da boate do dia anterior, acordamos um pouco mais tarde e seguimos em direção ao Madison Square Park. Passamos pelas inúmeras barraquinhas de comida, mas meu objetivo era degustar um cheeseburger no Shake Shack. 

Madison Square Park


O Shake Shack é uma rede de fast-food (não tão “fast”) que está em vários pontos de NYC, mas a loja do Madison Square Park é muito mais charmosa. A fila era imensa, bem como não haviam cadeiras disponíveis (muitos locais almoçavam naquela hora), mas, em 30 minutos de espera, consegui um lugar para sentar. O pão é muito macio e a carne suculenta, mas a batata não me agradou. Experimentei a bebida “fifty-fifty”, metade chá, metade limonada. NYC é muito quente em setembro, por isso, Leo preferiu procurar um ambiente refrigerado para comer uma salada. 


Caminhamos para o metrô e seguimos para o Harlem, bairro aparentemente bem menos turístico que os demais em Manhattan, para visitar a Cathedral of Saint John the Divine, que é uma das maiores igrejas do mundo, construída no estilo gótico. O motivo da visita era principalmente ver o tríptico do Keith Haring, The Life of Christ, 1990 (dica do Gustavo, ex-residente da cidade). O valor do ingresso é sugerido, portanto, pode pagar qualquer quantia. O interessante é que, além de igreja, a construção contém instalações de arte contemporânea, que, de alguma forma, leva um público irreligioso ao interior da igreja. 

As cores do Harlem. As frutas são vendidas por unidade! Dá quase para comprar 1 quilo no Brasil.

Fato engraçado: uma mulher parou para elogiar o meu vestido, que é algo bem incomum em NYC, pois ninguém para para falar com ninguém.

 
Aproveitando a gratuidade nas terças-feiras no 9/11 Memorial and Museum, das 17h às 20h, seguimos para Downtown, mas chegamos por volta das 15h e já tinha um grande fila se formando. 


Para passar o tempo, entramos na Trinity Church (Igreja Anglicana), que foi ótimo, para poder usar o banheiro, descansar e aproveitar o ar-condicionado. Seguimos até Wall Street para fotografar o Charging Bull. O cenário é assustador: as pessoas brigam para poder ter um tempo com o touro de bronze e conseguir a melhor fotografia. 

Na volta, procuramos a fila para o memorial, mas surgiu uma pessoa da organização e disse que não tinha mais senha. Terminamos na Macy´s (loja de departamento) que ficava bem próxima ao hotel. Não comprei nada, pois os valores são elevados, mas merece um visita. 

Na quarta-feira, Leo queria ver o setor de Arte Moderna do Metropolitan, como eu, na última visita a NYC, tinha passado um dia inteiro naquele museu, preferi ver outros sítios. Andei até a entrada com ele e marcamos um horário que eu estaria novamente na porta. Optei por ver alguns pontos turísticos que ainda não conhecia. O Met deve ser o museu mais inacessível da cidade (embora fique ao lado do Central Park), pois todas as estações de metrô deixam bem distante, então, é preciso caminhar. 


Passei no Grand Station Market, que é um mercado gourmet, com diversas opções de lanches e doces, mas o objetivo principal era conhecer a Grand Central Station (89 e 42nd St), que é uma das maiores estações de trem do mundo. A estação, além de permitir as pessoas chegarem aos seus destinos, é um destino por si só. É um espaço urbano original, majestoso e acessível. Observei que o interior tinha segurança ostensiva. 

O mercado


Novamente utilizei o metrô em direção ao Theater District, para poder fruir a escultura pública “Love” (1350 Avenue of the Americas at W 55th St), do Robert Indiana – artista associado ao movimento da Pop Art. 


Olhei para o relógio e ainda tinha tempo para conhecer o Lincoln Center (o prédio é sede de várias companhias artísticas, como da Juilliard School e New York City Ballet). Aproveitei a proximidade e entrei na Century 21 (1972 Broadway). Embora essa loja seja mais vazia e organizada que a da Cortlandt Street, os preços são mais elevados. Depois entrei no metrô, e ainda, tinha meia hora para reencontrar o Leo, mas em decorrência da inacessibilidade do Met, cheguei com um atraso de 15 minutos e achei que ele poderia ter ido embora. Por sorte, me aguardava onde tínhamos combinado. Perguntei se ele não se importaria de irmos ao terraço do museu, único pavimento que ainda não conhecia. Fomos para tirarmos fotos, mas o calor era violento (o valor do ingresso para o museu é sugerido, pode pagar qualquer quantia).   

No terraço do Met.


No retorno, encontramos Wendel e Carol, que também estavam na cidade para ver o show da Madonna naquele dia, nós veríamos no dia seguinte. Entramos por um breve período no Central Park e seguimos para o Soho.

 

Columbus Circle

Engraçado que na primeira vez que estive em NYC não sabia dizer quais bairros visitei, pois localizava apenas um endereço no mapa, então, quando me perguntavam “Você esteve em Tribeca?”, minha resposta era “Algum museu fica naquela região?”.

O Soho (South of Houston) é bairro que encanta, pois é cheio de galerias e restaurantes, e ainda, pudemos avistar muitas pessoas com visual hipster caminhando pelas ruas. Entramos em algumas galerias e tinha trabalhos do Haring por 15 mil dólares. 

Adorei a mensagem no metrô!

