Pesquisa de passagem aérea

Melhores Destinos 

Quando o assunto é promoção de passagens aéreas, o melhores destinos é imbatível. Tenho o aplicativo instalado no celular e sempre rezo por uma promoção nas férias.
Sei que o site não agrada gregos e troianos, no entanto, sempre utilizo para comparar o preço das passagens. Minha dica é: prefira sempre comprar no site da própria companhia aérea, pois, em geral, o preço é inferior (pode ser superior se a empresa cobrar em dólar, como a Qatar Airways, pois terá o acréscimo do IOF), tendo em vista que não tem a taxa de emissão cobrada por alguns sites, e ainda, facilita na hora de resolver pendências.

Google Flights

Ainda não consegui ver uma utilidade prática no google flights. O site mostra os preços das passagens em diversos pontos do globo simultaneamente, mas nunca comprei nada após pesquisar na plataforma do google.

Nas minhas viagens internacionais, que não partiram do Brasil, praticamente todas as passagens foram compradas usando o site, que te mostra todas as possibilidades de voos para aquele destino no dia escolhido. Assim que você faz a seleção é direcionado para o site com o melhor preço. E ainda, tem a opção de voar para “qualquer lugar”, que mostrará o menor valor de passagem encontrado.

Para quem vai viajar para Ásia, uma boa indicação é o site de uma verdadeira empresa lowcost (de baixo custo): a AirAsia. Os preços são imbatíveis e o serviço é muito bom. O único problema é quando você tem um roteiro já fechado e procura voos com datas inflexíveis, que já aconteceu comigo, tendo que pagar R$500,00 por cada trecho para ir pro Camboja e para sair, já que não tinha disponibilidade da Airsia na rota.
  
Se tiver dúvida na hora de escolher um lugar na aeronave, não deixe de visitar o site supracitado. É possível verificar o mapa da aeronave com a descrição dos melhores e piores lugares, além dos serviços oferecidos na rota. 
P.S.: Existem diversos buscadores (kayak, edreams, mundi, voopter, expedia), mas preferi indicar apenas os que já utilizei.

Os melhores filmes sobre viagem

Eis um filme que me emocionou bastante pela simplicidade de seu roteiro: The Way (O caminho, 2010). A narrativa se desenvolve no famoso Caminho de Santiago e relata as dores de um pai em razão da morte precoce de seu filho. É, acima de tudo, um momento de contato único consigo, mas, no caminho, Tom esbarra com outros corações castigados e seguem juntos até atingir o objetivo.

You don’t choose a life, dad. You live one.” 

Recentemente pudemos apreciar a brilhante atuação da Reese Witherspoon em Wild (Livre, 2014). O filme apresenta a protagonista Cheryl, uma mulher com problemas existenciais, na PCT Pacific Crest Trail. Partiu sozinha para uma longa caminhada em busca da cura para suas dores emocionais, pois é possível que a gente consiga se encontrar ao se perder. A obra é baseada no livro de Cheryl Strayed: Livre – A jornada de uma mulher em busca do recomeço.

Honestly? I’m lonelier in my real life than I am out here. ” 
O Netflix tem alguns excelentes documentários e, num dia ocioso, me deparei com Maidentrip (2013). Laura Dekker, uma menina de 14 anos, inicia uma viagem de volta ao mundo, de barco, que termina 2 anos depois. O mote é navegar e desapegar. Todas as imagens são de sua própria câmera!

Nobody said life was easy.”

Outro documentário sobre viagem que também pode ser encontrado no Netflix é O caminho de Santiago (2005). Paulo Coelho faz um relato sobre sua longa jornada que culminou na elaboração do seu primeiro livro, “O diário de um mago, que mudou a sua vida.


Lembro-me que assisti Eat, pray, love (Comer, rezar, amar, 2010) no cinema e fiquei decepcionada, mas, anos depois, em razão de ter programado uma viagem para Bali, dei uma segunda chance pro filme e mudei minha opinião. Hoje consigo me emocionar com a personagem e com as imagens de Roma, Índia e Bali. A película é baseada no best-seller homônimo da autora Elizabeth Gilbert.

 

Playa del Carmen e Cobá

Estava com as férias programadas quando me deparei como a “promobug” da American Airlines. Tinha 18 dias disponíveis, no entanto, a viagem para NYC estava localizada bem no meio desse período. Fiz várias simulações para o ano de 2016 e não finalizei, que me gerou um grande abalo emocional, risos, uma vez que tinha passagens para qualquer lugar do mundo por míseros 900 reais. Era a minha chance de conhecer Sri Lanka, Myanmar, Bora Bora…

Fui mais racional e procurei por Cancún, pois não era tão distante e talvez daria para encaixar em 4 dias, dando tempo para retornar e voltar para os EUA no dia seguinte. A passagem custou inacreditáveis R$200 + R$400 de taxas! Depois, novamente refleti e conclui que poderia ter optado por um destino mais exótico, como Belize.

A compra foi realizada uma semana antes da viagem. Em alguns casos, o planejamento é desejado, mas já comprei passagem (mais de uma vez) 2 dias antes do embarque. E viagem internacional! Tem que ser forte.

Estive na capital mexicana, em 2012 (aquele seria o ano do fim do mundo, segundo o calendário maia), e me apaixonei. O país está no meu top 3 de lugares no mundo, junto com Tailândia e Bali. Gosto da simpatia do povo, da comida, da cultura, das bebidas. Na época, fiz um breve roteiro de 5 dias, pois li relatos que DF era uma cidade perigosa, como viajaria sozinha, em mais uma solo traveler trip, preferi ficar pouco tempo, mas depois me arrependi de não ter ido até a Penísula de Yucatán para conhecer uma das 7 maravilhas do mundo: Chichén Itzá.

Decidi que meu roteiro demandava uma hospedagem em Playa del Carmen, região mais próxima das zonas arqueológicas, além de ter uma rede hoteleira mais simples e barata. Queria um hotel bom, que não fosse all inclusive, e bem localizado, que me levou a optar pelo “La Pasion Hotel Boutique”.

