Praga, 2ª parte

No terceiro dia em Praga, tomamos o café da manhã e seguimos em direção à Ponte Carlos (que ficava a 5 minutos do hotel). Após alguns minutos de caminhada, chegamos na rua Nerudova – o nome foi dado em homenagem ao escritor Jan Neruda. O curioso é que o poeta chileno Pablo Neruda utilizava tal pseudônimo em homenagem ao Jan, pois nasceu Neftali Ricardo – sobre a alcunha de Neruda, soube a origem na sua casa de Santiago, La Chascona.


Assim que subimos a rua que dá acesso ao Castelo dePraga, pudemos observar a paisagem pictórica da cidade. É o maior castelo do mundo, pois, além de ser a sede da presidência (antigamente dos reis), comporta diversos prédios: igreja, museu, convento. Existem algumas opções de tíquetes, dependendo das construções que pretende visitar. Comprei o bilhete que dava acesso às principais atrações e custou 350 coroas.

 

A primeira visita foi na Catedral de São Vitu, que é a maior igreja da República Tcheca, construída no estilo gótico, iniciada em 1344, mas só finalizada em 1929. É interessante observar os elementos característicos da arquitetura gótica: as rosáceas e os vitrais, a planta em cruz latina, as abóbadas em formato ogival.

Atrás da catedral, encontramos a Igreja de São Jorge, construída em 920, que é o edifício religioso mais antigo do país e fica dentro do Castelo de Praga. A igreja, com o decorrer do tempo, sofreu diversas adições em sua arquitetura.

Observamos algumas construções que remontam a época em que o castelo foi construído, com reproduções dos ambientes como farmácia. Também é possível visitar um ambiente com armaduras utilizadas no período medieval.

A caminhada de retorno foi exaustiva e paramos na rua para comer um cachorro-quente com salsicha branca da Baviera e foi o melhor que já comi na vida – minha opinião pode ter sido influenciada pela fome. Após a sesta, seguimos para conhecer uma “Absinteria”.

O absinto (também conhecido como “a fada verde”) foi, por muitos anos, uma bebida proibida em razão do suposto efeito alucinógeno advindo da erva losna, mas principalmente por seu teor alcoólico, que pode chegar a 90% (observei no mercado rótulos com 70%, 80%). Foi muito popular na França, embora tenha sido criada na Suíça. No Brasil, a bebida só é permitida se tiver o teor máximo de 54%. Na “Absintherie”, os célebres apreciadores da bebida eram exaltados: Wilde, Van Gogh, Dalí, entre outros. Tinha um menu com várias bebidas feitas com absinto, mas escolhi um tipo de pina colada, que estava muito amargo e detestei. A bebida do meu amigo, feita com maçã, estava uma delícia, bem doce e suave.

 

Sentada na praça após o absinto ahhaa

Na saída da Absintherie, resolvi experimentar o pirulito de maconha, vendido em qualquer mercadinho. Gostei do sabor, mas não tem qualquer efeito alucinógeno.

Em Praga é possível achar muito artesanato em vidro
No dia seguinte, o quarto dia em Praga, era meu aniversário, no ano anterior passei no Deserto do Saara! Não tinha um roteiro específico, então caminhamos por 15 minutos para ver a “Casadançante”. No caminho, é possível apreciar uma paisagem deslumbrante que remete Amsterdã. Nas margens do Rio Moldava tem um barco-rastaurante e um barco-hotel. Lindas casas coloridas refletiam na água e o sol finalmente brilhava.

Fizemos uma longa caminhada até o “Labirinto dos espelhos”. É realmente distante! Caminhamos até o início do Monte Petrín, pois o mapa mostrava que havia um funicular (trem) para subir o monte, mas, naquele dia estava fechado! Olhamos e refletimos se seria possível chegar no destino caminhando, pois avistamos uma grande muralha. Decidimos subir. O caminho é lindo e pouco turístico. Muitos moradores aproveitavam o sol para fazer piquenique, caminhada e andar de bicicleta. Pensamos em desistir em alguns momentos, mas, após persistirmos, chegamos no topo. A vista foi um prêmio para o esforço. Pagamos 90 coroas para entrar e nos divertimos muito. Rimos como crianças com as deformações causadas pelos reflexos. No alto do monte Petrín tem uma Torre de Observação e o Jardim Vrtba.

Labirinto dos espelhos

Na descida, escolhemos um restaurante aleatoriamente e entramos no U Kříže. A comida era deliciosa, com excelente strudel com sorvete e vinho por apenas R$35. Praga é uma cidade que permite ao turista comer bem e barato. Na saída, passamos no mercado para comprarmos lanches.

O hotel deixou os cumprimentos e um vinho!
A República Tcheca é o país que mais consome cerveja no mundo!

No dia seguinte, acordamos cedo, pois já havia agendado o transfer, como comentei no primeiro post, no site http://prague-airport-transfers.co.uk/, em português, sem a necessidade de pagamento antecipado. O serviço é ótimo e pontual. Recomendo. Do aeroporto até o hotel custou 22 euros e do hotel à estação de trem, 14.

A principal estação de trem em Praga é a Hlavni Nadrazi ou HL. N. A passagem para Viena foi comprada no site https://www.cd.cz. Custou apenas 19 euros! Dentro da estação tem um grande mercado – aproveitei para comprar um sanduíche natural e um chá. Houve um fato cômico quando meu amigo tentou trocar suas últimas coroas por euros. A atendente quis dar uma lição e disse “First you have to say ‘hello’”, pois apenas tinha pedido para fazer o câmbio, todavia, não era problema com polidez, mas com o idioma.

Praga – 1ª parte

Crio dois ou três roteiros a cada período de férias e espero surgir uma passagem com valor razoável, então faço ajustes, pois tenho interesse pela maioria dos lugares do mundo. E, como disse Susan Sontag, Eu não estive em todos os lugares, mas está na minha lista.”
Comentei com meu amigo Victor sobre o roteiro que incluía Praga (4 dias), Viena (2 dias), Budapeste (2 dias), Lisboa (4 dias) e Sintra (bate e volta), que se interessou imediatamente pela ideia. Compramos a passagem pela TAP por um preço justo, mas longe de ser promocional, R$2.300 (ano passado fui para Espanha com a Iberia por R$1.500). A ida foi para Praga e a volta de Budapeste (o restante do percurso foi realizado de trem), no final, fizemos o stopover gratuito em Lisboa.
Após comprar a passagem, em razão de algumas dores abdominais, descobri que estava com endometriose, um cisto de 15 centímentros, outro de 5 nos ovários e teria que fazer uma cirurgia com urgência, uma vez que havia o risco de rompimento. Disse ao médico que viajaria, mesmo com o risco, e me submeteria à cirurgia no retorno. Além de alguns cuidados, como não pegar peso, parti para me divertir, pois a vida é realmente um sopro.
Aproveitei a dica do site viajenaviagem.com e agendei o transferde ida e volta em: http://prague-airport-transfers.co.uk/, em português, sem a necessidade de pagamento antecipado! Apesar do atraso de horas no vôo da Tap, lá estava o motorista com a placa com o meu nome, aguardando no hall de chegada. É possível pagar com cartão, coroas tchecas (a moeda da República Tcheca) e euros.
Sobre o câmbio, sempre faço no aeroporto, mesmo que a cotação não esteja favorável, pois não é interessante chegar na cidade sem a moeda local. A travelex compra a moeda pelo mesmo valor vendido, desde que tenha a nota fiscal, na viagem de retorno (caso volte ao aeroporto, que não foi o caso).
Coroas tchecas

O hotel escolhido foi o Cloister Inn, embora fique na região de Praga 1, que não é tão recomendada nos sites como Malá Strana ou Staré Město (cidade velha), foi a melhor opção, pois estava perto de todos os pontos turísticos da cidade e foi possível fazer absolutamente tudo caminhando – foi preciso ter muita disposição em alguns momentos. Tinha máquina de café, cappuccino etc. no lobby, wi-fi free funcionando, além de contar com uma equipe cordial.

