Malta e a Popeye Village

O terceiro dia em Malta foi dedicado a conhecer a Popeye Village, cenário do filme “Popeye”, de 1980, dirigido por Robert Altman, com Robin Williams no papel principal, que hoje é um parque em Anchor Bay. A construção da vila de 19 prédios, que é real e toda em madeira, durou sete meses.


O google maps mostrou que teríamos que pegar dois ônibus para chegar no local. Pegamos o 41 até o centro de Mellieha e ficamos esperando por mais de 1 hora pelo ônibus 101, o único que deixa no local, mas o transporte não apareceu. Vários brasileiros passaram pelo ponto e decidiram ir a pé. Fomos informados que os ônibus não passariam ali naquele dia, pois o Primeiro Ministro Joseph Muscat, do partido dos trabalhadores, tinha vencido as eleições. 


O que não tem remédio, remediado está, pois teríamos que andar até o parque. Ainda em Mellieha, decidimos entrar na igreja Parish Church of Mellieha, que estava cheia em razão da celebração de um casamento. Aproveitei para fotografar, dos noivos aos pais da noiva. A igreja foi mencionada como uma das dez paróquias existentes em um documento datado de 1436, mas depois deixou de ser visitada pelo medo dos invasores. Foi reconstruída em 1867.

Com os pais da noiva


Com muito pesar, começamos o percurso de 2,9 km até a Popeye Village num caminho que não foi pensado para pedestres. No último quilômetro não tinha nem acostamento e quando passava um carro tínhamos que nos agarrar nos muros para não morrer na estrada. Para piorar, o sol estava escaldante. 


A igreja foi ficando pra trás

Um longo caminho
A maioria das pessoas apenas passam em Anchor Bay e tiram foto na frente do parque, mas não entram, não sei se por economia de tempo ou de euro.


Assim que chegamos, tiramos as fotos com o cenário atrás, em seguida, corremos para a bilheteria, que estava vazia. O ingresso custou 10,50 euros e dava direito a um shot de uma bebida alcoólica, um passeio de barco e um postal.



O parque/museu é composto por suvenir shopping, bilheteria, banheiros, popeye comic museum, casa da Olívia, padaria, restaurante, etc, como demonstrado no mapa do complexo:


O local é incrível, mas merecia um pouco mais de cuidado, pois parece estar abandonado. As casas estão desabando, teias de aranha por todas as partes, lugares oferecendo risco, cheio de mofo nos ambientes fechados. Parece falta de visão do empresário, pois tinha tudo para ser um dos grandes parques do mundo, pois a paisagem é linda. 




No fim do parque tem a “pool deck area” com duas piscinas e espreguiçadeiras espalhadas. Troquei de roupa e entrei da piscina, que é improvisada, depois fiquei deitada numa cama. Tem alguns brinquedos para crianças e algumas pessoas passam o dia ali.


Confesso que me emocionei com os personagens, pois assistia o desenho e adorava o Popeye – minha mãe tentava me persuadir a comer espinafre para ficar forte. 

Popeye, eu, Olívia e vovô

 


Meu amigo queria ir embora, então troquei de roupa e quando vi o horário do próximo barco, que dá uma volta em Anchor Bay e está incluído no ingresso, percebi que seria no mesmo horário do próximo ônibus, que passa a cada hora. Queria muito andar no barco, mas meu amigo queria ir embora. Depois caminhei até a “praia” que tem dentro do parque e vi que os brinquedos aquáticos faziam parte do pacote e muitas crianças se divertiam, mas já estava arrumada pra ir embora. 


A água tinha bastante lixo, mas também tinha peixes.
Assim que o transporte chegou (o ponto fica na porta do parque), entramos e não sabíamos onde descer, pois o dia estava conturbado, como relatado no início do post. Quando chegou na praia de Mellieha, vi que todos desceram, no entanto, meu amigo queria permanecer no ônibus, mas segui meus instintos e fui perguntar ao motorista, que informou que ali era o final. Passava uma condução que nos deixaria no “nosso bairro”.
O lindo mar em Mellieha

Conhecendo a Blue Lagoon em Comino

Além de Malta, existem outras duas ilhas habitadas, Comino e Gozo, que pertencem ao mesmo arquipélago. A ilha de Comino fica localizada entre as ilhas supracitadas e mede aproximadamente 2 km. Sua única atração é a estonteante “Blue Lagoon” ou lagoa azul.




Li previamente que a praia ficava abarrotada em dias ensolarados. Acordei às 8h tomei banho e café. Às 9h estava no ponto de Pembroke, que fica a uns 5 minutos caminhando do apartamento em Swieqi. Pegamos o X1 (ônibus que faz a rota do aeroporto), pois desceríamos no ponto final em Cirkewwa. Ressalto que o ponto estava cheio de turistas com roupas de banho e tinham o mesmo objetivo. As linhas, rotas e horários podem ser consultados aqui: https://www.publictransport.com.mt/en/timetables

Exatamente às 10 horas chegamos no ponto final e nos deparamos com uma placa que indicava onde encontraríamos o escritório dos “ferries” para Comino. Compramos o ticket de ida e volta por 10 euros, que saia a cada 1 hora e fazia o percurso inverso a cada 30 minutos.


O barco era bem pequeno e o piloto bastante rude, dizendo que todos deveriam ficar bem próximos para sair lotado. Eu, que não sei nadar, suei quando o barco começou a navegar, pois voava sobre o mar. 

A chegada é impactante, pois nos deparamos com um tom de azul maravilhoso. Caminhamos para ver o que a ilha tinha a oferecer e concluímos que a praia praticamente não tem faixa de areia. A pequena extensão de areia estava coberta por cadeiras e o custo era de 20 euros por pessoa, em média. De repente, observei que tinha um espaço sobre uma pedra ainda na areia e coloquei minha toalha – me considerei sortuda. 

Percebi que as pessoas deixavam os pertences na cadeira/toalha e iam pro mar sem preocupação, mas não quis arriscar. Eu e meu amigo alternávamos a ida até a água. Ele queria colocar o celular e roupa num locker que cobrava cerca de 10 euros. Depois de horas no sol, decidi comprar um lanche (existem apenas 3 barracas que vendem lanches) e escolhi um hambúrguer com batatas fritas com um chá gelado por 7 euros – preço bem razoável para um lugar tão isolado. 
As lanchonetes
Ao olhar para a praia, do alto, me assustei com a quantidade de pessoas! Já passava de 13h e o local tinha lotação máxima! Ao retornar, meu amigo atravessou a “lagoa azul” nadando e voltou completamente vermelho, pois não levou protetor solar. 