1 museu 1 artista

Segue uma lista de museus incríveis com obras de 1 único artista:

1Sagrada Família/Casa Batlló/Parque Güell (Barcelona)*1

 

 

 

 
2 – Museo Frida Kahlo (Cidade do México)

 

3 – Van Gogh Museum (Amsterdã)

 
 

  
4 – Musée Rodin (Paris)

 

5- Leopold Museum – Egon Schiele (Viena) *2

 
 

6 – Museo Botero (Bogotá)

 


7 – Rembrandt Huis (Amsterdã)

 

8 – Käthe Kollwitz Museum (Berlim)

 



9 – Museo El Greco (Toledo)

 
 




P.S. Só indiquei museus que já visitei.
*1 A Sagrada Família/Casa Batlló/Parque Güell não são museus, mas construções do arquiteto Antoni Gaudí.
*2 O Leopold Museum não mostra exclusivamente obras do Egon Schiele, mas contém o maior acervo.

Os 10 melhores museus de Arte Moderna e Contemporânea para visitar

1 – MoMA (Nova York)




2 – Centre Georges Pompidou (Paris)




3 – Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia (Madri)


4 – Stedelijk Museum (Amsterdã)


 

5 – Metropolitan (Nova York)
 

 

  
6 – Soumaya (Cidade do México) 

 
 

7 –  Inhotim (Brumadinho)
 

 

 


8 – Mumok (Viena)

9 – Hamburger Bahnhof (Berlim) 

 
 

10 – Neue Nationalgalerie (Berlim)




P.S. Só indiquei os museus que já visitei.

O meu top 10 – de filmes assistidos em 2015

É preciso olhar o cenário de uma forma ampliada, pois foi um ano que o cinema surgiu com novos paradigmas. Se por um lado os temas são repisados, por outro, encontramos frescor nos questionamentos e na tentativa de implementar novas tecnologias.

A Família Bélier

O longa francês estreou na derradeira semana do último ano, mas só consegui vê-lo em 2015. É um dos filmes que mais emocionaram na vida! Devo ter derramado um oceano. É uma obra sensível e despretensiosa, que mostra uma família caipira unida pelo amor.

 

Carol
O filme é uma pintura. O diretor Todd Haynes primou pela perfeição, seja no figurino, direção de arte, fotografia, trilha sonora. A história de amor foi representada magistralmente pelas atrizes Rooney Mara e Cate Blanchett, que está em sua melhor forma. E ainda, o livro que originou o filme, “O preço do sal”, é um marco na literatura, por ser a primeira história de amor gay a ter um final feliz (fica subentendido). 


Beasts of No Nation


Não sabemos por quanto tempo o cinema terá o mesmo formato, mas a distribuição decerto foi modificada pelo Netflix. O seu primeiro filme estreou no site simultaneamente para todos os usuários no globo (nem todos os países possuem a plataforma). A obra retrata uma guerra em algum país do continente africano através dos olhos de uma criança. É possível ver Idris Elba numa atuação notável.



Uma nova amiga

Provavelmente entrou na lista porque aprecio os suspenses do François Ozon e me encanto com o Romain Duris. É uma história surpreendente.


Filha da Índia

Embora esteja longe das grandes premiações, o documentário tem uma importância substancial na luta pelo empoderamento da mulher, pois faz um relato acerca do estupro coletivo de uma estudante de medicina de 23 anos. Na Índia, uma mulher é estuprada a cada 20 minutos!

Perdido em Marte

Esnobei o filme quando passou no cinema, pois a temática espacial ficou tão recorrente nos últimos anos que não me atraiu, no entanto, pude assisti-lo e concluí que é um grande filme. Matt Damon está extraordinário na sua missão de prender a atenção do público em seu monólogo. Tem todos os ingredientes que agrada Hollywood: uma direção impecável, bom roteiro, bom trabalho de efeitos visuais e sonoros.


Tangerine

“Tangerine” é um colírio para os amantes do cinema. Bastou um Iphone nas mãos de Sean Baker (fez “Uma estranha amizade”) para transformar o submundo de LA em um grande filme. Lembro-me quando visitei Los Angeles e me hospedei na Sunset Boulevard. Esperava encontrar glamour, por causa de “Crepúsculo dos Deuses” (Sunset BLvd), e encontrei um ambiente perverso. As duas trans estão ótimas e seguem na corrida pelo Oscar! Imagine a felicidade de ver Kitana Kiki Rodriguez ou Mya Taylor indicadas? 

A dama dourada 

Além da marcante atuação da Helen Mirren, o filme me cativou por revelar fatos que desconhecia sobre a História da Arte. Fala sobre a batalha judicial para reaver a obra “Retrato de Adele Bloch-Bauer I”, do Klimt, confiscada na época do Nazismo. Quando mencionaram que a obra estava no Palácio Belvedere, fiquei assustada, pois estive lá esse ano para ver “O beijo” e não tinha lembrança visual da “dama dourada”.


Divertida mente

É, sem dúvida, o roteiro mais surpreendente da Disney/Pixar. Li que levaram alguns anos para descobrir como representar o funcionamento da mente humana para as crianças. Fui ao cinema, com minha sobrinha, e, para minha surpresa, ficou enfeitiçada pelo filme, ratificando que o esforço dos criadores foi valioso.