Como chegamos tarde, nos deparamos com o frio em Praga: cerca de 2 graus. Nos instalamos no quarto e procuramos forças para conseguirmos encontrar um lugar para jantar. Fomos andando instintivamente, sem qualquer mapa, e chegamos na Praça Venceslau. Avistamos a Pizzeria Modra Zahrada, que tinha uma excelente ambiente, pizza e tocou o álbum “Rebel Heart”, da Madonna, inteirinho (como fã, me ganhou, independente da comida). Pizza grande e duas taças de vinho por R$36. Os preços na cidade são ótimos!
Museu Nacional de Praga na Praça Venceslau
Acordamos e fomos degustar o café da manhã do hotel, que tinha grande variedade, logo depois seguimos para conhecer um dos pontos turísticos mais festejados da cidade: A ponte Carlos. É a ponte mais antiga de Praga. Sua construção teve início em 1357. É o local com a maior concentração de turista que vimos.

Carros antigos que são alugados para turistas
O dia estava frio e aproveitei para experimentar o “trdelnik” (pão com cobertura de açúcar) e o vinho quente.
 

Friooooooo

Após atravessar a Ponte Carlos, cheguei na St. Nicholas Church (entrada 70 coroas), uma bonita igreja barroca. Posteriormente, atravessamos a ponte e seguimos para caminhar no Bairro Judeu.

Sinagoga

A alguns passos dali, outro ponto turístico bem disputado: Orloj – o relógio astronômico, em Old Town (cidade velha). Como consta no site oficial, a principal função do relógio astronômico era retratar o movimento dos corpos celestes (incluindo o Sol e a Lua), mostrar o tempo era apenas um elemento secundário. Foi construído em 1410 e fica instalado na prefeitura. A cada hora, de 9 às 23 horas, existe uma “apresentação” no relógio, que causa comoção nos turistas.

Old Town

Como tudo em Praga é relativamente perto, quando queríamos usar o banheiro ou descansar um pouco, voltávamos pro hotel. No hotel pesquisamos um bar de tapas em Malá Strana e seguimos para lá, após uma hora de repouso (coisa da idade…).
Chegamos em “Los optmísticos”, mas o lugar era muito pequeno com apenas 4 mesas e não tinha tapas como encontramos na Espanha, apenas opções frias (não tem cozinha). Escolhemos um prato de frios e vinho.
No fim da rua tinha um supermercado e compramos salame, queijo, pão preto, azeitona, vinho e chocolate para levar para o hotel, pois o frio era assustador para uma primavera.
 
É interessante registrar algumas curiosidades sobre Praga: produtos derivados da maconha são vendidos em diversos mercadinhos e no supermercado. O plantio e o consumo doméstico são liberados, mas avistamos pessoas fumando no bar, por exemplo. Lembrou-me muito Amsterdã, só que com mais produtos nas lojas e sem os famosos “coffee shops”.

1 dia em Kuala Lumpur

Quando programei o roteiro da viagem, comprei a passagem “open jaw” (vai para um destino e volta por outro). Optei por voltar desde Kuala Lumpur por um motivo óbvio: a cidade é a sede da melhor low cost da Ásia, Airasia (voei em novembro, antes do fatídico acidente ocorrido em dezembro).
Petronas Twin Towers


Kuala Lumpur é a capital da Malásia, sua moeda é o ringgit. O país é predominantemente muçulmano, no entanto, vi muitas mulheres sem qualquer hijab (quando usam lenço são bem coloridos).

A cidade tem dois aeroportos: LCCT (Low cost carrier terminal) e o KLIA (Kuala Lumpur International Airport). Voamos desde Bali pela Airasia, portanto, chegamos no primeiro aeroporto e tivemos uma grande surpresa: desde maio de 2014 já estava conectado ao trem Klia Express (antes só atendia ao aeroporto internacional) que leva até a KL Sentral, estação central, com apenas 30 minutos e custa 35 ringgits.


É possível comprar refeição, escolher assento, além de estipular o peso da bagagem durante o processo de aquisição da passagem no site da Airasia. Cada item tem o seu próprio custo. O lanche comprado era muito bom e não tinha no cardápio durante o voo, portanto, dependendo da duração da viagem, é bom solicitar pela internet. Também escolhi o lugar, além de comprar 25 kg de bagagem, para levar as bugigangas sem dor de cabeça.



A estação central é enorme e aproveitamos para fazer uma refeição, pois já estava tarde e ficamos receosos de não encontrar nada nos arredores do hotel. Comi no McDonald´s (às vezes é preciso) e Danilo jantou no Starbucks (vendem refeições). O preço é inferior ao praticado no Brasil. Logo na saída, existe um guichê de táxi, com preços tabelados. A corrida da estação central até o hotel saiu por R$14,00!

O hotel escolhido foi o KLCC Impiana, um quatro estrelas muito próximo às torres gêmeas. Como teríamos apenas um dia inteiro (tivemos que pagar duas diárias, pois chegamos à noite de um dia e só sairíamos na noite do dia seguinte), resolvemos escolher um hotel bem localizado. Fica ao lado de um trem que conecta com a estação central, mas também é possível chegar no metrô com 7 minutos de caminhada. Existem dois shoppings enormes nas proximidades. Como diria meu amigo “O povo aqui adora mall!”.
Decoração de Natal num país muçulmano

No dia seguinte, acordamos cedo e seguimos para Batu Caves. Caminhamos alguns minutos até chegarmos no tram que vai para a estação central. Observamos, de imediato, que a cidade é muito moderna, com prédios gigantescos, shoppings enormes. Para chegar no ponto turístico supracitado, basta ir até a KL Sentral e pegar a linha vermelha do metrô até a estação final, Batu Caves.


Batu Caves é um local de peregrinação religiosa e turística. São três cavernas com santuários hindus. Logo na entrada avistamos uma enorme estátua dedicada a MuruganSão 272 degraus, construídos em 1920, até atingirmos a caverna principal. Existem incontáveis macacos que tentam, a todo custo, pegar alguma coisa dos turistas – principalmente comida.



