I Amsterdam

Embora o senso comum veja Amsterdã como destino para o consumo de drogas e mulheres, afirmo que é muito mais: em 2013 voltou a ser um paraíso para os amantes de arte. Isto porque, no final de 2012, o Stedelijk reabriu (em novo prédio), o Hermitage (filial do famoso museu situado em São Petersburgo) foi inaugurado, em 2013, e, depois de 10 anos de reforma, o Rijksmuseum reabriu e o Van Gogh Museum também.


 

Comprei a passagem pela KLM, que permite stopover em Amsterdã (o destino final era Berlim). Sempre tento encontrar uma poltrona sem passageiro ao lado – para ter um pouco mais de conforto (tarefa difícil). Meu companheiro de viagem, Ivan Polonsky (confirmei o nome olhando os passaportes dele haha), um russo lindo que passou alguns meses no Rio, foi divertidíssimo – tanto que sequer cochilei durante 13 horas. Além de me servir vinho (disse que mulheres não se servem na Rússia), queria deitar no chão para me deixar com mais espaço. Embora tivesse que passar 8 horas em Schipol, não pôde sair do aeroporto, pois precisava de visto. Apenas o abracei e agradeci pela companhia.

Um fato curioso é o meu mimetismo. Explicarei: comumente me perguntam se sou natural do país que visito (já aconteceu na Itália, França, Alemanha), mas nunca pensei que me confundiriam com uma holandesa. Fiz escova (para ter a certeza que chegaria com uma aparência arrumada – os cachos não permitem) e a coloração estava muito clara. Ivan achou que eu era holandesa. Um francês – no espaço de lanches no avião – também perguntou.


Para sair do aeroporto, além do táxi, tem o shuttle connexxion (http://www.schipholhotelshuttle.nl/) por 26,50 euros ida e volta (na ida fui de van, pois tinha 7 passageiros, na volta, sozinha, enviaram um táxi). Poderá tomar o trem até a Centraal Station (a estação fica dentro do aeroporto) ou o ônibus vermelho 197 connexxion (opção barata pra quem fica perto da Museumplein – usei para ir a Keukenhof). 

Se optar pelo shuttle, veja se o hotel escolhido consta no site ou se está próximo de algum hotel. E, ao comprar passagem de ida e volta do shuttle, você ou o Concierge terá que ligar para marcar o retorno, no dia anterior. E não funcionam durante a madrugada.

O motorista da van, o italiano Tony, falava muito bem o português! Mas se enganou e pensou que era holandesa e ficou surpreso com a resposta negativa. Fui sentada ao lado dele e conversamos até a chegada ao hotel.

O taxista que me buscou apareceu dirigindo uma Mercedes-Benz novinha, de terno, e com uma simpatia incrível, me falou sobre o sistema de saúde e disse que esteve no Brasil, pois nasceu na América Central.

Paisagem de Amsterdã: canais e bicicletas.

 

A hospedagem em Amsterdã é cara. Procurei muitos B&B recomendados, no entanto, estavam lotados. Recorri ao tripadvisor.com e o hotel que escolhi, Hampshire Hotel – Eden Amsterdam, tinha umas avaliações que, normalmente, me fariam desistir: mencionaram furto no hall e no quarto. Sem muita opção, reservei. A localização era ótima: Rembrandtplein, na frente do rio que dá o nome à cidade: Amstel. 15 minutos da Centraal Station e 20 minutos da Museumplein – caminhando. O que me desagradou mesmo: o horário do check-in (fiquei 2 horas aguardando) e a falta de proteção acústica dos quartos – me permitia ouvir tudo no quarto acima e ao lado. Por precaução: antes de sair guardava tudo na mala e não deixava dinheiro no quarto.

Na porta do hotel: o rio Amstel.
Rua das flores, próximo ao hotel

O presente da minha sobrinha: o famoso tamanco.

No primeiro dia, fiz um reconhecimento da vizinhança. Tirei fotos na Rembrandtplein e do rio Amstel. Depois procurei a “comida típica”: sopa de ervilha. Tomei um susto quando vi a conta: o suco de laranja custava 7 euros!!! Observação: muitos estabelecimentos não aceitam cartão de crédito. Pergunte antes.

O cara simplesmente se infiltrou na minha foto! Sai daí! Achei que a fotógrafa era namorada dele, mas fiquei na dúvida depois dessa. A ronda da noite na Rembrandtplein (já tinha passado da meia-noite e era ronda noturna literalmente).

Uma dica: pesquisei os cartões da cidade, somei os valores no excel, e concluí que a melhor opção – para quem gosta de museus – é o Museumkaart (museum card): custa 44,95 euros (os museus são caros na cidade e custam, em média, 15 euros) e é válido por um ano. A lista de museus pode ser visualizada aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/Museumkaart. No primeiro museu que você visitar, faça o cartão.
O museumkaart e o ingresso impresso no autoatendimento
Cherry blossom na Museumplein

Segui para o Museum Het Rembrandthuis ou a casa do Rembrandt – um dos grandes pintores flamencos. O lugar é lindo e vale a visita – poderá apreciar tanto as obras como os móveis e utensílios da casa do mestre holandês.


