Burano, Murano e Torcello

Ainda durante a elaboração do roteiro, contratei a excursão para as ilhas de Burano, Murano e Torcello no site http://www.venicelink.com/en/murano-burano-torcello-islands-sightseeing. Para o período escolhido, havia três opções de saída: 9:30, 11:30 e 14:30. É possível optar pelo idioma (não tem português). O tour leva, em média, 4 horas e meia.

Praça ao lado do guichê da Alilaguna
No site, o preço cobrado é 18 euros, enquanto no guichê da Alilaguna custa 20 euros. Tive problema na compra online, pois o site, após umas 5 tentativas, não aceitou meu cartão. Modifiquei a forma de pagamento para o Paypal e recebi o voucher no mesmo momento.

Para quem tem disponibilidade de tempo, talvez seja melhor fazer a visita por conta própria. Sempre quis ver a colorida Burano, portanto, não pensei duas vezes e achei o tour uma boa opção, pois não precisaria pensar na logística de barcos e horários.

O voucher tem que ser trocado pelo bilhete no guichê da Alilaguna, que fica em San Marco Giardinetti – porto muito próximo da Piazza San Marco. Saímos do hotel por volta das 9h e o dia estava completamente ensolarado. Chegamos no guichê e estava lotado de turistas, mas o funcionário ainda não tinha chegado. Após a abertura, pegamos o bilhete e seguimos para a fila.

A embarcação é relativamente grande e é trocada na parada das ilhas. O guia dava as informações em 5 idiomas simultaneamente. A primeira parada seria em Murano. Informou que tínhamos 45 minutos em cada ilha e que deveríamos voltar 5 minutos antes.

Murano é a ilha mais próxima de Veneza (1 km) e é conhecida pela sua produção de vidro. Em 1291 os cristaleiros se mudaram de Veneza, pelo risco de incêndio, já que as construções eram de madeira. A ilha passou ser a maior produtora de cristais da Europa.

 

Assim que desembarcamos, entramos na “Industria Vetri Artistici Ferro-Lazzarini”, onde pudemos observar a produção dos objetos de vidro. Os artesãos fizeram um prato e posteriormente um cavalo – que está em quase todas as lojas da ilha. A loja dentro da fábrica tinha um valor muito alto, mas as peças eram absolutamente lindas. Os lustres são fantásticos! Não deixam fotografar no interior da loja. Depois caminhei até a Igreja de Santa Maria e San Donato e observei as casas ao redor.

A próxima parada seria na colorida Burano, que fica a 7 km de Veneza, conhecida pela produção de renda. As famosas casas da ilha possuem forma quadrada ou retangular, com 2 ou 3 andares, sendo que os quartos sempre ficam no andar superior. As cores eram utilizadas para delimitar as propriedades e, diz a lenda, que os pescadores pintavam as casas de cores diferentes para poderem avistá-las de longe.

Renda de Burano

A principal praça leva o nome do compositor nascido em Burano, Baldassare Galuppi. Fiquei encantada com o campanário inclinado (todos lembram da Torre de Pisa) da Chiesa di San Martino. A ilha é pictórica e as casas coloridas refletindo nos canais é um deleite para as câmeras. Turistas lotam Burano.

A última parada foi em Torcello, que é uma ilha aparentemente medieval. Dizem que a região habitada desde 452, portanto, a mais antiga que Veneza. O principal atrativo é a Catedral de Santa Maria Assunta, construída no estilo bizantino em 639.

Veneza, a pérola do Adriático

A partir das simulações realizadas, observei que um voo direto para Istambul ficaria consideravelmente mais caro que para Veneza, saindo do Rio. Decidi unir o econômico ao agradável, pois só conhecia, na Itália, Roma e Florença. O roteiro de 15 dias na Europa incluía Veneza, Burano, Murano, Torcello, Istambul, Santorini, Mykonos, Delos e Atenas. Além do voo de ida e volta, tive que pensar na logística do transporte entre as cidades/países. Mostrei os países que pretendia visitar a um amigo (Victor), que prontamente decidiu viajar comigo.

Veneza e seus canais são considerados patrimônio mundial da humanidade pela Unesco. Situada ao Norte da Itália, na região de Veneto, foi fundada no século 5 e está distribuída em 118 ilhas. Foi uma grande potência marítima no século 10. Andar pela cidade é viajar nas obras de grandes artistas italianos como Giorgione, Ticiano, Tintoretto, Veronese.

A primeira surpresa que tive foi na escolha de hotéis. O custo da cidade é consideravelmente alto! Foram dias de pesquisa para encontrar um hotel bom, bonito e relativamente barato. Para quem pretende passar mais dias na cidade, pode optar por Mestre (onde fica o aeroporto Marco Polo), mas para ficar na ilha, em Veneza, é necessário desembolsar um valor considerável.

Optei pelo Hotel Alla Fava (http://www.hotelallafava.com/), que fica ao lado da Igreja Santa Maria della Fava. Fiquei bem impressionada, pois era relativamente perto de um ponto do vaporetto (barco do aeroporto), embora tenha que subir 2 pontes com degraus, num lugar bem silencioso (parece raro na cidade). O interior era muito limpo, bem decorado. A internet funcionava bem e o café da manhã era maravilhoso, com pães frescos, laranja para fazer suco, frutas, máquina de cappuccino. Foi o melhor café da manhã da viagem. Tinha a opção de quarto mais barato com banheiro compartilhado, mas prefiro pagar para ter um privado. E ainda, existe a dificuldade de encontrar quarto com duas camas de solteiro.

É importante ressaltar que cada hóspede tem que pagar 2 euros, a título de taxa de turismo, por cada dia de hospedagem. Deve ser pago em espécie, na hora do checkout, pois não está incluído no valor da diária.

Você sabe que chegou na Europa quando o hotel não tem elevador e ninguém se oferece para te ajudar. Pelo menos o quarto ficava no 1º andar…

 

A funcionária ainda estava arrumando quando cheguei (risos).