As mulheres precisam estar com as pernas cobertas para entrar no templo. Levei uma canga e vesti no local, no entanto, muitas turistas não se informam antes e acabam tendo que alugar uma vestimenta na entrada. 

Logo que saímos do metrô, avistamos um lugar com vários indianos repousando e aproveitamos para receber o bindi (um sinal vermelho que tem diversos significados) na testa, onde se localiza o sexto chakra, ajna.


Na saída, nos deparamos com uma das cenas mais emocionantes que se pode ver: um casamento indiano. Mesmo acontecendo em um espaço reservado, na base de Batu Caves, tiramos os sapatos e entramos, ficamos num canto, para não atrapalharmos a cerimônia. A noiva estava toda pintada, com joias e ambos com um colar confeccionado com flores (a troca de colar significa que a partir daquele momento serão um só).


Na volta, seguimos para o Central Market e caiu um temporal. Esperamos por quase uma hora até prosseguirmos. Estava com a câmera fotografando e observei um motoqueiro muito próximo e me assustei – li que na cidade é comum furtos de moto -, mas nada aconteceu. Kuala Lumpur parece uma cidade bem segura, se compararmos com qualquer cidade no Brasil.



O mercado central parece um shopping, com itens de diversos lugares da Ásia, pois, na verdade, não vi nada essencialmente local. Não sei se existe artesanato característico daquele país – como vi na Tailândia, Indonésia, Vietnã. Na saída, comprei duas pitayas para trazer pro Brasil.

Para sempre Bali (3ª parte)

Ao contrário de muitos viajantes, cheguei em Bali sem muita expectativa e me surpreendi. Sabe aquele lugar que você gostaria de viver? No meu último dia inteiro em Bali, escolhi o tourintitulado “Singaraja – Lovina Tour”, que custou 240.000 rúpias.
Por volta das 7:40 da manhã, o motorista me buscou no hotel e me levou para o escritório para aguardar os demais participantes. Levei um susto quando minha câmera caiu no chão enquanto ainda estava no carro (embora queira trocá-la, não era o momento propício). Com o coração acelerado, percebi que a Nikon só tinha amassado levemente, mas a lente estava perfeita. Paguei o passeio e percebi que não tinha rúpias para gastar no decorrer do dia. O motorista me levou em uma casa de câmbio próxima.



Royal Family Temple
Minhas companheiras de tour eram divertidas: duas russas, mãe e filha (residentes em NYC), uma francesa (residente na Austrália) e uma suíça (residente no Chile). A russa estava viajando há mais de um ano e a mãe decidiu encontrá-la em Ubud para passar alguns dias. A francesa estava viajando há 3 meses e era a terceira vez em Bali! A suíça aproveitou a ida para Europa para visitar o pai adoentado e esticou até a Indonésia.
A primeira parada foi em Mengwi, no Royal Family Temple, templo construído em 1634 por um rei da dinastia Mengwi. Seu nome “Taman Ayun” significa “jardim bonito”. Consiste em uma série de terraços em diferentes níveis, cercados por um fosso. Objetiva proteger Bali dos maus espíritos.

Novamente houve uma parada com propósitos comerciais – como no tour do dia anterior, no entanto, não em Temen, mas em Perean, para provar e conhecer o famoso café balinês. As meninas estavam eufóricas no meio da floresta, pois não conheciam as árvores de cacau ou café! É claro que para uma brasileira não era uma novidade.


Finalmente, depois de algumas horas, chegamos em Bedugul, o templo do lago, símbolo de Bali, que figura em uma das cédulas da Indonésia. Bedugul é uma pequena cidade está localizada entre montanhas e lagos, com ar frio e nevoeiro, o templo fica nas margens do Berakan Lake, um lago raso que está a 1.231 metros acima do nível do mar. Os locais estavam preparando uma cerimônia, com muito canto e oferendas. Na entrada observei símbolos de religiões díspares, pois havia uma grande mesquita, uma escultura grande de Buda e o templo do lago, tudo num raio de 100 metros. O ingresso custou 30.000 rúpias.

  




Para refrescar, pois Bali é uma ilha com o clima quente e úmido, paramos em “Gitgit Waterfall”, uma cachoeira localizada ao norte, com altura de 35 metros e cercada por árvores tropicais. Depois de uma curta caminhada, é preciso pagar 20.000 rúpias para seguir adiante. Do grupo, apenas a suíça caiu na água – de calcinha e sutiã!

O que parecia ser um paraíso se tornou uma grande frustração, pois as imagens de Lovina Beach, localizada ao norte da ilha, encontradas na internet, não condizem com a realidade. A praia era muito feia, sem qualquer atrativo. Aconteceu uma confusão, pois a russa era autoritária e numa tirada hilária disse que queria a praia cheia de golfinhos que tinha visto no “google” e não almoçaria ali. De comum acordo, decidimos procurar outros lugares, no fim, acabamos dentro de um supermercado.

Sabiamente fui com o biquíni sob a roupa, pois esperava tomar banho no mar, mas serviu para entrar na piscina de águas quentes, “Hot Spring”, em Banjar. Apenas eu e a suíça entramos. Deixei a câmera e minha bolsa com a francesa. Observei que as mulheres locais tomavam banho de roupa. São três piscinas públicas e uma particular. As águas termais são sagradas, compostas por águas sulfurosas de origem vulcânica com temperatura de 37 graus. Levei uma camisa para trocar e coloquei a canga na cabeça para secar os cabelos, que me deu um visual renovado, levando a polida francesa a brincar comigo, dizendo que estava bem alternativa, no melhor estilo dos turistas de Bali (risos).


A última parada do dia foi em Munduk, para admirarmos a paisagem.



Depois de retornar ao hotel, queria muito ir ao centro de Ubud para apreciar um show de dança balinesa, mas estava tão exausta que tomei banho, lanchei e apaguei.
No dia seguinte, acordei cedo, tomei café e segui para o Ubud Market para gastar as últimas rúpias, comprando cangas. Voltei e almocei no hotel com o meu amigo Danilo. O transfer já estava agendado, e, durante o dia, finalmente pude apreciar o belo paisagismo do aeroporto de Denpasar. Simplesmente lindo! Além de ser um dos mais modernos que já visitei. Para sair da Indonésia é preciso pagar uma taxa de 20 dólares antes de seguir para o controle de imigração.


Uma boa lembrança de Bali: a música do Gus Teja que tocava no hotel: 

Bali, ilha dos templos e arrozais (2ª parte)

O hotel inicia o café da manhã às 8:00 no restaurante, mas deu a opção de servir o café da manhã às 7h, no quarto. Uma delicadeza inesquecível. Agendei, na agência de turismo, o passeio intitulado “Kintamani – Besakih Tour”, por 180.000 rúpias. O motorista iria me buscar às 8:00.
Com um pouco de atraso, apareceu o motorista, que foi recolhendo os demais componentes do grupo. Posteriormente, o dono da agência assumiu o volante. Minhas companheiras de tour eram duas irmãs alemãs super amargas e uma jovem de Taiwan, que fazia sua primeira viagem solo.
A primeira parada foi em “Goa Gajah”, também conhecido como “Elephant Cave Temple” ou templo dos elefantes. O santuário foi construído no século 9. A figura esculpida na entrada da caverna foi pensada como elefante. O local é mencionado num poema javanês escrito em 1365!

