2 dias em Atenas
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| Vista de Acrópole desde o Museu de Acrópole |
No dia anterior, avisamos ao hotel, que estávamos hospedados em Mykonos, sobre o horário do voo, pois o transfer era gratuito. Por volta das 9:30h saímos do hotel e chegamos no aeroporto em 15 minutos. O aeroporto é bem pequeno e o próprio passageiro despacha a bagagem. Um único policial faz o controle dos passaportes. Após 4 dias de sol, uma chuvinha começou a cair. O voo partiu às 11:50 e chegaria a Atenas 12:25.
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| Parthenon |
Uma das minhas principais preocupações é como sair do aeroporto, de preferência opto pela forma mais econômica. E previamente aviso que o aeroporto de Atenas fica muito longe da cidade, mais de 1 hora. É provável que uma corrida de táxi seja bem cara.
Em comparação com as ilhas, as diárias dos hotéis em Atenas são caras. Escolhi um hotel de rede, mas enquanto passei o link para o meu amigo ver, já tinha ficado indisponível. Pelo mesmo valor, fiquei em um hotel que era bem localizado, embora fosse bem antigo, chamado “Hotel Nefeli“. Parecia um hotel familiar e fomos recebidos por uma senhora, que falava bem inglês, mas não era tão cordial. Tinha elevador. Chegamos no quarto e encontramos apenas uma toalha, mas logo outra foi levada, ao solicitarmos. É um hotel antigo, mas dá para ficar por uma noite e dois dias. Tinha wi-fi e café da manhã.
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| O quarto tem janela pra uma árvore e tem tv lcd |
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| Lula e Moussaka |
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Cariátides (moças da cidade de Karyai). Eram figuras femininas que serviam de sustentação para uma construção |
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| Piso transparente na entrada para ver os resquícios arqueológicos |
O tíquete custa 5 euros e o museu fica aberto entre 8h e 20h. Algumas áreas podem ser fotografadas (os seguranças vão te alertar) numa mesma sala e outras não, que me deixou um pouco confusa. O museu tem uma arquitetura imponente e usa pisos transparentes, na entrada da construção, para deixar evidente os resquícios arqueológicos. Muitos objetos de Acrópole estão no museu. É uma visita obrigatória. A lojinha do museu também tem muitos objetos com bons preços.
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| Escultura da Deusa Atena feita por Fídias |
Subimos as escadarias esbaforidos, pois não queríamos perder tempo e nos encantamos pela paisagem deslumbrante dos templos e construções de Acrópole: Parthenon, Templo Athena Nike, Erechtheion, Propylaea, Teatro de Dionísio, Teatro de Herod Atticus. O sol estava brilhando e devia fazer uns 35 graus em maio!
O Parthenon (Partenon) foi construído pelos arquitetos Iktinos e Kallikrates sob supervisão do escultor Fídias. A principal função do templo era para abrigar a estátua monumental da Deusa Atena (deusa da civilização, sabedoria, artes, justiça, habilidade), que foi feita por Fídias em ouro e marfim.
É um templo da ordem dórica com 8 colunas na fachada, além de observar a proporção 9:4. O aposento era excepcionalmente grande para acomodar a estátua de grande dimensão da Deusa Atena, que ficava na varanda da frente. Alguns elementos da ordem jônica foram adicionados à construção. É relevante ressaltar que os templos gregos foram projetados para uma visão do exterior, nunca do interior, mas o Partenon foi construído para permitir uma leve transição entre o interior e o exterior.
O templo Erechtheion não era o mais impressionante da Acrópole, posição ocupada pelo Parthenon, mas tinha uma estrutura complexa. Foi construído para acomodar os rituais religiosos e apresentava um santuário sagrado para Poseidon e Hefesto, entre outros elementos arquitetônicos. O templo conta, na sua entrada, com 6 colunas da ordem jônica. Tem duas varandas, sendo que o canto sudoeste tem o apoio das famosas Cariátides (moças da cidade de Karyai) – figuras femininas que serviam de sustentação para uma construção. As colunas são réplicas, já que as originais estão no Museu de Acrópole. Durante escavações foram encontradas várias estátuas Kore (estátua feminina em pé, a versão masculina é denominada “kouros”), que estão expostas no museu.
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| Erechtheion |
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| Meu relógio marca sempre o horário do Rio |
Na segunda metade do século V a.C., Atenas, após a vitória contra os persas e o estabelecimento da democracia, tomou uma posição de liderança entre as outras cidades-estados do mundo antigo. Na era que se seguiu, a arte floresceu, um grupo excepcional de artistas colocaram em prática os planos ambiciosos do estadista ateniense Péricles e, sob a orientação inspirada do escultor Fídias, transformou a colina rochosa em um monumento único do pensamento e das artes. Os monumentos mais importantes foram construídos durante esse tempo: o Parthenon, construído por Ictinus, o Erechtheon, o Propylaea, a entrada monumental da Acrópole, projetada por Mnesicles e o pequeno templo de Athena Nike.
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| Herodeon: The Odeon of Herodes Atticus. |
No dia seguinte, após o café da manhã, seguimos caminhando até o Arco de Adriano, depois entramos no Templo de Zeus Olímpico (6 euros). Caminhamos até o Zappeion, onde estavam montando um concerto nos arredores. Entramos no “National Gardens“, que é um belo espaço com muito verde e árvores, onde os gregos se exercitavam pela manhã e idosos jogavam jogos de tabuleiro.
O Arco de Adriano foi erguido em honra do imperador romano Adriano no segundo século d.C. (provavelmente um pouco antes de 131/132 d.C., quando visitou Atenas). O monumento foi construído sobre uma antiga estrada que ligava a área da Acrópole e Ágora ateniense ao Templo de Zeus Olímpico. Há uma inscrição no lado ocidental (de frente para a Acrópole) do arco que afirma: Esta é Atenas, Cidade de Teseu, e do lado oriental do arco (de frente para Templo de Zeus) afirma: “Esta é a cidade de Adriano, e não da Teseu.” Teseu foi o grande herói ateniense, segundo a mitologia grega.
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| O Arco de Adriano |
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| O Arco de Adriano |
O templo de Zeus Olímpico – constituído por ruínas colossais – é dedicado a Zeus, deus dos deuses do Olimpo. A construção iniciou no século 6 a.C. e seria o maior templo já edificado, mas só foi terminado durante o reinado de Adriano, século 2 d.C. Foi o maior templo da Grécia e abrigava as maiores estátuas de culto do mundo antigo. Sua glória teve um curto tempo de duração, pois deixou de ser usado a partir da invasão bárbara. Após a queda do Império Romano, o material do templo foi utilizado para construir vários outros projetos, no entanto, como parte substancial ainda permanece em pé, continua sendo uma atração turística na cidade.
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| Templo de Zeus Olímpico |
O “National Gardens” ou “Jardim Real” está localizado no centro de Atenas, logo atrás do Parlamento grego, e ao sul do Zappeion e fica a uma curta caminhada do Estádio Olímpico (inclusive um cambista me abordou algumas vezes, perguntando se queria ingresso para um jogo). O jardim foi encomendado pela Rainha Amalia em 1838 e entregue em 1840.
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| Tem tram na porta |
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| National Gardens |
O Zappeion foi construído para receber os Jogos Olímpicos do mundo moderno em 1869. Abrigou naqueles jogos a principal sala de esgrima. O nome do prédio faz referência ao filantropo Evangelos Zappas, que patrocinou 4 jogos olímpicos. Hoje o prédio é utilizado como centro de exibição e para conferências.
É importante estar no local certo no dia certo. Embora o bairro Monastikari seja um centro comercial, o mercado de pulgas só acontece aos domingos, quando estive por lá. Nos outros dias a região pode ser visitada, mas as lojas são convencionais, sem os tapetes e mesas colocados nas calçadas e ruas com antiguidades e badulaques geniais.