Voei Rio-Veneza com a Lufthansa, com conexão em Frankfurt. Apesar da greve que iniciou dois dias antes do embarque, o meu voo não foi afetado. A empresa foi pontual. Os comissários eram bem atenciosos, mas achei o serviço aquém do oferecido pela Klm ou Air France, por exemplo. Para parcelar a compra é necessário ligar pra companhia aérea. No atendimento, no aeroporto, a funcionária não sabia se poderia pontuar na Tam. Não tinha qualquer amenidade para a classe econômica (na Air France recebi), bem como não existem lanches disponíveis na aeronave – fora dos horários das refeições. A empresa não oferece stopover gratuito, que sempre me interessa. Só permite marcar o assento 23 horas antes do horário do voo (parece que é “moda” na aviação comercial agora).
A conexão em Frankfurt foi tranquila, me perguntaram apenas se estava de férias e quantos dias ficaria. O voo seguinte partiu no horário.
 
Tendo em vista a localização do hotel, a melhor opção para sair do aeroporto era o vaporetto da Alilaguna: http://www.alilaguna.it/en/tickets1/fares. Existe a opção de comprar o ingresso no site ou no guichê, e ainda, a opção de ida ou de ida e volta. Os valores variam. Na frente da esteira de bagagem tinha um guichê da empresa que vendia os tíquetes, mas também podem ser comprados no porto. Paguei 27 euros no bilhete de ida e volta.
Linha laranja e suas paradas

 

Bastou seguir as placas que indicavam onde pegar a embarcação. Precisará sair do aeroporto – são uns 10 minutos caminhando, mas é sinalizado, tem cobertura, basta atenção com o trânsito. Existem algumas linhas (identificadas por cores). No meu caso, tinha que pegar a linha laranja (arancio). Chegando lá, aguardei por uns 20 minutos a saída do transporte. Observei que a maioria dos passageiros estavam com mala pequena, já que Veneza possui muitas escadas com degraus, que dificulta o transporte das malas maiores. O vaporetto é muito lento e leva mais de 1 hora para chegar ao destino (uma lancha deve fazer o percurso em uns 5 minutos, mas os motores mais potentes criam ondas maiores que ameaçam a estrutura dos edifícios). 
Desci no ponto “Rialto” (Rialto é a ponte mais famosa da cidade). Por sorte, o ponto ficava exatamente do lado que estava o hotel, logo, não precisei atravessar a grande ponte. Bastou uma curta caminhada e já estava no hotel. Veneza é um pouco labiríntica, mas o site do hotel falava para localizar a Disney Store e seguir. Costumo fazer o caminho no google street view antes de viajar, pois já chego sabendo identificar os prédios.
 

A ponte Rialto atrás, com publicidade.
A porta do hotel fica no cantinho, onde passam duas pessoas.

Após deixar as malas no quarto, precisava urgentemente comer. Tinha visto que a melhor pasta (macarrão) era o Dal Moro’s – Fresh Pasta To Go e ficava a poucos passos do hotel. Os atendentes se esforçam e falam português! Apenas duas opções de massas, mas 8 opções de molhos (bolognese, pomodoro, marinara, frutti di mare, Alfredo, cacio e pepe, aglio oglio e boscaiola). Além de ter a opção de adicionar temperos. A atendente brincou e disse “parece o Spoleto”. Com certeza é muito melhor que a rede de fast-foodbrasileira. Para mim foi uma surpresa, pois, numa viagem anterior a Itália, tive péssimas experiências gastronômicas. Escolhi, na primeira vez, o espaguete com molho marinara. Incrível! Indico de olhos fechados. Os preços variam de 5 a 7 euros. Não tem lugar para sentar…

Depois caminhei pela Piazza San Marco, para conhecer o incomparável conjunto arquitetônico. Passei novamente por Rialto para apreciar o Canal Grande e lembrei que Marco Polo se lançou no mundo através daqueles canais, unindo o Ocidente ao Oriente. Após o deleite inicial, me recolhi, pois já tinha agendado um tour às 9, no dia seguinte, para Murano, Burano e Torcello, que contarei num post apartado.
 

Só consegui ver a Piazza San Marco vazia bem cedo, no caminho para o porto de onde sairia o passeio da Ali Laguna, pois a cidade é realmente muito turística. No retorno do passeio, depois de passar no hotel, segui para a Basílica de São Marcos. A igreja foi fundada em 828, quando relíquias do padroeiro foram trazidas de Alexandria. Foi construída no estilo bizantino, tanto na arquitetura quanto na decoração. A entrada é gratuita, mas a fila pode ser longa. Existe uma opção de “furar a fila”, vendida no site da basílica por 2 euros.

Não sabia exatamente o horário da visita e optei por aguardar na fila, que não demorou mais de 10 minutos. Infelizmente só pode visitar uma pequena parcela da igreja gratuitamente, pois cobram ingresso no interior para ver alguns módulos. Também é proibido fotografar o interior do templo. Passei na loja e comprei terço para minha mãe e minha sobrinha, além de algumas medalhinhas.

Depois segui para o Campanário de São Marcos, que tinha uma longa fila, sem opção de venda antecipada. Custou 8 euros. É o melhor ponto para ter uma vista panorâmica de Veneza. Por sorte, existe um elevador no interior da construção.

 

 
Em seguida, numa caminhada de mais de 1 km, fui conhecer o famoso cicchetti (pequenos aperitivos sobre o pão) e o spritz (bebida típica com aperol e prosecco) na Osteria Al Squero. O sabor dos petiscos era incrível, mas o drink me pareceu amargo. Cada cicchetti custava 1,20 e a bebida 2,5 euros. Embora tenha turistas, em razão da boa avaliação no Tripadvisor, encontrei muitos locais aproveitando para comer na mureta em frente à Osteria, que tem poucos lugares para sentar no interior. O preço é ótimo!

Depois foi a vez de procurar o tiramisù mais elogiado da cidade (a sobremesa teria sido criada na região de Veneto, onde fica Veneza), no I Ter Mercanti, mercado gourmet, que faz vários tipos de tiramisus, com combinações bem inusitadas (banana e caramelo, laranja vermelha e chocolate, morango), mas optei pelo tradicional, que custou 3,50 euros.

