Phi Phi Islands. Bem-vindo ao paraíso!

Quem disse que é fácil chegar ao paraíso? As ilhas Phi Phi (compostas por Phi Phi Don, que é a ilha com infraestrutura, e Phi Phi Ley) ficam no Oceano Índico e é o lugar mais lindo que já apreciei. Saí do hotel em Bangkok e segui em direção ao Suvarnabhumi International Airport, agora pagando um preço justo pela corrida de táxi, 200 baht. 

Chegando ao paraíso
Comprei passagem para Krabi pela Thai Airways (as pesquisas foram realizadas no site skyscanner.com.br), excelente companhia aérea tailandesa. Ida e volta custou aproximadamente R$400,00. Para chegar a Phi Phi é possível voar para Krabi ou para Phuket (região mais sufocantemente turística, segundo relatos), e ainda, para quem dispõe de tempo, é possível ir para aquela região de ônibus ou trem.


Cheguei ao aeroporto no último minuto do check-in. Sou toda metódica, mas esqueci de conferir o horário do voo, que era uma hora mais cedo que esperava. Depois de uma longa corrida, consegui embarcar. O voo durou um pouco mais de 1 hora e lá estava no aeroporto de Ao Nang.

Havia duas opções para chegar ao porto, de onde sairia o barco para a ilha: ônibus ou táxi. Optei pelo ônibus, que foi a maior cilada da história. Paguei o valor no guichê e segui para o transporte, com outros turistas. O ônibus, do nada, deixou num lugar distante de tudo, uma agência de turismo, e foi embora! 

 


É preciso saber os horários dos barcos em direção a Phi Phi, pois saem 3 vezes ao dia. A agência queria cobrar 1.000 baht pelo tíquete do barco, todavia, sabia que o preço era de 400 baht e me recusei a pagar, saindo de lá em busca de uma solução. Negociei com um tuk tuk (foi o pior momento na Tailândia) e finalmente cheguei no porto.

O ônibus com o truque para pegar turistas desprevenidos

A viagem até Phi Phi dura 2 horas. O barco vai lotado de turistas. Pense numa pessoa que odeia sol e raras vezes vai à praia. Essa mesma pessoa de queixo caído e completamente apaixonada pela paisagem. Essa pessoa sou eu.

Monkey Beach
A hospedagem na Tailândia é baratíssima, no entanto, Phi Phi foge à regra. Procurei um hostel, próximo ao porto, para 2 dias. A localização é ótima, mas não tinha elevador e precisava fazer um depósito para ficar com o cartão que abriria a porta a partir das 19 horas. No entanto, tinha excelente conexão wi-fi e ar-condicionado. 

A ilha é encantadora e segura. Um fato curioso é que a maioria dos habitantes professam a religião muçulmana, enquanto o resto do país é budista. O chamado para oração vinha do minarete da mesquita e era bem emocionante.



É um local muito turístico, portanto, encontrará pessoas de qualquer lugar do globo. Em outubro, em tese, ainda é mês de monções, contudo, só ocorria uma chuva passageira no fim da noite.

Cheguei e coloquei o biquíni para desfrutar as delícias da natureza. Primeiro fui ao lado da ilha com o mar mais fundo e de cor escura, depois atravessei para chegar no lado mais raso e claro, onde vi o anoitecer mais lindo da minha vida.


Olha a cor do céu!
Vista do Stones Bar

No dia seguinte, após tomar um belo café numa padaria próxima, segui para caminhar pela ilha. Comprei todas as frutas que encontrei pelo caminho e fiz um piquenique na areia. Poderia ter ficado ali pelo resto da vida. Areia branquinha, água morna, mar azul, frutas e uma paz transcendental.



As frutas sempre estão presentes nos meus relatos. Experimentei a fruta com o odor mais insuportável (proibida nos hotéis e aeroportos), durian, contudo, não achei ruim, o cheiro é melhor que o da jaca (amo), mas o sabor não é tão bom. Algumas frutas sequer consegui descobrir o nome. Comi o mangostin (já tinha provado por aqui), santol, rambutan (parecida com a lichia) e outras.

Comendo durian

rambutan

No ano de 2004, a região foi destruída pelo tsunami que matou cerca de 230 mil pessoas. O trágico evento foi relatado no filme “O impossível”. Portanto, sempre verá uma placa indicando a rota de fuga para tal evento natural. 


Para conhecer o conglomerado de ilhas, vá a qualquer agência (abundantes no local) e contrate o serviço de um barqueiro, que te levará de long tail (embarcação tipicamente tailandesa). Custa aproximadamente 1.400 baht. Serviço que dividi com um amigo.