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| Uma Igreja Ortodoxa Grega |
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| Tower of the winds |
A oferta de restaurantes é muito grande, mas tínhamos gostado do restaurante do dia anterior e observamos uma promoção (num folder em português): 30 euros para duas pessoas, incluindo 5 pratos, bebida, pão, água e sobremesa. Tivemos um sério problema (a gentileza no atendimento não parece ser um ponto forte em Atenas), pois o garçom (um bigodudo alto) não queria apresentar o menu (em papel)! Disse pra escolher os pratos que ele tinha numa grande bandeja, pois, segundo ele, no menu tinha os mesmos. Discuti e disse que não (estive no restaurante no dia anterior, portanto, sabia com convicção), pois não estava vendo polvo, lula, moussaka. Ele gritou comigo! Disse que não confiava na palavra dele. Meu amigo queria sair, mas continuei esperando o menu, que chegou. Péssimo atendimento. A comida, por outro lado, estava excelente! Comi moussaka (prato típico feito com batata, carneiro, berinjela, cebola), lula frita, salada grega.
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| Salada grega |
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| Moussaka |
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| Lula |
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| A sobremesa era deliciosa, um bolo de laranja muito molhado. |
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| Praça Syntagma e a bilheteria do ônibus para o aeroporto ao lado |
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| Rua Ermou |
As ruas, restaurantes e lojas
Arte Urbana

