As belezas de Alagoas: Maceió, Maragogi, São Miguel dos Milagres, Praia do Gunga, Praia do Francês e Barra de São Miguel

No início do ano, minha irmã comentou que tinha uma viagem marcada para Maceió na Semana Santa, de 13 a 17 de abril. Em fevereiro apareceu uma promoção no “Smiles”, para minha surpresa, mas confesso que acessei o site sem muita esperança de encontrar passagem para o destino supracitado no feriado, mas, por sorte, achei por apenas 4 mil pontos o trecho! Finalmente conheceria um dos litorais mais estonteantes do Brasil!
São Miguel dos Milagres



Assim que terminei a transação, enviei uma mensagem para minha irmã, informando acerca da compra da passagem e tive que suportar a seguinte resposta “Já reservei o hotel, só falta comprar as passagens”. Agora me diga quem reserva hotel sem ter passagem? Ainda mais para viajar em feriado. Uma das minhas certezas é que viajaria sozinha, contudo, em março apareceu outra promoção no “Smiles”. Quem disse que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar!? Consegui comprar as passagens com a mesma quantidade de milhas.

Uma semana antes da viagem, minha irmã contratou três passeios: Maragogi + Praia do Francês, Barra de São Miguel, Praia do Gunga + Praia de Tabuba. O último passeio foi trocado por “São Miguel dos Milagres”, em razão da indicação do guia no segundo passeio. A empresa escolhida foi “Edvan tur” e as reservas foram feitas via “whatsapp”. O serviço foi bom e pontual e os preços são ótimos. Pagamos entre R$35 e R$70 por pessoa.

Nosso voo teria conexão em Guarulhos e só chegaríamos no destino apenas 1:30 da manhã. Seguimos para o Galeão às 17:30 e pegamos um trânsito intenso. Viajar com criança é estar preparado para gastar. Giovana quis comer no McDonald´s, depois quis pipoca da máquina automática. 


Tive a pior experiência da minha vida voando. Pensei que iria morrer em razão de gases. Desde que descobri uma lesão no intestino, tenho notado o problema durante o voo, em razão da mudança na pressão atmosférica, mas dessa vez cheguei no limite da dor. O sofrimento terminou assim que aterrissei, embora tenha ficado com a abdome dolorido. Pensei seriamente em voltar no dia seguinte, de ônibus.

Para nossa alegria e economia, encontramos um carro do “Uber”, que chegou em 20 minutos. A corrida custou R$35,00, enquanto o táxi cobra, em média, R$70,00. O motorista comentou que era o primeiro dia dele trabalhando com o aplicativo. Falou sobre a cidade e mostrou medo ao dirigir naquela estrada durante a madrugada.
Vista da janela do hotel


Chegamos no “Meridiano Hotel” por volta das 2:30. O hotel é um bom cinco estrelas localizado na orla de Pajuçara. Cerca de 5 minutos da feira de artesanato. Vários restaurantes ficam próximos ao hotel. O que não encontrei: farmácia e mercado. A joia da hospedagem é a piscina, que tem as laterais transparentes, além da bela vista que o terraço proporciona. Existe o serviço do bar e toalhas. O café da manhã é ótimo, com bolos, frutas, pães, tapioca feita na hora. No hall de entrada todos os dias no período da noite tinha café, água flavorizada e biscoitinhos. Fica ao lado do “Mercure”.


Deitamos por volta das 3h, tendo em vista que o dia começaria muito cedo, pois o passeio agendado iniciaria às 7:30. O percurso até Maragogi leva cerca de 3 horas. Tomamos café da manhã, tiramos algumas fotos na piscina do térreo, aguardando o motorista. Ao contrário dos dias seguintes, dessa vez não tivemos guia, pois só havia 8 pessoas na van. No caminho caiu uma chuva torrencial, que cessou assim que chegamos.


Fomos levados para um restaurante/agência de turismo chamado “Tô a toa”. O turista não tem outra opção de restaurante. Informaram que deveríamos reservar a comida para que estivesse pronta assim que retornássemos do passeio. Aviso logo: a comida é cara e sem sabor.


Todos têm que pagar mais R$70,00 para a agência que faz o transporte de barco até as piscinas naturais. O aluguel do snorkel custou R$15,00. Oferecem ainda fotos, mergulho, etc. Particularmente não vi nada demais em Maragogi, pode ser que a chuva tenha deixado as águas turvas. Quem conhece Arraial do Cabo sabe o que é mar transparente com peixinhos. E ainda, as piscinas naturais de São Miguel dos Milagres são infinitamente mais bonitas.


Tive uma péssima experiência que contarei a seguir. Estava com o meu celular (na capa pendurada no pescoço) até uma distância de 5 metros do barco, de repente, levantei a cabeça e já não estava comigo. Avisei à tripulação do barco e perguntei se podiam me ajudar. Só disseram que “o barato sai caro”, já que minha irmã tinha contratado fotos com um fotógrafo que não era do barco! Total falta de empatia com o cliente! E minha irmã nem sabia que “teria” que contratar o fotógrafo do barco. O celular foi encontrado por alguém, pois procurei no google, só não sei se pela tripulação ou por algum turista. O fato é que vinha nadando com o snorkel e a câmera de ação na mão e filmei uma pessoa com roupa de mergulho passando próximo de mim enquanto o celular flutuava na capa. O cordão não estava arrebentado. A pessoa não era o fotógrafo “pirata” – esse vinha na frente da minha irmã, pois foi ajudá-la quando a maré subiu de repente.


Fiquei devastada. No retorno, quase não consegui comer. Somos reféns da tecnologia! Três postas de peixe com seis camarões custou mais de R$100,00. Ao chegar no hotel, fiz um registro de ocorrência na delegacia online, depois liguei para a operadora para bloquear a linha e o IMEI do celular. 

Tomei banho e fomos conhecer a “Feirinha de Artesanato de Pajuçara“. É uma feirinha como várias no nordeste. Muitos bordados, bolsas, saídas de praia, doces. Comprei um bolo de rolo – que adoro. O bom é beber água de coco por R$2,00. Não estava com vontade de comer e retornei pro hotel, enquanto minha irmã foi jantar com minha sobrinha num restaurante na areia da praia.

Acordamos cedo, tomamos café e aguardamos. Fui com Giovana até a orla da praia, que não tem circulação de pessoas. Disseram que o esgoto é despejado ali perto. De repente, observei dois garotos de bicicleta muito interessados na minha câmera. Já não bastava ter perdido o celular? Peguei a mão da minha sobrinha e andei bem rápido. Não temos paz no Brasil…

Pajuçara


Josetânia, a guia, entrou e nos convidou a entrar no ônibus, que já estava cheio. Seguimos para visitar os três destinos do dia: Praia do Francês, Barra de São Miguel + Praia do Gunga. Nos dois primeiros faríamos uma parada de 25 minutos apenas para fotos e no último ficaríamos por mais de 4 horas.

Uma informação interessante que recebemos foi sobre um bordado típico de Alagoas chamado “Filé“. Primeiro é construída uma tela de algodão, que será o suporte para receber o bordado colorido.
A saia com fios coloridos é o “filé”


A Praia do Francês fica localizada no município de Marechal Deodoro. Conhecia de fotos, pois meu amigo Carlinhos é alagoano e vive postando imagens dessa praia. Seguimos até o letreiro, tiramos algumas fotos. O mar é bonito, mas a praia é cheia. O nome deriva da época em que os contrabandistas franceses habitavam aquela região. Josetânia comentou que o brasileiro é o único que homenageia quem o roubou.


A próxima parada foi em Barra de São Miguel. Foi dada a possibilidade de seguir para a próxima praia de jangada, R$70,00, mas optamos por continuar no ônibus, como a maioria. 

Ao chegarmos na Praia do Gunga, a guia indicou a “Barraca da Veinha”, que vendia comida e bebida e aceitava cartão de crédito. Encontramos diversas opções de entretenimento, mas optamos pelo passeio de buggy, para que Giovana pudesse participar. Cada um paga R$40,00. Minha sobrinha seguiu ao lado do motorista. O passeio foi com muita emoção, pois o carro corria tanto e dava muitos trancos que quase não consegui fotografar a paisagem. A primeira parada foi nas “Falésias do Gunga“, que é um paisagem sensacional. Descemos e fomos explorar o local. Em seguida, o motorista nos levou até a “Lagoa do Gunga“. 


O mar da Praia do Gunga não é azul, por incrível que pareça. Tem uma coloração amarelada, mas é tranquilo. Segui com Giovana para brincarmos na água, mas não consegui convencê-la a ir num tipo de “banana boat”. Minha irmã pediu para o almoço lagosta, iscas de peixe e aipim. A conta ficou em mais de R$200,00. A lagosta estava deliciosa.


No retorno, paramos no mirante e Josetânia perguntou se gostaríamos de visitar uma loja de artesanato com bons preços (Sabor da Terra) e todos concordaram. Geralmente costuma ser uma pegadinha com o turista, mas os preços eram bons e compramos doces, artesanato, etc.


Assim que chegamos, seguimos para apreciar a piscina e paisagem da orla de Maceió. Ficamos dentro d´água até anoitecer. Depois fomos comer pizza num restaurante próximo (Ottimo cuccina espressa). E caminhamos novamente até a feirinha de artesanato, pois minha irmã e sobrinha sofrem com compulsão de comprar.


No Domingo de Páscoa, o hotel ofereceu um café da manhã lindo e temático. Um coelho aguardava no hall e presenteava os hóspedes com um ovo de páscoa. Além dos tradicionais acepipes, ofereceram diversos bolos de chocolate, ovos de páscoa, brigadeiros. 


Dessa vez apareceu um simpático guia peruano para nos buscar. Seguimos rumo ao paraíso conhecido por “São Miguel dos Milagres“. O percurso durou cerca de 2 horas, já que a cidade fica ao norte de Maceió. O ônibus se dirigiu ao “Milagres do Toque“, que é uma pousada, restaurante e parada para excursões localizada na “Praia do Toque”. A estrutura do local é boa e tem banheiros, redes, slackline. Na areia encontramos espreguiçadeiras e cadeiras, além de uma rede no meio do mar.


Assim que chegamos foi sugerido que agendássemos o almoço. O guia falou que o chef de cozinha era mexicano e tinha duas especialidades incríveis. Optamos pela costela suína, que fica marinando por um dia inteiro, com molho de morango. O guia deu duas opções de passeio: buggy e jangada até as piscinas naturais. Fechamos os dois passeios. Informou que São Miguel ainda não vive do turismo, portanto, os motoristas são mecânicos, donas de casa, enquanto os pescadores levam os turistas até as piscinas naturais.


Primeiro aproveitamos o passeio de buggy, que custa R$200,00, podendo ir até 4 pessoas, mas deram desconto e saiu por R$150,00. São Miguel é um lugar simples com casas coloridas, algumas de pau a pique, com um povo tranquilo, que fazia churrasco no Domingo de Páscoa. Subimos até o Mirante Alto do Cruzeiro. A vista é inexplicavelmente maravilhosa! Um imenso mar azul conversando com um mar de coqueiros verdes.



Em seguida visitamos duas praias praticamente desertas: Praia do Patacho e Praia de Lages. O lugar ainda não tem estrutura hoteleira, mas o motorista mostrou duas mansões frequentadas por ricos e famosos que procuram se esconder dos curiosos. Os locais que frequentam as praias, mas não tem aglomeração. Achei a areia um pouco suja.


Voltamos e o pescador já aguardava para nos levar à piscina natural. E finalmente concluí que “São Miguel” era a cereja do bolo da viagem. Ideal para crianças, uma vez que o mar tinha 50 centímetros de altura. Água transparente, com peixinhos, corais, ouriços e até tartaruga. Ficamos ali por mais de uma hora e ninguém nos apressou para voltar. É infinitamente melhor que Maragogi!


Estávamos famintas e degustamos a deliciosa costela suína com molho de morango, acompanhada por feijão tropeiro, arroz de alho, banana chips e suco de graviola.


Naquele dia eu e Giovana ainda fomos até a piscina do hotel, mas não consegui ficar mais de 20 minutos, pois ventava muito. Não quis sair para comer e pedi que minha irmã trouxesse um curau de milho e uma água de coco, tudo por 5 reais. Seguindo a dica da minha irmã, tomei um comprimido de “Simeticona” para evitar gases no dia seguinte.