Percebi que a gastronomia não é o forte dos Países Baixos: experimentei as vlaamse frites (batatas fritas) cheias de maionese e o delicioso e econômico kroket da máquina da Febo (você coloca o valor e abre a gavetinha com o salgado quentinho). Tentei experimentar a cerveja e redescobri o óbvio: odeio cerveja.

Delícia de kroket por 1.60


Lasanha e cerveja no restaurante La Madonnina http://www.lamadonnina.nl/

Habitualmente tomo o café da manhã do hotel, no entanto, custava 19 euros e optei por comer na rua. Não foi tão cômodo (não penso sem tomar café da manhã), mas conheci vários lugares (todos próximos ao hotel) e indico: Coffee Company, Bagels and Beans e Starbucks. A melhor opção (custo-benefício) é a loja Hema (vende de tudo).


Uma das relíquias da praça dos museus, o museu Van Gogh é uma preciosidade (você também encontrará as obras do Vincent no Stedelijk e no Rijksmuseum): conheci obras que jamais havia apreciado. A série inspirada nas gravuras japonesas é primorosa. Fui no fim da tarde e não encontrei fila (durante o dia fica bastante cheio).

Museu Van Gogh

Van Gogh e a inspiração advinda das gravuras japonesas

Minha maior aventura: aluguei uma bicicleta, no Mac Bike (o atendimento na cidade é péssimo e as pessoas não são gentis), por um dia, contudo, não andava desde 12 anos de idade. Comentei com a atendente – e fui ignorada. Minha maior dúvida: usar a trava e o cadeado corretamente (não consegui na primeira tentativa e deixei a bike com a corrente de forma que qualquer um poderia levá-la até perceber e corrigir meu erro). Nunca suei tanto. Bicicleta e mapa na mão. Ainda ter que andar no meio dos carros ou na ciclofaixa. E quanto estava na contramão e até me xingaram (será que minha falta de orientação é decorrente da ausência de carteira de motorista?)! Me senti segura apenas no Voldenpark, extingui o medo de morrer atropelada. 

Aventura rs

Voldenpark
Lá fui eu para a “visita obrigatória da cidade” – toda cidade tem aquele ponto turístico “obrigatório”. Em Paris tem a Torre Eiffel – completamente descartável aos meus olhos -, em Amsterdã: a Anne Frank Huis. Uma hora na fila e o lugar tem uma energia péssima.

Anne Frank Huis

O Rijksmuseum tem duas entradas e a fila era imensa (descobri – recentemente – que tenho hérnias de disco e estava medicada, mas ficar muito tempo parada é árduo). O museu é lindo e enorme. O quadro mais festejado é a Ronda da Noite, do Rembrandt. Todavia, os meus preferidos sãos os quadros do Vermeer: a leiteira e a carta de amor (são 4 quadros do artista ao todo!!!). Não podemos esquecer outro pintor local – criador do Neoplasticismo – também exposto no museu: Piet Mondrian. No pátio da Museumplein encontramos o letreiro I AMSTERDAM.

O Rijks ao fundo. Em primeiro plano, o letreiro.

A ronda da noite
A leiteira do Vermeer no Rijks!

O melhor museu, na minha opinião, é o Stedelijk – seja a arquitetura do prédio ou as obras de arte expostas. Uma coleção incrível de arte contemporânea e moderna: Matisse, Newman, Kusama, De Kooning, Klein, Oldenburg, Warhol, Lewitt, entre outros. Quem estiver com o museumkaart, basta encostá-lo na máquina de autoatendimento e o ingresso é impresso (o mesmo no Hermitage).

Malevich no Stedelijk
Escada que leva ao subsolo do Stedelijk

O Hermitage fica em um prédio enorme, datado de 1681, nas margens do Amstel. Encontrei apenas uma exposição sobre Peter the Great (Tsar na Rússia). Confesso uma ponta de decepção. Será que a sede do Hermitage segue a mesma linha curatorial?  



Andei muito em Amsterdã (não posso comentar sobre os meios de transportes como bonde e metrô), mas considero uma excelente alternativa o Canal Bus (várias linhas e pontos próximos da maioria dos pontos turísticos). Utilizei o serviço por um dia, comprando o “canal bus daypass adult”. Custou 20 euros e me permitiu ver toda a cidade e chegar nos lugares mais distantes.  

Boat trip com o “canal bus”
A arquitetura de Amsterdã é incrível. Além dos prédios antigos, as novas construções chamam atenção: o prédio do EYE (Film Institute Netherlands) – não visitei – e a biblioteca pública OBA (Openbare Bibliotheek). Além do NEMO, que é um museu de ciência e tecnologia em formato de navio. Fiquei poucos minutos e estava lotado de crianças. O museu possui vários brinquedos para ensinar ciência de forma divertida.  