Sala VIP Aspire Lounge – Zurich
Assim que saímos da aeronave, decidimos não arriscar – saindo do aeroporto com apenas 4 horas. Avistamos uma placa “Aspire Lounge” e entramos. Entreguei o cartão e atendente perguntou se sabia o horário e terminal do meu próximo voo. Ainda não tinha a informação nos terminais, tampouco na passagem. Meu cartão já tinha passado, mas, para elucidar sua dúvida, foi confirmar o horário e viu que deveríamos estar em outro terminal. Cancelou minha entrada e disse que deveríamos seguir para a outra sala, já que perderíamos 30 minutos no percurso.
Delos, berço de Apolo e Ártemis
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| Os 4 leões (Lions of the Naxians), símbolo de Delos. |
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| Casa de Cleópatra |
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| Sanctuary of the Egyptian Gods |
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| Monument of Carystius |
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| Museu de Delos |
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| Museu de Delos |
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| Museu de Delos |
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| Museu de Delos |
4 dias em Mykonos
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| Igreja Panayia Paraportiani. Foi construída em 1425 |
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| Descer é preciso |
Após um banho rápido, seguimos até a ladeira – caminho para o centro, que fica ao lado de um Posto Shell. Em 10 minutos cheguei no centro de Mykonos, que é um local encantador. Chora é pitoresca, com casinhas brancas, ruas de pedra, mar transparente com areia branquinha e inúmeras igrejas. São vários restaurantes, lojinhas, mercadinhos. Segui pelas vielas (só passam pedestres na maioria das ruas) até Little Venice, que é o local mais elegante da ilha, com algumas casas antigas construídas de forma precária nas margens do mar. Depois das merecidas fotos, uma subida até os moinhos de vento.
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| Little Venice |
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| Moinhos |