Os doces são feitos na entrada da loja, permitindo ao transeunte assistir sua confecção

Depois atravessei Rialto (que está totalmente em obra, cheia de tapumes) e procurei um restaurante aleatoriamente para comer uma pizza e fiquei desapontada (restaurante Ai Coghi). Primeiro em razão do atendimento, perguntei o tamanho da pizza e o garçom mostrou, com as mãos, um tamanho brotinho, então pedimos duas, mas, quando chegou, a pizza era enorme! Segundo, o sabor era ruim. Massa dura que não partia com a faca, além da cobertura parecer a mesma para qualquer sabor. Não é fácil encontrar boa comida na Itália, por mais incrível que possa parecer! E amo comida italiana.
Sabores da Itália

No terceiro dia, organizei a mala, fiz o checkout, após o café da manhã, e deixei a mala no hotel, pois o voo para Istambul só sairia às 19h do aeroporto Marco Polo. Decidi que seria um dia de museu e o escolhido foi a ColeçãoPeggy Guggenheim http://www.guggenheim-venice.it/– é um dos vários museus da Fundação Solomon R. Guggenheim. O prédio localizado num canal de Veneza tem a coleção particular de Peggy, que foi esposa do surrealista Max Ernst e sobrinha do Solomon. A entrada custou 15 euros.  Embora pequena, a coleção é muito interessante, além de conter no prédio uma mostra temporária de artistas italianos com obras de 1960-1969.

Alexander Calder
Jenny Holzer

Exposição “Imagine”: New Imagery in Italian Art

Acho as gôndolas lindas, indubitavelmente símbolos de Veneza, mas realmente não tinha vontade de andar nelas. Contentei-me em apreciá-las e fotografá-las. O preço era fixo nas paradas: 80 euros. Nos sites, existe a possibilidade de passeios compartilhados por até 6 pessoas, por 25 euros cada (http://www.venicelink.com/products/tour).

Queria comprar máscaras do carnaval veneziano para minha mãe e minha sobrinha. Descobri que a maioria delas, hoje em dia, são made in China. Logo, a compra tem que ser atenta para identificar uma “made in Italy”. Os preços são mais caros, aparentemente possuem um acabamento melhor. Possuem selo e carimbo, que também não garantem muita coisa. Queria uma grande, mas pensei que não chegaria inteira, pois levei uma mala já cheia.

Não parecem originais…
As máscaras compradas

No retorno, para pegar a mala, passei na Disney Store e comprei uma camisa da Minnie em Veneza para minha sobrinha (raramente compro algo para mim nas viagens que faço).
 

Depois comi, mais uma vez, a pasta do Del Moro´s, dessa vez a melhor que já comi, de frutti di mare. Acompanhada por um vinho foi delicioso. Comi na escadaria da igreja na frente do hotel! Hahaha



Peguei a mala por volta das 16 horas. Li que algumas vezes o barco já vem cheio e não para no ponto. Ou ainda que o vaporetto enguiça no meio dos canais, que pode levar a perder o voo. Embora tivesse chegado antes dos demais passageiros, na hora que o barco chegou foi uma confusão e muitas pessoas passam na sua frente sem a menor cerimônia! Por sorte, tinha lugar para todos.

A passagem para Istambul foi comprada com milhas no Smiles e o voo seria pela Alitalia. No dia anterior, na hora do check-in, identifiquei que o segundo trecho (Roma – Istambul) foi modificado em duas horas. Tive que avisar ao transfer por e-mail e torcer para que lesse. Apesar da mudança no horário, achei que 12.500 pontos é um valor interessante para voar dentro da Europa e boa opção para quem quer gastar as milhas Smiles (só paguei R$159 de taxas).
Cores e sabores.

Veneza é uma cidade fotogênica e todos os seus ângulos são interessantes e belos, porém, é pequena, logo, para ver o básico, acredito que 2 dias sejam suficientes. Com mais tempo talvez seja interessante adicionar uma visita ao Palácio Ducal e aos demais museus da cidade.
O Museu da Música comemora Vivaldi, nascido em Veneza

10 filmes sobre viagem na Netflix


1 – Em busca de um caminho (2010)




2 – Maidentrip (2013)



3 – Na natureza selvagem (2007)




4 – Comer, rezar, amar (2010)




5 – Paulo Coelho – The road to Santiago (2005)



6 – Vivendo com um dólar (2013)



7 – Sete anos no Tibet (1997)



8 – Cartas para Julieta (2010)



9- Chef (2014)



10 –  O mundo segundo os brasileiros (não é filme, mas uma série que passa na Band)

Paris, 2ª parte

No meu 2º dia em Paris, acordei cedo e fui para o térreo, onde era servido o café da manhã, que custava 7 euros. Tinha uma máquina de suco de laranja (podia repetir), café, dois Croissants, geleia, manteiga e nutella (odeio chocolate). Comer em Paris nunca é barato.

Escultura de Rodin

 

Place de la Concorde

Após o desjejum, segui para o Musée Rodin, que fica situado no 7º arrondissement (que é uma divisão administrativa de Paris, composta por 20 arrondissements). No caminho, estava em dúvida se seguia no sentido correto e perguntei, em inglês, para um homem que caminhava na rua. Existe a “lenda” que franceses odeiam perguntas em inglês, mas respondeu de forma cordial.
 
Cheguei na hora que o museu estava abrindo e não tinha fila. Utilizei o “Paris Museum Pass”. Os jardins do museu são belíssimos e foi cenário do filme “Meia noite em Paris”. A escultura mais famosa de Rodin, O pensador, está no meio de um labirinto de árvores. A título de curiosidade, existe uma escultura de bronze idêntica no Museo Soumaya, na Cidade do México, e, segundo o dono do espaço cultural, também original.

 

O lugar é lindo e merece uma visita! Uma das obras mais interessantes é a “Porta do inferno“, obra inspirada na “Divina comédia”, de Dante. Se olharmos todos os detalhes, veremos que o pensador surgiu naquela escultura, em pequeno formato.
 

Porta do inferno

Em razão da proximidade, segui para o Musée d´Orsay, que é um dos museus mais lindos que já visitei. Ideal para quem é apaixonado pelo Impressionismo. São inúmeros trabalhos de Degas, Monet, Sisley. Lá tive o prazer de apreciar, pela primeira vez, os trabalhos das duas reconhecidas artistas (mulheres) impressionistas: Berthe Morisot e Mary Cassatt.
A fila estava imensa, mas quem tem o “Paris Museum Pass” tem entrada prioritária.