Depois de muitos problemas com o cartão de crédito (da Caixa), que nunca funciona no exterior, e já me levou a processá-los no último ano, decidi apenas reservar hotéis no site hoteis.com. E o motivo é que você paga antecipadamente, ao contrário do booking.com, e ainda deixam você parcelar. Em época de oscilação cambial, ainda evita surpresas.

Na sexta-feira, dia 6/9, fiz as duas malas, já que retornaria na sexta-feira seguinte, voltando para a América do Norte no sábado seguinte. Tudo tinha que estar pronto para as duas viagens. Dei uma olhada no meu checklist e aguardei pelo inesperado retorno ao México.

Todos os voos operados por companhias aéreas norte-americanas fazem conexão nos EUA, logo, se torna indispensável a apresentação do visto na imigração. Durante o checkin, me avisaram sobre a mudança recente na logística das bagagens para quem apenas faz conexão em território norte-mericano: não precisaria recolher a mala e despachá-la novamente. Coloram uma etiqueta “ITI” (International flights connecting to U.S. destinations) na minha passagem.

Após a compra, observei que não tinha lugar (gratuito) na aeronave, apenas poltronas que exigia algum pagamento. Esperei a designação do meu lugar na hora do check-in e me deram a janela! Foi um grande pesadelo, já que costumo ir ao banheiro a cada hora. Depois de estar no avião, perguntei a senhora do corredor se preferia a janela (risos), mas a resposta foi negativa. Consegui passar 7 longas horas sem me levantar.

Surpreendi-me positivamente com a American Airlines, pois tive uma péssima experiência anterior: o avião quase caiu, as aeromoças eram grossas, a porta do banheiro caiu, o avião ficou sem combustível e desceu em Brasília, minha chegada no Rio estava prevista para 9h da manhã e cheguei às 22h. Dessa vez o avião era novo, e, além do entretenimento individual, tinha carregador individual, que é bem raro. Serviram uma massa ótima e tinha vinho!

Desci desesperada para ir ao banheiro. Depois fiquei tranquila, pois tinha aproximadamente 5 horas até o próximo voo. Segui para o controle de imigração, que estava até razoavelmente vazio. Me perguntaram, em espanhol, se já tinha visitado os EUA. Diante da minha afirmativa, queriam saber onde estava o carimbo. Disse que estava no passaporte antigo. Perguntaram onde me hospedaria. E finalizei aquela conversa, pois iria pro México.

Apenas 1 hora separa Miami de Cancún. Ao entrar no avião, pude perceber que devem passar o fim de semana por lá, que é um destino muito mais próximo (e barato) que os paraísos nacionais, como o Havaí.

Da mesma forma que o Real se desvalorizou diante do Dólar, o Peso Mexicano (moeda do México) também teve queda. Levei dólar e euro, mas deixei o hotel pago.

Peso mexicano
Uma das primeiras decisões que tomo quando vou viajar é: como vou sair do aeroporto? Nesse caso, iria para outra cidade. Encontrei o maravilhoso serviço da ADO (soletre as letras). No desembarque parei para pegar um mapa e obter algumas informações. O agente me disse para não fazer câmbio no aeroporto, pois teria prejuízo. Admito que normalmente faço o câmbio logo no aeroporto, para evitar a surpresa de ficar sem moeda local, mas, dessa vez, fiz o que me foi aconselhado (no aeroporto 1 dólar = 13 pesos, na cidade, 15 pesos). Em praticamente todos os lugares aceitam dólares.

Posteriormente, parei no balcão da ADO e a atendente me explicou tudo nos mínimos detalhes, inclusive disse que estava perdendo dinheiro ao pagá-la em dólares. A passagem do aeroporto de Cancún até Playa del Carmen custou 15 dólares.

Segui para o exterior do aeroporto e virei para a esquerda, de onde partem os ônibus. Coloquei a mala no bagageiro e entrei. O ônibus é novo, tem ar-condicionado e é bem confortável.

Parque Los Fundadores

É necessário ressaltar que Playa del Carmen tem 2 rodoviárias. O ônibus, vindo do aeroporto, para apenas na antiga, que fica entre a 5ª Avenida e Avenida Benito Juarez. No retorno, é possível pegar a condução na rodoviária nova que fica na 20ª Avenida.

A viagem durou cerca de 1 hora e cheguei no hotel por volta das 13h, após uma curta caminhada. Bastou localizar a 5ª avenida. A numeração das avenidas aumentam de 5 em 5 e meu hotel ficava entre a 15ª e 20ª. A numeração das ruas vão aumentando de 2 em dois e ficaria na calle 10. Cheguei antes ao check-in, mas logo fui levada ao quarto, que estava super gelado. Surpreenderam-se porque a diária era para quarto duplo em cama king, mas o hotel não tinha a opção single.

O hotel merece todos os elogios possíveis. Os funcionários são de uma cordialidade surpreendente. O quarto era bom, a cama era confortável. O wi-fi funcionava, tinha tv lcd, ar-condicionado, varanda com a vista da piscina, bolsa para ir à praia. O hotel deixa croissant e pães na recepção, além de café e água. A noite era possível encontrar brownies e vinho. Tinha duas piscinas e uma hidromassagem. Embora tivesse apenas 3 andares, tinha elevador panorâmico. O café da manhã era servido no restaurante que fica ao lado.


Tomei um banho demorado e caminhei em busca de um restaurante. Na 5ª Avenida, a maioria dos estabelecimentos cobram preços muito acima do que os localizados nas demais áreas, mas, sem conhecer a região e morta de fome, fiquei na avenida principal e entrei no “La Frontera”, embora os nachos com guacamole e o burrito de frango não estivessem ruins, o preço foi exorbitante. Custou 227 pesos = cerca de 50 reais. Lembro que em 2012 pedi mais de 6 itens do menu e paguei 15 reais (ok, a capital tem preços menos turísticos).

Reservei aquele dia apenas para caminhar por Playa del Carmen. As lojas são charmosas e vendem artesanatos locais. É verdade que os preços não são convidativos. Uma que me chamou atenção foi “Corazón de méxico”, na antiga calle corazón. Tinha caixas, corações, Virgem de Guadalupe. Comprei alguns itens. A praia fica bem próxima, na 1ª Avenida, mas nem passei por ela.