Na segunda-feira não acordamos tão cedo, depois tomamos café e chamamos o uber. Ao chegar no check-in, a atendente deu a opção de um voo direto, mas que só sairia às 15h (o nosso estava marcado para 11h), no entanto, chegaria uma hora mais cedo no Galeão. Topamos. Pensamos em ir em algum shopping, mas ficava a 20 minutos de carro. 

Infelizmente comi no “Spoleto” do aeroporto e quase morri. Pedi a massa “Al mare”, mas o molho estava em falta, logo, perguntaram se poderiam substituir pelo molho “Alfredo” e concordei. Na hora achei o gosto estranho e deixei a metade. Assim que o avião aterrissou estava com vontade de vomitar. Por sorte, consegui chegar ao banheiro. Fiquei uma semana com vômito, febre e diarreia. Tudo o que poderia acontecer negativamente numa viagem aconteceu! Mesmo assim, amo viajar…

Um fim de semana no Beto Carrero World

Aproveitei uma promoção do Smiles, em fevereiro, e emiti passagens para Maceió e Navegantes. Cada trecho custou apenas 4 mil milhas! Ainda fiquei tentada a preencher mais um fim de semana, já que o mês de abril teve 3 feriados seguidos.


Embora ainda não tenha feito o relato sobre Maceió, tive sérios problemas durante o voo, perdi meu celular e passei a semana anterior doente. Pensei que não aproveitaria o passeio e quase desisti. Vocês podem se perguntar de onde surgiu minha vontade de visitar o parque. Ocorre que minha irmã falou que levaria minha sobrinha em maio, no feriado, só que não tinha comprado passagem…


Após a compra dos bilhetes, encontrei uma pousada (Pousada Bom Futuro) próxima do parque, por um ótimo preço (R$50,00 a diária), no booking. Só pagaria na propriedade e não precisava colocar os dados do cartão, então teria tempo para pensar.

Na sexta-feira, cheguei em casa, deitei e fui pesquisar sobre o Beto Carrero World. Descobri que o Aeroporto Navegantes já tinha Uber, e ainda, que o parque estava com promoção no mês de abril – comprava o ingresso para um dia e ganhava o ingresso para o segundo dia. De repente, peguei minha mochila, coloquei uma calça, uma bermuda, três camisas, um casaco, roupa para dormir, a nécessaire, a câmera de ação (que não foi usada). 


Tentei comprar o ingresso no site do Beto Carrero, pois tem que ser comprado 1 dia antes da visita para ter direito à promoção, mas, na última etapa, fui comunicada que teria que apresentar o bilhete impresso e não tenho impressora em casa há anos. A diferença seria de 50 reais. Na hora mandei um e-mail para reclamar, pois hoje em dia todos os estabelecimentos aceitam o arquivo em “pdf” no celular.

Às 6:40 o motorista veio me buscar, pois o voo partiria às 8:10. Cheguei no Galeão às 7:10, mas já tinha feito o check-in online e não despacharia mala, portanto, segui para o portão de embarque. Infelizmente tinha conexão em Guarulhos, mas assim que desembarquei a fila para o embarque do voo seguinte já estava formada.

Fica evidente que a maioria das pessoas que vão para Navegantes pretendem visitar o parque e muitos estão com crianças, mas o que me deixou perplexa é que a maioria dos pais não têm domínio sobre os filhos. Chutam as poltronas, gritam, ligam o tablet no volume máximo…

Ao chegar no aeroporto, peguei o celular, abri o aplicativo do Uber e não tinha disponibilidade. Quase sem esperança, acreditando que teria que pagar entre R$70 e R$80 reais de táxi até Penha, voltei para o “hall” do aeroporto para verificar se existia transfer

No quiosque da empresa Lufer, que faz o transfer até Balneário Camboriú, fui informada que não existe transfer regular para Penha. Por sorte, a vendedora perguntou se já tinha comprado ingresso e comentei sobre o problema com o site. Disse que vendia por R$105 reais (no parque, por ser no próprio dia, sairia por R$155). Comprei o ingresso com cartão de crédito e ainda parcelei.


De forma inesperada, apareceu um carro a 1 minuto do aeroporto e chamei o uber. A motorista já estava do outro lado da pista, próximo da parada dos ônibus executivos que seguem para Blumenau. Disse que mora em Itajaí, mas tinha deixado um passageiro. Contou-me sobre o receio dos motoristas do uber com os taxistas que trabalham no aeroporto, em virtude de casos de agressão. A pousada fica ao lado da BR 101, mas não tinha passagem para carros, então teve que dar uma volta para me deixar na porta. A corrida saiu por R$25,00 e representou uma sensível economia.

Cheguei na pousada, que fica numa rua sem asfalto, apertei o interfone e a dona apareceu em segundos, pois mora numa casa vizinha. Mostrou o confortável apartamento, que tinha dois quartos com ar-condicionado, guarda-roupa, banheiro, cozinha equipada com geladeira, fogão, tv. Me deu a senha do wi-fi e o cartão com seus números, caso precisasse de qualquer informação. 


Troquei a roupa e segui para o parque. O céu estava azul e não tinha nuvens. O termômetro marcava 25 graus (deixei o Rio de Janeiro com chuva e 15 graus). A pousada fica a uns 200 metros da área de corrida de kart, mas a entrada é apenas no castelo, logo, é necessário caminhar cerca de 1km. A dona da pousada me informou que o táxi do parque cobra R$20,00 pelo percurso. O caminho mais curto era pela BR 101. Deserto, mas tranquilo. Olhei bem antes de atravessar as pistas e rotatória.


Em razão do horário (quase meio-dia), não havia fila para entrar. Tirei fotos na entrada depois passei a roleta e fui pegar o ingresso para o dia seguinte. A primeira coisa que fiz foi encontrar a Praça de Alimentação, que tem grande variedade de restaurantes. Optei por comer um sanduíche de frango, tomate seco e rúcula com um suco de morango, na Natural Mix, por R$21,00. 


Adoro brinquedos radicais e caminhei instintivamente para a montanha-russa “Star Mountain” e tive a surpresa de me deparar com uma fila “single”, para quem estava sozinho. Em menos de 5 minutos tinha chegado a minha vez, enquanto a fila dava voltas.

Segui para ver a montanha-russa mais radical, todavia, a fila era gigantesca, então segui para o “Free fall”, que é um elevador que sobe e depois despenca. Não havia uma fila single, mas em poucos minutos perguntaram se tinha alguém sozinho e lá fui eu. Esse dá um frio na barriga e um impacto na coluna, que me fez ter medo, pois tenho hérnia de disco. 


Caminhei por todo parque, pelo zoológico, área temática de Madagascar e decidi esperar na fila do “Madagascar Crazy River Adventure“, mas tinha uma plaquinha informando que a espera duraria mais de 3 horas, quando ouvi alguém comentando sobre a fila “single”, andei por muitos metros e fiquei “na cara do gol”, mesmo assim demorou quase uma hora. 


Por volta das 17 horas, decidi esperar na fila da “FreeWhip”, a montanha-russa invertida, mas só consegui entrar no brinquedo às 18:20! Adoro montanha-russa, mas nessa minha cabeça bateu tanto que saí com dor de cabeça. E meu pescoço está dolorido até hoje! 

Pretendia voltar para a pousada às 17:30, antes de escurecer. Não tinha visto nenhuma lanchonete ou restaurante nas proximidades, então, novamente recorri ao restaurante natural e comprei um sanduíche, uma água e um chá gelado, por “módicos” R$24,00. 


Caminhei pela BR sem uma alma seguindo na mesma direção. Pense na escuridão! Apareceu um homem no sentido contrário e fiquei tensa, mas segui caminhando e passou do meu lado sem falar nada. Dei uma corrida, atravessei a BR e entrei no matagal que leva à pousada. Foi tenso! ahahhaha


Pretendia chegar no parque bem cedo no dia seguinte, mas levantei só às 9h. Não tinha nada no apartamento para comer. O sanduíche do dia anterior não estava muito bom e acordei passando mal, no entanto, não me abati e fui para o parque. Chegando lá, a fila era desesperadora! Pensei seriamente em comprar o “Fast pass”, por R$80,00, que dá direito a entrar duas vezes em cada brinquedo sem ficar na fila – tem uma fila específica para quem tem a pulseirinha. 

Enquanto aguardava na fila, fiz amizade com uma menina que estava com os amigos e disse que poderia ficar com eles no parque, mas contei que não tinha tomado café da manhã e precisava lanchar. Foi super gentil e disse que se encontrasse com eles nos brinquedos poderia ficar junto. Me informou que os shows eram gratuitos, com exceção de Excalibur. Não tinha essa informação!

Olha fila no segundo dia!
Novamente fui para a Praça de Alimentação e comprei um crepe de queijo e um cappuccino no restaurante “Delícias da Espanha” por R$15,50. Depois não me aguentei e fui brincar no Carrossel veneziano, de dois andares, que fica no centro da praça de alimentação. 


O parque estava absolutamente lotado! Era difícil caminhar. Tentei assistir ao show Velozes e Furiosos, apresentado às 11 horas, em vão. Fui conhecer a parte do parque que não visitei no dia anterior: Vila Germânica, Triplikland e Ilha dos Piratas (não tinha ideia que o local era tão grande). Entrei na fila do “barco pirata” e esperei quase uma hora. 


Entrei na fila do “Madagascar Circus Show”, que fechou às 12h, sendo que o show só começaria às 13h! Embora seja direcionado ao público infantil, o espetáculo é divertido. Novamente não consegui ver a sessão extra de Velozes e Furiosos.


Decidi que naquele dia teria que comer comida. Escolhi o “Açores Restaurante”. Optei por batata frita, macarrão, beterraba, frango e uma bebida, que custou R$26,69.

Tinha uma fila gigantesca para ir no trem da “Terra da fantasia”, mas vi que cada composição levava cerca de 100 pessoas. Fiz amizade com uma família e sentei ao lado deles. É um passeio com direito a teatro, Beto Carrero, dinossauros, animais…


Em seguida, já sem perspectiva de conseguir andar em algum brinquedo e cansada para esperar, fui para a fila do show “Blum”, mas a sessão das 16h já tinha esgotado e continuei para a sessão das 17h. 


A primeira pessoa que vi no parque no dia anterior, na fila single da montanha-russa, uma menina de cerca de 10 anos, estava sozinha novamente no parque. Contou-me que mora perto e vai sempre. Disse para corrermos para ver “O sonho do cowboy”. Infelizmente não fiquei até o fim, pois lembrei do caminho a ser percorrido pela BR 101! Comprei uma pipoca e um refrigerante e segui caminhando.


Ao chegar na pousada, perguntei à dona, via whatsapp, pelo uber que ela tinha contato, mas disse que não conseguiu falar com o motorista. No dia anterior, abri o aplicativo e não vi qualquer carro. Informou sobre um conhecido que poderia me levar ao aeroporto por 40 reais. Acabei topando.

Acordei no feriado do trabalho, tomei banho, arrumei minha mochila e, por curiosidade, abri o aplicativo do uber e vi três carros. Solicitei. Um motorista apareceu em 6 minutos. Fechei o apartamento e fui na casa da dona entregar a chave e me desculpar, pois o uber sairia a metade do preço.

No caminho para o aeroporto, notei que a rua paralela à estrada tinha comércio e uma padaria!!! O caminho asfaltado e dá pra seguir caminhando até o parque, provavelmente vai levar 25 minutos e não 10. O Aeroporto Navegantes fica a apenas 8 km da Penha, portanto, a corrida saiu por R$21,00.

Cheguei muito cedo e fui tomar café da manhã. Pedi um pão de queijo, uma salada de frutas e um café, R$21,00. Por curiosidade, estive no guichê da gol para ver a possibilidade de adiantar meu voo, mas não tinha disponibilidade para o Galeão.


Gostei do passeio, mas não é algo que eu precise repetir tão cedo. E ainda, adoro brinquedos radicais, que não é o forte do Beto Carrero. Para quem tem mais tempo disponível, provavelmente é mais interessante se hospedar em Balneário, pois tem mais opções de lazer e restaurantes.