O museu foi construído numa antiga estação ferroviária nas margens do Rio Sena. Salvo engano, são 5 andares com exposições, sendo que os dois primeiros pavimentos possuem as principais obras. Lembro-me de ter visto um andar inteiro com móveis de Art nouveau. Durante a minha visita, tinha uma exposição temporária sobre o Degas. No último andar podemos apreciar o famoso relógio que aparece no filme A Invenção de Hugo Cabret.

 

Já por volta das 16 horas, estava faminta e tinha que procurar um lugar para almoçar. Segui caminhando pelo Jardin des Tuileries. Encontrei um restaurante no próprio jardim e num quase-desmaio solicitei um plat du jour, que era peixe com ervas e arroz. Estava delicioso. Custou 17 euros com o refrigerante. O jardim é lindo e aproveitei para apreciar as inúmeras esculturas públicas espalhadas pelo local.

Flowers that Bloom at Midnight, Yayoi Kusama
Le Bel Costumé (1973), Jean Dubuffet
No jardim podemos encontrar inúmeras cadeiras para os visitantes. Muitas pessoas frequentavam o lugar naquele dia. Conversavam, liam ou simplesmente contemplavam a paisagem. Depois de me recuperar, decidi visitar o Musée de l’Orangerie, que tem os grandes painéis do Claude Monet, intitulados Nymphéas, 1920-26. Por sorte, também não precisei entrar na fila, em razão do passe. Praticamente ao lado tem outro museu – de arte contemporânea -, Jeu de Paume. Outros dois museus que não consegui visitar nos cinco dias de turismo também estavam próximos: Grand Palais e Petit Palais.

Musée de l’Orangerie

Nymphéas. Imagem da Wikipedia, pois, na época, não podia fotografar no interior do museu.

Hôtel de Ville, sede da prefeitura, no caminho para o Centre Pompidou
Não saberia dizer como reuni energia para ver mais um museu naquele dia: Centre Pompidou, que, na minha opinião, é o melhor museu de arte moderna do mundo. No caminho, vi uma loja chamada “Lucky Records” – que só vendia itens da Madonna (nas duas vezes que passei por ali estava fechada). Circundei entorno colorido (com grafittis e esculturas), depois caminhei até a grande escultura do Alexander Calder e observei a interessante arquitetura do museu.

Móbile do Calder

Olhei para o relógio e percebi que só teria 1 hora no interior do museu, então deixei para ver a mostra temporária do Matisse em outro dia. Segui para apreciar as obras e fui acometida por algo similar à Síndrome de Stendhal ao ver as obras do Yves Klein. Parece exagero, mas fiquei completamente tonta e com batimentos acelerados. Praticamente não fotografei no interior do museu, pois estava realmente emocionada.

 

Duchamp

Duchamp
Andei um pouco para conhecer o Marais e depois comi um sanduíche de atum, para me reenergizar. Andei até o hotel (1,8 km) e quando deitei na cama senti que estava acabada.  

umé de face – Jean Dubuffet


Caminho do Centre Pompidou até o hotel.

Passes para museus

Sempre procuro os passes (e similares) para os museus e monumentos de cada cidade. Para averiguar a relação custo-benefício, elaboro um rol com as atrações que pretendo visitar e verifico o valor individual de cada evento, depois concluo se é vantajoso ou não. Um benefício indiscutível é a opção de “furar a fila”, pois a maioria dos museus oferece uma entrada prioritária para quem tem o passe. Deixo abaixo uma breve descrição dos passes que já utilizei:

Amsterdã

Pesquisei os cartões da cidade, somei os valores no excel, e concluí que a melhor opção – para quem gosta de museus – é o Museumkaart (museum card): custou, em 2013, 44,95 euros (os museus são caros na cidade e custavam, em média, 15 euros) e é válido por um ano
A lista de museus pode ser visualizada aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/Museumkaart. No primeiro museu que você visitar, faça o cartão. Observei que, para quem já possui o cartão, na maioria dos museus existe uma máquina de autoatendimento, a pessoa encosta o cartão na área delimitada e imprime o ingresso. O cartão é válido para outras cidades, como Haia, Roterdã, etc.

Segue a lista dos museus que visitei utilizando o passe: Museum Het Rembrandthuis, Van Gogh Museum, Stedelijk, Rijksmuseum, Hermitage, NEMO e FOAM.


Berlim
Recomendo o Museum Pass Berlin, que é uma pechincha! Você poderá visitar mais de 100 museus em 3 dias por apenas 19 euros (valor em 2013). Recebi um livrinho com os museus que estão incluídos no preço do museum pass. É o passe com o melhor valor, se compararmos com os demais na Europa.
Segue a lista dos museus que visitei utilizando o passe: Pergamon Museum, Altes Museum, Neues Museum, Alte Nationalgalerie, Bode Museum e Neue Nationalgalerie.



Istambul

Istambul tem oMuseum Pass, que é válido por 5 dias e custa 85 liras turcas (a moeda da Turquia), valor em 2016. O passe é importante principalmente por evitar filas, mas também é econômico se visitar, pelo menos, 4 atrações. E o valor pode ser considerado muito barato (tem o mesmo preço da entrada de Acrópole, uma única atração em Atenas, por exemplo). Atendendo a dica do hotel, caminhamos 2 minutos e no fim da rua fica o Museu de Arte Turca e Islâmica, que tem a bilheteria vazia e poderíamos comprar o passe sem fila (foi necessário apresentar o passaporte). Depois observei que na frente ou dentro de vários pontos turísticos existem máquinas para comprar o museum pass, sem qualquer burocracia. Existe o “müzekart”, assim como na Holanda, que é válido por 1 ano e seu custo é ínfimo (40 TL), mas em Istambul só permitem a venda para residentes.

Utilizando o passe, visitei os seguintes sítios: Hagia Sofia, Topkapi Palace, Harém do Sultão, Museu de Arte Turca e Islâmica, Museu Arqueológico e Hagia Eirene Museum.
 

 

  
Madri

Madri tem o “Abono Paseo del Arte“, ou seja, um ingresso que contempla os três grandes museus da cidade: Museo Nacional del Prado, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía e Museo Thyssen-Bornemisza por 25,60 euros (valor em 2014).