O retorno é bem conturbado. Observamos que existem tíquetes de várias cores e cada um volta com o seu barco. Tinha vermelho, azul, laranja. Fora que ninguém respeita a fila, tanto que no barco que eu viria um casal furou a fila e entrou sem cerimônia. Fiquei bem estressada, pois não queria aguardar por mais 30 minutos. O piloto retorna por outra rota num ritmo mais lento para que as pessoas apreciem a paisagem.





Após voltar da “Blue Lagoon”, fomos ao apartamento para tomar banho e depois pegamos o ônibus até Sliema e voltamos andando pela orla até St. Julian. O dia estava ensolarado e muitas pessoas passeavam naqueles bairros. É uma boa oportunidade para apreciar os barcos com olhos (luzzus) que navegam em Malta. 


Decidimos pesquisar um restaurante para comer em St. Julian e entramos no “The Avenue“, que tem vários estabelecimentos – um ao lado do outro. Entramos na fila para conseguirmos uma mesa e esperamos por mais de trinta minutos. O lugar tem um bom custo-benefício. Pedimos bruschettas de entrada e uma pizza, que dividimos, além de um copo de vinho.




Após o lanche, caminhamos para ver a noite em Paceville, que tem muitos pubs. Já passava das 23h e seguimos para o ponto de ônibus. Falei para aguardamos o mesmo ônibus que nos trouxe, no entanto, meu amigo insistiu que o ônibus que estava chegando no ponto nos deixaria em Swieqi, bairro em que estávamos hospedados. Contrariada, entrei. Quando vimos, não passou no bairro que estávamos (se fôssemos andando levaria 10 minutos). Só descemos em Mellieha e bateu um desespero, pois não conseguíamos encontrar wi-fi para pesquisar sobre o transporte público. Na placa tinha a indicação de um ônibus noturno que passaria às 2h da manhã, mas meu amigo ficou desesperado. Admito minha revolta, pois sou metódica e queria ter pego o outro ônibus – que com certeza passava perto do apartamento. Perguntei num restaurante sobre o táxi e disse que encontraríamos no início da rua. Chegando lá, o dono do estabelecimento de locação de carros falou que dava 35 euros a corrida. Disse que não ia pagar, mas meu amigo disse que não se importava com o valor, pois não dormiria na rua. 

O primeiro dia em Malta

Elaboro um roteiro completo e checo se todos os transportes estão disponíveis, além do preço do deslocamento. Realizo a pesquisa de passagem no site skyscanner.com.br, que mostra uma tabela comparativa de preços e horários. Observei que só tinha um voo de Riga para Malta no dia 1/6, não havia no dia anterior ou posterior. Comprei a passagem no site da AirBaltic, companhia letã com sede em Riga, que alimenta os países bálticos. O voo não foi tão barato, custou 130 euros, mas no fim não pesou no orçamento, já que gastei nos trechos Rio-Madri-São Petersburgo-Tallinn-Riga-Malta-Madri-Rio a bagatela de R$2.985,92! Às 18 horas fizemos o check-in e tivemos que esperar por longas horas. Para piorar, o voo teve um atraso considerável. 



Tive dificuldade para encontrar hospedagem em Malta. Não tinha um hotel de rede como Ibis e os preços eram bem elevados. No início da pesquisa tinha visto bons apartamentos no Airbnb, mas quando decidi reservar, as opções com preços razoáveis e bem localizadas eram inexistentes. Os lugares mais indicados para se hospedar são St. Julian e Sliema em razão da proximidade com lojas, restaurantes, bares. Acabei optando pelo bairro de Swieqi (a pronúncia é “suigui”).

Não encontrei qualquer indicação daquele bairro, mas havia a informação que ficava a 10 minutos caminhando de Paceville, que fica ao lado de St. Julian. O apartamento escolhido tinha um quarto, ar-condicionado, cozinha, banheiro, sofá-cama na sala. Não cobrava taxa de energia elétrica “por fora” (vi muitos anúncios que cobravam um “cartão adicional” para usar o ar ou taxa de internet). O anfitrião Jeremy respondeu minhas perguntas em poucos minutos e ficou em comunicação via whatsapp até a data da hospedagem. Chegaríamos por volta das 1:30 do dia 2/06, mas paguei, por óbvio, a diária do dia 01/06. Então foram 6 diárias, que ficou em R$636 (dividi com um amigo, logo, 318 reais para cada). Perguntei se tinha transfer e informou que podia mandar um carro por 18 euros. Assim que chegamos no aeroporto procuramos a placa e o carro do italiano Antonio, que nos aguardaria no estacionamento e mostraria o apartamento. O prédio tinha 3 andares e ficava no fim de uma rua sem saída. Antonio mostrou a senha do wi-fi, os botões para ligar o aquecedor do chuveiro, a cozinha. No fim, constatamos que não tínhamos nada para comer ou beber e não havia sinal de algum estabelecimento aberto. 


No dia seguinte, fomos procurar algum mercado para abastecer a geladeira e tivemos uma grata surpresa, pois o “Greens Supermarket” ficava a poucos metros. O supermercado tem dois andares e vende tudo, mas não é barato, talvez porque tudo seja importado, já que a terra é bem árida e a ilha é relativamente pequena. Comprei pães, pasta de tomate seco e azeitona, iogurte, cappuccino, etc. O bairro é basicamente residencial com grandes casas cor de areia, muitos carros estacionados. No mercado, que fui quase todos os dias, vi brasileiros, que devem estudar na região.

Malta atualmente é o paraíso do intercâmbio para os brasileiros, que encontrei em grande número. Estavam em todos os lugares e quase sempre em grandes grupos. O país tem dois idiomas oficiais simultaneamente, o inglês e o maltês. Pela pesquisa realizada, os preços dos cursos de inglês são bem convidativos, além do clima ótimo que a ilha tem.

Outra informação interessante é a proximidade com a Tunísia (288 km), no Norte da África, e com a Sicília (93 km), na Itália, tanto que tem ferry que faz a travessia em aproximadamente 2 horas. A ilha é um dos menores países da Europa com apenas 316 km, mas não pense que 5 dias inteiros foram suficientes para conhecê-la completamente – de transporte público.