Conhecendo o maior toboágua do mundo no parque "Aldeia das Águas"

Admito que nunca tinha ouvido falar no “Aldeia das Águas” até no último mês, quando minha irmã juntou um grupo de amigos para visitar o parque, que fica localizado em Barra do Piraí, a 150km do Rio de Janeiro – cerca de 2 horas de carro. A atração que me convenceu a seguir na aventura foi o “Kilimanjaro”, o maior toboágua do mundo (adoro fortes emoções). Nas dependências do parque, há um hotel, para quem quer aproveitar as piscinas por mais tempo.
Foto de divulgação


Chegamos por volta das 11h e observei que o estacionamento estava lotado. Minha irmã foi trocar os ingressos comprados online. No site do parque, o ingresso de adulto custa R$120,00, todavia, encontrei promoções no peixeurbano e no hotelurbano.

Deixei meus pertences em uma cadeira (para quem for só, tem a opção de alugar um armário) e segui para um toboágua de pequeno porte com minha sobrinha. No início, ela estava receosa, pensou em desistir, mas acabou descendo. Fui logo atrás e imaginei seu desespero na descida! Embora não fosse tão alto, nas curvas a pessoa quase voava.

Toboágua decorado com serpentes

Posteriormente, caí na maior cilada do parque: a tirolesa. Aparentemente a fila não estava longa, mas perdi 3 horas ali. O sentimento de raiva era compartilhado por todos. Depois de 1 hora na fila ninguém tinha coragem de desistir. Já com os olhos anuviados, minha sobrinha lembrou de mim e foi levar um salgadinho e um copo de refrigerante.


A maioria das pessoas na fila estava em uma excursão, que terminaria por volta das 17h, sendo que conseguimos descer na tirolesa apenas 15h!!! No fim, o passeio é interessante, pois sobrevoa o parque, mas não leva 1 minuto. Não consegui conhecer tudo em decorrência da perda de tempo.


Ao descer da tirolesa, observei que tinha um caminho para o Kilimanjaro (os brinquedos funcionam apenas em determinados horários), que fecharia às 15:30h. O toboágua tem 49,90 metros de altura e foi classificado pelo Guinness Book, edição 2017, como o maior do mundo! O toboágua tem a classificação de “maior do mundo” desde 2005, no entanto, salvo engano, foi construído um toboágua nos EUA com 51 m, mas foi fechado em decorrência de um acidente fatal. Só a título de comparação, o “Insano”, famoso toboágua do “Beach Park”, tem “apenas” 41 metros.



É preciso um bom preparo físico para subir os inúmeros degraus. No caminho, me divertia com um grupo de amigos, pois alguns desistiram no caminho e saíram correndo de medo. Sentei na base, liguei a câmera, cruzei meus braços e desci. Há uma sensação de morte, mas é muito rápido, deve levar uns 8 segundos.


Saí de lá esbaforida e eufórica, mas não repeti a dose, pois não sobraria tempo para ver mais nada. Fui procurar minha sobrinha e mudamos de lugar, para um espaço com palco e animação, na frente da piscina com ondas.

Eu, minha sobrinha e uma amiguinha dela seguimos para uma pista com boias e repetimos umas 5 vezes. Depois entramos no “Rio Corrente“, que percorre uma parte imensa do parque. Há ainda alguns playgrounds infantis, com a temática da Turma da Mônica.
 

A data está errada, pois visitamos o parque em março/2017

Há lanchonetes, sorveteria, loja de doces, bares molhados, mas acabei comendo um sanduíche vegetariano no “Subway”. Antes de comer é preciso adquirir crédito na “central de crédito” e pegar um cartão. Todo o pagamento é feito com o cartão adquirido no parque. Giovana (minha sobrinha) ficou empolgada com “a maior loja de Fini do Brasil”.


Um fim de semana em Campos do Jordão

A cidade de Campos do Jordão (no estado de São Paulo) fica a 320 km do Rio de Janeiro e o percurso pode ser feito entre 4 e 5 horas. O meio de transporte mais rápido é o carro, mas o ônibus é uma alternativa viável.


Como de costume, procuro pela hospedagem com a melhor relação custo-benefício e elegi o hotel da APCEF/SP (Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal), que fica localizado entre o bairro Britador e Bela Vista. O ponto turístico mais próximo é o Mosteiro de São João, mas também é possível caminhar até o Centro, onde estão instalados bancos, prefeitura e lojas populares. O ambiente é agradável, com piscina aquecida, salão de jogos. Os chalés possuem dois quartos, banheiro, sala com TV lcd, cozinha com micro-ondas e frigobar.  O atendimento é excelente e merece destaque.

 

O sistema de cobrança é diferente dos demais hotéis: a diária é cobrada por pessoa, não por chalé. São servidas 4 refeições: café da manhã, almoço, chá da tarde e jantar. São muitas variedades de alimentos e o cliente pode economizar, pois o preço cobrado nos restaurantes da cidade costumam ser elevados. O café da manhã tem diversos pães frescos de fabricação própria, além de pão de queijo saído do forno.

Chegamos no hotel por volta das 19h e conseguimos jantar. Depois colocamos as bolsas nos quartos e nos arrumamos para conhecer o principal ponto da cidade: o bairro Capivari. Saí do Rio com o termômetro marcando 36 graus e de repente me deparei com 15 graus. 


Caminhamos pelas ruas iluminadas, muitas lojas já estavam decoradas para o Natal. Entramos nas lojas de chocolates, compramos geleias, compramos óculos, na oferta da “Black friday”, e seguimos para o restaurante mais famoso da região: Baden Baden

Como não era alta temporada na cidade, conseguimos um lugar com facilidade. Minha mãe, irmã e sobrinha foram num mês de junho e não conseguiram sentar (apesar dos vários andares). Pedimos croquete, suco e cerveja da casa.

café da manhã
No dia seguinte, no sábado, seguimos para conhecer o Parque Amantikir – jardins que falam. Achei o preço um pouco caro para o que oferecem (R$40,00 nos fins de semana), mas a experiência é válida. No retorno, soube que o hotel vende ingressos com desconto (todos pagam meia-entrada).

O Parque foi criado em 2007 pelo paisagista Walter Vasconcellos, que costumava viajar para apreciar belos jardins, mas que não via nada parecido na sua terra. Amigos e clientes financiaram a criação do parque onde antes funcionava um haras. São mais de 700 espécies de plantas espalhadas pelos 60.000 m2.



A melhor atração do parque, sem dúvida, é o labirinto clássico, mas encontramos ainda um labirinto de grama, além do jardim chinês, japonês, alemão, austríaco, francês, romântico, dentre outros.

Minha mãe e irmã quiseram passear no comércio popular local para visitar as lojas (tudo o que não gosto de fazer durante uma viagem). Em seguida, pegamos o táxi na praça até o hotel (R$12,00) para almoçar. O tempo começou a ficar nublado, mas seguimos para o Parque Capivari, pois queria andar no teleférico. Minha sobrinha seguiu para o pedalinho em formato de cisne (R$14 por 10 minutos), mas o teleférico foi fechado, pela iminência da chuva. Fiquei frustrada.

Novamente segui minha mãe e irmã nas compras no comércio, dessa vez nas inúmeras barraquinhas dentro do Parque Capivari, mas a chuva apertou e preferimos voltar para o hotel. Naquela noite tinha uma festa italiana, com comidas típicas e vinho. 


No domingo, eu e minha sobrinha acordamos cedo e fomos tomar café da manhã, em seguida, chamamos minha mãe para visitarmos o Mosteiro de São João. Minha mãe e minha sobrinha são católicas praticantes e quiseram ver as imagens dos santos. Depois compraram lembranças na loja. No mosteiro moram 27 monjas beneditinas. O ambiente é repleto de árvores e flores. A visita é gratuita.

No retorno, eu e minha sobrinha aproveitamos a piscina aquecida até a hora do almoço. Tomamos banho e fizemos o check-out, mas novamente fomos ao Parque Capivari para que conseguisse andar no teleférico.


O passeio no teleférico é imperdível e custa apenas R$15,00. É preciso um pouco de habilidade para subir, pois a engrenagem não para: você fica num ponto e quando a cadeira passa você senta e fecha o a barra de ferro que te segura. O teleférico, inaugurado em 1970, leva até o Morro do Elefante, que fica a 1.800 metros de altitude. Chegando ao cume, a pessoa desce para apreciar a vista do alto do morro, depois retorna. É preciso guardar o ingresso (o meu estava no bolso, mas não sabia que teria que mostrá-lo novamente!).

Para finalizar, andamos pelo comércio para comprarmos alguns comestíveis, como queijo, cerveja, chocolates, doces.







Visitando o Mercado Chatuchack e meu último dia em Bangkok

A AirAsia definitivamente não é uma companhia aérea pontual. No meu retorno de Luang Prabang, no Laos, houve um atraso de mais de 1 hora. O voo chegaria em Bangkok às 18:05, mas aterrissei após 19h, no Aeroporto Don Muang. Portadores de passaportes emitidos em países da América do Sul e África possuem um item a mais no trâmite dos aeroportos da Tailândia, pois passamos no guichê da agência de saúde para comprovar que tomamos a vacina de febre amarela. Para minha surpresa, o agente estava dormindo. Uma asiática, percebendo meu insucesso ao tentar acordá-lo, bateu com força na janela de vidro.

Na fila da imigração, vi um rapaz com feições tipicamente brasileiras e perguntei “Você é brasileiro?”. Questionou como sabia sua nacionalidade. Contou-me que tinha passado em um concurso público e aproveitou para viajar antes da convocação.

Peguei minha mala e comecei a pensar como sairia do aeroporto. Pelo horário, cogitei pegar táxi, no entanto, sabia que me cobrariam mais de 700 baht, então, recordei da conversa que tive com a tailandesa que conheci no Laos. Disse-me que o ônibus era a opção mais econômica.
Saí no portão 6 do desembarque e peguei o serviço “BMTA BUS“, mais precisamente a linha de ônibus A1, que passa a cada 5 minutos. Custa 30 baht! Pedi à cobradora para me avisar quando estivéssemos chegando na estação “Mo Chit” – última estação do BTS. Todas as pessoas que estavam no ônibus aparentemente eram asiáticas. O ônibus fez uma parada antes de Mo Chit, mas a cobradora disse que não era pra descer. Fiquei no ponto seguinte. Segui o fluxo até a estação, que tinha escada rolante. 
Respirei fundo, procurei minhas moedas de baht, calculei o valor (na máquina de ticket existe um mapa com todas as estações e o valor da passagem ao lado). Há um guichê, mas não vendem a passagem, apenas trocam notas por moedas. Desceria em Asok e o cartão custou 42 baht. Meu hotel ficava a 200 metros da estação (gastei 7 reais do aeroporto ao hotel!). Se a pessoa quiser descer perto de uma estação de metrô, sugiro Asok em razão da passarela para a estação Sukhumvit (metrô). 
https://danitrip.travel.blog/wp-content/uploads/2020/01/880ae-20161009_085837.jpg
Na passarela da estação Asok, parei e consegui visualizar o hotel que me hospedaria, o Red Planet Asoke. A parte mais desesperadora é descer com a mala. Caminhei em direção à rua, que estava bem escura, no entanto, constatei que o hotel estava localizado numa rua sem saída com iluminação deficiente, mas movimentada. Tinha um bar chique no início, uma barraquinha de comida de rua, um restaurante de comida chinesa e alguns condomínios.

Cheguei no hotel por volta das 20:30 e faria o check-out no dia seguinte no mesmo horário, contudo, apesar das 24 horas no hotel, tive que pagar 2 diárias. Uma injustiça com o turista…

Como escolhi o hotel? Já tinha me hospedado naquela região há 3 anos, no Windsor (três ruas adiante) e adorei o Shopping Terminal 21, e ainda, a junção do metrô com o Sky Train facilita muito a vida do viajante. O Red Planet é uma rede de hotéis parecida com o “Ibis”, que está presente no Japão, Tailândia e Filipinas. Uma curiosidade: o cliente pode falar com a recepção por um aplicativo no celular. O lado ruim: não tem café da manhã.
Do hotel já é possível avistar o Shopping Terminal 21
Fiz o check-in, perguntei sobre o horário de funcionamento do shopping naquele dia (era sábado) e no domingo. O quarto tinha uma cama muito confortável, internet ótima, televisão, ar-condicionado, ventilador. Tomei banho e segui para o shopping, mas já passava das 21h. Perdi quase todo o meu tempo no Gourmet Market. É um mercado gourmet que vende vários produtos importados, da Ásia, Europa e EUA. Comprei balas, yakult, suco natural, pimenta. Com o tempo que sobrou, só consegui comprar um sanduíche no Subway, que odeio!