Ao achegar ao Thyssen, me informaram que o ingresso (abono paseo del arte) não daria direito a visitar a exposição temporária, apenas a permanente. Como naquele dia, segunda-feira, a partir do meio-dia o museu era gratuito, paguei apenas a exposição temporária “Cézanne Site/Non-Site”, por 11 euros. 

Acabei não adquirindo o passe, pois iria ao Reina Sofia no horário gratuito (todos os dias de 19h às 21h), pois ficava na frente do hostel que estava. Acabei pagando apenas o ingresso para o Museo del Prado.
 

Paris

Não pensei duas vezes e comprei o “Paris Museum Pass” para 4 dias e foi a melhor coisa que fiz! Recomendo a todos que queiram visitar vários museus. Existem 3 opções: 2, 4 e 6 dias. Na maioria das atrações, o portador do passe tem entrada preferencial, ou seja, não fica na fila. Pude “furar” fila no Louvre, Musée d´Orsay, Musée l´Orangerie, entre outros. E as filas são imensas. Comprei o passe no Panteão, que não tinha fila.
Utilizando o Paris Museum Pass, visitei os seguintes museus e monumentos: Louvre, Arco do Triunfo, Panteão, Centre Pompidou (2 vezes), Musée du quai Branly, Musée de Cluny, Musée l´Orangerie, Musée d´Orsay, Musée Rodin, Versailles.

Roma

Comprei o Roma Pass (numa banca de jornal) e recomendo por um motivo: não precisar ficar na imensa fila do Coliseu. Existe a opção de 2 e 3 dias. Na época (2012), dava direito a entrada gratuita nas duas primeiras atrações visitadas, optei pelo Coliseu e Fórum Romano. 
Devo admitir que não soube utilizar o passe direito, pois o metrô tinha catraca e, embora tivesse lido que o passe dava direito a todos os transportes, exceto de/para o aeroporto, não encontrei ninguém na estação para informar sobre o uso. E paguei pelo bilhete do metrô. Mas só utilizei o transporte 2 vezes, pois caminhei até a maioria das atrações (fui caminhando para o Vaticano, saindo da região do Termini!).

Toledo

Adquiri a “Pulsera Turística” (válida enquanto estiver intacta no braço) por 8 euros (em 2014) que permite visitar 6 pontos turísticos: Iglesia de Santo Tomé, Sinagoga de Santa María la Blanca, Monasterio de San Juan de los Reyes, Mezquita del Cristo de la Luz, Iglesia de los Jesuitas e Iglesia del Salvador. Pode ser adquirida na bilheteria dessas atrações. Só é vantajosa se visitar mais de 3 lugares – que cobra 2,50 cada.

 

Paris, 1ª parte

De repente, me ocorreu que jamais escrevi sobre minha viagem a Paris, em 2012. Não sei mencionar o motivo, admito que não é um dos destinos que me deixaram apaixonada, mas não posso negar que foram 5 dias de embate com obras incríveis em alguns dos melhores museus do mundo.

Enquanto pesquisava hospedagem, uma amiga francesa (namorada de um colega do trabalho, na época), entrou em contato com duas amigas, perguntando sobre a possibilidade de alguém me hospedar. Uma ofereceu o sofá e a outra poderia me alugar o apartamento por um preço irrisório, 100 euros por 5 dias! Fiquei balançada com a proposta, mas meu voo chegaria às 8h e ela só poderia me entregar as chaves às 18h. Essa amiga disse que eu poderia deixar minhas malas na casa da mãe dela. Pensei bem e resolvei gastar um pouco mais e ficar em um hotel no Quartier Latin: Hotel Excelsior Latin.
Voei pela Air France e não tenho qualquer reclamação. Foi pontual e o serviço é excelente. Das companhias aéreas que já utilizei, considero a Air France e a KLM duas das melhores para viajar para Europa. Uma das coisas que me agradam é a presença de uma área de lanches no fim da aeronave, sem ter que solicitar à aeromoça, e ainda, permitem o “stopover” sem custo em Paris e Amsterdã, respectivamente.

O hotel supracitado foi a melhor relação custo-benefício que encontrei. Cobrava cerca de 120 euros pelo quarto individual. A localização era ótima, que me permitiu visitar muitos lugares caminhando. E o melhor de tudo, ficava a 200 metros dos Jardins de Luxemburgo, onde está localizada a estação “Luxembourg”, do “RER B” (o mapa pode ser visualizado aqui), linha do trem que sai do aeroporto. Significava que não precisaria fazer qualquer baldeação para chegar no destino final.

Caminho da estação de trem até o hotel


Enviei um e-mail ao hotel e me informaram que o transfer custava 30 euros, que solicitei. O pagamento seria na hora. Perguntei como entraria em contato com o motorista e me falaram que bastava pedir no atendimento ao cliente, no aeroporto.

Assim que cheguei e passei na imigração, segui para o setor de informações, contudo, não fizeram a ligação, disseram que bastava comprar um cartão com créditos no jornaleiro. Comprei um cartão por 8 euros. E quem disse que encontrava wi-fi (na época, não usava o Skype)? Ou seja, sem opção, segui para o trem, que foi bem prático. O lado negativo: descer as escadas com a mala no colo, pois não tem elevador ou escada rolante. Na chegada da estação Luxembourg, me deparei com 3 andares de escadas. 

Tenho que destacar minha maior dificuldade na cidade: o frio. Era meados de abril, ou seja, primavera. Imaginava encontrar 11/15 graus. E encontrei 2 graus, embora o dia estivesse ensolarado. Senti muito frio, pois meus casacos não estavam me aquecendo com aquela temperatura.

Cheguei no hotel por volta das 10h. A dona (era um estabelecimento familiar) ficou aparentemente brava, já que não tinha encontrado o motorista. Expliquei o que aconteceu e pedi desculpas. Disse que poderia colocar a mala no quarto, mas avisou que a arrumadeira estava lá, que eu voltasse às 11 horas (o check-in antecipado é sempre agradável).


Olhei o mapa e segui para a atração mais próxima do hotel: o Panteão de Paris, que é uma construção no estilo Neoclássico, encomendada por Luís XV em 1794. É uma atração sem hordas de turistas dentro e fora.