Educação sexual no NEMO

NEMO – diversão garantida para as crianças. 


OBA – Biblioteca

EYE – Filmmuseum inaugurado em 2012

Visitei ainda o FOAM (Fotografiemuseum Amsterdam), um museu de fotografias. Tinha uma mostra interessante: Foto Galatasaray, com o arquivo de fotos de Maryam Şahinyan.

Na porta do FOAM – não é permitido fotografar lá dentro

Sobre os coffeeshops (estabelecimentos legalizados para consumir maconha): são vários em diversos pontos da cidade – mas vi gente usando nas ruas também. Admito que jamais consumi qualquer droga ilícita, se tivesse acompanhada, quem sabe poderia experimentar – embora odeie o cheiro com todas as forças. 

Loja de camisinhas e coffeeshop

Visitei o Red Light District (zona de prostituição com sexo pago e legalizado) num feriado e as ruas estavam agitadíssimas. Eu ria sozinha observando as pessoas e as lojas. Estava flanando quando, de repente, me deparei com uma mulher horrível numa daquelas janelas. Por outro lado, também vi uma mulher lindíssima – de cair o queixo. Fiz duas visitas no mesmo dia – para ver como me diverti. Comi por lá, fotografei e pensei em visitar um show de sexo explícito na casa mais famosa: Casa Rosso. Fiquei olhando os frequentadores – muitos chineses. Desisti, pois achei muito turístico. aahahaha

Red Light District

Red Light District

Adorei Amsterdã, os pontos turísticos, a segurança, a possibilidade de fazer tudo andando ou de bicicleta e, principalmente, a liberdade. Lá cada um faz o que gosta, ama quem quer. O fator negativo são as pessoas. Evitando generalizações, encontrei indivíduos simpáticos, mas, em geral, não são agradáveis. Dizem que não chove apenas 5 dias por ano na cidade, portanto, tive sorte: não vi chuva e a temperatura estava ótima para a primavera.


Loja linda! Amo vermelho e a loja (no red light disctrict) só tem peças vermelhas.Não parece a instalação red room da Louise Bourgeois?


Potsdam

Visitei a cidade de Potsdam (1 hora de Berlim) com um único intuito: conhecer Schloss Sanssouci (castelo de verão de Frederico, o Grande, Rei da Prússia) e estava fechado, apenas naquele dia, para colocação de pesticida. Não tinha como saber previamente.
 

 
Mühle

Para chegar na cidade, basta tomar o trem S7 até a última estação, Potsdam Hbf. Só prestar atenção que a tarifa será ABC (para conhecer as principais atrações turísticas em Berlim, basta comprar a tarifa A). Sentada na poltrona (o trem é bastante confortável) admirei a paisagem, que começa urbana e termina bucólica – com casas campestres que não encontramos na cidade grande.


Chegando em Potsdam Hbf, na frente da estação, pegue o ônibus 695, desça no ponto atrás do castelo. Provavelmente outros ônibus deixarão perto, mas apenas o citado deixará no local a ser visitado.

Orangerie

 

Vista da Ruinenberg


 Sanssouci é um parque que não se resume apenas ao Castelo Sanssouci (pode ser comparado ao château de Versailles – que é absolutamente lindo!). Tem Orangerie, Drachenhaus, Neues Palais, Chinesisches Teehaus, entre outras construções.

Schopenhauer nasceu no Reino da Prússia.

Friedrich Wilhelm IV (Rei na Prússia) Tor

A cidade de Potsdam é aconchegante, com ruas silenciosas e, no Zentrum, na rua principal, Brandenburger Str., existe movimento de turistas, lojas e restaurantes. Para retornar para a estação, basta tomar qualquer ônibus que indique “Potsdam hbf”.

Brandenburger Tor


Brandenburger Str. no Zentrum

Florença (bate-volta)

Firenze ou Florença é a capital da Toscana. Foi o berço do Renascimento italiano e tem algumas das obras mais lindas de todos os tempos. É preciso cuidado para não se entregar à Síndrome de Stendhal.


O site do hotel que me hospedei (em Roma) oferecia alguns passeios bate-volta: Tivoli, Via Ápia, Firenze, entre outros. O passeio, sem guia, custava 80 euros (o mesmo preço da passagem de trem). Acabei reservando por e-mail (sem guia).


O que não avaliei: o tempo da viagem de trem era infinitamente menor que de ônibus e, na primeira opção, faria tudo no meu tempo. A viagem de ônibus durou 4 horas (paramos em Fabro, na região de Umbria) e o guia, Chiara (falava vários idiomas, entre eles, português), foi contando a história de Roma até a Toscana (em espanhol e inglês).