Ex Machina 

Se tem uma categoria que não me coopta é ficção científica, mas a película tem um roteiro filosófico com um final inesperado. Narra o teste de um programador com um robô com inteligência artificial. A atriz sueca, Alicia Vikander, deve ser acompanhada nessa temporada (já atuou em “Anna Karenina” e “O amante da rainha”), pois sobressaiu em dois trabalhos que estão em voga (também está na corrida do Oscar por “A garota dinamarquesa”). 

P.S.
Faltou espaço para Táxi Teerã, Malala e Amy (os dois últimos são documentários relevantes).

Existe muita aclamação em relação a Mad Max, que tem realmente uma fotografia linda, um trabalho de som perfeito, no entanto, acho que peca pelo roteiro, mas deve ser indicado ao Oscar de melhor filme e tem chance de levar o prêmio. 
Os filmes mais aguardados para a temporada do Oscar são (que estrearam em 2015):  “O quarto de Jack”, “Spotlight: segredos revelados”, “Joy: o nome do sucesso”, “Steve Jobs”, “O regresso”, “A garota dinamarquesa”, “Youth”, “Brooklyn”, “Creed”, “Carol”, “Sicario”, “Ponte dos espiões”, “Perdido em Marte”, “O filho de Saul”, “A grande aposta”. 

I´m back, NYC

Estive em Nova York, pela primeira vez, em setembro de 2009. Naquela época, comprei o dólar por R$1,60, portanto, a diversão estava garantida. Optei por fazer tudo o que podia. Visitei o MoMA, Gugg, Frick Collection, Met, American Museum of Natural History, fui ao Empire State Building, Estátua da Liberdade, no show da Britney Spears no Madison Square Garden, assisti 2 peças na Broadway (Hair e Chicago) e ainda estive, algumas vezes, na Century 21. 

Graffiti do brasileiro Kobra no High Line



Não pensava em retornar a NYC tão cedo, pois tenho curiosidade por diversas cidades no mundo e admito que não gosto de voltar em algum lugar que já estive (risos), mas meu amigo, Leo, sugeriu que assistíssemos a “Rebel Heart Tour”, da Madonna, em solo norte-americano. Em 2013 renovei o visto dos EUA, então, não teria nenhum impedimento.

É claro que em 5 dias que estive na cidade só conheci o básico, pois NYC tem inúmeras atrações, então teria uma oportunidade de passar uma semana e visitar o que não conheci anteriormente. 

Convencida que deveria assistir Madonna (parece que a turnê não virá ao Brasil), elaborei um roteiro que incluía lugares que não conhecia, em dias de gratuidade, quando era pago, tentando fugir do dólar a 4 reais!

Comprei a passagem na United Airlines, que, naquele momento, estava mais barata (R$1.500), mas depois apareceram passagens pelo mesmo preço em diversas companhias aéreas.

A United Airlines, no que tange aos programas de milhagem, está associada à Azul. É preciso ter um cadastro prévio no site da segunda empresa, e, no momento da compra, indicar o número. Ganhei 6 mil milhas, mas parece que não dá para fazer nada com tal quantia. Voando TAM ou AA teria ganhado 10 mil no multiplus, que seria muito mais vantajoso.

Como tinha voado AA no dia anterior, posso dizer que a United tem um serviço muito aquém da outra companhia. Cheguei no Rio, vindo do México, um dia antes da viagem para NY. Estava exausta de tantas horas de voo. A comida era péssima. Foi impossível comer qualquer alimento servido, mas a equipe era bem atenciosa. A imigração foi realizada em Houston. A fila estava imensa e só tinha 1 hora para fazer todo o processo e despachar minha mala novamente. Pensei que o tempo seria insuficiente.

O agente da imigração foi bem simpático, falou em inglês (em Miami sempre falam em espanhol) e perguntou o que faria em Nova Iorque. Depois que carimbou, levou um susto ao ver que tinha estado nos EUA no dia anterior e novamente havia retornado. Expliquei que viajei para o México com conexão em Miami. Depois corri para pegar a mala, passar no raio-X, despachar a mala. E fui a última a entrar no avião!

NYC tem 3 aeroportos: JFK, Newark (fica em Nova Jersey) e La Guardia (voos domésticos). Optei pelo La Guardia, uma vez que é o aeroporto mais próximo de Manhattan. Pró: pensei na volta, se precisasse pegar táxi, o valor seria menor. Contra: o aeroporto parece uma rodoviária e não tem acesso via trem ou metrô.

Cheguei no La Guardia por volta das 11:50h e tinha duas opções baratas para sair do aeroporto: ônibus ou shuttle. O ônibus custava um pouco menos, mas deixava na Penn Station (tem outras opções de parada). O hotel ficava próximo àquela estação, mas descer na porta do hotel, por apenas 2 dólares a mais, era muito melhor.

Na saída existem alguns guichês com agentes habilitados a pedir o shuttle (se pedir pela internet o valor é inferior, mas teria que saber o horário com precisão). Da outra vez fui de Supershuttle, dessa vez fui de Go Airlink. A passagem custou 17,42 dólares, que paguei diretamente ao motorista. Levou cerca de 30 minutos para aparecer a van que me levaria. O motorista colocou minha mala no bagageiro e sentei ao lado dele. A van estava cheia. Em 20 minutos estava na porta do hotel. Fui a primeira a descer.  

O hotel escolhido foi o Heral Square Hotel (19 West 31st Street), em Korea Town. O check-in só iniciaria às 15h, portanto, deixei minha mala numa sala, pedi a chave do banheiro, coloquei a lente, lavei o rosto e segui para o Wendy´s (ganhei 6 quilos em uma semana com a gastronomia escolhida), que tem um lanche por 8 dólares. 