Naquele dia ventava bastante (entendi porque Mykonos é conhecida como “a ilha dos ventos”), mas estava quente. Seguindo a dica recebida no hotel, entramos no restaurante “Fish Tavern Kounelas“, que deixa o cliente escolher o peixe que vai ser assado, mas o serviço ainda não tinha começado. Comemos alguns petiscos, como o queijo feta assado, que estava delicioso.
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| Delicioso licor de canela |
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| Petros |
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| Mapa do Lonely Planet |
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| Ponto de ônibus em fabrica |
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| Já consigo avistar Paradise Beach |
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| Tropicana Club |
Observei na foto que fiz dos horários dos ônibus que tinha um saindo de Paradise a cada hora. Ultrapassando o cercado no fim da praia, caminhei por 2 minutos e avistei um grupo de pessoas na frente de uma loja. Comprei o ingresso e aguardei o transporte.
No retorno, passei na quitanda ao lado do hotel, comprei uma suculenta fatia de melancia e degustei. Depois fiquei na jacuzzi para descansar.
No terceiro dia, decidi sair para jantar. Admito que subir a ladeira me desestimulou muito a sair a noite nos dias anteriores. A comida escolhida foi o Souvlaki, 10 euros, que é um pita gyros desconstruído. Dois espetinhos de carne de porco, batata frita, salada, tzatziki e pão pita. O restaurante Madoupas tem vista para o antigo porto e o preço é bom.
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| Souvlaki |
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| Os vinhos gregos são ótimos. |
No quarto dia, acordei cedo para visitar a praia de Ornos. Na verdade, queria visitar Elia, mas só tinha um horário de ônibus, que saía ao meio-dia e só retornaria às 17h. O ponto ficava na frente do hotel, mas como acordo cedo quando viajo, optei por Ornos. Uma das coisas que me chamaram atenção é que nessa praia havia sofás e espreguiçadeiras até a água, restando pouco espaço para quem não quer pagar 20 euros para se esticar. Andei até o fim da praia, onde ainda existem 4 casas. Ali na frente a maioria dos turistas repousavam sobre suas toalhas.
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| Uma casa de frente pra praia. |
No retorno, ainda cogitei ir até outra praia, mas preferi voltar para o hotel. Passei na quitanda e comprei cerejas e melancia e fui para o quarto. Depois desci para socializar na jacuzzi. Conheci duas indianas e um casal de chineses. Uma das indianas vestia um biquíni pela primeira vez! Aproveitei para perguntar sobre a cultura e me assustei ao saber que não eram vegetarianas. Me chamaram para ir no Scandinavian bar às 21h, disse que ia pensar. O bar realmente era um dos mais agitados quando passei na porta no dia anterior, mas pensei que no dia seguinte teria que acordar cedo, pois o voo para Atenas partiria às 11h.
Fiz uma lista de boates para conhecer: Jackie O (que tem diariamente show de drags, que amo), Montparnasse Piano Bar, Porta Bar Mykonos, Elysium Gay Hotel Bar, mas não tive disposição em nenhum dia. Sou muito diurna quando viajo.
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| O bar leva o nome Jacqueline Kennedy Onassis, que apresentou a ilha ao mundo. |
No quinto dia, acordei cedo, tomei café e vi que o dia estava chuvoso. Avisei ao gerente sobre o horário do voo, que prontamente organizou o transfer. O aeroporto é minúsculo. Os próprios passageiros despacham as malas. Só tem um raio-x e um policial para fazer toda a checagem. O voo de Mykonos para Atenas foi barato, custou 25 euros e foi comprado no site da própria companhia aérea grega. Em apenas 45 minutos estaria em Atenas!
Para quem vai alugar carro, moto ou triciclo, acredito que 2 dias bastam para conhecer a ilha, mas com 3 dias é possível conhecer todas as praias com calma. Particularmente achei o centro de Mykonos muito mais agradável que o de Santorini (Thira).
Levei susto duas vezes: em um dos momentos meu amigo desceu pelo caminho errado e vários homens com aparência de indianos começaram a gritar. Na verdade, era só pra dizer que o caminho estava errado. Não sei se teria coragem de fazer o mesmo caminho até o centro sozinha. É completamente deserto. Em outro momento, ao retornar para o hotel, um senhor começou a falar (não entendo grego) e estava com uma faca na cintura, novamente os indianos estavam por perto, mas só riam, quando o meu amigo apareceu, o velho saiu andando. Costumo viajar sozinha, mas é inegável que a mulher é mais vulnerável apenas por ser do sexo feminino.
Santorini