Uma quadra separava o hotel de um enorme Walmart, embora fosse domingo, estava aberto. É uma excelente opção para comprar suvenires, pois são muito mais baratos que nas lojas da 5ª avenida. Comprei algumas caveiras, uma máscara de lucha libre, suco, yakult. Não consegui comprar tequila, pois só eram vendidas até às 18h. O supermercado aceita dólares e tem uma ótima conversão, melhor que as inúmeras casas de câmbios espalhadas nas principais avenidas.

Artesanato comprado no Walmart

Em razão dos poucos dias e tentando evitar preços elevados, comprei 1 pacote de 2 dias de passeio no site da www.bestday.com.br/: Tour 2×1 Chichén Itzá e Tulum por R$210,19. Em geral, na maioria dos sites das agências locais cobravam acima de 70 dólares por qualquer pacote. O e-mail de confirmação avisava que a “Amigo tours” me buscaria a partir das 4:45h. Entrei em contato com a agente de viagem, Marisa, e disse que estava confirmado o passeio. Dormi cedo, coloquei o celular para despertar às 3:30h. Tomei banho, me arrumei e desci para a recepção. Ninguém me atendia na agência. Deu 7 horas da manhã e ninguém havia aparecido!


Por sorte, havia colocado créditos no Skype, para o caso de algum imprevisto. Voltei para o quarto e esperei dar o horário de atendimento no Brasil. Era feriado no Brasil e o valor já tinha sido debitado no meu cartão, mas fui atendida pela Silvia, que disse que realmente esqueceram de me buscar e perguntou se queria mudar as datas. Disse que seria impossível, portanto, solicitei o cancelamento e estorno do valor. O valor foi devolvido, no entanto, não indico o serviço para ninguém, pois minha programação foi arruinada naquele momento.
 
No dia anterior, passei em uma agência e vi os passeios e os respectivos valores. Por sorte, me deram um folder com o valor. Antes de viajar, mandei e-mail para o hotel e me informaram que o tour para chichén custava 75 dólares. Levei o folheto na recepção e perguntei se poderiam ligar para aquela agência, se havia disponibilidade no mesmo dia. Na recepção agendaram, para o dia seguinte, um tour, pelos mesmos 50 dólares, que incluía Chichén, um cenote, almoço e visita à cidade de Valladolid.

Escultura disputada na 5ª avenida


Aqui ressalto a importância de ter um roteiro flexível caso algo não saia como previsto. O querido Martin me sugeriu pegar uma van até Tulum ou um ônibus até Cobá, mas achava que naquele dia não teria mais disponibilidade para a segunda cidade. Tomei o café da manhã, com sanduíche de presunto ibérico, tomate e alface, suco de laranja e frutas. Peguei a mochila e andei até a rodoviária, que tinha ônibus para Cobá, saindo em 5 minutos. O ônibus para Cobá só tem 1 horário, sai 9h e retorna às 15:10h. A passagem da ADO custou 120 pesos.

A cidade de Cobá (que pode ser traduzido como “água agitada pelo vento”) fica a aproximadamente 44 km de Tulum e leva quase 2 horas desde Playa. É uma cidade maia estabelecida no meio de uma imensa floresta, que me deu a sensação de estar dentro de um filme de aventura. Embora sua pirâmide, Nohoch Mul, não seja tão famosa quanto a de Chichén, é a única que ainda pode ser escalada e tem 42 metros. Embora seja a mais procurada, a pirâmide não é a única construção, que também tem quadra de “juego de pelota” (um jogo com bola), observatório, igreja.
Nohoch Mul

 
O ônibus deixa a uma curta distância da entrada da zona arqueológica. É necessário comprar o bilhete por poucos pesos. Os turistas são cercados por vários guias que oferecem seus serviços, mas que não insistem tanto. E ainda, encontra o serviço de aluguel de bicicleta e “táxi”, triciclo que leva 2 passageiros sentados.

É preciso caminhar por 1 km para chegar aos principais vestígios arqueológicos. Embora o tempo estivesse fechado, estava muito quente e úmido. Eu, que não bebo água, consumi toda a garrafinha e suava sem parar.

Estelas com a previsão do fim do mundo

No caminho é possível verificar estelas (réplicas, pois as originais estão no Museo Nacional de Antropología) com histórias sobre a criação do povoado. Vocês lembram da previsão apocalíptica maia sobre o fim do mundo em dezembro de 2012? Estava em uma das estelas de Cobá! Por sorte, perguntei se estava indo no sentido certo e um guia, que estava com um grupo de holandeses, me deu várias informações sobre o local. Mostrou-me a quadra em que o povo jogava bola e falou sobre a imensa estrada que havia naquele local, feita com conchas brancas que refletiam a luz da lua. Disse-me que apenas 30% das ruínas estão abertas para visitação e que é uma área que contém muitos cenotes (rios subterrâneos). A cidade pré-colombiana teria sido construída entre os anos 500 e 900 e teve cerca de 50 mil habitantes, no entanto, de pois do ano 1.000 teria perdido sua importância política.

Terminei o passeio e procurei um restaurante local, na rua de acesso à zona arqueológica, para tomar uma limonada e comer o acepipe que adoro: nachos com guacamole.


Ao retornar a Playa del Carmen, passei na praia e estava sem condições de mergulho, em razão do sargaço, então, finalmente utilizei a piscina do hotel para me refrescar. Depois me arrumei e saí com intuito de conhecer as boates de Playa. Primeiramente, estive na porta da famosa “Coco Bongo”, mas achei o preço bem salgado: 70 dólares com bebidas incluídas. Perguntei sobre a possibilidade de comprar o ingresso sem o “open bar”, mas só poderia entrar após das 2 da manhã e o valor era 40 dólares.

Fachada da famosa boate

Estive na porta da bonita “Mandala” e o recepcionista me disse que mulheres poderiam entrar gratuitamente após meia-noite. Me convidou para conhecer a outra boate da rede: “Abolengo”, com direito a bebida grátis. O ambiente era agradável, embora tivesse aparência de bar, a música estava bem alta. De repente, todos migraram para o estabelecimento ao lado, “La vaquita”, mas não entrei.
 