Não aconselho um bate-volta para Florença, pois é uma cidade com infinitas obras de arte para fruir, no entanto, sempre quis conhecer dois museus: a Galleria dell’Accademia e a Galleria degli Uffizi. Estando tão perto, como poderia resistir? Ainda mais sem saber quando voltarei na Itália…

Tentei comprar nos sites oficiais, mas, para minha surpresa, não encontrei os tíquetes. Então recorri a outro site de tíquetes, http://www.tickitaly.com. Escolhi os horários dos dois museus e comprei. A compra online facilita muito: não precisará enfrentar a enorme fila da Uffizi (acredite, é enorme). Não encontrei os tíquetes no site oficial, pois era a semana da cultura, com todos os museus gratuitos (não descobri antes).

Fila para Uffizi

 Não sabia a duração da viagem (calculei 2 horas e meia) e comprei os tíquetes para horários que não estava na cidade. Mas não tive qualquer problema para trocá-los (talvez pela gratuidade naquela semana).
 

Igreja Santa Croce

Chiara me avisou: esteja na Igreja Santa Croce às 17h e me deu um mapa de Florença. Ainda bem que o lugar é pequeno, pois tive apenas 4 horas e meia para fazer tudo o que eu queria. Corri muito, mas consegui.

Santa Maria del Fiore

Primeira parada: Uffizi. Antes de entrar na Uffizi, comprei alguns pinóquios para minha sobrinha (o Pinocchio é originário da Toscana) com o vendedor na rua que é simplesmente o homem mais bonito que já vi. A fila era enorme, mas rápida. Em razão do tamanho do museu, talvez seja a maior aglomeração que presenciei, sim, supera o Louvre. As obras mais festejadas são as do Botticelli, com centenas de pessoas na frente da Primavera e O nascimento de Vênus – é proibido fotografar no interior das galerias. No entanto, existem tantas outras telas maravilhosas, principalmente as do Caravaggio (Baco e Medusa).

Vista da janela da Uffizi

Segunda parada: Accademia. O trabalho mais procurado na galeria é o Davi de Michelangelo, uma das obras mais célebres do Renascimento. Existe uma reprodução na Piazza della Signoria, na frente do Palazzo Vecchio.

Davi na Accademia. Não podia fotografá-lo. Li que voltaram a permitir a fotografia na galeria.
Réplica do Davi diante do Palazzo Vecchio.

Hércules e Caco
Palazzo Vecchio

Depois de visitar dois museus, caminhei para a Ponte Vecchio, sobre o rio Arno. Sobre a ponte, Dante Alighieri saudou o grande amor da sua vida pela primeira vez. Lá também encontramos alguns cadeados do amor, tal como na Pont des Arts em Paris. Nada mais apropriado.




A igreja mais bonita do mundo está em Florença: Basílica di Santa Maria del Fiore (ou Duomo). A cúpula é uma construção do Brunelleschi. Dentre tantas peças que causam deslumbramento, há algo imperdível: a Porta do Paraíso (nome dado por Michelangelo) no Batistério de São João, obra de Lorenzo Ghiberti.


A Porta do Paraíso


Minha experiência gastronômica em Florença não foi boa: pedi um risoto de funghi e estava muito ruim.

O Duomo de Brunelleschi

Finalmente corri (esbaforida) para o ponto de encontro e me desesperei: a praça lotada. Como reconheceria as pessoas da excursão? De repente avistei uns canadenses nipônicos e respirei aliviada. Mas tinha o endereço da estação de trem na bolsa (uma pessoa prevenida vale por duas! ahaha).

Keukenhof ou o maior jardim de flores do mundo

Entrada de Keukenhof

Keukenhof, como menciono no título, é o maior de jardim de flores do mundo e está localizado em Lisse (30 minutos de Amsterdã), cidade dos Países Baixos (Holanda é apenas uma região dos Países Baixos). O jardim só fica aberto na primavera, portanto, programe-se para visitá-lo entre o fim de março e o início de maio.
A linda paisagem da cidade de Lisse.

No meu roteiro, só visitaria Keukenhof no terceiro dia de férias, no entanto, dei uma olhada na meteorologia e obtive a informação que o segundo dia seria o mais ensolarado: 24º – é bom ter a flexibilidade para mudar a programação, já que os museus podem ser visitados mesmo com o tempo chuvoso.

Com o intuito de evitar as filas, comprei o Combi-ticket pelo site (inclui ônibus até o aeroporto, ônibus até Lisse e a entrada no jardim). Basta imprimir o tíquete e mostrá-lo ao motorista.

O ônibus com destino ao jardim parte do aeroporto, portanto, optei pelo ônibus da 197 da Connexxion, que sai de Leidseplein/Museumplein em direção ao aeroporto Schipol. No “Arrival hall 4”, encontrará o Keukenhof Express, ônibus 858. Dependendo do lugar em que estiver hospedado em Amsterdã, talvez seja melhor tomar o trem na Centraal Station até o aeroporto.



Não visitei os campos de tulipas propriamente, mas é possível descer antes de Keukenhof e andar pelos campos, ou ainda, alugar bicicleta para percorrer a cidade. 