A primeira parada foi na ilha dos macacos, que, como o próprio nome diz, tinha incontáveis macacos. Depois seguimos em direção à ilha mais famosa da região, Maya Bay, que foi cenário do filme com o Leonardo DiCaprio, A praia. Precisa pagar 200 baht para entrar na ilha, já que é um espaço de preservação ambiental.

Maya Bay
Volta pro mar, oferenda! hahaha
 

O barqueiro, atendendo a pedido, parou no meio do oceano, para apreciação do pôr do sol, caiu uma chuva fina e apareceu um arco-íris. Tudo corroborou para que os elementos visuais jamais sejam esquecidos.



No último dia, acordei às 6 horas e segui para Phi Phi View Point, do alto da montanha é possível ver toda a ilha. Embora não seja bem sinalizado, após um início frustrado, encontrei a escadaria para o cume. Você subirá 300 degraus e seus olhos serão recompensados.

Antes de pegar o barco, uma parada estratégica no restaurante próximo ao hotel: Italiano Bar and Restaurante. O ambiente é agradável e a comida é boa.

Khao Pad
Spring rolls

Bangkok, entre o caos e a paz

Bangkok recentemente superou Londres como destino turístico mais procurado do mundo. E com razão: a capital tailandesa tem um aeroporto que conecta a Ásia com o resto do planeta, além de ser, por inúmeras razões, um espetáculo para os sentidos.

A simbólica Flor de Lótus
Minha viagem para o Sudeste Asiático iniciou e terminou em Bangkok, totalizando 5 dias – com alguns bate-volta para outras cidades próximas. Na Ásia foram 18 dias (queria ter ficado 30). 
Comprei a passagem pela Qatar Airways (considerada uma das 7 companhias 5 estrelas pela skytrax), portanto, tive que me deslocar do Rio de Janeiro para São Paulo (e, definitivamente, não faria novamente, pelo menos no retorno). A passagem São Paulo-Bangkok-São Paulo custou R$2.800,00 (atenção: a compra realizada no site da Qatar tem IOF). E o voo Rio-São Paulo-Rio custou R$200,00.

O avião decolou na hora marcada. Logo após a decolagem foi servida uma refeição (existem duas opções sempre). Os comissários não são simpáticos, mas tentam ser atenciosos. A bebida alcoólica também tem que ser solicitada (sem custo), ao contrário de companhias como Air France ou Lan que servem vinho com as refeições. Algumas vezes, na ida ao toilet (devo ter levantado umas 30 vezes), solicitei algo pra comer – os petiscos não ficam acessíveis como na KLM ou Air France. Tinha sorvete HäagenDazs, sanduíche e frutas.


Refeição na classe econômica da Qatar
 


Após uma longa viagem, o avião faz conexão em Doha, capital do Qatar, por duas horas. O site da cia. aérea informa que, se a conexão for superior a 8 horas, eles providenciam hotel e visto para o cliente. Pensei em comprar uma passagem com o período de conexão, mas acabei desistindo.

É uma viagem longa, que dura aproximadamente 24 horas. De repente, você perde totalmente a noção do tempo e não sabe se é dia ou noite. O jet lag vai te acometer, mas tente, de qualquer maneira, obedecer o horário do local, não o biológico.

Não é exigido visto para brasileiros que visitam a Tailândia, todavia, é obrigatória a apresentação do certificado internacional de vacina de febre amarela. Então, para evitar perda de tempo, primeiro passe com o passaporte e o certificado num guichê antes da  imigração. Vai preencher um formulário e receber um carimbo no documento de entrada no país.


O moeda da Tailândia é o Baht, 1 Real = 13 baht aproximadamente. Faça o câmbio dentro do aeroporto para poder pagar o táxi e as demais despesas do primeiro dia.

 O pior serviço na Tailândia, ou melhor, o mais estressante: táxi. Bem, saiba que o valor real do aeroporto até a cidade é de, no máximo, 200 bahts, mas vão cobrar 750, no mínimo. Aprendi que você tem que insistir para ligarem o taxímetro, pois as corridas são muito baratas. Saí de alguns carros algumas vezes diante da recusa. Insista para que o taxímetro seja ligado. 



Outra opção para sair do aeroporto é o Airport Rail Link, um excelente serviço. Excelente para quem vai se hospedar na região próxima a Sukhumvit, Nana ou Siam, mas ficará distante para quem se hospeda na região da Khao San Road, por exemplo.

Tuk tuk

Bangkok é uma cidade enorme com um trânsito caótico, portanto, prefira sempre o metrô/skytrain/barco se pretende chegar em algum lugar com o horário marcado. O serviço é bom e barato. Evitei os tuk tuks, pois é um serviço caro, comparado ao táxi, e a cidade é muito quente.