Malta tem Valeta como capital, mas é menor que qualquer bairro do Rio de Janeiro. E ainda, existem outras duas ilhas habitadas, Comino e Gozo, que pertencem ao mesmo arquipélago.

O próximo passo foi encontrar um ponto de venda do passe de transporte público válido por 7 dias, que custava 21 euros. Entrei no site oficial (https://www.publictransport.com.mt/en/order-explore-card) e procurei o local mais próximo – não tinha nenhum em Swieqi. Abrimos o “google maps” e caminhamos até o curso EC Malta, em St. Julian. Ao chegar no curso de inglês, perguntei sobre o cartão. Na recepção queriam saber se era aluna, disse que era turista e consegui adquirir o passe.

Outra possibilidade é alugar um carro para chegar nos destinos mais distantes. Na época, encontrei automóvel automático por 38 euros a diária na http://www.rentalcars.com

Transporte ilimitado

Praticamente na porta do curso, pegamos o ônibus com sentido a Valeta. O “google maps” ajuda muito, pois indica os ônibus disponíveis, mostra as paradas. Existem duas rodoviárias próximas à capital, mas ali é o bairro de Floriana. Aproveitei para tirar foto diante da St. Publius Parish Church. São Públio foi um dos primeiros malteses a serem convertidos ao cristianismo por São Paulo durante sua permanência em Malta no ano 60 d.C. É um dos santos padroeiros do país. A igreja foi construída em 1733, mas passou por várias transformações com o passar do tempo. 


Valeta é considerada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. Sua história está intrinsecamente ligada à Ordem Militar de São João, que fundou a cidade em 1566 e manteve-a por dois séculos e meio. O país já foi governado por fenícios, gregos, romanos, bizantinos, árabes. A cidade é fortificada e localizada em uma península montanhosa entre dois portos naturais do Mediterrâneo.

A capital maltesa estava abarrotada. Caminhamos um pouco para admirar a arquitetura local repleta de prédios com balcões coloridos. De repente, eu, que não costumo beber refrigerante, comprei um “sprite”. O que aconteceu? Enquanto fotografava entornou na minha bolsa e me molhou inteira. Disse ao meu amigo que voltaria ao apartamento para trocar de roupa, que poderia ficar e me encontrar mais tarde, mas não quis. Depois fechou a cara… 


Naquele dia tinha colocado no roteiro uma visita a “Mdina”. E, por incrível que pareça, não conseguimos visitar um dos cenários de “Game of Thrones” nos dias subsequentes (nunca assisti a série, mas vejo que tem uma legião de seguidores). 

Os ônibus funcionam em Malta, mas muitas vezes demoram muito tempo (no ponto encontramos o horário), pois o intervalo é de 20/30 minutos. Algumas vezes não param no ponto. E quase sempre está lotado. E ainda, o trânsito é caótico! De Valeta a Swieqi levei mais de 1 hora! 

Igreja de São Francisco de Assis em Valeta

 


Riga (3ª parte)

Depois de visitarmos cada ponto de Old Town, retornamos ao hotel para verificar a exata localização do bairro de Art Nouveau em Riga. A rua com a maior concentração de prédios é Alberta, que tem construções magníficas. Oito prédios foram reconhecidos como monumentos arquitetônicos. 


O primeiro “susto” é constatar que Riga é uma cidade grande! A maioria dos blogs que li antes da viagem só mostrava a Cidade Antiga (Old Town). Assim que saímos começou a chover torrencialmente. Estava com o guarda-chuva, mas não o suficiente para me abrigar. Aguardamos por algum momento no belo prédio da Academia de Artes da Letônia, que fica localizado no “Parque Esplanade”.

Academia de Artes da Letônia e a escultura da Vênus de Willendorf
Andamos quase 2 quilômetros até o epicentro da Art Nouveau. 


Art Nouveau (nova arte) foi um estilo internacional de arte que se manifestou também da arquitetura, design e artes decorativas. Ficou popular entre 1890 e 1910 e se inspirava nas formas da natureza, nas linhas curvas das flores e plantas.



No retorno, passamos na frente da maior igreja ortodoxa em Riga, a Riga Nativity of Christ Cathedral, que na era soviética resistiu como planetário e restaurante. Hoje em dia os cultos ocorrem regularmente. Fica no Parque Esplanade e foi construída em 1876.


Posteriormente, caminhamos em direção ao Monumento da Liberdade: “The freedom monument“. A escultura de granito mede 42,7 metros e representa o Estado Letão, a unidade nacional, a independência e a liberdade. Foi financiado inteiramente por doação de moradores e construído como memorial para aqueles que morreram pela independência do país. No topo do obelisco tem uma mulher com três estrelas sobre a cabeça, que são províncias históricas da Letônia e a unidade nacional.





Caminhamos pelo Kronvalda Parks, que é organizado, limpo, com pedalinho, ponte com cadeados do amor, esculturas. Pena que o tempo ainda estava chuvoso. 

Como contado no primeiro post, comemos nos três dias no mesmo restaurante, o Folkklubs Ala Pagrabs. Em razão do frio, cheguei e pedi um vinho quente, que é temperado com anis-estrelado, laranja e canela. De entrada teve um delicioso pão preto com alho frito (Latvian garlic bread por 2 euros)! Meu prato principal foi “seasonal sauté pan” (5,90 euros), embora não costume comer carne, fiz a opção por essa panela de batatas, carne, cenoura, cogumelos, repolho coberto com queijo gratinado e servido com um pão fresco de alho. Comida deliciosa!


No último dia, tomamos café da manhã e fizemos o check-out por volta das 11 horas. O hotel ficou com nossa bagagem, pois o voo para Malta sairia apenas às 22:50, ou seja, teríamos praticamente o dia inteiro em Riga. A primeira coisa que fizemos na rua foi verificar onde ficava o ponto de ônibus ou van para o aeroporto. Tinha a opção de táxi, que no hotel custava 17 euros. 


Bem perto dali ficava o Mercado Central de Riga, que é um mundo. É o maior mercado da Europa! Foi construído em antigos hangares para Zeppelin entre 1924 e 1930. São cinco galpões com mais de 3 mil estandes. Os pavilhões tinham 20,5 m de altura e 35 m de largura. 6 milhões de tijolos, 2.460 toneladas de ferro e 60 mil barris de cimento foram utilizados para essas poderosas construções. Alguns elementos de arquitetura Art Nouveau, bem como efeitos neoclássicos de pré-guerra foram utilizados no projeto de mercado. Os elementos art-déco são usados ​​em algumas fachadas. Como era o melhor e maior da Europa, o local se tornou um ponto turístico. Era visitado por estadistas e se tornou uma excursão popular para estrangeiros.