Mandala
Abolengo
La vaquita

Sala VIP Blue Lounge Lisbon

Desde o início do ano, o cartão Mastercard Black está associado ao programa “Lounge Key“, que permite o ingresso em diversas salas VIP pelo mundo (mais de 500 salas). Basta acessar o site e verificar se tem alguma sala no seu terminal de embarque (alguns bancos exigem o pagamento de uma taxa de utilização).
 

 
Como saímos cedo do apartamento (19h) e nosso voo sairia apenas às 23h, aproveitamos para verificar se tinha alguma sala no aeroporto de Lisboa. Encontramos 3 salas e optamos pela Sala VIP Blue Lounge (é necessário verificar o horário de funcionamento, terminal e as amenidades que são oferecidas). Em geral, todas possuem wi-fi grátis, lanches, bebidas alcoólicas, banheiro. 

A sala era pequena, mas disponibilizava um computador, tinha banheiros, sofás, monitor com a informação dos voos, tv. Aproveitamos para tomar vinho, café nespresso e comer pasteis de belém pela última vez (em Portugal) e acessar a internet.

A foto ficou péssima 😦
 



Lisboa – última parte

Assim que retornamos de Sintra, decidimos entrar no “Mercado da Figueira”, localizado na Praça da Figueira, que tem produtos com aparência gourmete muitos vinhos. Tinha um especialista que nos deu algumas provas e nos ensinou sobre os tipos de vinho do porto existentes: branco, ruby e tawny. Compramos vinho e ginginha (bebida típica feita com a ginja, fruta parecida com a cereja).

No dia anterior, planejamos ir ao Bairro Alto, para conhecer a noite lisboeta, mas dormimos. Como era o penúltimo dia, chegamos no apartamento, descansamos um pouco e nos arrumamos para seguirmos para o bairro mais boêmio da cidade.

 

Ginginha

 

Atravessamos a Praça da Figueira e a Praça Dom Pedro IV, já passava de meia-noite, mas as ruas, apesar de povoadas por alguns moradores, pareciam seguras. Aos pés das escadas que levam ao Bairro Alto, paramos para experimentar uma iguaria etílica: a ginginha, na “Ginginha do Carmo”. O ambiente é apenas uma porta com um balcão. O atendimento não é dos melhores, mas a bebida deu uma bela aquecida.

Arte nas paredes do Bairro Alto
 

Subimos algumas escadas e finalmente chegamos numa área bem agitada com muitos restaurantes e bares. As ruas são alegres e repletas de arte urbana. Em algumas praças avistamos vários adolescente reunidos. Um turista sugeriu a “Casa da Índia”, para quem aprecia a comida típica portuguesa, mas continuamos caminhando e decidimos entrar no “Bardo Ricardo”. Um bar rústico, porém aconchegante, que servia frios e vinhos, entre outros petiscos. Optamos pela sangria de vinho branco (clericot) acompanhada por um prato com jamón(presunto) ibérico e queijo Serra da Estrela (delicioso).

Menu da “Casa da Índia”

“Bar do Ricardo”
Bairro Alto

No dia seguinte, acordamos cedo, segui para o mercado “Pingo Doce”, pois meus morangos tinham acabado. Também comprei um queijo e um chorizo ibérico.

Decidimos terminar o tour do elevador de Santa Justa, pois, em razão da chuva, só tínhamos subido e não aproveitamos o mirante, que está incluído no valor do bilhete. No retorno, perguntamos a um taxista se normalmente cobram pelo taxímetro (em razão do golpe na chegada). Ele nos deu um cartão com o número para chamar o táxi.

 
Interior do elevador
Para finalizar nossa passagem por Lisboa, escolhemos um restaurante próximo e bem avaliado: Claras em Castelo. É bom ressaltar que tem poucos lugares, portanto, é preciso um pouco de paciência. Meu amigo não queria esperar, pois não gostou do atendimento do dono, um francês cheio de graça (poderia dizer que é grosso em alguns momentos). As lulas recheadas estavam boas, porém, um pouco salgadas.

Na hora combinada, às 19h, o táxi estava aguardando no Largo São Cristóvão, próximo ao Beco das farinhas, e cobrou pelo taxímetro: 9 euros! Boa dica para não ser enganado.

Lisboa reserva uma série de facilidades para os brasileiros. A principal, por óbvio, é o idioma, mas temos familiaridade com a comida, com alguns hábitos. Não se tornou um dos meus destinos preferidos na Europa, no entanto, é uma boa pedida para que voa TAP e tem a opção de fazer o “stopover” gratuito.
Os belos azulejos portugueses

Sintra

Acordamos cedo para um bate-volta em Sintra, cidade que fica a 30 km da capital e é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Os trens saem a cada 20 minutos e o percurso leva cerca de 1h20min (aqui deu uma saudade dos trens rápidos de Madri, que fazem 70 km em 30 minutos). O acesso à estação de trem do Rossio é fácil e levamos cerca de 7 minutos desde o apartamento. Compramos o bilhete de ida e volta, para evitarmos surpresas, já que é um destino muito procurado pelos turistas e Lisboa estava repleta deles em abril.
Pequena aquarela que fiz em homenagem ao Palácio da Pena

Percurso do apartamento (e Lisboa) até a estação de trem do Rossio.
Chegando na estação de Sintra, ficamos por alguns minutos (mais de 30) na fila de informações turísticas, pois havia grande de oferta de meios de transporte para levar aos pontos turísticos: carrinhos, vans, ônibus. Pegamos o mapa e decidimos visitar dois deles: Parque e Palácio da Pena e o Castelo dos Mouros. Infelizmente não compramos os ingressos no posto de informações e deixamos para comprá-los na entrada dos sítios.
 