Não pensei duas vezes e comprei o “Paris Museum Pass” para 4 dias e foi a melhor coisa que fiz! Recomendo a todos que queiram visitar vários museus. Existem 3 opções: 2, 4 e 6 dias. Na maioria das atrações, o portador do passe tem entrada preferencial, ou seja, não fica na fila. Pude “furar” fila no Louvre, Musée d´Orsay, Musée l´Orangerie, entre outros. E as filas são imensas…


Utilizando o Paris Museum Pass, visitei os seguintes museus e monumentos: Louvre, Arco do Triunfo, Panteão, Centre Pompidou (2 vezes), Musée du quai Branly, Musée de Cluny, Musée l´Orangerie, Musée d´Orsay, Musée Rodin, Versailles.

Retornei ao hotel, tomei um banho e fui procurar um restaurante, nas redondezas, para almoçar. Entrei no “Au Petit Suisse“, que era bem avaliado. Os preços eram bons para Paris, digo, uma refeição na faixa de 17 euros. Pedi lasanha de carne e um suco de laranja. Não fiquei muito satisfeita porque a lasanha praticamente não tinha massa e o suco de laranja era industrializado e amargava.


Depois do almoço, caminhei até a Catedral de Notre-Dame de Paris (Quem não lembra do clássico da Disney inspirado no livro de Victor Hugo?). A igreja construída (1163-1345) no estilo gótico é estonteante. Todos os detalhes devem ser absorvidos: as rosáceas, a fachada, o interior, a nave.



Saindo da catedral, caminhei pelas margens do Sena, passei na Pont Neuf, Pont des Arts (aquela cheia de cadeados de amor, que constantemente são retirados) e finalmente cheguei no museu mais famoso do mundo: o Louvre.

Pont Neuf

Pont des Arts

No Louvre já consegui utilizar o benefício do Paris Museum Pass, pois não é necessário ficar na fila. Peguei o folder com o mapa do museu, pois é tão grande que é indispensável para conseguir se localizar. Como todos sabem, precisaria de uma semana para ver todas as obras expostas, então, obviamente optei por algumas salas e obras mais célebres da História da Arte. O fato do museu ser imenso e excessivamente cheio me incomodou, não dava para desfrutar as obras como gostaria. 


No Louvre

O Arco do Triunfo do Carrossel, construído por Napoleão

Com a Vitória de Samotrácia, deusa grega Nice, 220 a.C.

A mais procurada do museu: a Monalisa.
A Vênus de Milo

O Louvre tem o maior acervo de Arte Egípcia do mundo!


Retornei por volta das 17:30h e aproveitei para passar no supermercado Monoprix, localizado no Boulevard Saint-Michel (retornei àquele mercado todos os dias). O frio já tinha tomado conta de mim e tinha certeza que não sairia mais do hotel naquele dia, pois começou a chuviscar. Comprei vinhos, suco de laranja, baguete, Saucisson (parece salame, mas o sabor é diferente) e queijos.


Wanderlust

“Not all those who wander are lost.”
 J. R. R. Tolkien

Há poucos dias quis registrar na pele minha eterna vontade de viajar e tatuei a palavra “wanderlust” acompanhada pela imagem de um avião. Se em português temos o vocábulo “saudade”, sem similar em nenhum outro idioma, a palavra em epígrafe também é imbuída de significado. Deriva do alemão (1850-1855) pela união de wandern (viajar) e Lust (desejo), mas na atualidade é dicionarizada em inglês.


 
O Dicionário Cambridge define como “desejo de viajar para longe e para muitos lugares diferentes.” O Oxford indica que é “um forte desejo de viajar.” O New Dictionary of Cultural Literacy revela que é uma “palavra alemã para o desejo irresistível de viajar ou passear.” O Merriam-Webster decreta “forte anseio ou impulso por vagar.”

Roteiro de 1 dia na Praça Mauá

Desde a inauguração do Museu do Amanhã, a Praça Mauá virou uma boa opção de passeio no Rio de Janeiro. A Praça Mauá fica no Centro do Rio de Janeiro. Para quem não é da cidade, basta pegar o metrô e descer na estação Uruguaiana, atravessar a Av. Presidente Vargas e entrar na Av. Rio Branco no sentido decrescente (até o número 1).
 

Museu do Amanhã


 

Há alguns anos atrás tinha feito um roteiro parecido, assim que inaugurou o MAR (Museu de Arte do Rio de Janeiro). Visitei o MAR, o Mosteiro de São Bento e o Morro da Conceição. O Morro da Conceição é imperdível, parece Santa Teresa, mas ainda é pouco explorado. Casas coloridas, grafites, etc. Estava com uma amiga, de carro, portanto, não sei se é uma boa opção para quem vai caminhar, já que a subida é íngreme e, na época, vi muitos moradores de rua no caminho.
 

Morro da Conceição
Morro da Conceição

 

Pedra do Sal

Na semana seguinte à Inauguração do Museu do Amanhã, em dezembro de 2015, aproveitei uma folga numa terça-feira e levei minha mãe e sobrinha para fazer um roteiro no Centro. Tanto o MAR quanto o Museu do Amanhã são gratuitos nas terças (idosos e estudantes da rede pública não pagam ingresso todos os dias), portanto, em razão do frisson da inauguração, a fila estava quilométrica, mas aproveitei a fila preferencial, pois idosos e crianças entram com um acompanhante.
O Museu do Amanhã, obra do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, é de tirar o fôlego. Conheço dezenas de museus ao redor do mundo e fiquei feliz de ter uma obra arrebatadora tão próxima. Na entrada recebemos um cartão que possibilita a interação com diversas instalações. Verifiquei que tinha wi-fi grátis e o ar-condicionado era maravilhoso naquele dia tão quente. O primeiro espanto é o globo terrestre colorido no meio da imensidão branca. Uma fila se formou e todos caminham para o segundo pavimento. 