Acordei cedo em Istambul, pois o voo sairia do Atartuk às 10:30h, e, supostamente chegaria no destino final às 13:55h. Apesar de Istambul ter um trânsito caótico, conseguimos chegar no horário previsto. Para entrar no aeroporto é necessário passar todas as malas no raio-x.
O funcionário da companhia aérea me irritou profundamente. Primeiro, disse que passaporte não pode ter capa (usava uma da Frida Kahlo) e quase rasgou o documento para tirar a proteção (nenhum policial de imigração na Alemanha ou Itália se incomodaram com a capa e ele nem policial era). Depois fez várias perguntas (provavelmente pra ver se caía em contradição) e me mostrou que não tinha carimbo de saída da Itália, onde estive antes de entrar na Turquia (o país não faz parte da União Europeia). O outro funcionário disse que não constava também a saída no passaporte do meu amigo, mas concluiu que viemos de algum lugar. Inacreditavelmente, o mesmo funcionário estava fiscalizando quem entrava na sala de embarque e disse que o meu passaporte não tinha o selo – que ele cola. Aí, já bem irritada, disse que ele colou na capa que arrancou do passaporte.
Chegando em Atenas, caminhei para pegar a mala e fazer novamente o checkin, pois a atendente disse que as malas não iriam direto para o destino final. Como só tinha uma hora para fazer todo o trâmite, corri e informei a um funcionário, que me colocou numa fila mais rápida. Após o despacho da mala, todos passam por um policial que confere o bilhete eletrônico e entramos na área das lojas duty free. Após passar pelo raio-x, cheguei na fila de embarque. Houve demora para o embarque, mas abrem as portas traseiras para que o processo seja mais célere. Após uns 30 minutos, avisaram que a aeronave tinha algum problema, mas pediu que esperássemos sentados. Uma hora depois houve novo aviso do comandante, informando que o avião não tinha condições de voar. Todos desceram entraram no ônibus, novo portão de embarque foi dado. E todo o processo foi realizado novamente, sendo que voamos no horário que deveríamos chegar no destino final. Por sorte, o voo tinha apenas 45 minutos.

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| Vista da varanda do hotel |

Chegando na rodoviária, observei que tinha um ônibus partindo para Oia em alguns minutos. A passagem custa 1,80 euros e deve ser paga dentro do ônibus. É um ônibus de viagem, mas muitos locais utilizam o serviço. O percurso leva cerca de 20 minutos. Torcia para que o sol aparecesse, já que Fira tinha muitas nuvens.
Oia, segundo consta, é o lugar com o pôr do sol mais bonito do mundo. Após descer do ônibus me deparei com uma horda de turistas. Muitas pessoas caminham pelas vielas, objetivando chegar no melhor lugar para assistir o espetáculo da natureza. Vi uma noiva fotografando para seu álbum de casamento. As casas branquinhas e igrejas com a cúpula azul são tão pictóricas que parecem quadros. O gerente do hotel disse que o sol começa a se por às 19:15, mas só encostou no mar por volta das 20:15h. Ouvi muitas pessoas falando português. Conversei com um rapaz e duas meninas que estavam próximos. O rapaz disse que Santorini foi o lugar que ele mais gostou do tour de 30 dias pela Europa.
Falando em vinho, Santorini tem uma intensa produção de vinho. A plantação, pelo que pude observar, é muito distinta das demais, pois as videiras ficam grudadas no chão. O vinho branco é barato e delicioso. Tem a uva Assyrtiko, que cresce no solo vulcânico, também responsável pelo vinho Nykteri. No meu roteiro, constava uma visita a uma vinícola (http://www.gavalaswines.gr), contudo, no dia que estávamos com carro, meu amigo não poderia degustar a bebida. Há diversas pequenas vinícolas espalhadas pela ilha.
Pesquisei ainda no Brasil sobre o aluguel de carro (tem também a opção de moto e quadriciclo) e a diária custava 50 euros com seguro. O gerente falou que custaria 30 euros o carro automático e 25 o manual. Às 8:40h bateram na porta do quarto para dizer que o locador já estava lá. Descemos e nos levou até um estacionamento que fica a uns 50 metros do hotel. Perguntou se queria seguro (10 euros), explicou como funcionava. Pegou o número do cartão de crédito como garantia. Entregou o contrato de locação. Deixou com ¼ do tanque cheio e disse que deveria ser entregue assim.
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| O carro alugado |
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| As pedrinhas |
A próxima parada foi em Red Beach, praia que fica numa encosta vulcânica de cor vermelha, que dá o nome da praia. Depois de uma curta caminhada, cheguei na praia, com água cristalina, mas gelada. É bem exótico. No mesmo caminho, fica um sítio que não visitei, Acrotini, local que teria sido a Atlântida citada por Platão. E não visitamos porque meu amigo não conseguiu encontrar a White Beach. As estradas possuem sinalização, mas nem sempre fica claro. Seguimos até o fim da ilha, onde fica o Farol e retornamos ao hotel.