Uma das visitas possíveis é no interior de uma enorme moinho (outro símbolo dos Países Baixos), que tem um minimuseu sobre o funcionamento dos moinhos, no primeiro andar. Chega-se ao topo subindo uma estreita escada. Lá de cima é possível avistar um imenso campo de tulipas!

Não tem variedades de lanchonetes no jardim. Algumas barraquinhas ou carrinhos com lanches são encontrados, mas tudo superlotado, há ainda, lanchonete com inúmeros turistas. Aguardei na fila e comprei um sanduíche de presunto (muito bom) e em outra barraca comprei um chá gelado. Comi e apreciei a paisagem. O clima estava tão agradável que deitei no gramado e até cochilei. 


Keukenhof é incrível e a paisagem cola na retina que se torna impossível esquecer as imagens. São tantas tulipas e flores. Pela sazonalidade do programa, encontrará o jardim sempre cheio.


O wi-fi não é muito bom, mas possibilitará enviar algumas fotos de lá, pelo instagram, e matar seus amigos de “inveja”. Leve mais de um cartão de memória, pois vai querer fotografar tudo.

Der Himmel über Berlin

Há alguns anos conheci um alemão que desferiu uma pergunta curiosa: diga-me 3 palavras que suscitem a Alemanha. Sem titubear, mencionei: Bauhaus, salsicha e Expressionismo. Ficou sem ação, disse que era a primeira pessoa que não citava Hitler. O passado da capital alemã ainda ecoa, sem motivo palpável!

 

Brandenburger Tor

Talvez tenha sido a maior maratona museológica que já fiz na vida. Parti de Amsterdã rumo a Berlim, voando KLM. Daí nasceu minha maior dificuldade na viagem: eu mesma tive que despachar minha bagagem. Me vi diante de uma máquina, que escaneou meu passaporte e imprimiu a etiqueta que colocaria na mala. Depois basta encaixar a mala em um dispositivo, que a encaminhará!

Cheguei na capital, já com o mapa do aeroporto, e facilmente encontrei o ponto do ônibus TXL. Ainda não estava familiarizada com a máquina para comprar tíquetes, então, acabei pagando a passagem ao motorista. O ponto final é na Alexanderplatz, ponto central. Sem visualizar o elevador, respirei fundo e desci com minha mala (haja tandrilax pras hérnias de disco não gritarem). Finalmente tive que usar a máquina de tíquete, que não aceitou minhas notas e cartões. Ter moedas é uma vantagem. E duas estações depois (U2) estava no hotel.

East Side Gallery
O hotel que escolhi (no hoteis.com), em Mitte, foi ótimo, além de ser de uma rede conhecida: Best Western, o atendimento era excelente. Embora não estivesse perto de nada (a 3 minutos da estação Spittelmarket), estava a duas estações de Alexaderplatz (de onde sai transporte para todos os lugares), e ainda, o lugar era tão silencioso que só conseguia ouvir passarinhos. Tinha supermercado próximo, pizzaria e algumas cafeterias. Além do preço convidativo. Paguei 90 reais por diária!!!


O café da manhã não estava incluído na diária, que podia ser adquirido por 9 euros. Admito que o valor estava bom e muito aquém do cobrado em Amsterdã, mas optei por tomar café cada dia em um lugar diferente. Próximo ao hotel tinha três lugares que serviam café da manhã, todavia, um suco, um café, pães e geleia saiam por 7 euros.


Estive algumas vezes no supermercado próximo ao hotel e me surpreendi com os preços! Tudo muito barato se compararmos com os demais países europeus. Comprei refrigerante, frios, pão e doces.


Preparo um roteiro exaustivo. Claro que nunca acredito que vou cumpri-lo. Sempre cumpro. Cheguei e parti para East Side Gallery (a recepcionista do hotel marcou o local no mapa) ou o que sobrou do muro de Berlim, depois de algumas baldeações, lá estava. Caminhei de 18 até 20 horas, com o céu ainda claro. Aproveitei para experimentar o famoso curry wrust (salsicha com curry e batatas fritas) num bar próximo. É o lugar mais colorido de Berlin, cheio de grafites. Nem preciso dizer que amei.


Me hospedei em Mitte para ficar o mais próximo possível da Ilha dos Museus (Museumsinsel), formada por: Pergamon Museum, Altes Museum, Neues Museum, Alte Nationalgalerie e Bode Museum. Visitei todos no mesmo dia.

Pergamonmuseum
O Altar de Pérgamo, a Porta do Mercado de Mileto, a Porta de Ishtar e Via Processional da Babilônia fizeram o museu famoso em todo o mundo, sendo o mais visitado em Berlim.






Altes Museum
O museu no estilo neoclássico, construído em 1830, apresenta uma coleção permanente de arte e cultura dos gregos, etruscos e romanos.