São várias instalações e todas estavam cheias. Precisava bastante paciência para conseguir ver e interagir. Entramos em todos os ambientes. Tinha uma grande sala com demonstrações da fauna e flora do Brasil, uma sala escura com espelhos com fotografias das diferentes culturas em todo o mundo. O fundo do museu emociona. Com uma parede de vidro que permite visualizar não apenas a Baía de Guanabara, mas também uma piscina do próprio museu com uma escultura (Puffed Star II) em formato de estrela do renomado artista Frank Stella.
Saindo dali, seguimos para o MAR, que fica a poucos passos. Caminhamos pelas exposições, mas achei o acervo aquém do que tinha visto da última vez. O museu é lindo, também tem uma arquitetura impressionante. O que mais agradou minha mãe e sobrinha foi a mostra de Arte Sacra. Depois subimos no outro prédio para ter uma vista panorâmica da região do porto do Rio.
 

MAR
MAR

Esbaforidas e famintas, observamos que não tinha um restaurante agradável nas redondezas e acabamos entrando no McDonald´s por causa da minha sobrinha.
Depois seguimos para o Mosteiro de São Bento, que fica bem próximo, no Morro de São Bento, nas dependências do Colégio São Bento. A melhor opção é subir de carro, mas estávamos a pé e minha mãe reclamou um pouco. A igreja é deslumbrante e foi fundada por monges beneditinos em 1590!

O interior da igreja é todo dourado e suntuoso. É impossível não ficar arrebatado pela beleza do lugar. Foi construída no estilo Barroco e Rococó, embora o exterior não acompanhe o mesmo estilo. Ainda quero visitar a igreja para fruir a missa dominical (10 h), que é celebrada com órgãos e canto gregoriano.

Ilha Grande (2015)

Pretendia visitar Ilha Grande no feriado de 12 de outubro (a ilha tem 193 km2 e pertence ao município de Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro), mas, na semana anterior, fiz uma pesquisa e os preços das pousadas estavam estratosféricos. Sem perder a esperança, na sexta-feira (dia 09), por volta do meio-dia, entrei no booking.com e o preço da diária tinha caído de R$790 para R$280! Comuniquei ao meu amigo, que também pretendia viajar, e topou na hora. Fiz a reserva e fomos procurar passagem no site clickbus.com.br (R$30,00 na viação Costa Verde). 


 
No site supracitado, descobrimos que só tinha lugar no ônibus que sairia às 15h, para Mangaratiba, da Rodoviária Novo Rio. Sem muito tempo, abri o guarda-roupa e joguei algumas peças na mochila, tentei lembrar do básico. Almocei e segui para a rodoviária (peguei ônibus, metrô e táxi, para chegar o mais rápido possível), Victor chegou 10 minutos antes da saída do ônibus.

A viagem de ida foi hilária. Assim que entramos, vimos que tinha uma mulher no nosso lugar (assentos 3 e 4, os primeiros do ônibus) e tivemos que, educadamente, pedir para se retirar. Depois entrou uma senhora e disse que só poderia sentar nos primeiros bancos, pois não poderia deixar suas malas no bagageiro. Houve uma confusão, pois a mulher que estava no nosso lugar, desceria na Avenida Brasil, mas, em decorrência do engarrafamento, o motorista optou por fazer outro trajeto, quando ela deu conta, já estava em outro município. Foi uma gritaria, queria discutir com o motorista. Victor, com medo de um acidente, se levantou e disse para ela se conter e esperar uma parada para resolver o problema.  

Estive em Ilha Grande em 2006, naquela época, peguei a barca de Angra dos Reis na ida, pois saia às 15:30h (a de Mangaratiba sai 8h) e voltei de escuna. O problema é que Angra dos Reis é bem mais distante que Mangaratiba, para quem sai do Rio.

Na primeira parada, perguntamos ao motorista se o ônibus deixava perto do porto de Mangaratiba. Nos avisou que a melhor opção seria descer em Conceição de Jacareí, pois tinha mais opções de transportes. Em Mangaratiba teríamos que esperar a única barca que sairia meia-noite (só tem essa opção às sextas-feiras).

O ônibus passou por Mangaratiba e continuamos na viatura. A viagem deveria durar cerca de 3 horas, mas levamos mais de 5. De repente, o ônibus parou numa estrada escura e o motorista avisou que estávamos em Conceição. Descemos por volta das 18:45h, meio atordoados e sem saber onde estávamos. De repente apareceu um homem e disse que poderíamos comprar o bilhete do “fast boat” na agência em frente, a Vila Nova Tour


A passagem custou R$35,00. Não compramos a volta, como insistiam em vender. Compramos “no escuro”, pois não tínhamos ideia qual era a embarcação. Recebemos as coordenadas para chegarmos ao cais, de onde partiríamos. Atravessamos a rodovia e descemos uma rua até chegarmos na praia. Encontramos muitas pessoas e vários barcos. O “fast boat” é um barco inflável que faz o percurso em ¼ do tempo da barca.   

O bote tem cadeiras e deve caber umas 40 pessoas. De repente, o piloto ligou o motor, colocou um som altíssimo e o barco voa. Em 25 minutos estávamos em Abraão!!! A barca e as escunas fazem o mesmo percurso em 2 horas! É uma experiência assustadora, mas basta olhar o mapa para constatar que Conceição é realmente a melhor opção para chegar na ilha. 

Chegamos na pousada “Portal dos Borbas” e fizemos o check-in, como de costume, bloquearam meu cartão de crédito (perdi 40 minutos no telefone). Na reserva, constava que teria 2 camas no quarto, mas só tinham uma cama de casal. A funcionária, que era muito simpática, disse que arrumaria assim que retornássemos. Tomamos banho e fomos dar uma volta. 


Comemos uma pizza no “Sara Sabores”, que tinha boa reputação no tripadvisor. Gostei e repeti no dia seguinte. Ao retornarmos, o quarto já estava arrumado, mas não conseguimos ligar o ar-condicionado (no outro dia, o funcionário trocou as pilhas do controle remoto), tampouco lembramos que o celular poderia ter substituído o controle. 


Fiquei 9 anos sem visitar Ilha Grande e observei que continua com ruas de terra, sem muitas opções de diversão noturna (na verdade, não tem boates ou bares interessantes), mas tinha mais restaurantes e mercadinhos. 