A taiuanesa perguntou no templo sobre os elefantes e a resposta foi “estão na Tailândia”. A entrada custou 15.000. Embora seja um templo considerado Patrimônio Mundial da Unesco, não achei imperdível.
Para entrar na maioria dos templos é necessário vestir o sarongue, um tipo de canga que é usado como saia. Na entrada do templo tinha vários vendedores, como a taiunesa não tinha, barganhei pra ela uma canga por 4 dólares, mas, depois, percebi que poderia ser comprado por muito menos.
Seguimos em direção a “Tampaksiring”, pequena cidade onde fica localizado o “The Holy Spring Temple”, um templo de águas sagradas. A entrada custa 15.000. Fica localizado num vale entre duas montanhas – na estrada que é caminho para Kintamani. É um lugar para purificar os maus fluidos da vida. Acredita-se que a água proveniente das nascentes é capaz de curar doenças e afastar influências negativas.

Existe uma inscrição e um teste do carbono-14 que confirmam que o templo foi construído no local da nascente natural em 926 dC durante o reinado do Warmadewa. O templo de Tirta Empul tem um estilo tradicional e inclui santuários de Shiva, Vishnu, Brahma, assim como uma para Indra e Monte Batur (vulcão).

Coloquei o sarongue sobre a calça que usava e estava de biquíni. Após visitar as construções do templo, segui para a enorme piscina sagrada. Pedi a companheira de tour para ficar com minha bolsa, dinheiro, e tirei a calça sob o sarongue. Dei a câmera e pedi para ser fotografada. Depois tive que seguir para um banheiro, que era pago, embora estivesse muito sujo, consegui me secar e recolocar a calça.

Enfim, seguimos para a parada comercial do tour, mas não deixou de ser interessante, Temen Village. Lá podemos ver a plantação de café, bem como sua produção. Tudo orgânico. O guia serviu os cafés e chás para experimentarmos, exceto o famoso café da Indonésia, Kopi Luwak. Um animal muito parecido com um gambá (criam em viveiros) come as sementes de café e defeca. Das fezes do animal é produzido o café mais caro do mundo! Para experimentar era necessário desembolsar 60.000. Depois os turistas são levados para uma loja.

Paramos em Penelokan para ver o Mount Batur (principal vulcão em Bali) e o lago que o cerca. Depois seguimos para o maior templo em Bali: Besakih.

Logo no início fomos avisados pelo motorista que, ao contrário dos demais pontos turísticos em Bali, por algum motivo desconhecido, as pessoas em Besakih eram muito rudes e que tentariam a todo custo cobrar outro valor além do ingresso. O ingresso custou 15.000. Caminhamos e lá estava o templo, com inúmeros homens oferecendo o serviço como guia. Falam que sem guia é impossível subir e visitar o templo. As alemãs quase choraram e voltaram para o carro.

Vi uma parte do templo e fui abordada de forma áspera, me causando profunda irritação. Depois, ao tentar subir as escadas do templo, um rapaz muito mais simpático disse que poderia dar o valor que achasse justo, então, para não perder a viagem, disse que daria 1 dólar e a menina de Taiwan (não consegui entender o nome dela) daria mais 1 dólar. Ele aceitou.

Não existe uma data precisa da construção de Besakih, mas é provável que tenha mais de 2.000 anos. Foi usado como local de adoração hindu desde 1284 quando os conquistadores javaneses chegaram na ilha.
O guia comentou sobre as cores utilizadas nos santuários, que cada uma representava um elemento da natureza, mas poderiam aparecer misturadas. O vermelho, por exemplo, simboliza o fogo. Sobre as construções, me avisou que os templos são inspirados nas montanhas e quanto mais alto, mais sorte, no entanto, são limitados a 11 “andares”. Um senhor apareceu e perguntou se queríamos rezar e deu uma oferenda e ensinou como deveríamos ofertá-la, depois disse que deveríamos colocar algumas moedas, mas coloquei apenas alguns centavos que tinha.

O motorista tinha nos dado 1 hora para visitarmos o complexo, só que, na saída, erramos e seguimos em um caminho que não levava ao estacionamento. Com isso, chegamos com quase uma hora de atraso e, além do esporro do motorista, as alemãs fizeram um escândalo conosco!

No retorno, outra parada comercial em um restaurante em Bukit Jambul, mas com uma vista estonteante de uma plantação de arroz. O nome da cidade teria sido dado durante a invasão holandesa em Bali. Bukit significa “monte” e Jambul é “crista”.

A última parada foi em Semarapura, para visitar Klungkung Regency, mas, em comum acordo, preferimos dar uma volta na pracinha da cidade e não visitar o complexo.

Depois de deixar as outras turistas em suas hospedagens, cheguei no hotel morta de fome, mas fui direto para piscina. E mais um mimo: me serviram gratuitamente um chá gelado com frutas! Segui para tomar um bom banho de banheira. 



Tinha pensando em ir à cidade para comer, mas estava tão cansada, e já havia agendado com o dono da agência outro passeio para o dia seguinte bem cedo, então, decidi comer no hotel. Ao abrir o menu fiquei muito surpresa, o valor era ínfimo! Pedi um sanduíche de atum e um suco de melancia. Outra surpresa: o lanche era maravilhoso. Um dos melhores que já comi na vida. E foi servido no quarto.


Bali – um lugar mágico (1ª parte)

O primeiro trecho entre Macau e Kuala Lumpur foi tranquilo, paramos na segunda cidade para fazer a conexão, pois a Airasia tem um imenso aeroporto só para ela! É tão grande que fomos para o portão descrito na passagem e, de repente, observamos na tela que havia mudado e, com certeza, não teríamos chegado se um funcionário não tivesse dado carona de carrinho – sim, andam de carrinho de golf dentro das instalações!


O último trecho do voo, que levaria a Depansar, atrasou, pois a Airasia detectou um objeto estranho e pediu que todos saíssem da aeronave antes da decolagem.

A Indonésia exige visto de brasileiros, que pode ser obtido na modalidade “visa on arrival”, ou seja, na chegada, no aeroporto. Basta preencher um formulário e pagar 25 dólares – válido por até 30 dias.

Percebemos a enorme preocupação da Indonésia com o tráfico de drogas. Passamos por detectores de metal para sair, a mala passa por raio-x e, de repente, o policial parou meu amigo, que usava camisa do Brasil, para verificar a mala. Não satisfeito, passou um detector na mão dele, provavelmente pra procurar vestígio de drogas. Foi um parto e a inspeção durou uns 30 minutos, preferi esperar ao lado dele.
Torci para que o motorista ainda estivesse na área de desembarque. A melhor opção é contratar o transfer do hotel, caso se hospede em Ubud, que fica a 1:30 de Denpasar (mais próximo a regiões de praia, como Kuta, Seminyak e Sanur). Lá estava o motorista super simpático com a plaquinha do hotel nos esperando. O carro foi uma minivan, como a maioria em Bali. Custou 300.000 rúpias ou 15 dólares o trecho (também peguei na volta).
UBUD

O hotel escolhido foi Junjungan Ubud Hotel & Spa, com uma diária de R$140,00, que ofereceu um dos melhores serviços já experimentados. A hospitalidade é inerente aos balineses, que estão sempre com um sorriso no rosto!