  


Em 1949, o mercado central foi renomeado para mercado central de Kolkhoz. A imprensa soviética o elogiou como o melhor mercado da União Soviética. Em 1997, o mercado foi incluído na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO junto com Old Riga


Você pensa que acabou? Do lado de fora tem uma feira que deve ser maior que o mercado. Encontramos peixes, carnes, condimentos, roupas, bolsas, flores, frutas, vegetais. Tudo o que podemos imaginar. Meu amigo aproveitou para comprar uma mochila. Sou louca por frutas e comprei meio quilo de morango por 80 centavos de euro! Pra pedir meio quilo mostrei a mão e dividi com a outra. A vendedora, que não falava inglês, entendeu. 


Saímos do mercado e decidimos passar o tempo no Kronvalda Parks. Descobrimos que tinha wi-fi grátis na frente do prédio Latvian National Opera. Sentamos no banquinho da praça e aproveitamos o sol.


Na hora do almoço, seguimos para o restaurante Folkklubs Ala Pagrabs. Dessa vez pedi a sopa do dia, que era de abóbora (1,50 euros). Meu amigo exclamou “Não acredito que vai almoçar com menos de 5 reais!”, mas depois pedi uma porção de batata frita que vem com um molho delicioso (2 euros) e um vinho quente.


Ao terminarmos a refeição, o relógio já marcava 16:40, então fomos ao hotel pegar as malas. Meu amigo queria ir de táxi, mas insisti que seria fácil seguir pro aeroporto de transporte público (apesar da calçada com paralelepípedos), pois já sabíamos o caminho. Chegando no ponto, cismou que o ponto era o que ficava no sentido contrário, pois estava no “google maps”. Disse pra ele que sabia ler (rolou um estresse) e no ponto dizia que passava o ônibus pro aeroporto. Podia pegar o ônibus 22 ou a van 222. Em poucos minutos apareceu a van, que é um mini-ônibus. Perguntei ao motorista, que confirmou o destino. Havia uma escada na porta, mas foi possível entrar com a mala. Dentro tinha bastante espaço para acomodar a bagagem. O percurso levou uns 30 minutos e o ponto final é no aeroporto. 

Pela primeira vez me preocupei com o peso da mala, pois minha passagem dava direito a bagagem despachada de 20 quilos e mochila com 8 quilos. Fui até um guichê sem atendente e usei a balança. Estava com 28 quilos e 800 gramas! Tiravas a peças, tentava reacomodar tudo. Meu amigo organizou as coisas dele e deu pra colocar minha calça jeans dentro da mochila (ufa!). Foram longas horas de espera num aeroporto que estava passando por obras.

Adorei Riga, queria ter conhecido melhor a cidade fora de Old Town

Riga (2ª parte)

A primeira visita que fizemos, no segundo dia em Riga, foi na Casa das cabeças pretas (house of black heads), prédio construído em 1334 na capital da Letônia. É uma construção magnífica e também residência do presidente. A casa foi destruída na Segunda Guerra Mundial, mas reconstruída em 1999.

No século 14, as guildas que uniam artesãos e comerciantes se juntaram a uma irmandade das classes mais altas que se denominavam “Blackheads”. Os membros eram jovens solteiros estrangeiros, a maioria da Alemanha. O padroeiro desses navegadores era St. Maurice (São Maurício), retratado como santo negro com armadura de cavaleiro.

Em seguida, passamos pela Praça Doma laukums, que é a maior praça da Cidade Antiga. É o coração de Riga, pois todas as atividades se concentram aqui, fluindo de sete ruas. A construção iniciou no século 19.

Catedral de Riga

A bandeira de Riga

Entramos na St. James Cathedral, que é uma igreja católica construída em 1225. Durante a Reforma Protestante virou uma igreja luterana de língua germânica. No ano seguinte passou a adotar a língua nacional (língua letã). Alguns chamam de St. Jacob, em razão da tradução do Antigo Testamento em inglês.


Tinha uma horda de turistas na frente dos prédios três irmãos (The three brothers), situados na rua Maza Pils números 17, 19 e 21. A mais antiga foi construída no século 15, a casa do meio foi edificada no século 16 no estilo maneirista holandês, por fim, uma casa barroca do século 17.

Passamos pela torre branca do Castelo de Riga, entrei em uma pequena igreja na proximidade e depois segui para ver o prédio do Parlamento.





O Parlamento

Ao chegar no Museu da Guerra (Latvian War Museum), verifiquei que a entrada era gratuita! Claro que entrei, principalmente porque queria usar o banheiro. É um enorme prédio de 4 andares (e subsolo) com um grande acervo (mais de 25 mil itens). O museu abriu para o público em 1921. É necessário ressaltar que a Letônia só conquistou a independência em 1990, portanto, teve presença russa em seu território por muitos anos, mas também houve um período de ocupação alemã.


Passe pela escultura intitulada “Ghost” até chegar na famosa “Casa dos gatos” (The Cat house). A casa, construída em 1909, é famosa por ter dois gatos esculpidos no telhado, que acabaram se tornando símbolo de Riga. 

The cat house

Circulamos pela feira de artesanato (crafts market Old Riga), mas os valores eram astronômicos, não deu para comprar nada. Muitas lojas vendem joias com âmbar báltico, que é uma resina fóssil de pinheiros.

Joias de âmbar


Durante o período de dominação alemã, os guildas eram corretores de poder. O primeiro é datado de 1934 e era lar dos comerciantes, enquanto o segundo era lar dos artesãos. Hoje a grande guilda é o lar da Orquestra Sinfônica enquanto a pequena guilda organiza conferências. As guildas eram associações que agrupavam, em alguns países da Europa, durante a Idade Média, indivíduos com interesses comuns (artistas, negociantes, artesãos…) e visava proporcionar assistência aos seus membros.