Voltamos a Oia, de carro dessa vez, para apreciar mais uma vez o pôr do sol e deixa-lo grudado na retina. Entrei em algumas lojinhas e os preços são exorbitantes como em qualquer balneário turístico, mas em euro é bem pior. Comprei apenas o símbolo da ilha, o burro (antigamente transportava carga, hoje apenas turistas) de pelúcia para minha sobrinha.


Chegando no porto, seria necessário trocar o voucher da internet pela passagem. Segui para o guichê e o funcionário não estava. Após alguns minutos uma senhora me entregou o tíquete. Como tudo na Grécia, o barco não foi pontual. Chegou com uns 20 minutos de atraso, mas a saída foi bem rápida. É uma loucura, as pessoas entram e vão guardando as malas no compartimento do barco onde ficam os carros e depois sobem para seus assentos. Não consegui escolher assento, meu número foi automaticamente designado.

A embarcação fez duas paradas, uma na ilha de Ios e outra em Paros. No barco me ocorreu que poderia ter ficado 1 dia em Paros e 3 em Mykonos, não 4 em Mykonos. A viagem de barco é bem mais confortável que de avião, pois é espaçoso, tem lanchonete, banheiro, além da bela paisagem. A viagem durou 2 horas.


Fiquei encantada que utilizam energia solar. Todas as residências possuem diversos painéis instalados. E, para finalizar, acho que existe um marketing muito pesado ao vender a imagem da ilha, pois Fira, por exemplo, é um local muito simples. Na chegada, meu amigo ficou assustado e achou que estivesse em alguma praia do litoral do Rio, como Arraial do Cabo. Oia já tem um visual mais charmoso, mas tudo exageradamente caro. Ainda quero visitar outras ilhas gregas? Claro! Sei exatamente o que devo encontrar. Não sei no verão, mas também está longe de ser um destino de praia ideal, em razão da temperatura da água.
Istambul – terceiro dia
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| Bazar das especiarias |
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| A máquina que não aceitava o istanbulkart e cobrava 4 TL pelo token |
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| Roteiro do 3º dia |





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| O açúcar tem sempre o formato de torrão |
1ª parte – enquanto gira os braços abertos, a mão direita é dirigida para o céu para receber os presentes de Deus, olhando para a mão esquerda em direção à terra, ele muda de direita para a esquerda em torno do coração;
2ª parte – uma voz dá a ordem da criação;
3ª parte – o improviso musical indica o primeiro respiro da criação;
4ª parte – os dervixes cumprimentam uns aos outros;
5ª parte – é a “sema” ou a cerimônia de dança;
6ª parte – a dança termina e há a leitura do Alcorão, em especial o verso de Sura Bakara 2, verso 115;
7ª parte – é uma oração para o repouso de almas de todos os profetas e todos os que acreditam.
“Um giro secreto em nós faz girar o universo. A cabeça desligada dos pés, e os pés da cabeça. Nem se importam. Só giram, e giram.”