Belíssimos azulejos na Estação de Sintra

Os outros lugares usualmente visitados em Sintra são: Palácio Nacional de Queluz, Palácio Nacional de Sintra, Parque de Monserrate, Convento dos Capuchos. Para maiores detalhes existe o site: http://www.parquesdesintra.pt/
Centro de Sintra
Seguimos em direção ao lado direito da rua, objetivando encontrar o primeiro ponto de ônibus (linha 434), que leva às atrações. Calcule uns 15 minutos de caminhada até o centro de Sintra. É bom destacar que tem wi-fi grátis ao lado do Palácio Nacional de Sintra, atrás do ponto de ônibus. A passagem custou 5 euros e dava direito a ida e volta. O ônibus é circular, portanto, você pode subir 2 vezes, desde que nos mesmo sentido.
 

Palácio Nacional de Sintra
O ponto de ônibus fica logo após o carro vermelho

Embora tenha passado primeiro no Castelo dos Mouros, optamos por descer no Parque e Palácio da Pena. A fila estava extensa. Compramos o ingresso combinado por 20.90 euros (o preço mais salgado da viagem). O Palácio da Pena foi construído em 1910 e mescla vários estilos arquitetônicos. Os portugueses costumam dizer que é o sítio mais visitado da Europa. O que pude constatar é que o palácio tem uma arquitetura verdadeiramente exuberante e colorida.

Ao contrário do exterior, o interior do Palácio fica aquém dos demais visitados no Velho Continente, todavia, é interessante observar o mobiliário, louças e roupas na época da monarquia, que foi convertido em museu após a instalação da república. São inúmeros quartos, salas e salões. Tudo pode ser fotografado.

Fizemos uma curta caminhada até o Castelo dos Mouros, mas o seu interior é constituído por diversas escadas, torres e muralhas, que deixam qualquer um esbaforido. O castelo foi construído no século X com a invasão muçulmana na Península Ibérica.

No retorno, paramos para provar uma das iguarias de Sintra: as queijadas (aqui são conhecidas como “queijadinhas”), na “Fábrica das verdadeiras queijadas da sapa” e caminhamos pelo centro da cidade e pelas vielas de Sintra.

As queijadas
 
 

Lisboa – um dia em Belém

Desde a chegada a Lisboa, pela primeira vez tivemos que recorrer ao transporte público, isto porque o bairro de Belém ficam um pouco distante, cerca de 6km do centro.

 

Achei que seria viável pegar o metrô, mas, ao olhar o mapa, concluí que seria impossível. Para tomar ônibus ou bonde (elétrico 15 http://carris.transporteslisboa.pt/pt/electrico/15E/ascendente/), pedi ajuda a um policial turístico, que me indicou um ônibus na Praça da Figueira (nº 714 http://carris.transporteslisboa.pt/pt/autocarro/714/ascendente/). O ponto estava cheio e preferimos perguntar antes de subir. Uma senhora bastante idosa se negou a dar informação e rimos muito. Conseguimos pagar ao próprio condutor na ida.


E quando finalmente apareceu o ônibus, Victor sentiu algo na mochila e, ao se virar, estava aberta. Um senhor estava atuando como batedor de carteira. Falamos bem alto e seguimos para o interior do ônibus, que estava lotado.

Descemos em Belém, próximo ao Mosteiro dos Jerónimos, mas preferimos caminhar até a Torre de Belém para iniciar o “tour”. É um monumento nas margens do Tejo classificado como Patrimônio Histórico e Cultural pela Unesco e uma das maravilhas de Portugal. Compramos o ingresso combinado, que incluía a torre e o mosteiro, custando 12 euros.

A torre foi construída entre 1514 e 1520 com a função de defesa do Tejo, seguindo um modelo de arquitetura militar. Está dividida em: exterior, baluarte, terraço do baluarte, fachada sul, sala do governador, sala dos reis, sala das audiências, capela e terraço da torre.
O ambiente é escuro no interior do baluarte (área da artilharia), com 17 canhões apontados nas janelas. Estava repleto de turistas, com uma visível maioria de brasileiros. Existem alguns pavimentos e, em razão das escadas estreitas, há um relógio marcando o tempo para aqueles que vão subir e descer, já que seria impossível a locomoção de pessoas em ambos os sentidos simultaneamente.

 

Retornamos pela orla do Tejo até o Padrão dos descobrimentos. O monumento é constituído por uma grande rosa-dos-ventos instalada no piso, destacando os lugares “descobertos” pelos portugueses em suas navegações e uma construção em forma de caravela repleta de ilustres navegadores, pintores, poetas e descobridores, figuras essenciais nas conquistas portuguesas, como Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Vasco da Gama, etc.

Caminhamos pelos jardins da Praça do Império, com flores formando brasões, além da presença de um enorme chafariz.

O Mosteiro dos Jerónimos é uma construção iniciada 1501, mas que só foi concluída um século depois. O sítio é classificado como Patrimônio Histórico Mundial pela Unesco. É um prédio suntuoso – sua fachada tem mais de 300 metros –, além de ser um dos principais pontos turísticos da cidade. O acesso à igreja no interior do mosteiro, a Santa Maria de Belém, é gratuito. Comprei o ingresso do mosteiro na modalidade “combinado“, com acesso à torre e ao mosteiro por 12 euros.

Mosteiro dos Jerónimos

Santa Maria de Belém

Para finalizar o dia no bairro de Belém, a melhor parte: corremos para a fábrica do Pastéis de Belém! Pedi pastéis de belém, pastéis de bacalhau (nosso “bolinho”) e um maravilhoso cappuccino. O valor é baixo (1,05 euro cada pastel) e o sabor é maravilhoso!

No retorno, o ponto de ônibus estava muito cheio, em razão do horário. E tivemos que aprender a comprar o bilhete no interior do veículo. Foi quase impossível chegar até a máquina, e ainda, rejeitava algumas moedas! No final, deu tudo certo, mas acredito que o bilhete precisava de validação, já que não há qualquer indicação de data, bem como está escrito que é válido por um ano.

Naquele dia, tínhamos agendado uma ida ao Bairro Alto. Tomamos banho e colocamos o relógio para despertar, mas acordamos depois de 1h da manhãraramente consigo aliar um dia de turismo intenso com um passeio noturno.

Lisboa – primeira parte

Depois de uma pesquisa minuciosa nos sites hoteis.com e booking.com, decidimos testar o airbnb.com, pois o valor era praticamente a metade (pagamos R$200 a diária), além de possibilitar o late checkout e o early check-in (os horários podem ser negociados com os proprietários). Em razão da proximidade da viagem, encontramos poucas opções de imóveis nos bairros mais turísticos (Chiado e Bairro Alto).