Café da manhã na pousada

No dia seguinte, acordamos cedo e tomamos café da manhã – tinha muitas opções de sucos, pães, torta salgada e frutas – e decidimos fazer a trilha T1 (2km), que passa pela Praia Preta, Ruínas do Lazareto e termina no Aqueduto, chegando lá, resolvemos seguir a trilha T2 (6km), que finaliza na Praia da Feiticeira, que é linda. Faixa de areia curta, mas com poucas pessoas. Comprei uma água de coco (5 reais) e aproveitei a paisagem. Existem diversas trilhas em Ilha Grande com dificuldade variando entre “leve”, “moderada” e “pesada” (a que leva até o Pico do Papagaio tem 18km e altitude de 960m).

  

Aqueduto


Olha o que chamam de cachoeira! A Cachoeira da Feiticeira é apenas uma queda de água.
Subir, subir, subir

Sem forças para retornar pela trilha, a única opção é pagar um táxi boat. O preço cobrado da praia até a vila foi R$25 por pessoa. É bem salgado, se compararmos com o preço dos passeios de um dia inteiro. Pelo menos esse era razoavelmente seguro e rápido.  

 


No retorno, paramos no “Casarão da Ilha” para almoçarmos. Eu queria comer peixe e Victor carne. A comida estava boa e com um preço razoável, mas teve algo que me irritou. Na frente do restaurante, tinha uma placa com o valor da cerveja. Constava um preço para a Stella Artois. Embora não beba cerveja, pedi e fiz uma michelada com o sal, pimenta e limão que tinha na mesa. Na hora de pedir a conta, o valor era outro. A garçonete foi na parede e rasgou o cartaz com o preço. Entrei para falar com a dona, que me disse “Ah, esse valor era de uma festa que fizemos”. Disse que se me cobrasse outro valor, não pagaria os 10%, que era superior à diferença. Cobrou o que constava no cartaz. Ainda me arrependi de ter pago os 10%, pois o cliente deve ser tratado com cortesia e os estabelecimentos devem observar o Código de Defesa do Consumidor.   



Procuramos algo para fazer durante a noite, mas não encontramos nada. Victor comprou saquê e bebemos com suco de caju deitados nas redes que ficam espalhadas no quintal da pousada.

No dia seguinte, procuramos outra trilha e decidimos pela T10 (6 km) conjugada com a T11 (2.4 km). A T10 inicia em Abrão, passa pela Praia de Palmas, Praia de Mangues e termina na Praia de Pouso. A T11 consiste na travessia entre a Praia de Pouso e a Praia de Lopes Mendes, que deve, obrigatoriamente, ser feita a ida e volta, já que não tem barcos em Lopes Mendes, em razão do mar revolto.   

A pousada

 


O dia estava muito quente e, por sorte, ao contrário do dia seguinte, levei uma garrafa de água e uma maçã. Victor queria ficar em Palmas, pois estava cansado e não aguentava mais andar. Começou a reclamar. Disse que iria até Lopes Mendes. Decidiu ir também, mas reclamando a cada 2 minutos. Também estava “morta”, pois sou sedentária, mas queria experimentar a aventura. No retorno, pegamos um táxi boat na Praia de Pouso e foi uma das piores experiências da minha vida. Pagamos sem saber qual era o barco. Veio um daqueles bem antigos e super lentos. No meio do caminho, muita água entrava no barco. Como não nado, coloquei o colete, tentei colocar o celular na toalha. Depois tinha certeza que o barco viraria, pois, quando passavam outras embarcações, o barco não conseguia ficar estável. O retorno durou cerca de 1 hora! Foi uma tortura! 

Praia de Palmas
Praia de Palmas


Praia de Mangues
Praia de Pouso

Particularmente, discordo da classificação do Tripadvisor, que coloca a Praia de Lopes Mendes como a 2ª mais bonita do Brasil! O mar é muito revolto, a coloração da água não é impressionante. A praia dessa vez estava lotada, sem lugar na sombra. Não tinha qualquer vendedor, portanto, a maioria das pessoas levavam muitas bebidas e comida. 

Praia Lopes Mendes


Na segunda-feira, dia que terminava nossa hospedagem, perguntamos se tinha disponibilidade para mais uma diária, mas a pousada já estava lotada. Compramos, pela internet, as passagens de ônibus (só tinha 3 lugares) de Mangaratiba, saindo 14h. Fomos procurar uma forma de sairmos da ilha. Não tinha disponibilidade de barca. Perguntamos sobre o “fast boat” para Mangaratiba e informaram que não existe, em razão da correnteza naquele percurso, por fim, encontramos uma escuna na agência “Desireê“. Chegamos em Mangaratiba 2 horas depois, mas o ônibus demorou quase 2 horas para aparecer. Comi um pastel no bar do chinês e fiquei me sentindo mal. Cheguei na rodoviária por volta das 20h e tive que pegar um táxi, pois não lembrava como sair de outra forma. 

O guia Lonely Planet elegeu a região da “Costa Verde” como um dos melhores lugares do mundo para conhecer em 2016.

Ponto de ônibus em Mangaratiba.

Sala VIP KLM Crown Lounge – Houston

Desde o início de 2015, o cartão Mastercard Black está associado ao programa “Lounge Key“, que permite o ingresso em diversas salas VIP pelo mundo (mais de 500 salas). Basta acessar o site e verificar se tem alguma sala no seu terminal de embarque (alguns bancos exigem o pagamento de uma taxa de utilização).


Cheguei em Houston (onde a United Airlines faz a conexão) às 18h, portanto, tinha um pouco mais de 3 horas no aeroporto. Meu voo decolaria de um terminal distinto de onde ficava a sala VIP (muitas vezes não existe comunicação entre os terminais), portanto, decidi caminhar para ver se seria possível chegar no terminal D, onde estava localizado o KLM Crown Lounge. Depois de 15 minutos caminhando, eis que encontrei a sala.

 

Entrei e dei o cartão para a recepcionista, que me entregou a senha do Wi-fi. Tinha um ambiente com sofás e tv, outro com cadeiras, uma área reservada com três computadores e impressora, uma sala com diversas revistas e jornais.  
 

Havia diversas opções de bebidas alcoólicas (vinho, cerveja, whisky, espumante), e ainda, água, água com gás, sucos, refrigerantes. Tinha uma máquina do Starbucks com três opções de café. Para comer: salada, batata frita, pão sírio e hummus, queijos.  As funcionárias eram super atenciosas.

 
 

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