Ubudtem hotéis para todos os bolsos. Durante a pesquisa, pude encontrar diárias de 15 dólares até o maravilhoso resort Ubud Hanging Gardens, que tem uma famosa piscina de borda infinita.
O Junjungan não era tão próximo ao centro, mas também não muito distante. Possuem um serviço gratuito de transfer para a cidade, deixando próximo a Monkey Forest (em frente ao mercado Coco Market) ou Ubud Palace. Além de deixar um celular com o hóspede para chamar o motorista para buscá-lo. Pude observar que a maioria dos hotéis trabalham com o transfer.
É comum no sudeste asiático receberem o hóspede com um suco de boas-vindas e lá não foi diferente. Ficamos no segundo andar, com quartos imensos, com vista para a plantação de arroz, camas confortáveis, banheira, playstation, frutas. O restaurante do hotel era lindo. A piscina pequena, mas ótima para se refrescar após um dia inteiro andando.
No dia seguinte, degustamos o excelente café da manha do hotel, que é pré-agendado, você olha o menu e escolhe o que quer comer, se um café da manhã típico de Bali ou um café da manhã mais europeu. Existem diversas opções. Você escolhe o suco, a bebida quente, como serão os ovos, as frutas. O lado ruim é que não tem como repetir (risos)!
  


Bali é uma pequena ilha hindu que compõe o maior país muçulmano do mundo, a Indonésia. A moeda é a rúpia. Ubud é uma região de floresta, que ficou mundialmente conhecida no filme estrelado por Julia Roberts “Comer, rezar, amar”.
Em Ubud fiz a maioria dos passeios sozinha, já que meu amigo preferiu os encantos do tinder (risos). A primeira parada foi na Monkey Forest, que aparece no filme supracitado. É realmente uma floresta cheia de macacos. O ingresso custa 30.000 rúpias.

 

O lugar é impressionante, mas tem que tomar alguns cuidados, pois os animais são ariscos. Pulam sobre as pessoas sem a menor cerimônia. O santuário é formado por um templo principal, uma piscina sagrada e por um templo menor.



Comprei algumas bananas e pedi que a vendedora tirasse as minhas fotos. Ela afastou os macacos gigantes e deixou que apenas os menores subissem em mim. Os macacos surgem por todos os cantos.

No dia seguinte, meu amigo esteve na Monkey Forest. Viu um turista americano ser mordido por um macaco e o acompanhou até o hospital mais próximo para tomar a vacina de raiva, que custou 100 dólares! A raiva não tem cura, portanto, serve como alerta para procurarmos a vacina antes de viajar para um lugar com animais silvestres.
Tentei usar o celular do hotel e não consegui, pois não perguntei como deveria discar. Acabei pegando uma moto, pois tem um ponto na frente do supermercado Coco Market. O mototaxista me deixou na frente do Ubud Palace.


Ubud existe desde o século 8, mas a partir do século 17 houve um aparecimento de novos reinos, acarretando a construção de novas casas reais. Na segunda guerra mundial, os japoneses invadiram Ubud num duelo sangrento contra os holandeses. Apenas em 1945 a Indonésia teve seu primeiro presidente. O turismo em Ubud iniciou apenas nos anos 70, com a vinda de hippies e mochileiros em busca de novas descobertas.
Depois do atentado terrorista em Kuta, que vitimou 202 pessoas, sendo 164 estrangeiros, em 2002, o turismo em Bali recuou, crescendo novamente após o filme Hollywoodiano que mostrou seus encantos.
Dentro do Ubud Palace encontrei meu amigo e seguimos para o Ubud Market, que é uma delícia. Excelente para comprar o artesanato local, como sarongues, cangas, bolsas e esculturas. Nenhum artefato tem preço, então você terá que barganhar por cada peça. O primeiro preço dado pelo vendedor será sempre caro, mas você conseguirá por menos de 50%, se tiver paciência.

Depois do sofrimento com a culinária chinesa, felizmente cheguei a Ubud, embora não tenha comido o famoso arroz, base da alimentação balinesa, entrei no restaurante, que fica no fim do Ubud Market e próximo a um campo de futebol, Tutmak Restaurant. Encontrará um ambiente delicioso, bons preços e wi-fi grátis. Pedi um peixe grelhado, que vinha com um molho delicioso, batatas e salada. E, para acompanhar, um suco de melancia e uma água de coco (chamam de suco de coco). Toda a refeição saiu por 20 reais!

Minha preocupação antes de chegar a Ubud era a mobilidade, já que não há transporte público, bem como não dirijo. E o viajante individual sofre para pagar um motorista só para si (cobram, em média, 50 dólares para um dia inteiro com carro e gasolina), mas, para minha surpresa, existem dezenas de escritórios turísticos e os preços são os melhores que já vi na vida! Em geral, qualquer passeio em grupo custa 15 dólares!
Seguimos para o primeiro escritório que vimos perto do Ubud Market e agendamos um passeio para ver o pôr do sol em Tanah Lot. Como já era tarde e só iriam duas pessoas, cobrou 20 dólares para cada. E nos buscou no hotel às 16:00h em ponto. O percurso levou cerca de 1 hora e 40 minutos.

Tanah Lot
Tanah Loté um dos pontos turísticos mais procurados e fica na costa oeste de Bali. Foi construído como parte da mitologia balinesa, que tem 7 templos em sua costa. O ingresso para o templo custa 30.000 rúpias.

A visita por si só já valeria, no entanto, tivemos a sorte de chegarmos em um dos dias mais importantes para o hinduísmo e a praia em torno do templo estava repleta de pessoas locais lendo o livro sagrado, Bhagavad Gita – a maioria era bem jovem. Um som ecoava por todo o ambiente. Quando a maré está alta é impossível atravessar o terreno rochoso até o templo e, os sites mencionavam que é bom chegar no local antes de 11 da manhã, para conseguir ficar próximo ao templo, mas, novamente, tivemos sorte, pois já passava das 17 horas e o templo estava completamente acessível.

Chegando lá, depois dos encantos servidos pelo povo balinês, que sempre sorriam em com um simples contanto visual, além da emoção causada pelo canto. Em nenhum momento se sentiram incomodados com a presença de estranhos àquele mundo. Seguimos para a fila das pessoas que recebiam uma bênção. Eles mandam você molhar o rosto nas águas sagradas, colocam grãos de arroz na testa e uma flor atrás da orelha, sem questionar se professava o hinduísmo ou não.