Os diversos sabores do KitKat japonês, mas cada pacote/tablete custava mais de R$50!

No dia seguinte, acordei cedo, comi um biscoito que comprei no dia anterior e segui para a estação, porque queria visitar o Chatuchack Weekend Market, que funciona das 6h às 18h, apenas nos fins de semana. É possível chegar no mercado de Sky Train e metrô. A melhor opção é descer na penúltima estação da linha azul de metrô, a Kamphaengpecth Station (MRT), que deixa dentro do mercado. Vi muitas pessoas descendo da antepenúltima estação, talvez pela associação do nome, a Chatuchack Park, mas se descer nessa tem que andar uns 5 minuto, o mesmo se optar pelo Sky Train e descer na estação Mo Chit.
O metrô usa ficha, que deve ser guardada pra sair da estação. Ao contrário do BTS, tem bilheteria. O preço pode ser consultado no site. Até Kamphaeng Phet deu 32 baht. 



O Chatuchack Weekend Market é o maior mercado do mundo! Cheguei no centro de comércio às 9h e saí 15h! O lugar é imenso. É necessário ter uma dose de loucura para caminhar por todos os stands. O mercado é procurado por moradores locais, embora venda suvenir. Os preços são inacreditáveis, tanto que perdi o parâmetro para comprar meus badulaques. Entrei numa loja que só vendia roupas com estampas de pinturas famosas de gênios da História da Arte e, ao saber que custavam 20 reais (em média), saí sem nada, visto que estava “muito caro”! 






Pesquisei sobre o mercado e alertavam pra comprar o produto que gostasse num primeiro momento, uma vez que é improvável voltar na mesma barraca. Dito e feito. Pensei “Vou gastar a primeira hora analisando os produtos, fazendo uma pesquisa para saber a média dos valores”. Uma hora depois não sabia onde estava! Em geral, os produtos têm etiqueta com o preço e poucos vendedores aceitam negociar. Claro que é possível barganhar se você for comprar muitas unidades na mesma loja. Consegui comprar alguns produtos após negociação.





O mercado é dividido em 27 seções: roupa, decoração, antiguidades, cerâmica, artesanato, comida, livros, sapatos, thai massage. O espaço é coberto e as lojas são individualizadas. Num dia quente, o ambiente vira uma sauna.



Por volta das 13h, percebi que estava faminta e tonta, pois não tinha tomado sequer café da manhã. No exterior do mercado, existe uma feirinha com diversas opções de comidas. Primeiro comprei uma melancia no palito. Depois sentei numa barraquinha e pedi o Pad Thai com camarões. Admito que não tive coragem de experimentar lula, ovos de lula, etc. As comidas tailandesas são muito apetitosas.

Esse Pad Thai veio praticamente sem macarrão!

Voltei arrependida por ter comprado pouco. Não estava aguentando carregar as bolsas. Vi turistas chegando no mercado com mala de viagem! Quando choveu, o mercado ficou desagradável, em razão do mar de pessoas no local. Percebi que a chuva tinha estiado e saí daquela muvuca. Tomei uma água de coco e comprei um pão com alho gourmet num trailer, que parecia sensação para os adolescentes. Senti que estava perdida por diversos momentos e levei quase 30 minutos para achar o metrô!

 

Meus planos naquele dia incluíam uma visita no Wat Traimit, templo que tem um Buda de ouro, bem como no Asiatique The Riverfront, um shopping nas margens do rio, que faz sucesso entre os locais, mas percebi que o tempo era insuficiente, além de estar morta de cansaço.

Segui para o hotel, deixei minhas bolsas e fui ao Terminal 21. Comi pizza em cone! Estava com saudade do sabor do queijo – produto raro na culinária oriental. Passei mais uma vez no Gourmet Market.


O Shopping com sua decoração temática


O Shopping com sua decoração temática

No hotel, tomei banho e descansei por 2 horas até fazer o checkout e segui rumo ao aeroporto Suvarnabhumi. Meu voo estava marcado para 2 da manhã da segunda-feira. Optei por deixar o hotel por volta das 21:30, para evitar imprevistos. O Airport Rail Link  (trem para o aeroporto) funciona até meia-noite. 



A pior parte foi subir a escadaria da estação com intermináveis degraus. Tem elevador – tentei utilizá-lo sem sucesso. Um senhor, que parecia um pouco alcoolizado, quis me ajudar, mas disse que dava conta sozinha. Existe uma passarela que conecta o Shopping Terminal 21 à estação Asok do Sky Train e estação Sukhumvit do metrô. Caminhei para o metrô e comprei o tíquete para a próxima estação, Phetchburi, por 16 baht. Desci em Phetchburi e segui as placas para chegar na estação Makkasan do Airport Rail Link. Tem dois guichês, um para a linha azul (parador) e outro para a linha vermelha (expressa). Peguei a linha azul, por 40 baht. Em menos de 1 hora estava no aeroporto por apenas 56 baht (5 reais)! 


Existem três linhas dAirport Rail Link: azul, vermelha e amarela. A amarela e a vermelha são expressas, ou seja, só param no aeroporto e na estação final e custam 90 baht. A linha azul tem um trem parador (é utilizada pelos moradores, além dos turistas) e custa 40 baht. Funciona entre 6 e meia-noite. Em tese, ainda teria um trem da linha vermelha, entretanto, observei que todos os turistas se encaminhavam para a fila da linha azul e fiz o mesmo. O trem para dentro do aeroporto. Basta dar alguns passos para alcançar o enorme elevador.
Aproveitei que tinha muito tempo e fui gastar meus últimos bahts. Comprei um relógio na swatch, algumas frutas (caríssimas se compararmos com o preço das feiras), um pacote de chocolate para minha sobrinha, balas. Ainda lanchei por módicos 150 baht: cappuccino e pretzel “roasted garlic and parmesan”, na Auntie Anne’s.

Totalizando duas viagens, já passei 9 dias em Bangkok, mesmo assim, não canso de me surpreender! É uma cidade que funciona 24 horas por dia e consegue unir o tradicional com o contemporâneo. A cultura e culinária são incríveis. É, sem dúvida, um dos meus lugares preferidos no mundo.

Os encantos de Luang Prabang (2ª parte)

No meu terceiro dia em Luang Prabang (o segundo dia inteiro), levantei cedo, por volta das 8h (nesse dia abdiquei da Ronda das Almas) e solicitei o café da manhã, que era servido na varanda. Antes de sair para passear, agendei um tour com o hotel para a famosa cachoeira Kuangsi Waterfall, na parte da tarde, saindo às 14h. O hotel oferecia bicicletas para os hóspedes, mas preferi caminhar. 

A Árvore da Vida no Wat Xieng Thong

Café da manhã: pão, ovos mexidos, salada, suco de melancia, café, pera oriental, dragon fruit, geleia e manteiga

Meu objetivo era visitar o templo Wat Xieng Thong, conhecido por um enorme mosaico da Árvore da Vida, mas fui apreciando a bela arquitetura e vegetação nas margens do rio. A distância do hotel até o templo é de 2,1 km.

Avistei um templo no fim de uma ruela, o Vat Visounnarath, e decidi entrar. Ao chegar, os olhos atentos dos pequenos monges se voltaram para mim. Optei por me aproximar aos poucos e quis saber em que estavam trabalhando. Um deles era muito simpático e explicou que se tratava de um foguete. Perguntou a minha origem, se estava gostando da cidade. 


Segui pelas margens do rio, que tem uma natureza exuberante. Muitos mamoeiros e coqueiros brotaram naquelas terras, bem como restaurantes se instalaram por ali. Barcos cruzam o rio com turistas e também moradores que habitam do outro lado. 


Anotei, no roteiro, a travessia para o outro lado do rio Nam Khan através da Bamboo bridge, uma ponte temporária feita de bambu, que é construída anualmente, pois na época de cheia dos rios ela é desmontada. É relevante ressaltar que Luang Prabang tem duas “estações”: a molhada, de abril a outubro, e a seca, de novembro a março. Tendo em vista que minha visita aconteceu em outubro, a ponte não tinha sido construída, pois esperam a estiagem das chuvas e consequente baixa no nível dos rios para edificarem a ponte.




Estava chegando na extremidade da península quando avistei um templo, o Vat Pak Khan, que foi construído em 1.700 por comerciantes do Rio Mekong, que paravam na confluência entre Mekong e Nam Khan. Dessa vez observei os monges de longe. Na porta do templo tinha um pedido aos turistas, para que não perturbassem a cerimônia diária da “Ronda das Almas”. Tirei o chinelo e entrei no templo, que estava vazio. Tinha paredes vermelhas contrastando com o dourado de uma grande escultura de Buda no fundo do prédio.



Na frente do templo supracitado tem um mirante com vista para o “Riverview Park“, onde alguns turistas paravam para fotografar. O parque é pequeno e tranquilo, além de possibilitar a contemplação da afluência dos rios.



Finalmente cheguei no Wat Xieng Thong, que cobra 20.000 kips pelo ingresso (apenas os templos mais procurados cobram entrada). Assim que subi as escadarias, observei que era um complexo formado por três grandes construções e outras pequenas. Ao contrário dos templos que visitei anteriormente, esse tinha turistas. Um casal local posava para fotos de casamento com roupas típicas.



Também conhecido como “Golden Tree Monastery“, o magnífico templo representa um símbolo de grande importância histórica. Apresenta uma elaborada árvore da vida feita com mosaicos coloridos, além de paredes esculpidas, divindades budistas raras e um carro funerário de 12 metros de altura. O templo atua como porta de entrada para Luang Prabang, pois está localizado entre os rios Mekong e Nam Khan. É o local de coroação dos reis do Laos, além de celebrar importantes festividades anuais.

A Árvore da Vida tem grande significado no Budismo, pois Buda teria alcançado a iluminação, após a meditação, sob uma figueira, conhecida como Árvore Bodhi.

 



Detalhe do carro funerário



O templo original foi criado em 1560 pelo rei Setthathirath, mas sofreu com as diversas invasões ao longo dos anos, contudo, foi remodelado em 1960. O templo mantém seu formato original. Teve apenas alguns itens adicionais à sua arquitetura. Tem um telhado em duas camadas e uma árvore da vida na parede traseira. A árvore retrata o conto da criação do templo. 

Diante da Árvore da Vida

Detalhes


“Nothing make the darkness go like the light”



Estava com fome e lembrei que, no caminho, tinha passado na frente do restaurante “Tamarind“, conhecido por ser uma escola de culinária. Listei 3 restaurantes com boa avaliação no Tripadvisor, caso tivesse cansada de street food: Tamarind, Coconut Garden, L´Éléphant Vert. Obtive a informação que o estabelecimento atendia, preferencialmente, com reserva, em razão da enorme procura. Li que começavam servir às 11h e caminhei para lá. Perguntei se poderia almoçar e me disse que 3 mesas que não estavam reservadas. Sentei na varanda e pedi “ginger and lemongrass refresher” para beber e um prato chamado “Five bites”. 


A bebida (12.000 kips) era incrível, feita com água, capim-limão e gengibre, servida com um canudo de bambu. O cardápio tinha outras que deveriam ser igualmente saborosas, com tamarindo, limão, entre outros ingredientes. A comida (45.000 kips) se resumia em cinco petiscos típicos do Laos servidos com sticky rice (o arroz grudento). O garçom me serviu e me ensinou como comer o arroz com a mão (limpar a mão com a toalhinha e fazer bolinhas de arroz com as palmas das mãos). Depois pedi para tirar uma foto. Não achei a comida saborosa e me esforcei para comer tudo, mas a experiência foi válida.