Lanche da Wendy´s

Minha irmã fez uma lista de compras, então, para gastar o tempo, segui para a Century 21 (paraíso de compras próximo ao WTC, 22 Cortlandt Street). Desci na estação da 34 St, comprei o Metrocard para 1 semana (escolha>metrocard>get new card>unlimited ride>7 days), que custou 32 dólares. Aquela máquina não aceitava notas, apenas cartão e não pediu senha, apenas o cep (zip code). 

Na loja, depois de 2 horas escolhendo o que ela queria, meu cartão de crédito simplesmente não passou. Liguei para a instituição financeira (o funcionário me deu a senha do wi-fi e eu tinha colocado créditos no Skype), depois de aguardar 20 minutos, a atendente disse que não estava me ouvindo e desligou! Os cartões da CAIXA nunca funcionam no exterior, apesar de informar sobre a viagem dias antes. No ano anterior processei e ganhei a causa. Logo no meu primeiro dia tive que gastar 400 dólares! Foi 1/3 do dinheiro em espécie que tinha comigo. O acontecimento me deixou tensa, pois teria que tentar resolver a questão. 

Voltei para o hotel e cheguei por volta das 18h. Subi e encontrei o meu amigo, que já tinha chegado. Nos abraçamos e conversamos, pois não nos víamos desde maio. Ele estava exausto, pois esteve no show da Madonna no dia anterior, em Washington.

Sobre o hotel, era muito bem localizado, mas, pelo preço cobrado, estava muito velho, com carpete empoeirado, o quarto não tinha muito espaço e o banheiro, embora reformado, não era prático. 

Depois de tomar um banho, seguimos caminhando até Rockefeller Center e depois pela Times Square. A Times Square estava em obra e muito tumultuada, além de ter inúmeras carroças de comida e gente vendendo bolsas falsificadas, parecia Madureira. Da outra vez me hospedei naquele quarteirão e não era assim.Também entramos na loja da Disney, pois anteriormente ficava na 5ª avenida.

 

Disney Store

No dia seguinte, passava de meio-dia quando saímos do hotel, paramos na Bread & Butter (303 5th b/t 31st St & 32nd St) e almoçamos. A comida é muito boa, mas é cara, como tudo com a cotação do dólar. O meu almoço custou 15 dólares e devia ter 150 gramas. Só de pensar em pagar 60 reais num pratinho de comida num restaurante coreano dá vontade de chorar. 

O primeiro passeio do dia seria para o The Cloisters (museu medieval que pertence ao MET), que fica no Bronx. Assim como no Metropolitan, o preço do museu é sugerido. Pode pagar apenas 1 dólar. Descemos na estação da rua 190th e pegamos um elevador de filme de terror para sair, a estação tinha ratazanas do meu tamanho.    


Poderíamos pegar o ônibus M4, mas preferimos seguir caminhando pelo Fort Tryon Park e foi uma grata surpresa. Ninguém diz que está na ilha de Manhattan. O parque é muito verde, com um rio e pessoas locais pegando sol. Praticamente não vimos turistas.   


O museu é muito interessante, mas todas as peças foram extraídas de lugares na Europa. Se pensarmos em pinturas, não nos causa espanto, mas quando retiram colunas inteiras, me leva a questionar se não pertencem apenas aos países em que foram edificadas.

De lá partimos para o High Line Park, um parque suspenso construído, em 2009, sobre uma ferrovia desativada, no bairro do Chelsea. Admito que tinha uma expectativa que o parque fosse incrível. É uma experiência muito interessante, pois muitos prédios com uma arquitetura contemporânea foram construídos ao lado, mas o passeio em si é confuso em razão da aglomeração de pessoas num espaço estreito. E, na época que fui, as plantas mais pareciam um matagal, sem flores ornamentais. 


Matagal

Descemos as escadarias e entramos no Chelsea Market, que é um mix de praça de alimentação, shopping center e escritórios localizados no bairro do Chelsea. Caminhamos, olhamos a livraria, algumas lojas e os restaurantes, mas não comemos nada por lá. 

 

Retornamos ao hotel, pois tínhamos agendado um jantar no Eataly com Carol e Wendel, amigos do Rio que também estavam em NYC para assistir ao show. Chegamos no restaurante e tivemos que esperar cerca de uma hora para podermos sentar. O empresário da Madonna, Guy Oseary, passou ao nosso lado. Ouvia falar do restaurante, principalmente após a comoção na inauguração da filial paulista. O restaurante tem várias seções, de peixes, massas, sorvetes e cada produto só pode ser pago no próprio setor. Primeiro comemos focaccia e depois optamos por massa com vinho. O preço não foi absurdo, apesar de odiar serviços que tenham gorjeta de 20% (costume nos EUA, exceto para lanchonetes “fast-food”).  

 


Tinha lido que na segunda-feira teria apresentação de “Bob the drag queen” (que provavelmente estará na próxima temporada do meu programa preferido: Rupaul´s drag race) no Barracuda (275 W. 22nd St.). Seguimos andando por uns 15 minutos. A boate não tem nada escrito na fachada, mas o Wendel reconheceu o lugar. Tinha apenas um leão de chácara na porta. Bastou apresentamos a identidade, pois a casa não cobra ingresso. As bebidas custavam, em média, 6 dólares. O lugar tinha sofás e cadeiras, onde sentamos. A única coisa estranha é ter um banheiro unissex sem porta para o mictório. Eu entrei e já dei de cara com um homem urinando. Já estive em boate com um banheiro, mas havia uma proteção também conhecida como porta. O show é muito bom, embora tenha começado tarde. Bob é hilário. O cachê advém dos dólares que são colocados na roupa da drag. Não ficamos até o fim, pois todos estavam sonolentos. Pegamos um táxi e voltamos pro hotel. 