Rua do Hotel Tara Place, próximo a Khao San, com um trânsito menos caótico
Outra peculiaridade da cidade é a segurança. Em nenhum momento me senti insegura. Inclusive, no último dia, antes da volta para o Brasil, estive no shopping próximo ao hotel e algumas lojas estavam abertas com plaquinha “volto já”.

A gentileza é um hábito no Sudeste Asiático, me levando ao questionamento se tem alguma relação com a religião que professam: o budismo (mais de 90% da população é budista). Os tailandeses são amáveis e fazem de tudo para que a comunicação aconteça. 
Me hospedei em dois hotéis em duas regiões distintas na capital tailandesa. O primeiro hotel, Tara Place, fica a 15 minutos andando da turística Khao San Road. Indico de olhos fechados. Embora esteja próximo do agito, fica num lugar tranquilo. Além de ser novinho e com wi-fi excelente.
No fim da viagem, fiquei 4 dias no Windsor, que cobrava R$100 a diária, enquanto no Brasil custa R$800. O hotel fica na Sukhumvit, região de shoppings. Dá pra ir caminhando pro skytrain ou pro shopping Terminal 21 – 7 andares totalmente temáticos e um mercado ótimo: Gourmet Thai. No entanto, preferi me hospedar próximo a Khao San.

Depois de um longo banho, chegou a hora de caminhar pela cidade. O idioma tailandês é incompreensível, mas as placas possuem nomes com grafia ocidental. Fui avisada para evitar a ingestão de comidas e bebidas na rua: não resisti ao suco de romã – que adoro. Depois dei uma caminhada e nascia o primeiro contato com os belos templos budistas – abundantes pelo país. E finalmente cheguei no destino final planejado: Wat Pho, famoso pelo Buda deitado. 

 
Monges no Wat Pho
Na saída do templo, morta de fome, encontrei o Pad Thai mais gostoso do mundo! Sentada num banquinho, na rua, comi e fui feliz. O Pad Thai é um dos pratos mais tracionais da Tailândia e cada um prepara a sua maneira. É feito com macarrão de arroz, amendoim, frango, carne ou frutos do mar, pepino, ovos, broto de feijão, limão e cebolinha. Em síntese: uma delícia.

Pad thai
Chao Phraya River
Meu coração frugívoro palpitou forte e degustei uma dragon fruit (pitaya) como se não houvesse amanhã, na barraca em frente ao “restaurante” supracitado, entrada da estação do barco que faz apenas a travessia do rio, no Pier 8.

A tarada das frutas

O simpático vendedor

Estive no shopping de informática (para quem tem curiosidade por suplementos e quinquilharias): Pantip Plaza. Comprei apenas uma capa que carrega o celular e custou 1/3 do preço do info shopping do Rio.
Pantip Plaza
Para finalizar a primeira noite, conheci o point mais turístico de Bangkok: Khao San Road (pronunciam “kao san lôd”). É a rua mais incrível que já conheci. Impossível não se apaixonar. São tantas etnias entrelaçadas. Lojas, barracas de comidas, bebidas, escorpiões, massagem tailandesa. Ufa! É uma loucura. Imperdível. Voltei caminhando da Khao San para o hotel, após 1 da manhã, ruas vazias e muito tranquilo. E ainda, se tiver que contratar algum serviço turístico, eis o lugar ideal. Custa 10% do valor que é cobrado pelas agências na internet.
Khao San Road
Petiscos (risos)

 

 
Ocorreu apenas um imprevisto: senti dores no pé durante a viagem e, ao tirar o tênis, no hotel, meu dedão estava vermelho e inflamado (risos). Morrendo de medo, mandei uma mensagem por whatsapp para meu amigo Danilo, que prontamente me disse para comprar uma pomada antibiótica. Como pedi-la? Só encontrei farmácia na rua turística e disse para a atendente que precisava de um remédio para o meu dedão (mostrei a situação). Ela pegou o band-aid! Disse que meu pé cairia. Ela trouxe exatamente a pomada que precisava!

Os tênis que não tenho, mas gostaria

Sou apaixonada por tênis e, não tão raramente, lançam edições limitadíssimas, homenageando artistas. Não tenho, mas gostaria. Talvez seja o caso de aplicar o DIY, ou seja, comprar um branco e desenhar. (risos)
Converse – Frida Kahlo




Reebok – Basquiat
Converse – Damien Hirst
Converse – De Kooning
Nike – Andy Warhol
Royal Elastics – Andy Warhol



Vans – Andy Warhol
Reebok – Keith Haring
Converse – Roy Lichtenstein
Puma – Roy Lichtenstein
Nike – Tom Sachs


Pierre Hardy – Roy Lichtenstein


Vans – Mondrian
Nike – Mondrian
Converse – Robert Indiana
Converse – Niemeyer

Filmes sobre arte (parte 4)