No retorno, nos deparamos com um desfile oficial com garotos e garotas fantasiados para alguma apresentação. Não entendi exatamente o que estavam comemorando, pois o motorista apenas informou que era um dia especial e também não encontrei informações na internet. No complexo de Tanah Lot é possível encontrar inúmeras lojas de artesanatos e comidas. No estacionamento nos deparamos com dezenas de ônibus, realmente, não era um dia qualquer em Tanah Lot.
A bandeira da Indonésia

 

Pedimos para o motorista nos deixar na cidade, pois estávamos morrendo de fome. Primeiro corri para um escritório de turismo para comprar um passeio, a agência já estava fechando, e, consegui agendar Kintamani – Besakih tour por 180.000 rúpias. Paguei a metade e fiquei com o recibo, deixando a outra parcela para ser paga no dia seguinte. Depois segui em direção ao restaurante que havia almoçado, para repor as energias.
Como o horário do transfer já tinha acabado, tivemos que pegar um táxi (um carro comum parado na rua), que não quis negociar o preço, mas, sem muita opção, tivemos que aceitar.

Bali é realmente um destino único abençoado com um forte senso de comunidade e de energia espiritual raro.

Filmes alternativos no Netflix, parte 2

É com grande felicidade que acompanho a atualização do catálogo de filmes do Netflix. Se por um lado tentam, de todas as formas, bloquear o site norte-americano, por outro lado, a oferta de títulos alternativos (no domínio brasileiro) é cada vez maior.

Há algum tempo fiz uma lista com os meus 10 filmes alternativos prediletos, ou melhor, os 10 melhores dentre os disponibilizados no site naquela época (percebi que alguns já não estão disponíveis, como “Filhos do paraíso”). Decidi colocar mais 10 na lista, a título de sugestão:
Incêndios

A delicadeza do amor
https://i0.wp.com/br.web.img2.acsta.net/c_215_290/medias/nmedia/18/87/92/21/19962924.jpg
Minhas tardes com Margueritte
A pele que habito
O garoto de bicicleta
Habemus Papam
Além da liberdade
Procurando Elly
Meia-noite em Paris

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Moonrise Kingdom

De passagem por Macau

Se você procurar a lista dos lugares mais visitados do mundo, levará um “susto” ao constatar que mais pessoas viajam para Macau que Nova Iorque. 

Macau é uma das duas regiões administrativas da China (a outra é Hong Kong), tem bandeira e moeda própria, a Pataca (1 dólar americano = 7 patacas). E a melhor parte: não exige visto para brasileiros (ao contrário da China). Em razão do domínio português, que perdurou por 400 anos, o idioma oficial é o português e o chinês (tradicionalmente o cantonês).

Em princípio, Macau não entraria no meu roteiro, todavia, após horas de busca de passagem para Bali, tive a brilhante ideia de procurar saídas a partir de Macau, não de Hong Kong, e o preço era muito mais baixo!
Acreditando que passaria um dia inteiro, fiz um roteiro que incluía uma visita ao centro histórico (Patrimônio Mundial da Unesco), principalmente as “Ruínas de São Paulo”, e uma visita a um dos dois grandes cassinos, Casino at Venetian ou Casino Lisboa.

Meu amigo decidiu que queria ir a loja da Apple no centro de Hong Kong, em razão disso, só saímos em direção ao terminal do ferry (balsa) por volta das 15 horas – que comprometeu a visita a Macau. O taxista ficou meio irritado em fazer o curto trajeto. Embora o google mostrasse que levava apenas 10 minutos caminhando (a hospedagem em Macau visava a proximidade com o ferry), o táxi foi a melhor opção, pois o valor é ínfimo. Custou cerca de 13 HK dollars, mais o valor das malas, 2 HK dollars.
O ferry Hong Kong-Macau custou 164 hk dollars. Embora a passagem estivesse marcada para 16 horas, foi permitido embarcar no ferry que saía às 15:30, pois ainda tinha lugares. O percurso levou 1 hora. O interior do ferry é muito confortável, com poltronas macias e tem banheiro.

Na chegada em Macau é preciso passar pelo controle de imigração. O passaporte não foi carimbando, assim como em Hong Kong, só recebi um papel com a data da entrada e o período de permanência.

 

Informações turísticas, em português.

É interessante observar que tudo está escrito em português, embora não tenha encontrado ninguém falando o nosso idioma.
Escolhi um hotel na ilha de Taipa, Regency Hotel, onde está localizado o aeroporto, já que o voo para Bali era na manhã seguinte. Li que ofereciam o serviço de shuttle. Na saída do terminal de ferry, perguntei a algumas pessoas até achar o ponto. Pelo que pude observar, a maioria dos hotéis oferecem transporte. E a grande maioria é cassino!

Um simpático casal filipino, que também aguardava o shuttle do hotel, começou a conversar e disseram que estavam ali para assistir algumas lutas. Poderia dizer que Macau é a Las Vegas da Ásia, mas Macau arrecada muito mais!
Não tinha uma imagem preconcebida de Macau e me surpreendi com uma paisagem cheia de grandes prédios, grandes cassinos. As ruas são muito limpas e tudo parece funcionar bem, embora não seja uma “cidade” com a mesma mobilidade de Hong Kong.

O hotel era um 4 estrelas que provavelmente já foi exuberante no passado, mas as instalações eram antigas. E foi bem desagradável pedirem depósito – a maioria dos hotéis não pedem. Só tinha wi-fi no térreo. Meu amigo estava enjoado e disse que não sairia. Já estava frustrada por chegar tão tarde, corri pro banho e fui buscar informações de como sair do hotel e chegar em algum lugar interessante.

Na recepção, peguei um mapa e me disseram que seria melhor trocar dinheiro no centro. Sem um centavo de pataca no bolso, entrei no último shuttle que deixava no Casino Lisboa. Ele me disse as linhas de ônibus que poderia pegar para voltar ou seguir para o Venetian.

Assim que cheguei na região do Casino Lisboa bateu um desespero, pois não tinha um centavo da moeda local e corri para procurar uma casa de câmbio. Andei uns 15 minutos até achar. Depois descobri que aceitam o Hong Kong Dollar!


 

Queria comer e simplesmente não avistei um restaurante ocidentalizado nas ruas. Nada. Nem starbucks, Burguer King ou Mc Donald´s. Aproveitei apenas para me encantar com as placas escritas em português.
Sem forças para andar, decidi entrar no Casino Lisboa, que é gigantesco, subi uns 10 andares. Parece um bingo gigante. Muitas mesas. Milhares de pessoas. Shows com mulheres nuas. Não pode fotografar no interior do cassino.

Visitei o restaurante e a lanchonete do cassino, entretanto, nada me apeteceu. Saí decidida a pegar um ônibus para o outro cassino famoso, pois li que tem um centro gastronômico. Primeiro tive dificuldade para encontrar o ponto. Depois os ônibus já vinham lotados e estava tarde, cerca de 22 horas.