Incluí no roteiro o Hamam (turkish bath), o autêntico banho turco. Já tive a inesquecível experiência em Marraquesh. No entanto, os dias estavam frios e, pela pesquisa, não encontrei lugar que fizesse o banho em homens e mulheres no mesmo horário. Em geral, dividem em dois turnos: manhã para um sexo e tarde para outro, que causaria um problema de desencontro de horários, pois estava com um amigo. Fiz uma pequena lista, que seria investigada no próprio local:
1- Ayasofya hamami http://www.ayasofyahamami.com/bath_packages O serviço mais barato: 85 euros.
2 – Kilic Ali Pasa Hamami http://kilicalipasahamami.com/services/ 170 TL.
3 – Aga Hamami http://www.agahamami.com/en/PriceList 70 TL.
4 – Suleymaniye Hamam http://www.suleymaniyehamami.com.tr/ 40 euros.
Não é uma tarefa fácil classificar os lugares que mais gostei, mas Istambul, sem dúvida, está no meu top 4. É uma cidade histórica e linda. Achei mais segura que muitas outras cidades que já visitei na Europa, pelo menos nas áreas turísticas (apesar de alguns acontecimentos recentes). O povo é muito simpático. O atendimento é excelente. Os preços são melhores que no Brasil. Estava acompanhada por um amigo, logo, não sei se teria alguma dificuldade em razão do assédio por ser mulher num país muçulmano.
O segundo dia na bela Istambul
Perguntei a um vendedor quanto seria um lenço. Me disse 85 liras turcas! Caminhei e comprei por 20, após negociação, mas quando cheguei no outro mercado, vi que o preço era 15, sem negociação! Queria comprar um conjunto com temperos por 15, mas ninguém quis vender, sendo que o preço era 20. Se você olhar muito para algum produto terá que iniciar uma negociação, se a pessoa não for paciente, sairá estressada de um mercado assim.
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| Olhos turcos |
Caminhei instintivamente por um verdadeiro mercado popular até chegar no Bazar das Especiarias (também conhecido como “Bazar Egípcio”). A estrutura é muito menor (88 salas), mas os preços são mais convidativos. Muitos condimentos, doces, chás. Aproveitei para experimentar os Turkish delights (doces turcos gelatinosos com pistache) oferecidos (o melhor era o de romã). Meu amigo acabou comprando uma caixa de doces por 35 TL, na loja que experimentamos. Todas as lojas que vendem doces e chás possuem máquinas para embalar o material a vácuo e facilitar o transporte nos aeroportos. Lá tinha umas misturas de ervas para chá e o mais aromático era o de hibisco – um cheiro maravilhoso. O mercado, em princípio, era chamado de “novo mercado”, mas depois, em razão das inúmeras especiarias vindas do Egito, o lugar ganhou o nome de “Bazar egípcio”.
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| A rua que leva do Grand Bazaar ao Bazar das Especiarias |
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| Bazar das especiarias |
Segui caminhando até a antiga estação “Expresso do Oriente”, linha de trem ligava Paris a Constantinopla – desde sua criação em 1883. Também cenário do livro “O assassinato no expresso oriente”, de Agatha Christie. Lá, atual estação Sirkeci, comprei o ingresso para o show dos Dervixes rodopiantes, no dia seguinte, por 50 TL.
Duas estações depois estávamos em Sultanahmet (o trajeto pode ser feito facilmente caminhando, se a pessoa não estiver cansada e com peso). Caminhamos até o Arasta Bazaar (o Meşale Cafe & Restaurant tem apresentação gratuita de dervixes – pensei em aproveitar no jantar, mas quando chegava no hotel não conseguia mais sair) para observar as lojas e restaurantes.
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| O bazar ficava a 3 minutos do hotel |

Paramos no Fatih Belediyesi Topkapi Sosyal Tesisleri para reabastecer as baterias com um kebab. O local era ótimo para descansar, mas o atendimento muito precário. Foi necessário chamar o garçom e tivemos que levantar e ir até o caixa para pagar (1 suco de laranja mais 1 kebab saiu por 21 TL).
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| As cores de Istambul |










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| Eu e um Kouros. Figura masculina da cultura grega com cabelos frisados e longos. |
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| Alexandre, o Grande |
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| Escultura de Sappho. Safo foi uma poetisa nascida na ilha de Lesbos, na Grécia. Tinha uma escola de poesia e arte para mulheres. Diz a lenda que se apaixonava por suas alunas. Sua preferida foi Atis. |

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| Os belos cafés e restaurantes da cidade |
No caminho para o hotel, aproveitei para provar a castanha assada (kestane), vendida em abundância em carrinhos pela cidade. Adoro castanhas cozinhas, mas a assada é muito seca e sem sabor (5 TL), no mesmo carrinho vendem milho assado (2 TL), mas a aparência era de seco e não tinha manteiga (risos).
Istambul, 1ª parte