Neues Museum
O museu reabriu as suas portas ao público em 2009, após permanecer fechado para reforma desde 2003. Combina exposições geográficas e tematicamente relacionadas reunidas de três coleções distintas: arte egípcia, objetos pré-históricos e antiguidades clássicas.





Alte Nationalgalerie
A Alte Nationalgalerie é a casa original da Nationalgalerie, cujas coleções hoje estão divididas entre a Neue Nationalgalerie e o Hamburger Bahnhof . 


Bode Museum
Contrário ao conceito original, o museu agora abriga grande coleção de arte bizantina. Além de ter 150 esculturas da coleção Gemäldegalerie.



A catedral de Berlim ou Berliner Dom também está situada na ilha. Recomendo o Museum Pass, que é uma pechincha, você poderá visitar mais de 100 museus em 3 dias por apenas 19 euros. Receberá um livrinho com os museus que estão incluídos no preço do museum pass.

Museum pass Berlin


Berliner Dom


Além de ter um preço atraente, o audioguide também está incluído no valor do museum pass. Da lista acima, os que mais gostei foram o Pergamon (muito procurado em razão da Porta de Ishtar) e o Neues (onde encontramos o busto da Nefertiti).


No sábado, após um dia inteiro de museus, queria conhecer algum bar ou boate. Eis que tive a ideia de finalmente encontrar alguém do Couchsurfing (famoso site de hospedagem gratuita, no sofá ou em qualquer lugar). Postei uma mensagem, perguntando se tinha alguém disponível para ir num bar ou boate. Em questão de poucos minutos, recebi uns 10 e-mails. Selecionei um cara que parecia legal. Sem celular, saí em direção à estação de metrô recomendada. Chegando lá, alguns restaurantes de kebab. Não tinha anotado um endereço. Tentei reconhecer o menino, mas sem sucesso. Comi uma pizza e voltei. O cara ficou chateado, mas não tive culpa, jamais marcaria com alguém e não iria.


A praça Alexanderplatz, além de hospedar a famosa antena de TV, é um ponto importante da cidade, pois é ponto final dos ônibus do aeroporto, ponto final de diversos ônibus, estação de bonde elétrico, estação de trem e de metrô. Passei por lá todos os dias. Tinha um prédio onde as pessoas faziam Bungee jumping. Num domingo, tive que procurar um lanche naquela praça e algo me irritou: o turco que servia passou a mão na minha mão e me levantei imediatamente.





Caí de amores pelo sistema integrado de transporte público. Comprava o bilhete diário (tagerkarte) por 6,50 euros, validava na estação de metrô (tem que validar antes de entrar no vagão) e, depois, só mantinha o bilhete no bolso. Não tem catraca. E o bilhete é válido no ônibus, trem, metrô e bonde. No fim de semana, o metrô funciona por toda a noite.

Uma boa dica é pegar o ônibus 100 ou 200 e fazer um city tour bem econômico pela cidade. Pode descer e voltar novamente. Você encontra o horário em que o ônibus estará no ponto. E realmente estará! As linhas supracitadas possuem ônibus com dois andares e custam apenas o preço da tarifa normal.
Coluna da Vitória vista do ônibus 100. Está relacionada com o título do post. 🙂
Para realizar a visita na Cúpula do Bundestag (sede do Parlamento) é necessário fazer um agendamento prévio pela internet. E o horário agendado deve ser cumprido. A cúpula é uma construção contemporânea instalada no prédio do Reichtag.

Cúpula do Bundestag
 

Bem próximo do Bundestag, fica outro ponto turístico da cidade: Tiergarten. É um bairro onde encontramos um imenso parque com muito verde. O parque se estende até o Brandenburger Tor ou Portão de Brandenburgo – símbolo da cidade de Berlim.


Embora tenha realizado a visita, o Mauer Museum em Checkpoint Charlie (posto militar entre Alemanha oriental e ocidental) não me impressionou. Vale como registro histórico, mas, no quesito museológico, deixa a desejar.






Dois museus são imperdíveis: Hamburger Bahnhof e Neue Nationalgalerie. Ambos com peças de arte contemporânea, sendo que, no primeiro, além de trabalhos de artistas renomados (coleção pequena, mas com Warhol e os alemães Anselm Kiefer e Joseph Beuyes), encontramos exposições temporárias de novos artistas, no segundo, muitos trabalhos de arte contemporânea (Fontana, Judd, Warhol, Christo).

O Hamburger Bahnhof é uma antiga estação de trem transformada em museu. O museu está a alguns passos da estação central de Berlim: Berlin Hauptbahnhof. Nessa estação, chegam trens de diversas cidades e países. São vários andares de lojas e lanchonetes. Comi uma baguete de atum e comprei alguns cosméticos com preços excelentes na gigantesca farmácia.

Harburger Bahnhof



Kiefer
Warhol

Além dos artistas já conhecidos do grande público, pude observar alguns trabalhos que desconhecia. Tinha uma sala do artista norte-americano George Widener, como exibição da mostra “secret universe”. Um trabalho prosaico com papel e caneta, mas curioso.