Outro drama: pegar um táxi. A fila do Casino Lisboa era gigantesca, além dos valores absurdos. Após me informar com o segurança, andei até achar um ponto de táxi para os locais. Peguei o táxi e dei o cartão com o endereço para o motorista, que me deixou na porta do hotel. Custou 40 patacas.
Na recepção, comentei que estava morta de fome, sem enxergar nada. Me disseram que na rua ao lado seria possível encontrar algo. Andei e finalmente achei um mercadinho. Comprei sorvete, refrigerante e biscoito.
No retorno para o quarto, assim que entrei, ouvi um barulho na porta, fui olhar no olho mágico e tinha um chinês socando a porta. Achando estranho e com medo, liguei para portaria e avisei que tinha um cara louco tentando derrubar a porta do quarto. De repente, desapareceu.
No dia seguinte, pude observar o maior show de horrores da Terra: o café da manhã. Sim, a comida era péssima: muito macarrão frito, ovos cozidos, repolho e outras coisinhas estranhas, mas o detalhe era que chegamos no café às 7h, assim que abriu, e estava lotado. Os chineses corriam com os pratos e não saiam da mesa principal, já comiam em pé mesmo. Nunca vi nada igual. Depois de muito tempo consegui pegar (tive que brigar ahaha) um pão de forma, mas as frutas já tinham sumido. Meu amigo começou a ficar desesperado em pensar que passaria fome novamente e comeu macarrão.
Seguimos para o Aeroporto Internacional de Macau, que estava bem vazio, para pegar o voo da AirAsia rumo ao paraíso.

Hong Kong, 2ª parte

O dia começou com o insatisfatório café da manhã do hotel. Sequer consegui tirar fotos em decorrência da minha tristeza. Tinha até uma boa variedade, mas comidas que jamais degustaria ao acordar. Muito macarrão frito, bolinhos estranhos e vegetais. Me contentei com iogurte de blueberry, pão de forma (não tinha frios) e geleia.
Em posse do mapa do metrô (Apesar da enorme população, o serviço é um dos melhores que já utilizei. Existe muita sinalização e inúmeras saídas, além dos funcionários serem prestativos e ter banheiro em algumas estações), segui até a última estação da linha laranja, Tung Chung, em direção à Ilha de Lantau, para visitar o Big Buddha.


Tinha uma extensa fila para comprar os ingressos do Cable Car Ngong Ping. Existem duas opções: Crystal Cabine Standart Cabin. A primeira tem o piso completamente transparente, que permite uma visão do mar e das montanhas sob seus pés! Optei pela ida na Crystal e volta na Standart. Custou $210 (HK dollar).

As pessoas em Hong Kong adoram o popular “pau de selfie” (ou monopod) e entramos na onda desde o cable car. A turista canadense ficou um pouco perplexa com 5 pessoas fazendo selfies e comentou (risos).

A fila por si só é um evento. Sabe o motivo? É um ponto turístico muito procurado pelos asiáticos, que usam as roupas mais divertidas do universo. Basta observar como somos estudados com atenção para concluir que também nos tornamos uma atração.
Creio que o passeio no cable car dure aproximadamente 15 minutos. É possível apreciar uma paisagem deslumbrante de Hong Kong. E de repente avistamos o maior buda do mundo, no meio da montanha.

O Big Buddha (http://www.plm.org.hk/eng/home.php) fica topo do Monte Muk Yue e é a maior escultura de bronze de um buda sentado ao ar livre. Levou 12 anos para se construída e foi inaugurada em dezembro de 1993. O local atrai não apenas budistas, mas turistas do mundo inteiro. É importante ressaltar que cada característica da estátua do Buda tem um significado simbólico religoso.

As mãos do Buddha são finas, firmes, mas flexíveis. A mão direitaestá no mudra (gesto feito com as mãos) com o objetivo de transmitir destemor“, indicando a compaixão do Budapara salvar todos os seres sencientesde seus sofrimentos.

Buddha senta de pernas cruzadas no trono de lótus (a flor de lótus nasce do lodo), simbolizando que é puro e sem qualquercontaminação.

A ilha de Lantau tem inúmeros atrativos, mas o principal fica a poucos metros da saída do cable car. Basta seguir o fluxo e chegará no início da escadaria que leva ao grande Buda. Muitas pessoas sobem a escadaria de joelhos, outras param em cada degrau e junta as mãos em agradecimento. É um lugar imperdível. 

Dentro da escultura do Buda tem uma loja que vende algumas lembranças e ingresso para subir no interior da escultura.
Infelizmente tive a brilhante ideia de almoçar no Deli Vegetarian Cafe do “Po Lin Monastery”, embora seja bastante elogiado na internet, achei uma das coisas mais sofridas da minha vida. O bilhete (comprado na saída do Buda), dava direito a comida e sobremesa. O macarrão era super oleoso e as sobremesas não desceram. Aproveitei apenas a fanta laranja – embora não costume beber refrigerante.

O “Po Lin Monastery” é um mosteiro budista que foi fundado em 1906 por 3 monges chineses. É possível apreciar uma exuberante arquitetura chinesa. 


A flor de lótus
Tinha planejado ir a Disneyland, mas meu amigo desistiu e entramos no (excelente) outlet que fica localizado na saída do cable car, citygateoutlets. Os preços eram realmente bons. Tudo mais barato que nos EUA. Vi bolsa Armani por 50 US$. Tinha calça Armani por 25 US$. Infelizmente tive problema no meu cartão que simplesmente não passou e não tinha outro naquele momento.
Olha o símbolo do metrô. Fica ao lado do outlet.

Segui rumo a Disneyland às 20h, mas fechava às 21h. O passeio valeu para conhecer o lindo metrô que leva ao parque: os vagões são customizados. 

No retorno, uma passada estratégica na 7-eleven para comprar o famoso sanduíche de atum e um suco. Nem pensar em procurar um lugar pra jantar.
Uma dica: em Hong Kong, a melhor opção sempre será Starbucks ou 7-eleven, lojas que são encontradas em todos os lugares.

Hong Kong, 1ª parte

Ano passado estive na capital do Vietnã, Hanói, e, na época, um amigo (virtual) morava em Hong Kong e sugeriu uma visita, já que ficava a apenas uma hora de avião. Acabei rejeitando o convite, uma vez que todos os voos estavam comprados, entretanto, a ideia plantada persistiu.
Um ano após, na elaboração do roteiro de viagem, lá estava a Ásia, que se tornou o meu continente preferido, e Hong Kong figurava entre os destinos que visitaria. 

Hong Kong Dólar

Hong Kong é uma das duas regiões administrativas da China (a outra é Macau), tem bandeira e moeda própria, o Hong Kong Dollar (1 dólar americano = 7,75 HK dólares). E a melhor parte: não exige visto para brasileiros (ao contrário da China). Em razão do domínio britânico, que perdurou por longos anos, o idioma oficial é o inglês e o chinês (tradicionalmente o cantonês).
Não foi uma tarefa fácil encontrar um hotel bem localizado com uma tarifa barata. Escolhi o Hotel ibis Hong Kong Central and Sheung Wan, que ficava a 10 minutos andando do metrô, numa região central. É necessário pesquisar e avaliar o tempo que ficará na cidade antes de escolher a hospedagem. Hong Kong é formada por ilhas. O hotel supracitado fica em Hong Kong Island, a ilha mais charmosa é Kowloon (região da  Avenida das Estrelas) e a ilha do aeroporto, Disneyland e Grande Buda é Lantau.