A pequena e grande guilda

No centro antigo tem uma escultura de granito vermelho que é controversa, chamada de “The latvian riflemen“, alguns dos “rifles vermelhos da Letônia” depois se tonaram guarda-costas de Lenin. Alguns vêem como símbolo do comunismo e sonham em derrubar o monumento, outros entendem que é uma homenagem aos letões que lutaram na Primeira Guerra.
The latvian riflemen

Riga, a capital da Letônia

Por volta das 9 horas já estávamos prontos. Tomamos café e chamamos o uber. A corrida deu 5 euros do hotel até a Tallinn Coach Station. Previamente compramos a passagem pra Riga no site da LuxExpress, que custou módicos 10 euros. A previsão de chegada era 14:10. Como já mencionado em outro post, a viagem de ônibus é muito mais confortável que de avião. Poltronas de couro com espaço para as pernas, tela de tv em cada assento, wi-fi, banheiro, máquina de café, água. Inclusive algumas pessoas dão prejuízo: tinha um casal na minha frente que tomou uns 5 cappuccinos cada. Considerando que custam, em média, 5 euros, a passagem saiu de graça… 

A vista da janela do hotel era da torre da St. Peter Church, que foi construída em 1209


Dessa vez não precisou fazer controle de imigração, como aconteceu entre Rússia e Estônia, além da estrada parecer um tapete de tão bem conservada, no entanto, fiquei com medo em alguns momentos, pois o motorista voava. Meu amigo estava impaciente e olhava a rota no google maps a cada segundo. Cochilei praticamente a viagem toda (e não consigo dormir em avião, mas no ônibus…), mas também apreciei a belíssima paisagem pela janela.

Primeiro fiz reserva em um hotel que tinha a diária de R$100, mas apenas após a confirmação apareceu que o banheiro era privativo, mas do lado de fora. Meu amigo faz apenas uma exigência: banheiro privativo. Por sorte, a reserva tinha o cancelamento gratuito, então reservei um mais caro, por outro lado, bem próximo do terminal rodoviário.

Assim que chegamos no Riga Bus Station pegamos as malas e tentamos nos localizar. O mapa mostrava que teríamos que caminhar uns 900 metros, mas fizemos um caminho mais longo, pois saímos pelo lado oposto que deveríamos sair. Sentimos um contraste com Tallinn, pois a rodoviária tinha inúmeros bêbados, muita gente estranha, taxistas com carros velhos. 

Não tenho problema em caminhar, ainda mais que a mala quase não pesa, mas encontramos o pior cenário na Cidade Antiga de Riga: o chão é de paralelepípedo! Primeiro nos deparamos com uma passagem subterrânea com escada, depois as rodinhas pareciam que iam quebrar a qualquer momento. Meu amigo pegou a mala dele no colo, mas não tive a mesma força. Chegamos na rua Audēju iela e cadê o hotel? Depois de andarmos de um lado pro outro percebemos que na fachada constava apenas Rixwell, não o nome completo.




Fizemos o check-in e o hotel (Rixwell Centra Hotel) era bom, localizado em Old Town, o quarto imenso (cabia dois apartamentos que fiquei em São Petersburgo), tinha banheira, wi-fi, café da manhã.Tomei banho e buscamos um restaurante próximo ao hotel com bom preço.  

  


O centro antigo de Riga é considerado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco.

Escolhemos o Folkklubs Ala Pagrabs, onde comemos os três dias, pois a comida era deliciosa e barata. O restaurante fica no subsolo e parece uma taverna medieval com mesas de madeira bruta, velas, castiçais.

A fachada

De entrada pedimos um prato de queijos típicos da Letônia com um molho de ameixa picante, pão frito e picles (3,20 euros por pessoa). Pedi “Baked jacked potato”, batata com legumes e bacon (6,20). Meu amigo pediu “Tradicional Latvian Meatballs”, almôndegas de dois tipos de carne (6,90). Pedimos sidra por 2,50 o copo (amoooo!). No restaurante tinha sempre 3 opções de quantidade: 1 copo, 1 litro ou três litros – cerveja ou sidra. 3 litros de sidra saia uns 13 euros, que é muito barato!


Resolvemos flanar pela cidade sem roteiro, pois a “Old Town” (cidade antiga) é tão pequena e veríamos tudo no dia seguinte. Assim como aconteceu em Tallinn, nesse horário não tinha quase nenhum turista na rua. Assim que o tempo esfria a maioria se recolhe em seus quartos quentinhos. 



Antes de voltarmos para o hotel paramos diante da escultura “Os músicos de Bremen“, que tem origem num conto dos Irmãos Grimm – narra história de um burro, um cão, um gato e um galo que eram maltratados por seus donos e decidem fugir para Bremen, na Alemanha, onde seriam músicos profissionais. Note que o focinho dos animais possuem coloração diferente, pois se passarmos a mão nossos sonhos vão se realizam. Eu comecei a pular pra passar a mão em todos (risos).
Os músicos de Bremen

Depois seguimos para o hotel e aproveitei longas horas na banheira, mas antes dei uma faxina…

O dia seguinte começou com o bom café da manhã do hotel que tinha até champanhe. Quem vai escolher bebida alcoólica a essa hora? Não deixei passar, mas depois aproveitei a máquina de cappuccino. Tinha um bolo de mel maravilhoso, frutas, frios, bacon, ovos…

 

Sala VIP Cibeles no Aeroporto Barajas em Madri

Desde o início de 2015, o cartão Mastercard Black está associado ao programa “Lounge Key“, que permite o ingresso em diversas salas VIP pelo mundo (mais de 500 salas). Basta acessar o site e verificar se tem alguma sala no seu terminal de embarque (alguns bancos exigem o pagamento de uma taxa de utilização).



Nosso voo sairia apenas às 23:45, então seguimos para o aeroporto na van das 20 horas (serviço gratuito do Hotel Ibis Barajas), que levou menos de 5 minutos para nos deixar na porta do Terminal 1. Depois dos trâmites legais, seguimos para a sala vip, localizada entre os portões B26 e B29 – basta seguir a placa que indica a localização das salas vip.

Um diferencial da sala Cibeles é que funciona 24 horas – não é algo comum na maioria dos aeroportos. Chegamos na recepção e nos identificamos com os cartões de crédito. Como mostrei o meu primeiro, a atendente perguntou se a entrada do meu amigo seria paga, todavia, disse que também era portador de um cartão.