George Widener


No caminho para a Neue Nationalgalerie, obra do arquiteto Ludwig Mies van der Rohe, vi outros belos prédios públicos, como a biblioteca pública e a Filarmônica de Berlim – é o único museu que fica distante de qualquer estação de metrô. Além de passar pela Legoland e Sony Center.

Neue Nationalgalerie
Warhol
Filarmônica vista do museu

Fiquei um pouco frustrada no fim da viagem, pois visitei a cidade de Potsdam com um único intuito: conhecer Schloss Sanssouci e estava fechado (contarei em outro post).



Na volta, desci na estação de trem Charlottenburg, para visitar Schloss Charlottenburg (palácio real da Prússia, construído para Sophie Charlotte, esposa de Frederico). Seguindo a orientação de um adolescente, peguei o ônibus 309, que deixa na frente do castelo. O mesmo se quiser voltar e ficar na estação de metrô. O lugar é cinematográfico.



Schloss Charlottenburg


 



No meu quinto e último dia na capital alemã, fiz o check-out e deixei minha mala numa sala reservada para guardar bagagens dos hóspedes. Era uma sala com armários com chave, precisava colocar um euro para trancar a porta. Segui para visitar o Käthe-Kollwitz museum e a Ka De We, pois meu voo de volta sairia apenas ao entardecer.


Desde que conheci, admiro o trabalho da Käthe-Kollwitz – é uma arte engajada, que fala de dor. Com Kollwitz inaugurei o exercício do olhar, resultando no primeiro trabalho que escrevi na faculdade de artes. O museu é pequeno, numa casa de 7 andares, no entanto, contém inúmeros trabalhos da artista. A Pietà pode ser vista no Neue Wache, monumento das vítimas da guerra.

Käthe-Kollwitz museum

Neue Wache
Neue Wache – Pietà

Próximo ao Käthe-Kollwitz museum está a maior loja de departamentos de Berlim: Ka De We. São sete andares imperdíveis, desde roupas a comidas. No sétimo andar tem um grande restaurante self-service e à la carte, LeBuffet, onde almocei.




Percebi que os alemães são muito simpáticos e, provavelmente, foi a minha maior surpresa. Inúmeras vezes se ofereceram para ajudar com o mapa, na compra do bilhete, para tirar fotos (sem que eu pedisse!!!). A cidade não é bonita, já que parece um canteiro de obras, no entanto, é cheia de atrativos. As pessoas são descoladas, de cabelos a roupas. 

Para Roma com amor (2012)

Não se trata de uma resenha acerca do último filme do Woody Allen, mas tão somente um breve relato sobre minha percepção sobre Roma. Lembro-me que a película mostra a falta de orientação geográfica que sentimos na cidade. Comigo não foi diferente.

Fórum Romano

Cheguei em Roma pelo aeroporto Leonardo da Vinci. Como solo traveler econômica, na Europa, o táxi não é a primeira opção. Encontrar o trem é muito fácil, sem precisar carregar a mala no colo (como na capital francesa): basta seguir as placas no aeroporto. Comprei o tíquete no guichê (admito que só recorro à máquina na falta dele) por 12 euros e entrei no trem, que me levou até a estação Termini. Os preços e destinos podem ser consultados em: http://www.trenitalia.com/

Só depois concluí que se tivesse entrado algum fiscal, provavelmente teria que pagar uma multa, já que não encontrei a máquina para validar o bilhete.

Termini é uma região que o turista deve ficar de olhos bem abertos, pois existem vários batedores de carteira e pedintes rondando cada um que chega. Sobre o táxi, tenho uma história interessante: um amigo chegou no aeroporto e tomou o primeiro táxi, sem se preocupar com valores, chegando no destino uma surpresa: o taxista cobrou 250 euros!

Escolhi um hotel perto de Termini, na Via Agostino Depretis (10 minutos caminhando, rua em frente à igreja Santa Maria Maggiore), mas numa via tranquila – recomendo a qualquer viajante. É um 2 estrelas confortável, com bom café da manhã e wi-fi. Ainda no Brasil, agendei, através do e-mail, um tour para Florença (me arrependi pelo desgaste da viagem de ônibus, poderia ter ido de trem). A dona (que tem ótimas recordações de sua lua de mel, em 1965, no Rio) é muito atenciosa e se preocupou até quando retornei tarde ao hotel no primeiro dia, embora tenha pedido para evitar pegar o elevador se não tivesse com mala (deve ser economia de energia elétrica).

A primeira coisa que fiz, após um banho, foi comer pizza (diversas fatias de vários sabores)! Uma decepção tomou conta de mim, pois, no Brasil, comemos melhores. Depois, mesmo não sendo fã da iguaria, tomei um gelatto na Gelateria Aurora, enquanto aguardava o ônibus turístico. Fiz algo que não costumo: peguei um ônibus de turismo para dar uma volta pela cidade.