Filmes sobre arte (parte 1)
Filmes sobre arte (parte 2)
Filmes sobre arte (parte 3)

1 – Camille Claudel 1915 (2013)
Relata os últimos 30 anos de vida de Camille Claudel – no hospício. Juliette Binoche, sempre maravilhosa, nos brinda com uma personagem despida de qualquer vaidade e transborda loucura e sofrimento. O filme de Bruno Dumont mostra a angústia da artista que foi perdidamente apaixonada pelo escultor Rodin.
2 – Camille Claudel (1988)
A película retrata a vida da jovem Camille Claudel e sua relação com Rodin. Isabelle Adjani teve a atuação premiada por um César, além de receber uma indicação ao Oscar de melhor atriz.




3 – Marina Abramovic – The artist is present (2012)
Talvez seja um dos documentários mais impressionantes que assisti nos últimos anos.  Marina é uma maiores artistas performáticas da história e apresenta um documentário com a retrospectiva da sua obra, no MoMA. Chorei copiosamente no encontro dela com seu ex-marido Ulay. Todos deveriam assistir.


4 – Ai Weiwei – Never Sorry (2012)
O artista e ativista chinês, Ai Weiwei, ficou mundialmente conhecido por contestar a sociedade chinesa através das suas obras. Além de ter seu famoso blog proibido, ficou preso por alguns meses para averiguação. É um artista que luta desesperadamente pela liberdade de expressão na República Popular da China, país que ainda vive no autoritarismo. Excelente!


5 – A jovem de azul (brush with fate) (2003)
Para quem gostou de “Moça com brinco de pérola”, eis outros filme que fala sobre o artista holandês Johannes Vermeer. Ao contrário do anteriormente citado (retrata uma obra verídica), o filme com Glenn Close, baseado no livro “Girl in Hyacinth Blue“, traça um caminho imaginário que um quadro fictício do artista teria percorrido através dos anos.

Artpop

A cantora Lady Gaga apresentou ao público a capa do seu novo álbum: ARTPOP. Para além das questões musicais, assim como comentei no post sobre Holy Grail, o que me chamou atenção foi a composição da arte gráfica. 
  

Resultado de imagem para capa artpop

O polêmico artista norte-americano Jeff Koons (um dos alvos do livro “Arte ou lixo: uma visão provocativa da arte contemporânea“) apresenta uma escultura de Gaga, que se comunica com fragmentos da imagem de duas Vênus: O nascimento de Vênus (obra renascentista do Botticelli) e, ao que parece (não pude concluir precisamente analisando a imagem, na verdade, fiquei com dúvida, pois o cabelo e a boca não parecem da Vênus de Milo), a Vênus de Milo (escultura grega).
O nascimento de Vênus. Uffizi, Florença.

Vênus de Milo, Louvre

A escultura exposta emana do vocabulário de Jeff Koons, que é totalmente kitsch (segundo o dicionário Houaiss “que se caracteriza pelo exagero sentimentalista, melodramático ou sensacionalista, freq. com a predileção do gosto mediano ou majoritário, e pela pretensão de, fazendo uso de estereótipos e chavões inautênticos, encarnar valores da tradição cultural”), sem inovações plásticas, remetendo a outras esculturas, seja Woman in tub ou Pink Panther, e ainda, a bola tem o metalizado típico de alguns objetos do artista visual.

Woman in tub. Art institute of Chicago.
Pink Panther. MoMA, NYC.

Balloon dog, MET, NYC.

Vênus, na mitologia romana (Afrodite – na mitologia grega), representa a deusa do amor e da beleza feminina. Em linhas gerais, Vênus foi gerada pela espuma do mar e teria nascido de uma concha e é um dos personagens mitológicos mais aclamados de todos os tempos (quem nunca experimentou algo afrodisíaco?). Deusa capaz de aflorar o amor nos corações humanos. 

Pensei o que a cantora traria símbolos da “pop art”, no entanto, aparentemente, num primeiro contato, nenhum dos elementos apresentados têm origem no léxico do movimento artístico dos anos 60 (nos EUA). Por outro lado, temos a bola – um objeto banal transformado em obra de arte – e Gaga-boneca-ícone-da-sociedade-de-consumo-e-da-cultura-de-massa.

O inegável: a capa já é uma obra de arte. Applause!

Matisse

“É preciso um grande amor, capaz de inspirar e sustentar esse esforço
 contínuo em busca da verdade (…). Mas o amor não está na origem de toda criação?”
Matisse é um artista que me emociona com o seu colorismo expressivo. Seus traços simples e delicados falam mais que mil palavras. Sou assumidamente apaixonada pela cor, embora contemple a relação entre o preto e o branco, a cor sempre vai me cooptar.