A sala tem um design clean maravilhoso, além de ser bastante iluminada, mas o serviço de limpeza e reposição é um pouco precário, talvez pelo excesso de pessoas que transitam na sala. Muitos alimentos acabavam, pratos e copos ficavam por longos minutos expostos sobre as bancadas. Tudo ofertado era bom. Provei um iogurte maravilhoso (da marca Pastoret). O gaspacho também estava ótimo. Ao contrário das salas que já visitei, essa tinha duas grandes estações com bebidas, iogurtes e sanduíches, máquina de café. 



A internet era muito rápida. Tinha vários ambientes, desde poltronas com carregadores, mesas próximas das refeições e até uma sala de reuniões. Li que teria chuveiro, mas não pedi a chave, embora tivesse pensado sobre essa possibilidade, pois fiz o check-out às 10 da manhã do hotel para aproveitar as últimas horas na Europa. Eu e meu amigo bebemos bastante e quando lembramos do nosso voo, tivemos que correr esbaforidos – fomos os últimos a entrar na aeronave.



Sala Mastercard Black no Terminal 3 do Aeroporto de Guarulhos

Os clientes do cartão Mastercard Black, em viagem internacional, podem acessar à sala VIP no Terminal 3 do Aeroporto de Guarulhos. A sala possui três ambientes, wi-fi, TV, carregador de celular por usb. Funciona de 6 às 23:30h.


Moro no Rio de Janeiro, logo, são raras as oportunidade de usufruir o serviço da sala de Guarulhos, apenas quando algum voo parte daquele aeroporto. Pude conhecer na época em que estava provisoriamente na sala Proair, no terminal 2, em 2014. Gostei, mas não tinha achado nada sensacional. Já instalada no Terminal 3 de Guarulhos, pude conhecer a nova sala do Mastercard Black no fim de 2016, quando seguia para a Ásia novamente. 
Embora meu destino fosse a Europa dessa vez, o voo saindo de São Paulo ficava infinitamente mais barato que partindo do Rio. Esperaria por quase 4 horas. Dessa vez estava acompanhada por um amigo, que também era portador do cartão Mastercard Black (acompanhante paga 25 dólares, então, nem sempre é válido ter tal gasto). 
A sala continua fantástica! Despachei minhas malas no Rio, num voo da Avianca, mas seguiriam direto para Madri, meu destino final. Meu voo era Air Europa, que parte do antigo Terminal 2. Fiz o controle de imigração e segui até o terminal 3 (leva uns 15 minutos caminhando e não tem muitas indicações pelo caminho). 
Chegando no Terminal 3, segui a placa que indicava a direção das salas vip e subi a escada rolante. Fica do lado esquerdo atrás da sala da Latam, no fim do corredor. 
Cheguei no lounge por volta das 11 horas e meu voo para Espanha partiria apenas às 14 horas, longa espera amenizada pelos quitutes disponíveis. Foi interessante observar que os alimentos servidos mudaram completamente desde minha última visita. Tinha um flan com coulis de frutas vermelhas que era de comer rezando, além de sanduíches, salada de frutas, frutas, macarrão, salada de folhas, salgadinho, pão de queijo, muffin de limão, brigadeiros…



1 dia em Helsinque, a capital da Finlândia

Helsinque é a capital da Finlândia e também a maior cidade do país, que é um dos mais seguros do mundo e tem um dos melhores IDH (índice de desenvolvimento humano). Basta olhar o mapa para ver a proximidade entre Tallinn e Helsinque, cidades separadas pelo Golfo da Finlândia. A independência do país foi proclamada apenas em 6 de dezembro de 1917, logo, em 2017 será comemorado o aniversário de 100 anos de independência. A moeda é o euro e o idioma é o finlandês, mas todos falam inglês perfeitamente.






Iniciei a pesquisa das companhias que faziam a travessia de ferry entre as cidades e encontrei 4 opções: Linda Line (http://en.lindaline.ee/), Tallink (https://www.tallinksilja.com), Viking Line (https://www.sales.vikingline.com/) e Eckerö (https://www.eckeroline.fi/). Depois de fazer uma simulação em cada site, optei pela Linda Line, pois o bilhete ida e volta totalizava 39 euros (a metade do preço das concorrentes). Tive problema na emissão do bilhete, pois havia um e-mail salvo no Chrome que não uso, quando percebi já era tarde. Entrei em contato com a empresa para me enviar o bilhete eletrônico para o meu e-mail atual e resolvi no mesmo dia. Meu amigo teve outro problema, pois não veio mensagem se a compra tinha sido efetuada ou não. Entrou e contato e também recebeu o ticket.


O ferry sairia às 8 horas da manhã e voltaria às 19 horas. Por sorte, naquele dia o café da manhã do hotel iniciava às 7 horas. Tomamos o café correndo e saímos do hotel em direção ao porto por volta das 7:30. Cada companhia sai de um endereço diferente, portanto, é necessário pesquisar antes. O terminal da Linda Line é o mais distante. O porto era muito próximo ao hotel, mas chegamos quase na hora de partida. Meu bilhete estava impresso, mas o do meu amigo não estava e o celular dele simplesmente travou. Pensei que perderíamos a viagem. Levei o passaporte, já que é uma viagem internacional, todavia, não foi necessário mostrar nenhum documento.

Entramos e procuramos lugar para sentar no segundo andar, mas não ficamos na mesma fileira, pois o barco já estava quase lotado. A poltrona é bem confortável, tem um bar e banheiros disponíveis. A viagem dura aproximadamente 2 horas.

O Helsinki card custa 46 euros, que é caro, só vale se der tempo de ver umas 5 atrações. Inclui ainda ônibus Sightseeing [32 euros], ônibus Ho Ho Bus Tour [28 euros], passeio de barco [25 euros]. 

Fiz uma lista dos pontos turísticos que poderia visitar:

· Finnair Skywheel. 

· Feira na Praça do mercado

· Museu de Arte Ateneum (Konstmuseet Ateneum). 15 euros.

· Museu do design. 10 euros.

· Igreja De Pedra (Temppeliaukio Kirkko).

· Kamppi Chapel of Silence

· Catedral Uspenski (Uspenskin Katedraali)

· Old Market Hall (feira e mercado de pulgas)

· Sibelius Park & Monument

· Museum of Contemporany Art Kiasma. 14 euros.