Chichén Itzá, Playa del Carmen, Valladolid e Tulum

Como relatado no post anterior, pretendia visitar Chichén Itzá logo no meu segundo dia em Playa del Carmen, mas em razão do descumprimento do contrato pela “best day”, acabei contratando o tour, por 50 dólares, no próprio hotel. Na realidade, a empresa igualou o preço ao do folder da Easy Tours (empresa não é muito bem avaliada no Tripadvisor), que tinha pego no dia anterior.



Desagrada-me o passeio em grupo, se por um lado é uma oportunidade para conhecer novas pessoas, por outro, você fica limitada em razão do roteiro preestabelecido. A van foi me buscar por volta das 8 horas, mas depois passou em vários resorts para buscar os demais integrantes do grupo (levou quase 2 horas recolhendo passageiros).
 

A primeira parada foi no Cenote Palomitas, que já me deixou entristecida, uma vez que queria muito conhecer o “Ik Kil” (fica a poucos metros de Chichén), considerado o mais bonito do mundo, mas não verifiquei o roteiro, apenas me garantiram que seria o mesmo que constava no folheto da empresa supracitada.



Os cenotes geralmente ficam dentro de propriedades particulares. Recebemos a informação que permaneceríamos por cerca de 30 minutos. Tinha banheiro para trocarmos as roupas, além de existir a possibilidade de alugarmos coletes e toalhas.

Vestia biquíni por baixo da roupa, além de levar uma toalha de secagem rápida. Aluguei um colete por 20 pesos e desci as escadas que levavam ao rio subterrâneo. Deixei a mochila na pedra e entrei. O lugar é deslumbrante, de um azul cintilante, mas a água é super gelada, pois só entra um raio de sol pela parte superior da caverna. A profundidade impressiona: 45 metros!
 
Seguimos para o almoço num lugar tipicamente construído para turistas, com uma loja imensa de artesanatos caríssimos, e, somente depois de muitos minutos esperando no local possibilitaram a entrada no restaurante. Era um bufê de comidas mexicanas (estava incluído no pacote), mas com a qualidade muito ruim. Nem consegui tirar fotos para mostrar. Experimentei um taco, um pouco de macarrão e tomei uma sopa (que os próprios mexicanos, de Chiuaua, desconheciam a origem). 


De volta à van, seguimos para o sítio arqueológico. A entrada fica abarrotada de ônibus, carros, vans. Só não é assustador porque já fui, em 2012, na Basílica de Guadalupe, na Cidade do México, e presenciei a mesma multidão. 

Vermelha, descabelada e morrendo de calor

O guia nos deixou em um ponto de encontro e foi buscar as entradas. A sensação térmica era avassaladora, mesmo para uma pessoa que está habituada aos 40º do Rio. Uma turista italiana passou muito mal (não sei se em razão da comida ou do calor) e não pôde completar o passeio. Estava tão impaciente que não conseguia ouvir as explicações do guia. Achei que fotografaria todos os detalhes, mas estava com tanto calor que não conseguia segurar a câmera. Levei a boneca Giovaninha para conhecer Chichén (ela esteve comigo na Ásia em 2013, a pedido da minha sobrinha), fiz uma foto dela, meio desfocada e tentei ouvir as explicações sobre as construções.

Olha a Giovaninha

A capital dos Itzáes (povo maia) está situada ao norte da Península da Yucatán. A cidade controlou os portos comerciais e as salinas, também dominou o tráfego marítimo de Yucatán até a América Central. O cenote sagrado era considerado a entrada ao mundo dos deuses, ideia que foi utilizada para submeter a cidade, seus habitantes e os inimigos através dos rituais de sacrifício. Seu auge e florecimento é tardio, apenas após a queda de Teotihuacan, no entanto, há evidências de ocupação humana naquele lugar desde o último milênio, mas apenas entre os anos 650 e 800 a urbe foi formada.

A pirâmide, com nove níveis, foi construída no século XII e tem inúmeros fenômenos, como a serpente, as sombras ou a acústica, que ecoa o som de um quetzal (pássaro), assim que aplaudem em sua base. O guia mencionou que há suspeitas acerca de um cenote abaixo da estrutura, mas nunca foi confirmado pelos arqueólogos. 


Há alguns anos a estrutura não pode ser escalada, objetivando evitar o desgaste da construção. Em 2007, a Pirâmide de Kukulcán foi eleita uma das sete maravilhas do mundo, junto com o Cristo Redentor, a Grande Muralha da China, Petra, o Coliseu, Machu Picchu e o Taj Mahal.

Um dos lugares interessantes de observar é o Tzompantli (a tradução é “fileira de crânios”), uma plataforma onde as cabeças de pessoas decapitadas eram exibidas. A decoração foi realizada com diversas caveiras.

O “Juego de Pelota” (jogo de bola) praticado em Chichén era o Pok-Ta-Pok, jogado com objetivos ritualísticos, que estava associado ao culto do sol. O campo é retangular, um pouco maior que o de futebol.