Voltei para o hotel e me arrumei para visitar a “Kuangsi Waterfall“. O gerente do hotel marcou às 14h, o tour custava 16.000 kips. O motorista pega os passageiros no hotel, deixa na entrada do parque e marca um horário de retorno. Olhei para o relógio, que marcava 15h, e ainda não tinha me chamado no quarto. Desci as escadas e o gerente fez uma cara de assustado, pois estava óbvio que tinha esquecido da minha reserva. Pediu pra aguardar e em 20 minutos apareceu uma van, que só tinha um casal dentro. No caminho, entraram duas meninas. A que sentou ao meu lado, a Mimi, era tailandesa e conversamos por todo o percurso. 


A turista alemã, que encontrei no dia anterior, disse que não visitaria a cachoeira pois estava com a água escura. Esperava encontrar a água clara, como tinha visto na maioria das fotos. Para entrar no parque, tivemos que pagar 20.000 kips. Seguimos eu, a tailandesa e a coreana, que pouco falava inglês, mas era simpática. 


Por sorte, a tailandesa falava laosiano e então perguntou como poderíamos chegar rapidamente na cachoeira. Encontramos a grande queda e depois tentamos chegar na nascente. Existem degraus de concreto até uma parte. Subimos por 15 minutos. Pulamos para a parte de terra e escorrei levemente, mas a coreana me segurou. Decidimos voltar, mas ninguém entrou na água. O fluxo estava intenso e a água geladíssima. Não me arrisquei. No início do parque tem um pequeno zoológico com ursos, que visitamos apenas na saída. Os bichos já estavam sonolentos naquele horário.


Passei o meu e-mail e whatsapp para a Mimi, pois disse que também queria ir no bar Utopia naquela noite (um bar instalado nas margens do rio, com comida internacional, aulas de yoga e um visual zen). Contou-me que foi no dia anterior, mas falaram que é melhor visitá-lo a partir das 21h. Pedi que me mandasse uma mensagem. Voltamos para o carro, mas tivemos que esperar o casal que não estava conosco.

Retornei para o hotel e bateu uma preguiça após o banho. A consequência foi que não vi a mensagem que a Mimi tinha me mandado. Como já tinha passado da hora que combinamos (19:30), tomei banho e fui para o Night Market novamente e pela última vez. O caminho para o bar era bem escuro, não mais que o percurso até o mercado.

Naquele dia, no Mercado Noturno, comprei os últimos badulaques, como capa de almofadas pra minha mãe, tomei um suco natural (10 mil kips), novamente jantei no “self-service” (15 mil kips) e comi “coconut pancake” (5 mil kips). Mimi depois me contou que a panqueca de coco é um clássico da culinária tailandesa, mas não vi por lá. Em razão do problema no dia anterior, como contei no primeiro post (uma moto me seguiu na rua enquanto caminhava sozinha no retorno do mercado noturno), mudei a rota pra voltar o hotel. Tinha visto duas turistas usando a lanterna do celular e copiei a ideia, me iluminei no caminho e segui um homem local, mas inacreditavelmente duas motos apareceram e foram embora assim que joguei o facho de luz sobre eles.

Uma delícia!


Sou uma pessoa que têm alguns insights e deveria prestar atenção neles. Lembro-me quando fui realizar a primeira tatuagem e dois dias antes sonhei que dava queloide na cicatrização. Cancelei a tattoo e depois revolvi marcar novamente. Sim, apareceu queloide na ponta de uma das coroas. Antes de viajar, estava ansiosa pra tomar a vacina anti-rábica, pois há uma chance maior de encontrar um cão raivoso num país subdesenvolvido. Quando estava em Ubud (Bali), um rapaz teve que pagar 100 dólares por uma dose da vacina após a mordida de um macaco. E a raiva é fatal – apenas uma pessoa, nos registros da medicina, sobreviveu ao ataque de um animal com raiva.

Meu relógio despertou às 5 da manhã e saí em direção às ruas principais para ver a “Ronda das Almas” (Alms giving) pela última vez. Andei uma quadra e não vi, só ouvi quando dois cães começaram a latir, mas já estavam colados nas minhas pernas. Devo admitir que tenho um único medo na vida: de cachorro. Imagine como fiquei? Suava frio. Não tinha como segurar dois cães, a casa atrás não tinha muro baixo. Qual seria a pior opção? Correr. Ainda estava escuro, todavia, avistei um menino vendendo flores, e gritei “socorro”, em português mesmo  (hahaha). Corri até ele, que espantou os cachorros com um bambu. Em seguida, um cachorro mordeu o pescoço do outro! Me livrei daquele desespero. Quando voltei pro hotel, fiz uma pesquisa sobre os ataques de cachorros e muitos colocam na lista do que “evitar” na cidade.

Continuei caminhando, mas ainda com os batimentos acelerados, quando coloquei a mão na calça, procurando o celular (a câmera estava no pescoço), me dei conta que tinha sumido. Retornei até o ponto do ataque e lá estava meu celular. Persisti na minha peregrinação e vi uma senhora com a menininha de uns dois anos e fui até a criança pra cumprimentá-la, de repente os monges apareceram cantando. Foi um momento incrível, sem qualquer outro estrangeiro por perto. 



Segui até a rua principal e acompanhei a cerimônia por mais de uma hora. Tentei ficar distante para não atrapalhar e não usei flash (logo, as fotos não ficaram boas). Como relatado no “post” anterior, a “Ronda das Almas” é ritual religioso budista que ocorre todos os dias em Luang Prabang e remonta ao século 14. Cerca de 200 monges recolhem as esmolas, pois só comem alimentos doados. Os moradores saem das suas casas, se ajoelham ou ficam sentados em banquinhos, ofertando arroz, doces, frutas.


  



Aproveitei a proximidade para subir as escadas do Wat Mahathat, onde muitos dos monges entraram após a “Ronda das Almas”. Foi fundado pelo rei Say Setthathirath (governador de Chiang Mai, na Tailândia) em 1548. As escadas com serpentes douradas de sete cabeças seguem o modelo de um dos templos da cidade de Chiang Mai.


Também visitei o Wat Ho Xiang, que segue o mesmo padrão arquitetônico do templo anterior, principalmente no que diz respeito aos adornos da escadaria.


Retornei ao hotel por volta das 6:30 e aguardei o café da manhã, que era servido a partir das 7 horas. Meu voo para Bangkok sairia às 16:45. Informei ao gerente sobre o horário para que programasse o meu transfer. Disse que deveria estar no hall às 14:00, mas o checkout deveria ser feito ao meio-dia.

Decidi que flanaria pela cidade para apreciar os prédios e templos até a hora do checkout. Passei pelo Museu Nacional e decidi não entrar. Observei que os hotéis instalados na rua do Night Market, a Thanon Sisavangvong, são muito agradáveis. Se algum dia voltar, espero ficar naquela localidade. 

Um belo hotel (3 Nagas). Cogitei me hospedar nele, mas custava o dobro do que fiquei. É uma boa opção para quem vai acompanhado.

Entrei no templo Wat Sene, que fica próximo ao Museu Nacional, na rua do mercado noturno. Foi construído pelo rei Kitsarath com 100.000 pedras do Rio Mekong, em 1718. Significa “templo de 100.000 tesouros”. A nave interior vermelha com estênceis de ouro sobre as colunas, vigas e paredes, juntamente com a variedade de estátuas de Buda dourada e mesas no altar e a grande estátua de Buda fornecem a evidência da importância religiosa, estética e arquitetônica.



Passei pelo Wat Sop Sickharam, que tinha alguns monges no pátio, construindo objetos com bambu e papel de seda. 

Visitei o templo Vat Syrimoungkoun Xaiyaram



E, por último, o Wat Sibounheuang. O que mais me chamou a atenção nesse templo: na varanda havia dois monges tecnológicos, que utilizavam celular. Não sabia que tinham acesso à tecnologia. 

Outro templo que pede aos turistas respeito durante a cerimônia de “Alms Giving”


Na saída do templo, encontrei a Mimi, que conheci no dia anterior, caminhamos pelas ruas. Visitamos o “Morning market“, que já estava fechando. Disse-me que queria almoçar. Então procuramos a refeição que queria comer. Escolheu uma barraca na rua e pediu “noodles”. Tive que me despedir, pois estava na hora do checkout, entretanto, informei que retornaria para encontrá-la. Caminhei até o hotel, subi para o quarto, desci com a mala e pedi para guardá-la, juntamente com minha mochila, pois iria almoçar e voltaria no horário acordado.

Pátio de um restaurante


Quando cheguei na barraca que a tailandesa ficou almoçando, conclui que já tinha ido. Resolvi caminhar pelas margens do Mekong River e vi um restaurante rústico construído sobre as margens do rio. Entrei e pedi um macarrão vegetariano e uma limonada. O dono disse que estava sem energia elétrica, logo, teria que optar por outra bebida. Avisou-me que conseguiria fazer um smoothie (o gosto era de limonada, mas custava mais caro!). O noodles (16.000 kips) estava maravilhoso! Um simples macarrão de arroz com alguns vegetais! Fiz questão de cumprimentar a cozinheira. 

 

Para dar fim aos meus kips, passei numa barraca na rua do mercado noturno e pedi um crepe de banana com mel. Segui pro hotel e fiquei esperando sentada, literalmente. Deu 14h (a hora marcada) e nada. Apareceu um casal inglês com sinais de irritação. Deu 15h (meu voo estava marcado para 16:45). Levantei e perguntei ao gerente sobre o transfer, me disse “O aeroporto é muito perto, só tem 2 voos, não precisa se preocupar”. Respirei fundo. Sou daquelas pessoas que chegam 3 horas antes do horário de embarque. Prefiro mofar no aeroporto a perder um voo. Quando o relógio marcou 15:45 (uma hora antes do meu voo), não aguentei. Já ia pedir pra chamar um transfer pago. De repente, a van estacionou, o gerente se desculpou e disse que daria tempo, caso contrário arcaria com todas as despesas. Realmente o aeroporto é muito próximo, fica a 4km da cidade. Em menos de 10 minutos estava entrando no hall para fazer o checkin. Só demorou porque tinha uma turma de 10 adolescentes na minha frente. No fim, ainda esperei muito, uma vez que o voo teve um atraso de mais de 1 hora, pois a mesma aeronave vinda de Bangkok voltaria pra origem. 

Solo traveler

Apesar da perseguição de moto e do quase-ataque de cachorros, considero Luang Prabang um destino imperdível. Fico me perguntando se não tivesse conhecido essa cidade memorável – mesmo sem um grande monumento ou ponto turístico. O tempo passa de maneira diferente, ninguém tem pressa. A cidade é turística, limpa e organizada, embora tenha um custo superior às cidades tailandesas, por exemplo, cabe no bolso de qualquer viajante.

Um dia no santuário de elefantes em Luang Prabang

Li previamente que o entretenimento com a melhor avaliação do Tripadvisor em Luang Prabang era o passeio com elefantes oferecido pelo Elephant Village Sanctuary. Atualmente qualquer atividade turística que envolva animais gera muita polêmica, tanto que o próprio site supracitado fez uma campanha, informando que não mais venderia ingressos para lugares que explorassem os bichos. Particularmente, acho um posicionamento apenas político. Sou assídua pesquisadora do site, mas quem compra ingressos ou reserva hotéis através da sua plataforma? Ninguém. 

Quando postei as fotos no santuário de elefantes, uma brasileira, que conheci em Myanmar, comentou “Não apoio, pois sou contra quem explora os animais”. No dia que nos encontramos no aeroporto, me disse que estava morrendo de vontade de ir numa churrascaria, pois devoraria um boi. Se ando em um elefante, sou cruel, mas usar pele e comer carne é admitido pela sociedade. Hipocrisia.

É claro que espero, sinceramente, que os animais sejam bem cuidados. E no caso específico dos elefantes, penso que um santuário é uma alternativa de preservação, em razão da indomável perseguição dos caçadores de marfim, que podem levá-los à extinção, como mostrado no recente documentário da Netflix, O extermínio do marfim (focam na situação da África).
 