· Suomenlinna Fortress Island 

O ponto turístico mais famoso de Helsinque, considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, é a Fortaleza de Suomenlinna, que fica numa ilha próxima (15 minutos de ferry), mas em razão do custo, meu amigo não quis visitá-la. Acho que daria tempo para ficar 2 horas lá sem atrapalhar o roteiro, mas o ideal é fazer uma visita sem pressa. 

Assim que desembarcamos, encontramos o Market Square, ou a feira da Praça do Mercado. São diversas barracas dispostas, que vendem comida, flores, café, objetos, suvenires. Achei tudo caro. Meu amigo parou e tomou um café (2,5 euros). 

Consegue ler finlandês?

   


Caminhamos até a Catedral Uspenski, que é maior igreja ortodoxa na Europa Oriental. Fica no bairro Katajanokka. Sua construção terminou em 1868 e tem a fachada de tijolos vermelhos e cúpulas douradas. É um dos símbolos mais claros do impacto russo na história finlandesa.


Infelizmente era segunda-feira e todos os museus estavam fechados, pois queria conhecer pelo menos um de design. Entramos no centro de informação turística, pegamos mapas. Um deles, denominado “Day in Helsinki”, pode ser acessado aqui. O mapa divide a cidade em Historical district, Design district, Green district, Hipster district, Seaside district, International cruise ship e Ferry terminals

Falando em Design, a cidade foi considerada a capital mundial do design em 2012. E a importância do desenho e concepção dos objetos pode ser sentida nas ruas, desde o ponto de ônibus até a vitrine das lojas.

Em seguida, conheci outra igreja, dessa vez a Catedral Luterana de Helsinque (Tuomiokirkko) localizada na Praça do Senado e projetada por Carl Ludvig Engel no estilo neoclássico. Foi construída em 1852 em homenagem ao tsar Nicolau I da Rússia.


Andamos por quase 2 km até a Igreja de Pedra (Temppeliaukio Kirkko) construída em 1969, que se tornou a obra arquitetônica mais popular no país. Por fora parece um muro de pedras. Os arquitetos vencedores do concurso tentaram preservar o personagem principal, logo, tudo deveria ser ajustado para acompanhar o caráter da rocha. Pagamos 3 euros para entrar. Lá dentro aproveitamos para sentar, usar internet e banheiro. 


Voltamos admirando a cidade e chegamos na Kamppi Chapel que também é conhecida como “Capela do silêncio”, projetada para ser um local de paz no meio da praça mais agitada da Finlândia. Foi construída em 2012 e venceu o prêmio internacional de arquitetura, demonstrando como uma construção pode fascinar e inspirar.


A fome apertou e procuramos um fast food com comida, o Rax Buffet, mas achamos o preço elevado quando percebemos que ao lado tinha um Burguer King, na Aleksanterinkatu 11. Compramos dois combos whopper por 10 euros, ou seja, 5 euros para cada. Admito que estava com vontade de comer os frutos do mar com batatas que vi na Praça do mercado, mas no fim da tarde já não tinha comida.

Em seguida, na região do porto, entramos no Old Market Hall, que é um mercado gourmet. Lá vi salame de alce, patê de urso, entre outras comidas inimagináveis. Tinha queijos, peixes, vinhos. 

Patê de alce ou de urso?

Ao lado do porto fica a Finnair SkyWheel, uma roda gigante de 40 metros de altura que cobra 12 euros por algumas voltas, que leva uns 12 minutos, no máximo. Do alto é possível apreciar a cidade. 


Junto à estrutura, encontrei o “Allas sea pool“, que é uma sauna e piscina ao lado do Mar Báltico, além de um café e bistrô com uma escadaria cheia de puffs, que promete ser um oásis no coração da cidade. Fazia 17 graus e fiquei lagarteando no sol por mais de 1 hora.



Por último, seguimos para o Kamppi Shopping Centre, entramos em diversas lojas, de roupas e móveis. Antes de voltar para o porto, resolvemos comprar um lanche no supermercado Lidl. Os preços eram bons. Comprei chocolate, balas, pizza, pão de parmesão e uma sidra. No térreo tinha uma loja ótima, no estilo 1,99, mas de design. Fiquei mais de 30 minutos lá dentro e queria comprar tudo, mas não podia, pois minha mala estava pesada e tinha o limite de 20 quilos pro próximo voo. Peguei apenas borrachas e um apontador para minha sobrinha. Quando olhei o relógio me assustei, marcava 18:40 e nosso barco para Tallinn sairia às 19 horas. Nunca corremos tanto! Por sorte, os portões ainda não estavam abertos quando chegamos. O barco estava vazio e foi possível lanchar tranquilamente no caminho.

Pizza e sidra

Tallinn, a capital da Estônia (2ª parte)

A cidade antiga de Tallinn, na Estônia, é considerada patrimônio mundial da humanidade pela Unesco. No dia anterior conseguimos caminhar por toda Old Town em quase 3 horas, mas deixamos para ver os pontos turísticos pormenorizadamente no dia seguinte.

Vista de um dos mirantes


Existe o “Tallin Card”, que dá direito a entrar em quase todos os monumentos e museus, além de transporte. Tem a opção de 24h (36 euros plus ou 25 euros normal), 48h ou 72 horas. https://www.visittallinn.ee/eng/visitor/tallinncard/attractions-offers
Não adquiri o Tallin Card, mas se tivesse um dia livre talvez fosse uma boa opção, pois inclui passeios em lugares distantes do centro, como o Kadriorg Palace, Tallin City tour de ônibus, Estonian Open Air Museum. Na cidade antiga há a opção de visita à torre da prefeitura (Town Hall), Hellemann Tower, a torre da Catedral, Maiden´s Tower.

O restaurante do hotel, onde era servido o café da manhã, estava lotado. Em princípio, só encontrei a mesa com comida e pensei que não tivesse pães e frios. Depois de algumas viagens no “currículo” passei a me adaptar à comida local, logo, peguei feijão, batatas fritas, salada e voltei pra mesa. Assim que sentei vi meu amigo com pão. A mesa com pães e frutas estava do lado oposto. Então peguei pão, maçã, café, depois comi iogurte. O refresco era industrializado e horrível. 