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| Doces turcos conhecidos como turquish delight |
O voo comprado chegaria em Istambul às 2h, portanto, na seleção do hotel, observei se tinha recepção 24 horas. Optei por um hotel boutique muito bem avaliado no Tripadvisor, WorldHeritage Hotel.
Assim que cheguei, havia uma placa com o meu nome. Um rapaz tinha várias placas e avisava por telefone ao motorista – que levou cerca de 20 minutos para aparecer. Uma van veio nos buscar. No hotel, mesmo durante a madrugada o atendimento foi excelente, ofereceram chá, água e deram uma explicação sobre o quarto. Disseram que no dia seguinte receberia uma informação detalhada sobre a cidade.
O quarto era bem decorado, tinha frigobar com refrigerante e água grátis, cafeteira com chá e café também grátis. A cama era confortável e o wi-fi funcionava perfeitamente. Apenas o banheiro era pequeno. No dia seguinte segui para o café da manhã e senti a diferença cultural. O café da manhã é muito diferente! Salada com azeitona, tomate, pepino. Queijos apimentados. Tinha máquina de cappuccino.

Ao descer, o gerente deu a melhor explicação sobre uma cidade que já recebi na vida. Pegou dois mapas e fez um roteiro dia a dia, dando dicas sobre transporte e museu. Indico o hotel de olhos fechados. Na recepção todos os dias há disponível bolos e tortas caseiras grátis. Dá para visitar praticamente todas as atrações caminhando.
No hotel, disseram que poderíamos fazer câmbio nas proximidades, mas que a melhor cotação seria no Grand Bazaar. Troquei 100 euros para as despesas do primeiro dia. A cotação, em
média, era de 1 euro= 3,29 liras turcas.![]() |
| Lira Turca |
Decidi que compraria o “Museum Pass”, que é válido por 5 dias e custa 85 liras turcas (a moeda da Turquia). O passe é importante principalmente por evitar filas, mas também é econômico se visitar, pelo menos, 4 atrações. E o valor pode ser considerado muito barato (tem o mesmo preço da entrada de Acrópole, uma única atração em Atenas, por exemplo). Atendendo a dica do hotel, caminhamos 2 minutos e no fim da rua fica o Museu de Arte Turca e Islâmica, que tem a bilheteria vazia e poderíamos comprar o passe sem fila (foi necessário apresentar o passaporte). Depois observei que na frente ou dentro de vários pontos turísticos existem máquinas para comprar o museum pass, sem qualquer burocracia. Existe o “müzekart”, assim como na Holanda, que é válido por 1 ano e seu custo é ínfimo (40 TL), mas em Istambul só permitem a venda para residentes.

Para entrar na Mesquita Azul, além de ter que usar um lenço na cabeça, as mulheres recebiam uma saia azul (acredito que apenas quem estava de calça comprida justa, como eu). E todos ganhavam um saco plástico transparente para colocar os sapatos. A entrada dos turistas praticantes de outras religiões não é a mesma dos muçulmanos.


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| Mesquita Azul vista da Hagia Sofia |





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| Hamam |
Ainda no primeiro dia em Istambul, estive na Cisterna da Basílica Santa Sofia, mas fui informada que não estava incluída no “museum pass”. Resolvi não entrar, já que tinha inúmeras atrações que poderiam ser visitadas com o passe.
Algo me chamou a atenção: as ruas seriam completamente limpas se não fossem as inúmeras guimbas de cigarro. Os turcos fumam muito. Os restaurantes, em geral, permitem fumar apenas no exterior, nas varandas, deixando o interior dos estabelecimentos vazios. Observei uma loja no duty free que só vendia cigarros, tamanho é o fascínio deles. E ainda, o uso do narguilé nos cafés é muito comum.
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| Ruas de Istambul |
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| Turkish delights, doces turcos |
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| Os famosos tapetes turcos |





















































































































































































































































































































