Campo para jogar bola
O “Templo dos guerreros” ganhou esse nome pois cada pilastra representa um guerreiro. Foi construído sobre o antigo templo de “chac mool”. 


 

No entorno da pirâmide, estão instaladas diversas barracas de artesanato. Nada tem um preço fixo, portanto, se quiser sair com alguma lembrança, será preciso negociar e barganhar.



Não fiquei arrebatada com a pirâmide maia e tenho certeza que é uma das 7 maravilhas por tudo o que a civilização maia representou. Angkor Wat, pra mim, é uma construção mais poderosa e imponente, embora não tenha tal classificação.

A última parada do dia foi na cidade colonial de Valladolid. A limpeza das ruas me impressionou. Caminhei e comprei uma camisa com estampa da Frida Kahlo, que não estava barata, mas a vendedora foi tão agradável que acabei levando. Dei uma passada na Igreja de San Servacio e voltei para o automóvel. 

La iglesia

Ansiava pelo retorno, pois estava muito cansada. Cheguei por volta das 19h, sem ânimo para fazer nada naquele dia.

No dia seguinte, acordei cedo, fui ao Walmart comprar tequila (minha irmã tinha pedido), tomei o café da manhã e segui para a Calle 2 (rua 2), que é o ponto final das vans de Playa. Perguntei qual delas seguiria para as ruínas de Tulum e entrei. Por 40 pesos, em poucos minutos, o motorista me deixou na avenida, próximo da entrada. É preciso ter atenção, pois existe van (e também o ônibus ADO) tanto para o centro da cidade de Tulum quanto para as ruínas de Tulum.


Em razão do sol escaldante, paguei o bilhete do “el trenecito”, um trenzinho que leva até a entrada do Parque Nacional – cerca de 1 km. A pulseira também dá o direito ao retorno pelo mesmo meio de transporte.

 


Paguei a entrada (57 pesos) e segui para apreciar as ruínas. Queria ter encontrado o cenário deslumbrante das fotos que vi na internet, mas, o sargaço tinha coberto aquele imenso mar azul turquesa. Tirei algumas fotos e desci a escadaria que leva ao mar e, apesar da coloração marrom, não titubeei e tirei a roupa, coloquei a mochila na pedra e entrei para me refrescar. 


Tulum (significa “muralha”) é um sítio arqueológico localizado na Riviera Maya, que fica dentro de um parque nacional. Embora existam inscrições datadas do século VI, as edificações foram construídas por volta do ano 1.200. A principal edificação é conhecida como “El castillo”. Antigamente a cidade era chamada de “Zamá”, traduzido como “amanhecer”, em maya, por sua localização, onde primeiro se desponta o amanhecer na região. 


Foi uma comunidade mercantil portuária, privilegiada por sua localização. A vida cotidiana estava relacionada com política, rituais religiosos, artes, observação astronômica, principalmente do planeta Vênus.

A presença da muralha foi importante para salvaguardar seus residentes, pois apenas a elite habitava a cidade murada, as pessoas comuns viviam fora. Só existia 5 entradas e altura dos muros era irregular, seguindo os contornos do terreno. 

Caminhando pelas ruínas me deparei com as inúmeras iguanas que habitam o local.  

Na saída, perguntei o sentido da “Playa paraíso”, todavia, de paraíso não tinha nada. Fui numa época que as algas vieram com tudo. Depois de caminhar por 20 minutos, cheguei numa região com areia branca, mas seria impossível entrar no mar, pois as algas na borda chegavam até a altura da minha cintura! Morria de sede, mas não havia sequer um quiosque. No caminho, tinha um senhor vendendo cocos por 5 dólares!

Retornei e entrei em uma van parada, que seguiria para Playa, mas esperou aparecer mais passageiros. Fiquei ali por uns 20 minutos. Estava faminta e parei num bar, Pollo rojo, na própria Calle 2, onde as vans param. O preço era muito mais acessível que na 5ª avenida. Pedi uma limonada (eles sempre servem num imenso copo), guacamole, nachos e batatas fritas. O atendimento foi excelente. 



Queria seguir para Cozumel (as barcas para a ilha saem de Playa del Carmen http://www.granpuerto.com.mx/en), mas estava exausta e optei pela piscina do hotel. O paraíso dos mergulhadores ficará para uma próxima visita. Passei na praia apenas para olhar o mar.


Minha grande surpresa foi o restaurante “El tapas company”, anexo ao hotel, onde tomei café da manhã todos os dias. Sentei e pedi a maravilhosa bebida “ojo rojo” (parece michelada, mas é feita com suco de tomate temperado, gelo, limão, molho inglês, pimenta e depois é adicionado cerveja) e croquetes. Até a entrada estava deliciosa: pão e azeitona. Por estar hospedada no hotel, tinha 10% de desconto, além de receber uma dose de licor de cortesia. O custo foi 170 pesos! Depois caminhei pelo Palácio Municipal, localizado na frente do hotel. Ali vi diversos moradores conversando e crianças brincando. 

Clamato, suco de tomate já temperado para fazer “ojo rojo”

 


No dia anterior já havia comprado a passagem para o ônibus ADO, rumo ao aeroporto de Cancún. 