O vôo entre Abu Dhabi e Hong Kong foi pela Air Seychelles, excelente companhia aérea, que tem codeshare com a Etihad. Os comissários são os mais simpáticos do mundo! A roupa deles eram super coloridas e floridas (fiquei morrendo de vontade de conhecer Seychelles, a ilha africana)!
Na chegada no aeroporto, meu amigo ficou frustrado porque o passaporte não é carimbado, recebemos apenas um recorte de papel com a data de entrada e prazo para a saída.
Passei por um susto ao ver que todas as malas tinham chegado na esteira, menos a minha e a de um cara. Perguntei ao funcionário da companhia, que estava próximo, e disse que a tela indicava que ainda estava chegando, provavelmente foi aberta para ser verificada. Levou uns 30 minutos e finalmente apareceu. Com o cadeado.
O aeroporto conta com o serviço do Airport Express, com ingressos a $120 (http://www.mtr.com.hk/en/customer/tickets/tf_index.html). Basta seguir as placas e chegará na estação, dentro do aeroporto, com trens a todo instante, que leva 24 minutos para chegar na estação central.
 

Airport Express

Uma grande surpresa foi o folder “Complimentary Airport Express Shuttle Bus Service”, serviço de ônibus que conecta o metrô a uma lista interminável de hotéis! Como o nosso hotel estava na lista, ficamos no trem até a última estação, Central, que conecta com o metrô, no entanto, seguimos as placas em direção ao ônibus. Chegamos em um estacionamento cheio deles. E um ônibus saiu apenas para nos levar ao hotel. O melhor: serviço grátis! Descemos na porta do hotel.

Como meu amigo tinha cometido um equívoco na hora de reservar os hotéis, reservou um dia antes, aproveitamos e entramos. O check-in era apenas às 14:00. O hotel é bem apertado, mas limpo. Tem uma Starbucks no térreo.
 

O hotel e o tram

Em posse de alguns mapas, seguimos para o ponto turístico mais complicado, já que não tinha estação de metrô perto. O mapa do metrô pode ser baixado (http://www.mtr.com.hk/en/customer/services/system_map.html).
No meio daquela multidão de gente, a região Central já nos mostrava como a culinária chinesa pode ser assustadora. Nas ruas próximas ao hotel, avistamos dezenas de lojas de produtos orgânicos salgados. Pepino-do-mar mofado salgado, pênis de animais, estômago de peixe salgado. Imaginem o cheiro. E pensar que esquentam água e colocam tudo isso dentro? Eis o melhor lugar do mundo para iniciar uma dieta.

Perguntei no hotel como chegar no The Peak (ponto turístico de onde pode ver a cidade do alto) e recebi um mapa das estações de Tram (bonde de dois andares). E não foi fácil. Estávamos na rua que passava tram, mas não sabíamos o sentido. Quando nos localizamos e vimos o número indicado, tentamos pagar, com dinheiro inteiro, ao maquinista/motorista, que começou a gritar conosco, que deveria ser trocado! Finalmente sabendo o valor da passagem, e custava algumas moedas, que não tínhamos. Tivemos que procurar uma loja e compramos uma caneta cada (risos) para trocar o dinheiro.

Mapa do Ibis para ajudar o hóspede a chegar no The Peak de tram

Nos confundimos com a rua e acabamos descendo uma estação posterior. Voltamos e subimos uma rua que dava na estação de trem que sobe até o topo. Compramos o Peak tram sky pass por $83 (http://www.thepeak.com.hk/en/3_1.asp). Fica aberto das 7 às 18 horas. E o trem parte a cada 15 minutos.

Após alguns minutos na fila, o trem sobe uma superfície totalmente íngreme e parece que vai virar. Ao chegarmos na estação, tem um shopping que deve ser subido (com um Madame Tussauds) e de lá se chega ao Sky Terrace, de onde é possível ver a cidade em 360º.

Na porta do Madame Tussauds tem uma escultura do meu ídolo de infância, Bruce Lee, e confesso que meus olhos marejaram. No alto do The Peak é possível verificar alguma semelhança na topografia entre Hong Kong e o Rio de Janeiro (por mais incrível que possa parecer!).
Bruce Lee em No Jogo da Morte (1978), que serviu de inspiração para Kill Bill

No retorno, caminhamos até uma estação de metrô e adquirimos o “Adult Tourist Day Pass”. Não é vendido nas máquinas, apenas na bilheteria. É válido por 24 horas. Descemos em Tsim Sha Tsui, em busca da calçada da fama. Em razão da gratuidade naquele dia, entramos no Hong Kong Museum of Art.

Saímos do hotel com uma temperatura super agradável, pude vestir t-shirt e bermuda, mas de repente a temperatura despencou e via todos super agasalhados e eu tremendo. A calçada da fama (Avenue of the Stars) tem estrelas de artistas chineses, como Wong Kar Wai e Bruce Lee. A maior aglomeração acontece entorno da escultura do ídolo do Kung fu. São dezenas de pessoas tentando conseguir a melhor foto. Tirei fotos e depois sentei para apreciar o “espetáculo” humano.

Como já tinha acontecido no Vietnã, fui parada para tirar fotos apenas porque sou ocidental. Juro que fico um pouco assustada, pois, em Bogotá, após um grupo local pedir foto comigo, o dinheiro do meu bolso sumiu.
Em razão da queda da temperatura, fui obrigada a passar no hotel antes de seguir para o Temple Street Night Market, mercado de rua aberto de 17h até meia-noite. Basta descer na estação Jordan. Você encontrará de tudo. Se o objeto tiver um preço, pode apostar que você comprará por 50%, se pechinchar. É necessário cuidado e tente testar o que comprar. Comprei o famoso monopod (pau de selfie) por R$15. Caí numa cilada muito comum no Rio: vi pendrives com formato de bichos e custavam $10 cada e nenhum funcionou! Testei no hotel e parecia ter a capacidade e não esperei pra ver se realmente o filme era transferido. Nas proximidades, encontrará algumas lojas de cabeleireiro com produtos muito baratos (Supply Shop for Beauty Hair, 216, Temple Street).

Andamos por longos minutos para tentar achar um lugar para comer. E quem disse que encontramos um McDonald’s, KFC, Burger King nas redondezas? Queríamos comer algo local, mas a aparência de tudo era muito assustadora! Li sobre o Dim Sum e não achei nada que me fizesse salivar. Num quase desmaio, após entrarmos em vários restaurantes, paramos no “Sino Vegetarian Restaurant” – a única certeza é que não comeríamos um bicho estranho. Foi difícil escolher o prato. Não vendem sequer suco ou refrigerante! A comida é “degustada” com chá quente. Não havia turistas. Na hora, consegui comer, mas só de lembrar o meu estômago embrulha.

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