Ano passado tive a oportunidade de ver uma retrospectiva do artista – com inúmeros trabalhos – no Centre Pompidou (lugar que me causou algo parecido com a Síndrome de Stendhal, porque fui duas vezes e, em ambas, tive náuseas e uma sensação de desmaio muito estranha, inédita na minha vida).
Anteontem iniciei a leitura do livro editado pela Cosacnaify “Matisse, escritos e reflexões sobre arte” e, embora conhecesse a obra do artista, desconhecia fatos curiosos sobre sua biografia. Matisse se formou em Direito (“Eu era auxiliar de advogado em Saint-Quentin, mas já naquela época as querelas dos outros me interessavam muito menos que a pintura”) – profissão que engessa um espírito criativo (digo com propriedade) -, mas optou pela liberdade de expressão: largou tudo pela arte.
Outro fato interessante é que refutava – a qualquer preço – o diálogo entre a pintura e a literatura.  Pactuo com Matisse a respeito, o artista não tem qualquer obrigação de falar sobre a obra, por outro lado, aquele que consegue alcança outro nível, de artista-crítico – capaz de refletir sobre a sua produção e a de seus pares.
Deixo abaixo excertos que me tocaram:
Por que o Sr. pinta? Para traduzir minhas emoções, meus sentimentos íntimos em termos de cor e forma, o que nem a máquina fotográfica mais avançada, mesmo em cores, nem o cinema conseguem fazer.”
“Ordenar o caos: isso é  criação.”
“O que faço agora sai do coração.” 

“O retrato é uma das artes mais singulares. Ela requer determinados dons e uma possibilidade de identificação quase completa entre o pintor e seu modelo.”

“Suas certezas são interiores. Elas derivam de sua sinceridade, e as dúvidas que o angustiarem serão motivo de sua curiosidade.”
“Hoje não penso exatamente o mesmo que pensava ontem. Ou melhor, a essência do meu pensamento não mudou, mas pensamento evoluiu.”

“O que busco acima de tudo é expressão.”
“Há duas maneiras de exprimir as coisas: uma é mostrá-las brutalmente, a outra é evocá-las com arte.”
“A tendência dominante da cor deve ser a de servir o melhor possível à expressão.”
“A escolha de minhas cores não se apóia em nenhuma teoria científica: está baseada na observação, no sentimento.”
“O que mais me interessa não é nem a natureza-morta nem a paisagem, é a figura.”
“Não existe vinculação da pintura à literatura.”
 “Nunca omita a orelha ao desenhar a cabeça” – cita Ingres

“Senti desenvolver em mim a paixão pela cor.”

“O silêncio e o isolamento são tão úteis.”

“Já o artista ou o poeta possuem uma luz interior que transforma os objetos para criar um mundo novo, sensível, organizado…”

“Criar é próprio do artista”

“Para um verdadeiro pintor não há nada mais difícil que pintar uma rosa, pois para isso ele precisa em primeiro lugar esquecer todas as rosas pintadas.”

“Criar é exprimir o que está dentro de nós.”

Roteiro Sudeste Asiático

Roteiro definitivo (ou quase)

ROTEIRO SUDESTE ASIÁTICO

TAILÂNDIA

1º DIA (22/10 terça-feira)
  • Chegada prevista para 12:05h no Suvarnabhumi International Airport
  • Fazer câmbio ou sacar do cartão de crédito na máquina ATM em baht (para pagar o táxi) – 1 REAL = THB 13.35
  • Sempre pedir ao taxista para ligar o taxímetro (li, num aplicativo, que a frase em tailandês é “mee-toe, kha” rs)
  • Check-in no hotel
  • Pegar o tuk tuk do hotel até os templos:  Wat Arun, Wat Pho, Wat Phra Kaeo e ao Grande Palácio.
  • Comer na Khao San Road
  • Se precisar de algum equipamento de informática ou câmera, visitar o infoshopping deles: PANTIP PLAZA 
  • Passeio noturno de barco pelo Chao Phraya River (R$85,00 o barco, mas alguns hotéis possuem barco)
  • Tour guiado ( indicados pelo tripadvisor ):
http://www.tourwithtong.com/
http://www.absolutebangkoktour.com/(tem opção de carro com motorista/guia por  10 horas, custo 3.500 baht, R$270.)
O grande palácio

Wat Phra Kaeo
Delícias na Khao San Road

 Krabi

2º DIA (23/10 quarta-feira)

3º DIA (24/10 quinta-feira)

  • Dia em Phiphi

4º DIA (25/10 sexta-feira)

  • Check-out no hotel
  • Ir de barco para Krabi
  • Check-in no hotel em Ao Nang

5º DIA (26/10 sábado)

6ºDIA (27/10 domingo)


  • Voo de Krabi para Bangkok previsto para sair às 10:05. Chegada às 11:25.