Rodoviária Nova

Acordei por volta das 8h no dia 10/09, fui na loja Corazón do México comprar artesanato, depois no Walmart. Fiz o checkout e deixei a mala, no retorno, recebi um mimo incrível: um coração (o hotel é decorado com muitos corações). Na mesma calle 10, estive no restaurante natureba “Balché playa” e pedi uma “agua de balche”, veio uma garrafa de 1 litro. Ela disse que era feito uma raiz (maca?) do Peru e era mais forte que café. Para comer pedi pães torrados com patês. Olhei para o relógio e vi que faltava 10 minutos para a saída do ônibus. Levei tudo para comer no caminho. Corri com a mala, mas a rodoviária ficava a apenas uma quadra.  

Água de balché


Cheguei com tempo suficiente para fazer o check-in e despachar as malas. O problema foi aguentar 6 horas de conexão no aeroporto de Miami. Tinha pesquisado uma sala vip do Lounge Key, o Club America, mas ficava em outro setor, perguntei ao policial e disse que poderia sair, mas depois teria que passar novamente pela imigração. No way! O jeito foi matar a fome no Wendy´s. 

A melhor surpresa, ao chegar, foi encontrar um café da manhã preparado pela minha sobrinha, Giovana, de 6 anos! Tinha pão de queijo, frutas, suco, iogurte, mel, geleia e um bilhete cheio de amor. 


Parece inacreditável, mas no dia seguinte, 12/09, seguiria novamente para a América do Norte, rumo a Nova York. 

A região da Riviera Maya tem inúmeros atrativos que ainda pretendo conhecer, seja um hotel all inclusive em Cancún; Isla Mujeres; os parques Xplor, Xel-há, Xcaret; nadar com as tartarugas de Akumal, com tubarão-baleia em Holbox; conhecer os diversos cenotes, como Dos ríos…

Roteiro Ásia 2014

ROTEIRO  (NOVEMBRO/2014)

DIA 15 – SÁBADO

SP-ABU DHABI – Voô sai às 22:40

DIA 16 – DOMINGO

Abu Dhabi – visto com a Ethiad

Hospedagem: Hyatt Capital Gate Abu Dhabi

Como sair do aeroporto:

Do aeroporto até o hotel são aproximadamente 10 minutos. Os táxis não são caros. A bandeirada do aeroporto é 5x mais cara que dentro da cidade, mesmo assim o valor não é exorbitante.

Corniche


DIA 17 – SEGUNDA-FEIRA

Ferrari World

Sheikh Zayed Grand Mosque

Virtual Tour

DIA 18 – TERÇA-FEIRA

Day tour em Dubai (Dubai Mall, Palm Jumeirah, Gold Souk, Marina Walk…)

 

Dubai Marina Walk

Restaurantes com bom custo-benefício no tripadvisor:

Lebanese Mill

Lebanese Flower Khalidia (existem 3)

Biancorosso Pizza   

http://biancorossoitaly.com/brmenu/

 Level Lounge at Crowne Plaza (bar)

Voo Abu Dhabi – Hong Kong Voo às 21:30, Ethiad

Hong Kong – não necessita visto

DIA 19 – QUARTA-FEIRA

Como sair do aeroporto: Ainda dentro do aeroporto pegar o trem expresso até um dos principais pontos da cidade.

Hospedagem:  Hotel ibis Hong Kong Central and Sheung Wan (fica a 5 minutos a pé do Terminal de Balsas HK-Macau. O Aeroporto Internacional de Hong Kong está a 40 minutos de carro do hotel. Já a Estação Expressa do Aeroporto de Hong Kong encontra-se a no máximo 10 minutos a pé do hotel. )

Avenue of the Stars

The Peak

Mercados de rua

Hong Kong Visual Art Centre

Hong Kong Museum of Art


DIA 20 – QUINTA-FEIRA

Pegar o metrô até a estação Tung Chung e de lá pegar um cable car até o topo, onde chegará em  Ngong Ping. Optar pelo Cristal Cabin.

O cable car funciona de 10h às 18h

Ilha de Lantau

O templo budista Po Lin Monastery e o Tian Tan Buddha

Hong Kong Disneyland (tem metrô pro parque). Funciona de 9 às 21h

Mercado noturno

É o maior mercado noturnos de HK, Descer na estação Jordan.

DIA 21 – SEXTA-FEIRA

Ida a MACAU
Não precisa de visto.

Ferry leva cerca de 1 hora. Custa 15 dólares

https://www.turbojet.com.hk/en/routing-sailing-schedule/hong-kong-macau/sailing-schedule-fares.aspx

O hotel tem shuttle service de 9 às 8 para: Hotel Sintra, Grand Lisboa Hotel, Macau Ferry Terminal

From / To Macau Airport & Taipa Ferry Terminal:

10 Minutes by Taxi

20 Minutes by Bus No. MT1 (To Macau Airport & Taipa Ferry Terminal)

20 Minutes by Bus No. MT2 (From Macau Airport & Taipa Ferry Terminal)

Centro histórico de Macau – Patrimônio Mundial da Unesco, principalmente “As ruínas de São Paulo”

A-Ma Temple

Noite: visitar um casino (Macau é a Las Vegas chinesa)

Casino at Venetian

Grand Casino Lisboa

DIA 22 – SÁBADO

Voo para Bali-Denpasar às 10:45

Airasia saindo de Macau

BALI

Visto no aeroporto (visa on arrival): preencher um formulário, pagar 25 dólares, passaporte com validade mínima de 6 meses, cartão de vacina de febre amarela e passagem de volta.