Recebi um e-mail da empresa, informando sobre os seguintes pacotes: 
    • HDE – Half Day Elephant Experience = $ 49 –> NO Elephant Bathing
    • FDE – Full Day Elephant Experience = $ 82 –> NO Elephant Bathing
    • M1D – One Day Mahout Experience = $ 99 –> YES Elephant Bathing
    • M2D – Two Day Mahout Experience Twn = $133 –> YES Elephant Bathing
    • M2D – Two Day Mahout Experience Dbl = $154 –> YES Elephant Bathing


      No dia que cheguei em Luang Prabang, caminhei até o fim da rua do Mercado Noturno e visitei algumas agências, quando me deparei com a Elephant Village Sanctuary. Paguei pelo tour “One Day Mahout Experience”, por 90 dólares – mais barato que “online”.
      Por volta das 08:30 do dia seguinte, já tinha tomado o café da manhã e o guia, Mr. Lae, apareceu na porta do hotel com uma van. Dentro havia dois casais, depois entrou mais uma solo traveler. O carro esquentou e paramos numa loja de suvenir (pode ser uma tática para vender artesanato), até que outro motorista nos buscou.


      Ao chegar no santuário, recebemos água, café e o guia nos mostrou alguns elefantes. Depois iniciamos a aula de “mahout“. O “mahout” é o cuidador do elefante, que inicia seu treinamento muito jovem. Em geral, cuidam do mesmo elefante durante a vida inteira. A aula introdutória consiste em aprender a subir no elefante pelo seu pescoço, sozinha, com a técnica do mahout, bem como aprendemos alguns comandos verbais e físicos.
      Selfie

      – andar = pie
      – voltar = dour
      – virar à esquerda = sai
      – virar à direita = kwa
      – parar = how
      – ajoelhar = map
      – dobrar a perna direita para subir = seung
      – agradecer =  kop chai lye lye (de preferência acompanhado por uma banana)

       


      Em um momento posterior, aprendermos a montar sozinhos nos elefantes com a técnica do mahout. O guia perguntou quem desejaria iniciar e claro que, como autêntica ariana (ou arietina), corri para ser a primeira (risos). O que parecia muito fácil, não era. A idade somada com a vida sedentária me fez ter alguma dificuldade para subir no elefante (o bicho é enorme). A pele é tão dura que só de encostar fiquei com uma ferida no braço. Quando desci, subiu a alemã, o casal norte-americano, e, por fim, o casal alemão. Tiramos uma foto reunidos para registrar aquele instante. Combinei com a alemã que tiraria a foto dela e ela tiraria a minha. 


      Caminhamos pela linda propriedade, avistamos o rio Nam Khan e entramos numa espécie de museu que possuem. Contam a história dos elefantes, mostram constituição física, bem como recebemos um marcador de livros feito com papel advindo do estrume do animal! A loja do santuário vende produtos com o mesmo material.

       


      Ressalto que o Laos já foi conhecido como o “Reino de um milhão de elefantes“. Hoje deve ter aproximadamente mil elefantes. Mr. Lae contou que muitos ainda trabalham na indústria madeireira. Em seguida, cruzamos o rio para conhecer os três bebês elefantes, com idades entre 3 e 4 anos. Eles ficam afastados das mães durante o dia e são criados num cercadinho. 

      No retorno, fizemos o esperado passeio sobre o elefante. Não usam cadeirinhas (já fiz passeio com a cadeira e não recomendo). Primeiro o mahout também fica sobre o dorso do animal, depois ele desce e nos deixa continuar o percurso sozinhos. Algumas pessoas fazem o trajeto todo sem o mahout.




      Paramos para o almoço, que está incluído no pacote. No buffet tinha frango, arroz, vegetais e frutas. Estava gostoso. Nos deixou descansando com a bela vista rio, para, em seguida, pegarmos os elefantes para o momento mais esperado do dia: o banho com os elefantes.

      Todos sobem no mesmo elefante da caminhada (lembram da memória de elefante?) e vão descendo o barranco até entrar no rio Nam Khan. A minha elefantinha era pequena e fiquei preocupada de ficar totalmente submersa quando resolvesse se refrescar. Recebemos uma escova e ficamos brincando com o animal. Posso afirmar que muitos anos vão passar e jamais esquecerei esse dia! 


      Para finalizar, pegamos o minúsculo barquinho (sem coletes salva-vidas) e atravessamos o rio em direção à cachoeira Tad Sae Waterfall, que é maravilhosa, pois não é profunda, no entanto, a água é bem gelada. Tinha muitas pessoas se refrescando naquele dia quente. Sou esperta e, além da toalha de secagem rápida (amo), levei uma camisa e um short, para trocar após as atividades na água.


      Retornei ao hotel por volta das 16 horas e estava exausta, mas absolutamente feliz. It´s a lifetime experience!

      Os encantos de Luang Prabang (1ª parte)

      Ao elaborar um roteiro sempre me vejo diante de uma encruzilhada, pois existe um imenso leque de possibilidades e ao optar por visitar um lugar, deixo de conhecer outra região. Meu coração andava apertado por não ter conhecido Luang Prabang nas duas vezes anteriores que estive no Sudeste Asiático

      Palácio Real e Night Market

      Luang Prabang fica no norte do Laos e é considerada Patrimônio Mundial pela Unesco. É um dos destinos que considero necessários, mesmo sem nenhuma atração turística imperdível. Fica no coração de uma região montanhosa. A cidade foi construída numa península, formada pelos rios Mekong e Nam Khan e a vegetação exuberante circunda o ambiente.

      A cidade já foi a capital do reino Lane Xang, reino de um milhão de elefantes. Estava numa posição privilegiada na “rota da seda”, além de ser uma região importante para o Budismo (The Prabang foi um Buda oferecido pelo Camboja). Após 1893, durante o protetorado francês (quando o país está subordinado a uma potência que decide sua política externa), o país viveu um momento turbulento e se dividiu em três reinos distintos. Luang Prabang se tornou a capital real e religiosa do rei Sisavang Vong. Apenas em 1946 Vientiane se tornou capital do Laos.

      O Laos é um dos países mais pobres da Ásia, no entanto, Luang Prabang é uma cidade com um rico patrimônio arquitetônico e artístico. Tem uma paisagem urbana preservada, onde se observa a fusão da arquitetura colonial com a tradicional. Não vi miséria pelas ruas. O país exige visto de brasileiros, mas é a modalidade “visa on arrival“, que é solicitado no aeroporto. A moeda é o KIP (1 REAL = 2.481 KIPS).
      100.000 kips
      A primeira tarefa foi encontrar um hotel relativamente barato (pois estava viajando sozinha) e ao mesmo tempo bem localizado e que tivesse transfer desde/para o aeroporto. A cidade tem poucas ruas, que torna possível chegar em quase todos os pontos caminhando. Em razão do valor, optei pelo Lakhangthong Boutique Hotel.

      A hospedagem é bem classificada no Tripadvisor, embora tenha algumas avaliações negativas (uma delas pude vivenciar, mas tem relação com a localização, que comentarei adiante). A diária custou 90 reais, com café da manhã e transfer para o aeroporto. Apenas o transporte do aeroporto, pela pesquisa realizada, custava 20 reais cada trecho.

      Enquanto ainda estava em Myanmar, recebi uma mensagem da Airsia, informando que, em razão de obras em um aeroporto, o voo teria um atraso de 1 hora. Na reserva do hotel pedia para encaminhar os dados do voo para organizar o transfer. Prontamente mandei o e-mail informando sobre a alteração. O atraso foi maior que o informado. Chegando no aeroporto, todos os passageiros correram para pegar os formulários para a emissão do visto. O trâmite durou uns 40 minutos (achei bem lento em comparação a outros países).

      São três filas. Primeiro você entrega os formulários preenchidos juntamente com o passaporte (com o mínimo de 6 meses de validade) e 1 foto 5×7 (caso não tenha, basta pagar a taxa de 1 dólar para que seja escaneada do passaporte). Depois caminha para a fila seguinte e paga pelo visto. Os países possuem taxas distintas. Brasileiros pagam 30 dólares (europeus, em geral, 35 dólares) + 1 dólar que é uma taxa de serviço (tem que ser em “cash”, não aceitam cartão). Para finalizar, na última fila tiram uma foto na webcam e entregam o passaporte já com o visto colado. É válido por 30 dias.

      O aeroporto é ínfimo, não consegui fazer câmbio (sempre troco uma pequena quantia para não chegar na cidade sem a moeda local). Avistei uma placa com o meu nome e me apresentei. O motorista me levou até van, perguntou se era apenas uma pessoa (minha reserva era pra quarto duplo) e disse que aguardava um casal que também seguiria para o hotel. Enquanto esperava, percebi que os tuk tuks ficam do lado de fora do aeroporto, dentro estavam estacionadas apenas vans.

      O aeroporto de Luang Prabang

      O casal entrou no automóvel e seguimos para o hotel, que fica a uns 10 minutos do aeroporto. No caminho pude apreciar o belíssimo pôr do sol. Ao chegar no hotel, serviram suco natural e um prato de frutas (a hospitalidade asiática é incomparável). Enquanto organizavam o check-in, conversei com o simpático casal que morava em Londres, mas a mulher era de Bornéu. Falaram que era o momento ideal para conhecer a Inglaterra, em razão da desvalorização da moeda. Contou-me sobre a ilha que morava, que é bom destino para quem gosta de natureza.

      Varanda do hotel
      Vista do hotel

      Recebemos a chave dos quartos e nos despedimos. Imediatamente perguntei se faziam câmbio no hotel. O recepcionista ligou pro chefe dele e fez por uma cotação melhor que da cidade (só depois que fui verificar). Ainda me mostrou a diferença entre a nota de 10.000 e de 100.000 kips, para que não fosse enganada na cidade. Fui levada ao meu quarto, que era acolhedor. Tinha ar-condicionado, o wi-fi funcionava, tinha duas garrafas de água no frigobar, tv. Só achei o quarto muito escuro, em razão das madeiras e o pé-direito alto da construção.

      Suco e frutas na chegada

      Tomei um banho, dei uma olhada no google maps, para guardar o caminho para o Mercado Noturno na memória. Deixei a chave na recepção, perguntei se era tranquilo caminhar naquele horário (20:30), peguei uma mapa desenhado (oferecido pelo hotel) e segui. As ruas próximas ao hotel não têm asfalto e são muito escuras.


      Numa caminhada de uns 15 minutos (800 m) cheguei na parte principal da cidade. O Night Market funciona diariamente das 17 às 23h. São dezenas e barracas com diversos tipos de artesanato. Voltei todos os dias! Sobre a calçada ficam as barracas e no meio da rua os produtos ficam expostos sobre lonas e tapetes. No primeiro dia comprei poucas peças, pois queria saber os preços. Os produtos parecem vir, em grande maioria, da Tailândia. Os preços são mais elevados que o país vizinho, mas no mercado noturno tudo é negociável. Na primeira noite, comprei umas bolsinhas e dois elefantinhos de tecido típico daquela região (um pra mim e outro pra minha sobrinha).



      Andei toda a extensão da feira umas três vezes, tomei um suco feito na hora com combinações exóticas. Dei uma olhada nas agências (abundantes no fim da rua do mercado) e avistei o escritório da Elephant Village Sanctuary, que tinha consultado previamente na internet. O tour “One Day Mahout Experience” custava 99 dólares online e no local custou 90. É uma atividade turística polêmica, no entanto, tem a melhor avaliação da cidade e foi um dos passeios mais emocionantes que já realizei, mas contarei a experiência num post apartado. 

      Em posição transversal à rua do mercado noturno (Sisavangvong rd.), encontrei uma rua só com barracas de comida. Existem comidas diversas, mas predominam barracas que vendem o “buffet” por 15 mil kips. Você escolhe o que quiser (só uma vez). Os espetos de peixes e carnes são comprados separadamente. Estava tarde e fiquei na duvida se comia, pois os alimentos ficam expostos sem qualquer proteção. Quem sobrevive àquele jantar, sobrevive a tudo. Os pratos de plástico não parecem limpos e aposto que o hashi é reutilizado. Peguei pouca comida (os turistas costumam encher o vasilhame) e bebi um refrigerante (normalmente não bebo refrigerante). Inacreditavelmente, comi ali três dias seguidos… 

       
      Meu pratinho
      No início da rua do mercado, muitos tuk tuks e vans aguardam por turistas, todavia, preferi caminhar. Naquele dia a volta foi tranquila (nos dias seguintes tive problemas, apesar de considerar a cidade bem pacata).