VIETNÃ

Hanói

  • Voo para Hanói. Saída 14:30. Chegada prevista para16:20
  • Check in no hotel
  • Levar a cartaconvite, passagem de volta, foto, pagar a taxa para o visto
  • Um táxi do aeroporto Noi Bai até o centro da cidade custa cerca de 230 mil dongs, ou cerca de US$ 13, com o dólar cotado a 18 mil dongs. 
  • A outra opção para sair do hotel é o ônibus da VietJet, custa 3 dólares e deixa no centro da cidade. 
  • Ir no Water Puppet Show
  • Jantar num dos restaurantes indicados no “Lonely Planet”: 

        http://greentangerinehanoi.com/index.php?lang=en 
        http://www.highway4.com/
        http://www.greenmango.vn/
        ‎thecartfood.com/‎ 
 

7º DIA (28/10 segunda-feira)

         https://www.thesinhtourist.vn/
         http://www.footprintsvietnam.com/

Lago Hoan Kiem




8ª DIA (29/10 terça-feira)

  • Passeio de 2 dias em Halong Bay, uma das 7 maravilhas da natureza. Incluindo Thien Cung Cave.


9º DIA (30/10 quarta-feira)
 

  • Voo para Siem Reap sai às 18:00. Chegada às 19:40
  •  Check in no hotel
  •  Passear na Pub Street
Pub Street

    CAMBOJA

    Siem Reap

    10º DIA (31/11 quinta-feira)

    http://www.haven-cambodia.com/en/welcome/

    http://www.kanellrestaurant.com/html/

    http://the-touich-restaurant-bar.blogspot.com.br/

    11º DIA (1/11 sexta-feira)
     

    • Visitar o templo Bayon na Angkor Thom 
    • Se quiser ver a paisagen de Angkor do balão: Angkor Balloon, 15$ pessoa
    • O “Lonely Planet” indica 3 dias para conhecer tudo, vamos tentar visitar os dois acima em 1 dia. 
    • Algumas agências: 

    http://www.khmerangkortourguide.com/ (guias oficiais que cobram de 20 a 30$ a diária)

    http://www.angkorhelpingtour.com/

          

    Templo Bayon

    12º DIA (2/11 sábado)



    Bangkok

    MOCA, museu de arte contemporânea
    Sirocco Sky Bar

    12º DIA (3/11 domingo)


    Ayutthaya

    Ayutthaya

    13º DIA (4/11 segunda-feira)
      
    Rachaburi

    • Mercado flutuante Damnoen Saduak em Rachaburi (tem o rio/ponte que inspirou “A Ponte do Rio Kwai”) – fica a 110 km de Bangkok. Para chegar até lá, você tem duas opções: pegar um táxi ou agendar um tour no seu hotel. A segunda opção, além de mais prática, também costuma ser a mais econômica. Os tours saem cedo, por volta das 6:30 a.m. e duram meio dia.  
    • Obs.: existem 4 mercados flutuantes.  
    • Visitar a rua da luz vermelha em Bangkok: Patpong

      14ºDIA (5/11 terça-feira)

      Kanchanaburi

      Ancient City
      Tiger temple
      Elephant Bath

       Bangkok

      15º DIA (6/11 quarta-feira)

                Map

       ou

                Map

      • Dia de compras. Muambas, refrigerantes de ninho de aves e budas. ahahaha
      • Visitas culturais: Museum of Siam e National Museum 
      • Ir para o aeroporto Suvarnabhumi International
      • O voo sairá às 2:10 do dia 7/11

      Museum of Siam

      Checklist de viagem

      Normalmente faço uma checklist mental antes de cada viagem, no entanto, não abro mão de uma listinha para ter certeza que não esqueci de nada – por mais óbvio que possa parecer. Se a viagem for em grupo, melhor que todos estejam em sintonia. Será que esqueci de alguma coisa??? Risos.