Anotei duas opções de “Free Walking Tour”, ou seja, um tour gratuito que é realizado caminhando. É comum dar gorjeta no fim do passeio. Tinha um tour indicado pelo site Tripadvisor (saídas às 9h e 15h) e o tour oficial (saída às 10h30) do site “Visit Tallinn”. Optamos pelo tour oficial, pois a saída era um pouco mais tarde no turno da manhã. Pedi para meu amigo encontrar o ponto de partida (na frente do Memorial em Freedom Square). Ocorre que não olhou no google maps! No dia anterior passamos numa praça que parecia um memorial de guerra e achou que era ali. Sem me comunicar sobre o achismo, seguimos até o local. Deu 11h e não apareceu ninguém. Só quando cheguei no hotel fui buscar o local e vi que ficava a 1km de onde estávamos! Eu mesma deveria ter pesquisado.

Os pontos turísticos que visitamos são os seguintes:

St. Olaf´s Church (Igreja de São Olavo)

A igreja tem a maior estrutura medieval da cidade e recebeu o nome do rei norueguês Olav II Haraldsson. Os registros datam de 1267. Era uma das principais igrejas do país e desenvolveu sua própria congregação formada por comerciantes e artesãos escandinavos e poucos estonianos.

Alexander Nevsky Cathedral 

Aproveitei o horário e assisti a missa na igreja ortodoxa russa ricamente decorada, que foi construída em 1900 no Monte Toompea, quando a Estônia fazia parte do Império Russo. A igreja tem um conjunto poderoso de sinos, totalizando 11, incluindo um de 15 toneladas. O interior é decorado com mosaicos e santos. Em razão da missa, não podia fotografar no interior.

Lembrancinhas para minha mãe

Maiden Tower 

Foi mencionada pela primeira vez em 1373 e já foi reconstruída inúmeras vezes, mas a arquitetura ainda é baseada no desenho histórico. Era uma zona de defesa medieval, depois passou a ser residência, hoje é um café. Dizem que é uma torre assombrada!
Danish King Garden

O jardim nasceu de uma lenda que diz que este é o local onde uma bandeira caiu do céu durante a invasão dinamarquesa, mudando o curso da batalha em favor do Rei Valdemar II, mais tarde essa bandeira virou a bandeira nacional da Dinamarca. O reinado dinamarquês durou mais de um século em Tallinn e no norte da Estônia. Há três esculturas de monges instaladas nos jardins.




Niguliste Museum – Saint Nicholas Church

A igreja construída em 1230 foi convertida em museu. Fundada por imigrantes alemães da Ilha de Gotland antes mesmo da construção das muralhas da cidade antiga. Sobreviveu aos saques da Reforma em 1523, mas não teve a mesma sorte na Segunda Guerra Mundial, quando foi bombardeada. Após seus restauro, em 1980, se tornou um museu especializado em arte religiosa. Na sua coleção podem ser vistos retábulos, lustres barrocos, etc.


Tallinn Saint Mary Cathedral (Dome church)

A catedral foi construída em 1233 e tem lápides datadas do século 13 e 18. Os visitantes podem escalar a torre barroca onde fica o sino e tem 69 metros.



Muralhas do centro histórico

São 20 torres defensivas e 1,9 km de muros originais. Tallinn possui uma das muralhas medievais mais preservadas da Europa, que é o grande charme da cidade. A construção começou em 1265 e tinha 2,4 km no século 16 e incluía 46 torres. Algumas torres se converteram em museus e outras têm programação de aventura para as crianças.


Uma feirinha instalada em uma das muralhas de Tallinn

Mirantes



Flower Market

É uma rua na entrada da muralha da cidade antiga com floriculturas.


Town Hall Square (Praça Central)

Esta praça sempre foi o centro da cidade antiga, desde a Idade Média. Tem o formato de um quadrado e no verão é preenchida por cafés ao ar livre, além de receber alguns festivais medievais, feiras e shows. No inverno se torna um mercado de Natal.



Toompea Castle (Parlamento)

O castelo foi construído entre o século 13 e 14 e a fachada barroca foi adicionada entre 1767 e 1773. Os governantes e conquistadores da Estônia foram moldando e reforçando a construção de acordo com suas necessidades. Hoje é a sede do parlamento. O azul, o preto e o branco da bandeira podem ser vistos. Há excursões gratuitas diariamente, que devem ser reservadas com antecedência. 


Ruas de Old Town


A bandeira da Estônia


Quando a fome apertou, entramos num supermercado Rimi localizado dentro da Cidade Antiga. Tivemos sorte, pois as fatias de pizza estavam saindo do forno naquela hora e pegamos uma sidra (2,20 euros). Lanche rápido, saboroso e barato. Optamos em comer no hotel.

Pizza e sidra

Depois passamos algumas horas visitando os shoppings da região. Meu amigo experimentou e comprou várias roupas na H&M do Postimaja Shopping. Aproveitei em comprei lembrancinhas pra minha mãe, irmã e sobrinha. Pelo preço cobrado, vale levar pouca roupa e e ir comprando pelo caminho. Em seguida, entramos na loja New Yorker, do mesmo shopping, que vende roupas com preços a partir de 2 euros. Na frente tem outro centro comercial, o Viru Keskus Shopping Centre, bem maior que o outro e tinha diversas lojas de grife, mas os preços não eram atraentes. Voltamos ao hotel, que ficava a uns 5 minutos caminhando.

Já passava das 21:40 horas quando nos demos conta que estávamos com fome. Então procurei um restaurante bom e barato que estivesse aberto naquele horário. Escolhi o “Kompressor“, que é especializado em panquecas. Caminhamos rápido, pois fechava às 23h, mas o céu ainda estava claro. Pedi uma panqueca de salmão e queijo defumados (5 euros), que foi servida com sour cream. Para acompanhar uma sidra de pera (2,50 euros). O restaurante é um achado. A panqueca era tão grande que não consegui comê-la inteira.

Panqueca e sidra

No terceiro dia em Tallinn, seguimos para uma viagem bate-volta até Helsinque, que contarei em um “post” apartado. No retorno, levei um susto ao ver a boate na esquina do hotel, pois se chamava “Madonna Bar” (sou fã da cantora). Dei uma olhada da porta, pois o strip tease-bar (homens se despiam) estava vazio, e vi uma decoração com quadros. No hotel ainda pesquisei para saber se era um local bem avaliado, mas todos reclamavam até da bebida. Os bares de strip-tease ficam abertos nas ruas principais sem a menor cerimônia.


Depois foi o momento de arrumar a mala, pois no dia seguinte pegaríamos novamente o ônibus da LuxExpressque sairia da rodoviária às 10h, rumo a Riga. A corrida de Uber custou 5 euros. 

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