Gostei de um apartamento situado no bairro Alfama. Em primeiro momento, não sabíamos que era tão bem localizado. Conseguimos fazer praticamente todos os passeios caminhando: Castelo de São Jorge, pegar o trem para Sintra na estação Rossio, ir até o Bairro Alto, chegar na Praça do Comércio. O apartamento tem 2 quartos, um cozinha bem equipada, wi-fi funcionando perfeitamente (na época, não precisamos pagar taxa de limpeza). E o mais incrível é que era muito melhor “in loco” do que visto nas fotos. A anfitriã ainda deixou uma garrafa de vinho de cortesia! Como nosso voo chegaria às 7h em Lisboa, foi essencial o check-in às 9 da manhã, e ainda, como o voo de retorno seria às 23h, pudemos ficar no apartamento até às 19h – facilidades que não encontraríamos num hotel.

No contato com a proprietária, perguntei qual seria o valor médio do táxi até o apartamento. A resposta foi que a corrida daria, em média, 12 euros. Então desisti das outras opções existentes para sair do aeroporto: metrô ou Aerobus (o ônibus parece uma boa opção, pois passa na praça do Rossio e custa 3,50 euros, mas, no nosso caso, teríamos que atravessar uma rua e subir umas escadas para chegar no apartamento).

Assim que pegamos as malas, Victor quis beber um café, depois seguimos para a fila de táxi. Entramos no automóvel e o taxista ligou o taxímetro. Era um senhor na faixa de uns 65 anos, que conversou com a gente por todo o percurso. Chegando na viela que daria no apartamento (pois a rua era muito estreita para o carro passar), na frente da Igreja de São Cristóvão, o taxímetro marcava 9,50, só que, para nossa surpresa, o taxista disse que a corrida deu 32 euros! Pois havia a adição de algumas taxas! Como nossas malas estavam no carro e estávamos muito cansados, acabamos pagando o valor e nem anotamos a placa. Descobrimos a origem do jeitinho brasileiro. Os taxistas agem quase sempre de forma ilícita – eis um dos motivos que sempre opto por sair do aeroporto de ônibus, trem ou shuttle, quando possível.

O tio da proprietária nos esperava na rua de acesso, nos ajudou com as malas e mostrou como funcionava o apartamento e o fechamento das portas. Assim que saiu, recorremos ao google para encontrar um mercado. Entramos em dois chineses que não tinham nenhuma mercadoria confiável. Finalmente encontramos o excelente “Pingo Doce”. Depois descobrimos que indo pela rua de cima, chegaríamos dentro dele via elevador que fica ao lado do restaurante Zambeze – a 2 minutos do apartamento.

Comprei presunto ibérico, queijo de cabra, cápsulas de cappuccino, pois havia uma dolce gusto no apartamento, chá, suco, iogurte, pão e morango.

Após o café da manhã e banho, seguimos para o ponto turístico mais próximo do apartamento (cerca de 5 minutos, em razão das ladeiras, pois fica ao lado), o Castelo de São Jorge (http://castelodesaojorge.pt/). A entrada custou 8,5 euros. A vista é belíssima, pois podemos apreciar Lisboa e o Tejo do alto. O site fornece um relato histórico acerca do Castelo:

“O Castelo de S. Jorge – Monumento Nacional integra a zona nobre da antiga cidadela medieval (alcáçova), constituída pelo castelo, os vestígios do antigo paço real e parte de uma área residencial para elites.

A fortificação, construída pelos muçulmanos em meados do século XI, era o último reduto de defesa para as elites que viviam na cidadela: o alcaide mouro, cujo palácio ficava nas proximidades, e as elites da administração da cidade, cujas casas são ainda hoje visíveis no Sítio Arqueológico…”

 

Seguimos rumo ao Chiado até as margens do Tejo, que estava repleta de pessoas tomando sol, chegando na Praça do Comércio (ou Terreiro do Paço). Entramos em uma feira gastronômica e, só depois de alguns minutos, percebemos que só a gente não estava com uma pulseira, ou seja, provavelmente fizemos o papel de penetras (hahaha).

Continuamos até os Armazéns do Chiado, um shopping com uma aparência bem distinta dos que encontramos usualmente no Brasil, localizado ao lado do elevador Santa Justa.

Depois resolvemos pagar (o bilhete dá o direito de subir e descer, além de apreciar a paisagem num mirante) para subir o elevador de Santa Justa e caiu um temporal. Saímos correndo no Bairro Alto em direção ao Convento do Carmo, que estava fechado, em razão de reformas. Tentamos nos abrigar na praça, pois não tínhamos levado guarda-chuva, tampouco passava táxi. Quando a chuva diminuiu, decidimos descer a ladeira e, quando vimos, estávamos muito próximo do apartamento.

Para jantar, recorremos ao restaurante que ficava na porta: O Trigueirinho, no Largo dos trigueiros. Primeiramente, perguntei se a porção era para uma pessoa e a resposta foi “sim”. Então pedi sardinhas assadas e o Victor pediu carapauzinhos fritos com feijão frade. Os pratos eram abundantes! Deixamos muita comida. O restaurante é simples, bom e barato. E oferecem de entrada ótimas azeitonas e o maravilhoso queijo Serra da Estrela.

Fiquei positivamente impressionada com a quantidade de arte urbana encontrada pelas ruas de Lisboa! Muitos graffitis, frases, paste up, intervenções…
 

2 dias em Budapeste

A passagem Viena-Budapeste – de trem rápido (de railjetsão 2h37) – foi comprada no site http://www.oebb.at/en/ e custou 29 euros. O trem era excelente, com wi-fi e tomada para carregar o celular.


Na análise dos hotéis, verifiquei que a cidade é barata, me levando a cogitar, num primeiro momento, a possibilidade de ficar num hotel 5 estrelas, que custaria 250 reais a diária, mas depois, pensei bem, e optei por um hotel boutique bem avaliado no Tripadvisor: ROOMbach Hotel Budapest Center.