      Chegando no hotel, coloquei meu relógio para despertar 5 da manhã para ver a “Ronda das Almas”, mas, ao acordar, o portão estava fechado. Tinha um turista chinês acordado. Só por volta das 6 horas alguém abriu a entrada e só consegui ver alguns monges recolhendo o alimento diário. Deixei para acompanhar o ritual na rua principal no dia seguinte.

      A “Ronda das Almas” (Alms giving) é uma cerimônia autêntica do budismo em Luang Prabang. Em diversos templos que visitei havia uma placa, pedindo para os turistas não perturbarem o ritual. Existem pacotes de oferendas com arroz e doces de péssima qualidade que são vendidos por preços exorbitantes para os turistas (me ofereceram por 40 mil kips), no entanto, os moradores locais acordam às 5h da manhã para entregar a comida aos monges. Presenciei flashs disparando, turistas brigando – um estava na frente do ângulo da câmera do outro, gente correndo desesperadamente, hotéis com diversos turistas, armando um aparato para filmar e fotografar. Tentei ficar o mais distante possível, não liguei o flash e nem comprei o pacote de oferendas.



      O café da manhã era escolhido no menu, novamente vejo uma desvantagem para quem viaja sozinha, pagando por um quarto duplo. A pessoa só podia escolher uma opção de prato principal, doce ou salgada, um suco, uma fruta e uma bebida quente. Ora, mas paguei o mesmo valor de quem estava comendo duas porções! Não sou esganada. Prefiro comer pão, mas fiquei com água na boca ao ver as panquecas de banana, no entanto, não abriria mão do salgado. Sempre que me deparo com essa situação, me sinto incomodada, mas nunca questionei. Alguns hotéis fazem uma pequena variação no preço individual exatamente em razão do café da manhã. O importante é que tinham baguete (provavelmente em razão passagem francesa pelo país), ovos mexidos, sucos naturais, frutas e café. Tudo muito gostoso.


      Fiquei na varanda aguardando o tour me buscar às 8:00 da manhã para passar o dia com os elefantes.
       
      Retornei ao hotel por volta das 16:00h e estava exausta, mas lembrei que as pessoas costumam assistir ao pôr do sol no Mount Phousi. Tomei banho e corri feito uma louca pelas ruas, no caminho, encontrei um turista inglês, que foi minha companhia até o topo da montanha

      O ingresso

      O Mount Phousi fica no centro da cidade e tem 100 metros de altura. Está localizado entre os dois rios, Mekong river e Nam Khan River. É um sítio de peregrinação budista, pois no topo encontramos o Wat Chom Si (“Wat” é templo). Do alto é possível ver a cidade num ângulo de 360º.

      Wat Chom Si

      Queria ter realizado o percurso com mais tempo, pois não pude parar para apreciar os detalhes no caminho (muitas esculturas). O sol já estava descendo naquele horário. Na metade do caminho tem um guichê que vende o ingresso por 20.000 kips. O trajeto é cansativo para uma pessoa sedentária. De repente, me deparei com um mar de pessoas e o céu estava completamente laranja. O cenário é deslumbrante. Foi difícil conseguir um espaço para fruir o espetáculo da natureza.



      O caminho para retornar é mais tranquilo e termina na frente do Palácio Real, na rua do Night Market, que já estava fervilhando. Sentei por um momento, para recuperar meu fôlego, bebi água. Um grupo composto por diversos adolescentes se aproximou e queria que respondesse uma pesquisa, com perguntas sobre o local de hospedagem, quanto tempo na cidade. Sou uma pessoa desconfiada e disse que não gostaria de participar, pois ao meu redor havia milhares de chineses e nenhum deles foi abordado.


      Segui para me deleitar no mercado, quando um monge me parou e pediu para responder a mesma pesquisa! Um monge! Logo não poderia ser uma cilada (fiquei envergonhada por não ter ajudado os outros meninos). Um rapaz apareceu com o crachá e disse que era o professor deles e tinha proposto uma aula de inglês interativa. Respondi ao questionário e no fim tiramos uma foto juntos. Perguntou-me se tinha dias livres para colaborar com as aulas, comparecendo um dia para ajudar com o inglês. Se soubesse dessa possibilidade, teria colocado mais um dia no meu roteiro. 


      Comprei uns badulaques no mercado noturno e segui para jantar. Dessa vez pedi um peixe de rio – saindo da minha dieta vegetariana (durante a viagem). O preço era 30 mil kips, mas barganhei e consegui um por 20 mil. Como não morri no dia anterior, comi novamente a comida self-service. 


      O peixe estava delicioso. Assam na brasa com capim-limão no interior.


      No retorno, fiz o mesmo caminho do dia anterior, primeiro por uma avenida escura, depois por uma rua sem qualquer iluminação e com matagal assombroso na calçada, quando percebi que tinha uma motocicleta me perseguindo (vi dois relatos de homens que se hospedaram no mesmo hotel que tiveram problemas ao caminhar no período noturno) – infelizmente a mulher é mais vulnerável aos ataques, principalmente sexuais. Ouvi “lady, lady”. Comecei a correr e gritar. Um dos comentários na internet dizia que os motoqueiros vendem drogas, mas eu não ia arriscar. Quando ele viu o meu comportamento, retornou e disse “no, no”. Cheguei no hotel esbaforida e contei ao recepcionista, que disse “sorry”. A culpa não é do hotel, que tem um serviço excelente, mas a área realmente não é favorável para solo traveler. O estranho é que a cidade não é agitada e aparentemente é bastante segura. Por outro lado, existem muitos jovens viajando pro Laos e é provável que o consumo de drogas seja grande (dizem que o paraíso deles é a cidade de Vang Vieng), abrindo espaço para traficantes.

       

      Imaginem essa rua após às 22h sem qualquer iluminação?

      1 dia no hotel do Aeroporto Don Muang em Bangkok

      Há um brocardo que diz “O que não tem remédio, remediado está”. Não existem voos de Mandalay para Luang Prabang, em razão de questões diplomáticas entre Myanmar e Laos, logo, tive que retornar a Bangkok para migrar para o outro país. O voo, vindo de Mandalay, chegaria no Aeroporto Don Muang às 15h, enquanto o voo diário da Airasia de Bangkok para Luang Prabang sairia às 14:10. Resultado: teria que passar um dia em Bangkok.


      Foi um dos últimos hotéis reservados, pois fiquei na dúvida sobre o que fazer, se passava um dia passeando na cidade ou enclausurada num hotel do aeroporto. Acabei fazendo a opção mais confortável e me hospedei no hotel AmariDon Muang Airport Bangkok. Durante a pesquisa, vi que tem outro hotel dentro do aeroporto, que a pessoa paga por horas utilizadas.

      A região do aeroporto, Don Muang, não tem muitas atrações por perto, ou melhor, não tem nada pra fazer. O valor da hospedagem é um pouco acima da média cobrada no resto da cidade, mas muito aquém de um hotel 4 estrelas no Brasil. Obtive uma diária grátis no programa de fidelidade do site hoteis.com e decidi utilizá-la para descansar. Infelizmente não tinha a opção com café da manhã, como você tem que usar todo o valor do crédito na diária, optei pelo quarto mais caro, com vista da piscina.

      O lado bom de ficar hospedada no aeroporto é a comodidade. Tem um elevador no embarque e no desembarque que deixa numa passarela no segundo andar que sai dentro do hotel. É a mesma passarela utilizada para ir para a estação de trem Don Muang. O hotel oferece transfer nos sábados e domingos para as estações Morchit Station (BTS) e Chatuchak (MRT). Durante a semana tem um transfer pro shopping mais próximo, às 17h. Infelizmente só vi a informação após o horário.

      Fui caminhando com o piloto da Airasia em direção ao hotel. Perguntei o que tinha para fazer por perto. Disse-me que saía apenas para comer frutos do mar num restaurante nas redondezas.

      Encontrei com uma brasileira, no aeroporto de Mandalay, que fazia uma viagem de volta ao mundo e já estava há 6 meses na estrada. Também voaria no dia seguinte naquele aeroporto. Até cogitei deixá-la se hospedar comigo, pois o quarto era duplo, como a maioria (viajar sozinha é pagar o dobro). Havia reservado (sem efetuar o pagamento) um hostel por 5 dólares. No fim, desisti de ser legal para ficar à vontade.

      Caminhei pela passarela, desci a escada rolante e fiz o check-in. Seguindo o costume da Tailândia, precisei fazer depósito. Fiz câmbio, pois li no site que o valor cobrado era 1.000 baht (100 reais), mas o recepcionista pediu o cartão de crédito. Optei por não solicitar o café da manhã, que custava 400 baht (valor acima da média da maioria dos hotéis). Recebi o cartão para abrir a porta, a senha do Wi-fi e a indicação de como chegar ao meu quarto, localizado no 2º andar.

      Basta encontrar a placa no aeroporto

      Entrei no enorme quarto, corri e me joguei na cama. Posso dizer que foi a melhor cama que já dormi em toda a minha vida. O hotel não é novo, não tem banheira, mas era bastante confortável. Tinha a chaleira elétrica para fazer café, mas sem sachê. A água grátis ficava no banheiro, numa garrafa de vidro. As garrafas do frigobar eram pagas.



      Li que existia uma “7 eleven” (loja que vende um pouco de tudo) no aeroporto, que é um sonho, pois as comidas no aeroporto são bastante caras. Um café da manhã no McDonald’s´s me custou quase trinta reais no dia que fui para Myanmar. Andei pelo hall do aeroporto e não encontrei a loja, de repente, vi uma placa, informando que ficava no portão 8, no terceiro andar. Saí, pois está localizada do lado de fora, e lá estava “The magic box”. Comprei sachês de café, sanduíche, iogurte, yakult, refrigerante (que não costumo beber) e balas.



      Depois do lanche, folheando o catálogo de serviços, descobri um transfer gratuito às 17h para o shopping, todavia, tinha passado alguns minutos. A piscina ficava aberta até tarde, mas fui consumida pela preguiça. Coloquei meu roupão e aproveitei minha noite de rainha.




      No dia seguinte, acordei cedo, tomei meu café da manhã e fui para a piscina. Meu voo teve o horário alterado e só sairia às 15h. Queria ir ao Moca, museu de arte contemporânea, que aparentemente ficava a 2 estações de trem. Perguntei na recepção do hotel e ninguém soube informar.







      O Moca já era uma decepção da viagem anterior a Bangkok, pois peguei o skytrain, desci na estação final, já passava das 17h, e me disseram que precisaria pegar um táxi, como o museu fechava às 18h, acabei desistindo.

      Seguindo meu instinto, fui para a estação de trem. Olhei a placa com a informação sobre os destinos. Descobri que ali passava o trem vindo do subúrbio mesmo, mas também os trens de viagens confortáveis, que usam para ir a Chiang Mai, por exemplo.

      Estação Don Muang vista da passarela que conecta o hotel ao aeroporto


       

      O hotel Amari visto da estação de trem Don Muang

      Fui até a bilheteria e mostrei que queria ir a Bang Khen. Quando respondeu “2 baht” (20 centavos de Real), não acreditei. Observei que era o trem  que os trabalhadores do subúrbio de Bangkok pegam. Não é skytrain ou o metrô do centro. Descobri que em Lak si, a estação seguinte do aeroporto, tem um shopping e um grande templo.




      Cheguei na estação Bang Khen e não achava a saída. Depois olhei que ao lado dos trilhos estava escrito “out”. Chegando na saída, o trânsito não para. A faixa de pedestre não tem qualquer função. O policial parou tudo e veio me buscar. Na ida e na volta! Não tinha caminho pra pedestre até o museu, embora fique a 400m da estação. O policial disse pra eu ir no canto da estrada. Cheguei cheia de lama porque aquela área está em obra. Foi uma aventura. Carros buzinavam, os trabalhadores da obra olhavam. Um sufoco.


      Literalmente coberta de lama, caminhei até a entrada do museu, que acabara de abrir, às 10h. A entrada é cara para os padrões do país: 250 baht (25 reais). Ressalto a educação e gentileza de todos do museu, que estava praticamente vazio. O segurança tirou minha foto na entrada. 