      Documentos

      • Passaporte
      • Cópia do passaporte (deixo uma no dropbox, imprimo e coloco uma na mala e outra levo comigo)
      • Cartão de crédito que comprou a passagem (algumas companhias exigem, como a Qatar Airways)
      • Fotos 3×4 e 5×7 (se precisar pegar visto na chegada em determinado país, como Vietnã e Camboja)
      • Certificado Internacional de Vacinação (alguns países exigem vacina contra febre amarela! Na Tailândia é preciso passar pela agência de saúde antes do controle de imigração, por exemplo.)
      • Cartão do seguro de saúde (normalmente pego o número de emergência do cartão que comprei a passagem. visa mastercard)
      • Carta-convite (alguns países exigem para te dar o visto, como o Vietnã. Como consegui-la.)
      • Passagens impressas (e no celular) e comprovante de hospedagem em cada lugar 
      • Roteiro da viagem impresso

      Dinheiro

      • Visa Travel Money (tenho dois cartões, um com dólar e outro com euro)
      • Dinheiro em espécie (dólar)
      • Cartões de crédito

      Remédios (itens personalíssimos, mas alguns são de uso comum)

      • analgésico
      • antitérmico
      • band-aid
      • anticoncepcional
      • antiácido
      • protetor solar
      • protetor labial
      • repelente (Exposis Extreme)
      • gel nasal
      • lente de contato
      • renu (uso lentes de contato)
      • bepantol
      • relaxante muscular (tandrilax: ahhh, minha coluna)

      Eletrônicos e guias

      • câmeras
      • cabos e carregadores
      • celular (com tudo: guia, mapa, lanterna, livro)
      • netbook
      • fone de ouvido
      • cartão de memória
      • guias e mapas

      Segurança da bagagem

      • Lacres
      • cadeados 

      Roupas

      • meias
      • lenços e saia (não pode mostrar ombro e pernas nos templos)
      • meia-calça
      • tênis
      • chinelo
      • sandália
      • biquíni
      • underwear
      • short
      • vestido
      • óculos
      • camiseta
      • casaco
      • canga
      • prendedor de cabelo 
      • calça jeans

      Higiene

      • xampu
      • condicionador
      • leave in
      • hidratante
      • sabonete
      • cotonete
      • escova de dente
      • escova de cabelo
      • desodorante
      • lixa
      • tesoura de unha
      • absorvente
      • fio dental
      • enxaguante bucal

      Utilitários

      • capa de chuva 
      • bolsa para praia
      • kit de costura
      • guarda-chuva 
      •  toalha de secagem rápida 
      • adaptador universal de tomada
      • papel e caneta

      Aquarela, desenho contemporâneo, "et cetera"

      O Deserto do Atacama é um dos lugares que almejo conhecer e, sabendo disso, uma colega me brindou com uma revista da Tam sobre a zona árida Chile, no entanto, a maior surpresa foi a matéria sobre as Cataratas do Iguaçu, pois enviaram um aquarelista e não um fotógrafo, como habitual.
      Revista “Tam nas nuvens”

      Nascia uma grande vontade de aprender a técnica da aquarela para poder aplicá-la na minha próxima viagem – preciso conseguir retratar paisagem, pessoas, animais ou arquitetura. Dou passos lentíssimos. (nunca tive paciência para fazer traços limpos, por exemplo)

      Reconheço, antecipadamente, o distanciamento com a arte contemporânea (já flertei com o desenho contemporâneo numa série intitulada “sensível”, elaborada com lã vermelha sobre papel sulfite). O desenho é o meio primordial da comunicação simbólica, um linguagem utilizada desde o paleolítico – quando relacionava questões físicas e metafísicas. 

      “Sensível”. Dimensão: 87 cm x 62 cm
      Percebemos a ação do tempo. Realizado em 2001.

      “Sensível”. Percebemos a ação do tempo. Realizado em 2001.
      Outro dia folheava (virtualmente) o livro “drawing now: between the lines of contemporary art” e tive certeza que a maioria das obras jamais seriam fruídas pelo público em geral – não apenas pela ausência de beleza estética, mas por ainda manter a compreensão apenas no campo conceitual. Por outro lado, Sol LeWitt dizia que o artista não tem controle sobre como o observador vai perceber o trabalho e que pessoas diferentes entendem o mesmo trabalho de forma diferente.

      The resurgence of interest in drawing may have something to do with what Arthur Danto has identifi ed as the point that marks the ‘before and after of art’.4 He suggests that at some point in the twentieth century (precisely, 1965), the role of art changed so enormously with regard to its cultural signifi cance that it appears to have reached a hiatus or crisis point, according to your point of view. If the story of art is a ‘great and compelling narrative’, Danto suggests that we have reached the point where we recognise its end. The story of art emerged in the Renaissance, with artists as ‘great’ masters, moved through the progressive and heroic period of modernism, and has now reached the ultra self-consciousness of postmodernism, where the artist’s practice has become part of a discourse that critiques rather than represents. A more extreme view, expressed by Jean Baudrillard, states that art can only now reiterate what has gone before.