O quarto era pequeno, mas com camas confortáveis, o wi-fi era bom, a TV era smart, o café da manhã era ótimo. Os funcionários são super atenciosos. Não ficava próximo de uma estação de metrô (para caminhar com malas), portanto, solicitei, via e-mail, que enviassem um táxi até a Estação Keleti, onde chegaríamos.

O hotel me avisou que a corrida sairia por 2.000 HUF (cerca de 20 reais, na época) e o motorista nos esperaria embaixo do quadro com os horários de chegadas e partidas. A moeda da Hungria é o Florim húngaro.

O taxista estava esperando com uma placa e seguimos para o lado de fora da estação, quando, de repente, decidi perguntar se aceitaria Euros. A resposta foi: não. Pedi alguns minutos e corri para a estação, objetivando realizar o câmbio para poder pagar a corrida.

Em poucos minutos, estávamos no hotel. Deixamos as malas, pegamos um mapa e decidimos andar até o Mercado Central de Budapeste – cerca de 1km. O prédio foi projetado por Gustaf Eiffel, o mesmo arquiteto da famosa torre parisiense.
 

O mercado é enorme e tem dois pavimentos. No primeiro, encontramos muitas frutas, legumes e carnes, já no segundo, roupas, bonecas, suvenires…
 

A páprica está por toda parte.

Aproveitamos para experimentar uma iguaria húngara: o lángos. Parece uma pizza, mas o sabor é bem diferente. Existem várias opções de coberturas, salgadas e doces. Optamos pela tradicional, com sour cream e queijo ralado. É uma delícia.

No mesmo corredor, paramos para degustar o digestivo húngaro: unicum. É horrível! Bebida alcoólica forte e amarga.


Na saída do mercado, apreciamos o belo visual do Rio Danúbio, que separa as cidades de Buda e Peste.

Pensamos em pegar o bonde para voltar, pois começou a ventar muito, mas, novamente, caminhamos. 

Após banho e descanso, saímos para jantar. Optei novamente pelo lángos, que não estava bom dessa vez. Victor escolheu uma sopa tradicional húngara: o goulash. Decidimos caminhar pela cidade, que tem seus prédios públicos muito bem iluminados.

Seguimos caminhando até o famoso Parlamento húngaro. Andamos uns 3 km e não tivemos fôlego para atravessar a ponte e ter a melhor vista da construção.

Uma atividade era certa no roteiro: ir a uma termas (são várias piscinas quentes, em ambientes abertos ou fechados, para  pessoas de todas as idades). As mais famosas são Termas Szechenyi e a do Hotel Gellert. Optei pela primeira.

No dia anterior, meu amigo Victor não estava certo que iria, mas acordou e optou por mais uma aventura.

O metrô deixa na porta, basta descer na estação Széchenyi. Aqui vale uma dica preciosa para andar de metrô: compre o bilhete de 24 horas! Li que muitos turistas compram o de 1 corrida, a opção mais barata, que não dá o direito de mudar de linha. Existe ainda o de 1 corrida que dá a opção de mudar de linha. Os fiscais ficam atentos e entram nos vagões só para controlar esses bilhetes!

Assim que compramos nossos bilhetes, guardamos na bolsa, depois de algumas estações e de fazer a baldeação entre duas linhas, entraram dois fiscais. Entendemos que queriam ver os bilhetes. Como era de 24 horas, ficaram frustrados. Viraram e se depararam com um casal que falava francês e eis que estavam com o bilhete que não garantia a mudança de linha! teve uma grande discussão e foram retirados do vagão. Existe uma multa bem alta (mais de cem reais). É interessante ressaltar que é um dos metrôs mais antigos da Europa, pois foi construído em 1896.

Ficamos um pouco perdidos quando chegamos em Szecheny, pois existem vários pacotes. Alguns incluem spa, massagem, etc. Para adquirir os pacotes mais simples tínhamos que entrar por outra porta. Chegando lá, optamos por banho nas termas com um vestiário individual, custou 5000 HUF. E alugamos as toalhas (também há a opção de roupão, mas a maioria das pessoas levam de casa).
 

Cabine individual que é aberta por uma pulseira colocada no braço na entrada.

Queríamos ficar o dia inteiro, pois, embora o dia estivesse ensolarado, fazia 8 graus e as piscinas tinham temperaturas que variavam entre 36 e 32 graus! Ficamos um pouco em cada piscina, depois seguimos para o letreiro “Budapeste”, que fica na Praça dos Heróis, e voltamos para o hotel.

Saímos para comer num recente polo gastronômico da região ao lado do hotel: Gozsdu Udvar. É um lugar super charmosos com culinária para todos os gostos. Resolvemos comer um hambúrguer com batatas rústicas no Bistro Cochon. O lanche estava excelente!

Voltamos para o hotel e uma amiga do Victor, de Budapeste, queria encontrá-lo para um café. Como estava deitada, decidi não ir, pois o nosso voo sairia às 3h da madrugada. Tomei um banho e fiquei aguardando o horário que o táxi viria nos buscar.
O aeroporto de Budapeste fica bem distante, mas o táxi foi barato. E o mais importante para um aeroporto: tem wi-fi grátis!

Budapeste não agrada no primeiro momento, mas depois vamos apreciando os detalhes. É um lugar seguro – muito mais que imaginava de uma cidade do leste europeu! Precisava de mais tempo para conhecer os pontos turísticos. E o melhor: é uma cidade barata.

2 dias em Viena

Foi a minha primeira viagem de trem entre dois países (antes só tinha andado dentro de um mesmo país) e recomendo, pois, além da estação ferroviária ficar sempre mais próxima que o aeroporto, você não precisa chegar com tanta antecedência, além de não passar por qualquer controle de imigração. A passagem de trem, saindo de Praga com destino a Viena, foi comprada no site https://www.cd.cz. Custou apenas 19 euros! O percurso dura 4 horas aproximadamente.


 
O único cuidado que tivemos foi levar um cadeado para atrelar as malas ao trem (pois li alguns relatos de furto de malas no leste europeu). A Áustria não está situada na região classificada como leste europeu, mas entrou no roteiro pois Viena fica geograficamente entre Praga e Budapeste. Chegamos por volta das 13h na Estação central de Viena: Wien HBF (Hauptbahnhof).