Hospedagem: Junjunganbali http://junjunganbali.com

DIA 23 – DOMINGO

Floresta dos macacos

Terraços de arroz de Jatiluwih

Ubud Palace

Ubud Market

Tirta Empul (banho nas águas sagradas) http://en.wikipedia.org/wiki/Tirta_Empul_Temple

DIA 24 –SEGUNDA-FEIRA

Bedugul

Tahan Lot

Ulun Danu – o templo do lago


DIA25 – TERÇA-FEIRA

Fazer um tour

DIA26 – QUARTA-FEIRA

Voo sai de Bali às 17:00 e chega em Kuala Lumpur às 19:55

Malásia – Não precisa Visto, apenas passaporte válido e cartão de vacina febre amarela

Como sair do aeroporto

LCCT (aeroporto da Airasia)

Pegar o trem até a estação Central (KL Sentral) e depois pegar um táxi até o hotel.

Hospedagem: Impiana KLCC Hotel

Kuala Lumpur City Gallery (entrada gratuita, informação sobre a cidade, vende suvenir) http://www.klcitygallery.com/

Mesquita Nacional

Petronas Twin Towers (o hotel fica ao lado)

DIA27 – QUINTA-FEIRA

Batu Caves (bairro de Gombak)
Ir até a estação KL Sentral e pegar o trem com sentido a Batu Caves (estação final).


Ir ao Central Market

KL City Centre (KLCC) Park – designed by Roberto Burle Marx

DIA28-SEXTA-FEIRA

Voo de volta. Atenção: sai na madrugada 3:25h!

KLIA (aeroporto internacional das demais cias aéreas)

A melhor opção é pegar um trem rápido KLIA Ekspres.  http://www.kliaekspres.com/ 

Pesquisa de hospedagem

Tripadvisor

É o melhor site de viagem. Raramente reservo um hotel ou “tour” sem antes dar uma olhada no tripadvisor. Também contribuo com avaliações sobre os estabelecimentos e atividades. Tenho o aplicativo no celular e sempre baixo o mapa das cidades que visito. Ele oferece um excelente serviço: a opinião de pessoas que se hospedaram ou visitaram determinada atração, além de mostrar uma lista de hotéis, classificados pelas melhores notas, sendo que ao lado aparece o preço nos sites de reserva com um link direto. É claro que é necessário ler tudo com bom senso, aproveitando o que for útil. Lembro-me que uma vez procurei por um hostel, que tinha a diária de 30 reais para o quarto individual, e me deparei com alguém reclamando que não tinha iogurte no café da manhã!



 


 
Booking.com

O booking é, com certeza, o site com o maior número de estabelecimentos cadastrados, portanto, favorece uma pesquisa abrangente. Em geral, não é cobrado nada do cartão de crédito até o dia do check-in, sua utilização visa apenas garantir a reserva para o caso de no show (não comparecimento). O cliente deve ficar atento ao tipo de contrato: se requer depósito, se o cancelamento é gratuito (indicado, no caso de imprevistos ou se achar algo melhor). Uma dica (que eu mesma sempre esqueço) é reservar pela página do Multiplus ou TudoAzul (cada 1 dólar gasto equivale a 4 pontos!).
 
A maioria das minhas reservas recentes foram feitas no hoteis.com. Eis o motivo: tive alguns problemas com o cartão de crédito no exterior (também na hora de pagar o hotel), que me deixaram um pouco estressada e me levaram a processar a instituição financeira. Hoje sei que o cartão raramente funciona, apesar do comunicado de viagem internacional, portanto, para evitar surpresas, optei pelo site que permite efetuar o pagamento da reserva em reais (evita o IOF e a oscilação cambial) e ainda deixa parcelar em até 12 vezes sem juros. Também é necessário verificar o contrato, sem possibilita o cancelamento da reserva. Tem o programa “rewards”, que dá 1 diária grátis a cada 10 noites acumuladas. Uma dica (que eu mesma sempre esqueço) é reservar pela página do TudoAzul (cada 1 dólar gasto equivale a 10 pontos!).
Já realizei a reserva no decolar algumas vezes em razão do valor infinitamente inferior aos demais sites (é preciso ficar atento que algumas páginas não apresentam o valor com taxas, dando a impressão que a diária custa menos). Nunca tive qualquer problema.
 
O site disponibiliza estabelecimentos na Ásia que não são localizados nos demais concorrentes. O único problema é que, embora tenha a conversão para diversas moedas, a nossa não está incluída. Usei para reservar hotel na Tailândia e aprovei.
 
O Airbnb é um site que oferece três tipos de acomodações: casa inteira, quarto inteiro e quarto compartilhado. Algumas cidades (as mais turísticas) oferecem muitas opções. Utilizei uma vez, pois o hotel estava o dobro do preço, sendo que o horário do check-in e check-out foi flexível (pode ser negociado com o proprietário, em alguns casos), além do apartamento ser muito mais confortável. A negociação inicia quando você pede para reservar e começa a trocar mensagens com o dono. O pagamento é realizado através do próprio site.
 

  
O couchsurfing é a opção mais barata de hospedagem, já que a pessoa oferece um sofá (pode ser um quarto inteiro) sem qualquer custo. Admito que nunca tive coragem de me aventurar. Uso o site para obter informação dos lugares que vou visitar, já encontrei algumas pessoas, levei para conhecer a cidade. No exterior, também tentei marcar para conversar, mas aconteceram alguns desencontros.
 

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