      Causa estranheza o museu ser considerado “de arte contemporânea”, pois o acervo tem muita pintura tradicional e esculturas de bronze. Todos os trabalhos são recentes, logo, contemporâneos, mas estão distantes da “arte contemporânea” como período da História da Arte. Apesar da crítica, o ambiente é lindo e merece ser visitado. 

       


      São 5 andares. No segundo andar tem arte contemporânea Thai, com diferentes temas, de Budismo a questões sociais. No terceiro andar estão as obras que lidam com a imaginação e questões fantásticas. O quarto andar dispõe muitos trabalhos do artista e filósofo Thai Thawan Duchanee. No quinto andar encontramos arte internacional, do Vietnã, China, Malásia, Japão, etc. No térreo encontramos 4 salas de exibição, além do café e da lojinha.





      Admito que precisaria de umas 3 horas para percorrer todas as salas com tranquilidade, mas não tinha esse tempo, pois meu check-out deveria acontecer até 12h. No fim da visita, peguei uma água no café (gratuita) e comprei um lindo postal de madeira, um marcador de livros e lápis na lojinha (não resisto, pois amo lojas de museus!).

      O café do museu

      A volta do museu foi mais tranquila, mas esperei por 1h hora o trem passar! O problema dessa linha é a frequência. Não tinha um turista. Levei 7 minutos para chegar na estação Don Muang. Atrasei 25 minutos para fazer o check-out. Fui pro aeroporto com lama até os joelhos! 



       

      1 dia em Mandalay

      Voei de Bangkok para Mandalay com o intuito de visitar Bagan, mas fui direto do aeroporto para o escritório da “OK Express”, van (chamam de minibus) que faz o trajeto entre as duas cidades. No retorno, reservei um dia para visitar a segunda maior cidade de Myanmar.

      Amarapura


      Kuthodaw Pagoda

      Saí de Bagan por volta das 09:30h. O percurso foi realizado no tempo previsto (ao contrário da viagem de ida), levando cerca de quatro horas e meia para chegar no destino – a viagem também foi um pouco mais agradável. No caminho, mirando pela janela, muitas vezes um templo surgia no meio do nada.
      Um muro com cabeças no caminho…

      O minibus fez uma parada num local sem qualquer higiene (como mencionado anteriormente em outro post) mas, não resisti e tive que ir ao banheiro (uma simples cabana de madeira com um buraco no chão).
      Pela primeira vez reservei um hotel com milhas pelo site da Smiles. Fiquei receosa, mas tinha milhas expirando e resolvi arriscar. Não obtive a melhor cotação, já que saiu por 6 mil milhas. Optei pelo “Hotel A1“. Posso dizer que o staff era cordial, atencioso e prestativo. Assim que a van chegou, um rapaz correu para pegar a minha mala. Fiz o check-in e estava tudo correto. 

      O segurança do hotel foi me levar até o quarto, localizado no andar. O senhor era tão dedicado, me apresentou todos os itens dispostos no ambiente. Abriu o cofre, me mostrou que tinha café e cafeteira, ligou a tv e o ar-condicionado. Tudo o que não encontrei no hotel de Bagan estava presente em Mandalay. Senti-me em casa.
      Joguei-me na cama e lá permaneci por alguns minutos. Olhei pela janela e vi as ruas empoeiradas, mas que precisavam ser exploradas. Abri a mala, peguei uma roupa e fui tomar meu banho.
      Fiz uma lista com os pontos turísticos que poderia visitar: Mahamuni Buddha Temple, Mandalay Hill, Kuthodaw Pagoda, Palácio Real e Amarapura. Dirigi meus olhos para o relógio, que marcava quase 15h. Estava sem comer, mas tinha que tomar uma decisão sobre minha locomoção. Desci e perguntei na recepção. O hotel disponibiliza gratuitamente bicicletas para os hóspedes, mas nada fica perto em Mandalay. Talvez seja possível visitar o Palácio Real. Ela me deu duas opções: carro com motorista ou mototáxi. Fiquei com a segunda opção e desembolsei 18.000 kyats, que é bastante dinheiro naquele país.

      Provavelmente com esse valor teria o motoqueiro o dia inteiro a minha disposição, mas não tinha muito tempo até escurecer. É praticamente impossível alugar uma e-bike para dirigir na cidade, seria um suicídio, pois o movimento é intenso, só comparável com Hanói. O transporte público é raro ou inexistente, logo, todos os moradores usam motocicletas ou bicicletas, além dos carros.

      Combinamos três lugares: Kuthodaw Pagoda, Mandalay Hill e Amarapura. Subi na garupa e lá fomos nós. O trânsito é insano e não parece ter regras. Levamos uns trinta minutos até Kuthodaw Pagoda. Indicou-me onde ficava a entrada e disse que me esperaria.

      A Kuthodaw Pagoda é uma estupa que contém o maior livro do mundo e fica situada a 274 metros de Mandalay Hill. Tem cerca de 57 metros de altura e foi realizada no mesmo estilo da Shwezigon Pagoda, que fica em Bagan. O lugar estava vazio, mas encontrei um casal de turistas que tirou uma foto para mim.  
      Consta que, após a ocupação britânica, as tropas foram alojadas nos templos e pagodes, que ficaram foram do alcance do público geral. Os birmaneses não tinham mais acesso aos locais religiosos. Após o apelo à rainha, que foi questionada sobre a promessa de respeitar a crenças dos súditos, o exército deixou os locais de culto, todavia, todas as peças em ouro, prata, diamante, pedras preciosas e até os azulejos de mármore italiano foram saqueados.

       




      A próxima parada foi em Mandalay Hill. Confesso que o lugar não me deixou muito confortável. Logo na entrada uma moça disse que para pegar meus chinelos de volta teria que pagar. Acredito que seja uma espécie de golpe, pois se soubesse teria colocado o calçado dentro da bolsa antes de entrar.
      A cidade foi nomeada “Mandalay” em razão do monte que tem 240 metros. O sítio tem diversos templos e pagodes e é local de peregrinação de budistas birmaneses. Tinha visto fotos lindas e coloridas de Sutaungpyae Paya, mas não subi até o topo. Além do estresse na entrada, o caminho era escuro, muito sujo, tinha vendedores insistentes e, para piorar, encontrei cães raivosos no local – o meu maior medo é de cachorro (fator decisivo para  retornar no meio do caminho). Enquanto subia, encontrei dois turistas e apenas um enquanto descia. Quando contratei o mototáxi, a atendente da recepção perguntou se ia querer que subisse comigo (provavelmente o preço seria outro) e informei que não, mas talvez fosse uma boa opção.


      A última parada foi em Amarapura (significa “cidade da imortalidade”), que, apesar da simplicidade, foi o meu local preferido visitado naquele dia. É um distrito localizado a 11 km ao sul de Mandalay, que já foi capital do país em dois períodos. No caminho, vi um cenário de pobreza, mas ao mesmo tempo exótico e com pessoas felizes. 

      Algumas partes do ponte são móveis para que todos os tipos de embarcações possa passar. Medo!
      O tempo começou a fechar no percurso e torcia para que não chovesse, pois não tinha levado guarda-chuva ou qualquer proteção para celular e câmera. Assim que chegamos, o motorista indicou o bar em que aguardaria. 

      O melhor restaurante da região

      Percorri uma rua repleta de lojas até chegar no início da longa ponte de madeira, conhecida como “U Bein Bridge“, que fica sobre o lago Taungthaman. Tem 1,2 quilômetro de extensão e foi construída em 1.850. Talvez seja a ponte de madeira mais antiga do mundo! O turismo é uma grande fonte de renda para os moradores locais. Não adquiri nada, pois vendiam melancias, colares feitos com os caroços da melancia.

      Artesanato

      De repente, a chuva começou a cair com intensidade e fui obrigada a correr até um dos abrigos sobre a ponte. Muitas pessoas estavam aglomeradas, aguardando a estiagem. Os turistas eram em grande maioria orientais, além dos próprios birmaneses.
      Aguardando a chuva passar


      Esperei por mais de 30 minutos e já estava perdendo a esperança quando o sol começou a aparecer e a chuva cessou completamente. Comecei a caminhar pela ponte, mas não fui até o final, pois queria retornar antes do anoitecer. O fluxo de pessoas voltou ao normal. 
      Ele pediu para tirar foto comigo

      Uma mãe orgulhosa do seu filho monge
       
      Cheguei no hotel por volta das 18:30. Subi para o quarto, mas um fato não poderia ser esquecido: minha última refeição foi o café da manhã ainda em Bagan por volta das 6h da manhã! Tomei um banho e verifiquei minhas opções. Vi o cardápio do restaurante do hotel, bem como localizei, no google, um shopping.

      A foto não está boa porque a janela estava suja, mas é uma barraca na frente do hotel com muitos locais jantando. Observei que os donos dormem ali mesmo com um bebê que deve ter 1 ano.

      Desci até a recepção e perguntei se poderiam levar um sanduíche no quarto. A recepcionista disse que não tinham serviço de quarto, só poderia comer no restaurante. Comparando com Bagan, os preços eram mais caros e estava em dólar. Perguntei pelo shopping e não compreenderam. O jovem rapaz questionou “O que você quer fazer?”. Informei que precisava comer. Disse que encontraria refeições no mercado noturno que ficava próximo ao hotel.

      Início do mercado noturno
      Falou para virar no próximo quarteirão e depois andar mais quatro ao lado direito. Isso já devia ser umas 20h. Mandalay também não tem iluminação pública. As lojas são iluminadas, mas andei boa parte no breu, pois o comércio estava fechando. Aparentemente é bem seguro. O mercado noturno era uma feirinha, mas muito aquém das que já visitei no Sudeste Asiático. Muitas roupas e calçados simples. Rogava por uma fruta. Já estive na Tailândia por duas vezes e sento na rua para apreciar os pratos, mas foi impossível em Myanmar. Parece comum comerem um porco inteiro que é fatiado e regado com um molho, acompanhado por ovos. Todos sentam próximo da barraca. O cheiro era insuportável.

      Quase desmaiando, caminhei de volta para o hotel. Vi uma loja e entrei, mas só tinha doce. A vendedora foi muito simpática. Consegui um bolinho de laranja e uma Fanta (apelei pro refrigerante). Foi a noite mais triste da minha vida, mesmo com dinheiro fui obrigada a dormir com fome. Vi que tinha um bistrô, mas ficavam a 20 km de onde estava e era bastante caro. Em Mandalay não tem McDonald´s, Burguer King, Pizza Hut, Subway, um tio que vende dogão. Não tem.

      Meu voo de volta para Bangkok partiria às 12:45h. Pedi na recepção para agendarem um táxi compartilhado (em geral só colocam no site o táxi comum por 15 mil kips). Custou 5 mil kips, mil a mais pelo serviço prestado, pois custa 4 mil. Marcou às 9h na recepção.

      Acordei cedo e subi para o terraço com o intuito de tomar o café da manhã, mas não era dos melhores. Apesar da fome que estava sentido, só comi uma torrada com café e um refresco. Desci e fiquei na frente do hotel para apreciar o caos. Tinha uma escola na esquina e o trânsito de motos e bicicletas era abundante. Monges. Mulheres com flores. Caminhonetes lotadas de pessoas.
      Por volta das 9:30 o ônibus chegou para me buscar. O senhor, que me apresentou o quarto, pegou minha mala e colocou no interior do automóvel. Dei 1 mil kips e ofereceu um largo sorriso. 1 dólar apenas! O ônibus é mais confortável que a van e tem lugar individual. O aeroporto fica a 35 km do centro e leva quase 1 hora. No caminho, um chinês ficou desesperado, pois esqueceu o relógio no hostel.
      Ocorreu um fato curioso no aeroporto: antes de embarcar, percebi que tinha quase 3 mil kips no bolso. Fui ao banheiro e quis dar para a faxineira, mas ela não aceitou. Talvez por estar na porta e ter câmeras no aeroporto.   
      Para finalizar, Mandalay é uma cidade caótica e empoeirada, mas serve de base para muitos turistas que seguem para dois grandes destinos do país: Inle Lake e Bagan. Não é um lugar imperdível, mas pode ser apreciado. Deve ser interessante contratar um passeio para lugares não turísticos e vivenciar o dia a dia dos birmaneses.

      5 pessoas sobre uma única moto!



      Crie um site como este com o WordPress.com
      Comece agora