Estação Hauptbahnhof
Ficaríamos apenas 2 dias na capital da Áustria, que me levou a optar por um hotel próximo à estação de trem, Kolbeck, já que chegaríamos e sairíamos da cidade de trem. O hotel tinha uma péssima aparência na recepção, além de não ter elevador, mas o quarto era grande, limpo e o wi-fi funcionava perfeitamente. Abrimos o mapa no celular e com poucos passos estávamos no hotel. Após o check-in, deixamos as malas, peguei um mapa de papel com o dono do estabelecimento, que mostrou a estação próxima ao Museums Quartier.

Saímos em direção à estação de metrô, que ficava muito próxima. O funcionamento do metrô é muito parecido com o que vi em Berlim: não tem catraca, apenas é necessário validar o bilhete (comprado na máquina) para o caso do fiscal passar e pedi-lo. O centro de Viena, talvez por ser sábado, tinha um oceano de pessoas caminhando, tornando o deslocamento pelas ruas praticamente impossível.

Catedral de Santo Estévão

Ruas agitadas no centro de Viena com Hofburg ao fundo

Em razão do pouco tempo que nos restava e de prioridades distintas, meu amigo seguiu para o Museu de História Natural de Viena(Naturhistorisches Museum), já que ansiava por ver a Vênus de Willendorf, enquanto eu optei por visitar o Leopold Museum (a entrada custou 12 euros), com centenas de obras do Egon Schiele e algumas do Klimt (artistas austríacos) e depois segui para o Mumok, museu de arte moderna (a entrada custou 10 euros). Além de uma arquitetura impressionante, encontrei a maior exposição de PopArt que já vi.

Schiele
Schiele

Warhol
Indiana

Achei que era uma mulher de verdade encostada na parede entre duas telas do Roy Lichtenstein!
O Museums Quartier (MQ) é uma enorme área que acomoda diversos museus e casa de shows, com poltronas e internet grátis. É um excelente lugar para sentar, ler, comer alguma coisa e descansar.

Por volta das 18h, segui para encontrar meu amigo na frente do museu. Voltamos para o hotel e verificamos que não havia restaurantes abertos. Tinha lido que o comércio fechava nos fins de semana, mas não sabia que seria quase impossível encontrar um lugar para comer. Mais adaptados à cidade, concluímos que estávamos numa região de imigrantes turcos, pois havia muitos muçulmanos nas ruas. E, claro, só encontramos um restaurante turco aberto.

Chegamos no hotel e descansamos, mas, com o passar das horas, começamos a sentir fome e sede. Pesquisamos na internet e a informação era que não havia mercados abertos. Não desisti e encontrei um blog de uma moradora local inconformada que dava uma ótima dica: os mercados que ficam dentro das estações de trem abrem todos os dias. Já era 23:30h e li que o mercado fechava meia-noite. Corremos para a estação e entramos no Interspar-pronto, que parecia um oásis.

No dia seguinte, tentamos seguir o roteiro e fomos para o Paláciode Schonbrunn (a entrada custou 21 euros). Além de ser um lugar deslumbrante, o palácio – residência de verão da família imperial austríaca – é declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. A ilustre imperatriz Sissi (Isabel da Áustria) e também Maria Leopoldina, que se casou com Dom Pedro I, moraram no palácio.

Antes de começarmos a visita, tivemos uma das melhores experiências gastronômicas que se pode ter na Áustria: entramos no CaféRestaurant Residenz e apreciamos um delicioso apfelstrudel (criação austríaca) com um café. É importante ressaltar que os cafés constituem patrimônio imaterial em Viena (Wiener Kaffeehaus). A visita deve ser realizada sem pressa, pois o lugar é enorme. No fim do tour, ainda pudemos apreciar uma apresentação de música erudita nos jardins do palácio.

Por volta das 15h, nos demos conta que não seria possível cumprir totalmente o roteiro e tivemos que eliminar o Palácio Hofburg (Museu de História da Arte, Museu da Imperatriz Sissi, etc), que vimos apenas a fachada no dia anterior. Optamos pelo Palácio Belvedere (a entrada custou 14 euros) por um único motivo: tem a famosa obra de Klimt: o beijo.

Saindo dali, seguimos para a estação, que tem uma praça de alimentação. Comemos e trocamos os tíquetes de trem para Budapeste (embora seja comprado na internet, o comprovante deve ser trocado por um bilhete na máquina). Depois, caminhamos em direção ao hotel. Queríamos assistir um concerto no Musikverein ou Wiener Staatsoper (Ópera Estatal de Viena). Consultei o google e só restava uma opção: concerto às 19:30 no Musikverein. Saímos do hotel por volta das 19:10 e tentaríamos o impossível. Pegamos o metrô e saímos na frente da Ópera (tinha um enorme telão instalado no edifício, que permitia ao transeunte assistir na calçada), corremos e atravessamos umas 3 ruas. Às 19:26 entrei na bilheteria e tinha ingresso! De repente, nos deparamos com a elegância das pessoas em nossa volta: homens de terno e mulheres de longo. Nós estávamos de camiseta, tênis e calça jeans! Pior, corremos para encontrar os nossos lugares e tivemos que deixar os casacos na chapelaria. Meu amigo queria morrer de tanta vergonha! ahahahah

 

bratwurst

Na terra de Mozart, não poderíamos perder essa experiência. Foram quase 3 horas de apresentação. Pude observar que os austríacos realmente apreciam o estilo de música. Fechavam os olhos, se emocionavam, balançavam as cabeças no ritmo da música.

No hotel, antes de dormir, ouvíamos alguém cantarolar uma opereta em algum lugar próximo.

No dia seguinte, acordamos cedo e tomamos café na frente do hotel, na Anker Bakery. Café bom e barato (custou menos de 5 euros). Se compararmos Viena com Praga, os preços são altos e a cidade é cara, já que a moeda é o euro.

Se montasse o roteiro hoje, reservaria uns 5 dias para conhecer Viena, pois é uma cidade grande e cheia de atrações.
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