      Drawing now: between the lines of contemporary art

      Recebi um e-mail da galeria Emma Thomas, informando sobre a feira ArtRio. Um dos artistas representados é bem festejado, inclusive no meio acadêmico, entretanto, jamais (se tivesse poder aquisitivo) compraria algo do Contente. Ao meu ver, ninguém coloca o dedo na ferida – os legitimadores da arte (críticos, galeristas e historiadores) passaram a gostar de tudo! O artista contemporâneo menospreza a técnica (uma questão ultrapassada e vulgar). A ideia é subverter. Por que existe rigor técnico na música, no cinema e na fotografia?

      Nayland Blake
      Anne-Marie Schneider

      Sak Yant – a tatuagem sagrada

      Uma das primeiras ideias que me ocorreu quando comprei uma passagem aérea pra Tailândia foi: fazer uma sak yant com um monge. A tatuagem é realizada com bambu num ritual mágico em que o monge decide a bênção você está precisando, que será representada por desenhos. Geralmente significam sorte ou felicidade e são feitas nas costas (não pode tatuar abaixo da cintura). Em mulheres, a tarefa do monge é mais complicada, já que não pode tocar na pele feminina.

      Sak yant da Angelina




      Li relatos de tatuagens executadas em diversas cidades da Tailândia, em geral, a pessoa faz uma doação de 50 baht, no entanto, talvez alguns monges tenham se corrompido, pois algumas pessoas pagaram 1.500 baht – valor estipulado e podiam escolher o desenho. E ainda, pessoas que optaram por forjar uma sak yant, ou seja, foram num estúdio e pediram uma tattoo com aqueles formatos.

      Depois de fazer uma breve pesquisa, descobri que a maravilhosa Angelina Jolie tem Sak Yant (ela tem forte relação com a região, pois adotou Maddox no Camboja e Pax no Vietnã). A tattoo era realizada também em outros países do sudeste asiático, como Camboja e Laos, no entanto, hoje em dia, a tradição permanece apenas na Tailândia.

      O monge coloca um lenço entre a pele e a mão, pois não pode tocar na mulher

       
      Existem relatos que a Sak Yant teria nascido há mais de 2000 anos no Camboja e era executada nos guerreiros do Império Khmer, que tinham o corpo completamente cobertos por tatuagens. Até hoje acreditam que a Sak Yant é uma proteção física eterna. Diz a lenda que o Rei Jayavarman VII comprovou a eficácia quando foi acertado por várias flechas no peito e todas ricochetearam.

      alto-relevo do Rei Jayavarman VII em Angkor Wat
      Em princípio, vou procurar os monges do Wat Bang Phra (templo de alguns monges), templo budista situado na província de Nakhon Pathom. No entanto, li que a agulha é esterilizada, mas não trocada. É um risco…
      Hlwong Pi Nan a tatuar Sak Yant no templo Wat Bang Phra.
      Relatos de pessoas que fizeram Sak Yant:


      Fez em estúdio com bambu:

      Atualização: abril de 2016

      Observei que o post é um dos mais acessados do blog, portanto, decidi atualizar algumas informações, já que foi escrito antes da viagem. Assim que cheguei na Khao San Road, na capital da Tailândia, vários tatuadores oferecem o serviço, mas não seria uma “sak yant” original. Posso dizer que o serviço não era tão barato (contudo, naquele país, tudo é negociado). 

      Notei que o templo “Wat Bang Phra” era demasiadamente distante do centro de Bangkok, então decidi procurar o tal do tatuador Ajanhn Thoy, que em tese seria um monge que tatuava com a mesma técnica, em Bangkok, mas cobrava um valor não tão irrisório. Tinha encontrado um viajante brasileiro no site “mochileiros.com” que recebeu uma tatuagem dele. Peguei um táxi e segui para o endereço dado. Era um subúrbio distante, depois de descer do automóvel, caminharmos bastante até encontramos o templo. Perguntamos pelo tatuador e indicaram uma casa próxima (parecia um barraco), que tinha muito lixo no entorno. Batemos na porta e surgiu um rapaz só de toalha, que disse que Ajanhn estava em Singapura. Fiquei super aliviada, pois o ambiente não era higiênico e depois encontrei, na internet, relatos que o sujeito era procurado pela polícia!

      Um colega, que estava na mesma viagem, decidiu ir até Chiang Mai e lá encontrou um monge que fazia a Sak Yant. Segundo relato, não sabia que imagem seria tatuada, tampouco conseguiu ver, já que não havia espelho no local. Só soube que era um tigre (igual ao da Angelina Jolie) quando chegou no hostel e pediu a uma amiga para descrever a imagem. Disse que a esterilização da agulha era feita com veneno de cobra! Não cobrou qualquer valor. 

      Um amigo, que é médico, disse que foi bom eu não ter feito a tatuagem, já que a Tailândia é um dos países com alto índice de contaminação por Aids. Não tem como saber se uma agulha, que é utilizada por todos, não vai conter o vírus.

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