Gelatto

Bem próximo ao hotel também entrei, na parte da noite, na Pizzeria Viminale e não recomendo, embora a pizza estivesse boa, o atendente turco é muito abusado. Colocou a mão sobre a minha enquanto pagava pelo produto.
Pizza!!!

Terminado o tour, finalmente veria tudo aquilo que só tinha apreciado nas aulas de história da arte. Duas igrejas estavam nos meus planos (5 minutos do hotel): Santa Maria della Vittoria, para fruir uma das obras mais magníficas de todos os tempos: O êxtase de Santa Teresa, do Bernini. E ainda, Sant’Andrea al Quirinale, projetada por Bernini.

O êxtase de Santa Teresa

No caminho de uma das igrejas, começou a chover e de repente um homem se aproximou e perguntou se poderia caminhar comigo (pensei: é um assalto!!!). Me contou que era estudante de mestrado, passando apenas um fim de semana em Roma. Perguntou os lugares que gostaria de conhecer e foi comigo nas igrejas, depois caminhamos até a Fontana di Trevi. Me deu as moedas, disse que assim sempre voltaria a Roma. Estava achando tudo muito estranho. Insistiu para caminharmos até a Piazza di Spagna. Andamos mais um pouco (já tinha passado umas 3 horas) e chegamos na Villa Borghese. Um jardim muito bonito, mas já era 19h e escurecia. O italiano me beijou e fiquei muito surpresa (gostei da ousadia), no entanto, falei que não continuaríamos com aquilo. Tirou todos os documentos pra mostrar que não era um ladrão! (risos) Engraçado, mas perigoso. Tenho certeza que era um golpista…

Piazza di Spagna

Fontana di Trevi

Villa Borguese

Só aí peguei o metrô, pela primeira vez. E depois tive alguma dificuldade para me localizar, mesmo com o mapa, e ainda, não tinha uma estação próxima ao hotel.


Na hora de jantar, escolhi uma cantina na frente do hotel, L´Angolo di Napoli (depois de uma garrafa de vinho só saberia mesmo pegar uma reta). Pedi o vinho da casa, nhoque e tiramisù. Um casal ao lado, formados por um inglês e uma asiática, começaram a conversar comigo, pois ficam com pena de quem viaja sozinha! (risos)

Comprei os ingressos para o Museu do Vaticano antecipadamente pela internet (evita uma enorme fila). Caminhei lindamente para o metrô que, por um motivo incompreensível, não funcionou naquele dia. Foi um drama achar o ônibus que leva ao Vaticano. Não descobri como pagava ao motorista. Estava lotado. E um senhor tentou me furtar!!! Uma senhora peruana me recomendou descer e caminhar até o Vaticano. Andei muito (se tivesse pecados…), mas o museu é um desbunde! Vi o afresco que amo: A escola de Atenas, do Rafael; esculturas do homem mais bonito de todos os tempos e amante do imperador Adriano: Antínoo (me surpreendeu a indicação, nas esculturas, que foram amantes); além de centenas de obras que fazem qualquer um chorar. E o que dizer do teto da Capela Sistina? Ah, Michelangelo, você foi um gênio!

Detalhe da Capela Sistina
Antínoo
Na saída do museu, esperei por quase duas horas na fila da Basílica de São Pedro. Sou ateia e admito que valeu cada minuto. Fiquei muito emocionada com duas peças e me ajoelhei diante delas: o Baldaquino do Bernini e a Pietà do Michelangelo. Foi um dia muito impressionante. Sem palavras para descrevê-lo.

Baldaquino
Basílica de São Pedro
A guarda Suíça
A Pietà


Comprei o Roma Pass e recomendo por um motivo: não precisar ficar na imensa fila do Coliseu (embora inclua também o transporte). Aproveite também para apreciar o Arco de Tito e o Arco de Constantino, ficam próximos. Imperdível também é o Fórum Romano e o Panteão.

Coliseu
Fórum Romano

Minha última visita foi ao Panteão Romano, construído pelo imperador Augusto e reconstruído por Adriano. No caminho parei para comer no restaurante “Sicilia in bocca”. Pedi uma pizza com 4 sabores, um refrigerante e uma bruschetta, tudo custou 7 euros. O curioso é que um casal de norte-americanos estava sentado ao meu lado. De repente, a mulher foi ao banheiro e o marido começou a conversar comigo, disse que estava morando em Roma há 6 meses em razão de uma transferência do trabalho, perguntou se eu queria foto. Quando a mulher saiu e viu ficou visivelmente irritada. Ele me apresentou “Ela é brasileira, está passando as férias em Roma”. A mulher sentou e ele virou para ela, que perguntou o que estava acontecendo. Acredita que ele disse que eu pedi para que me fotografasse? Depois comi um sorvete realmente saboroso numa sorveteria próxima à construção histórica.

Panteão

Não visitei o Maxxi Museo, a Galleria Borghese, além de outras inúmeras igrejas e galerias, portanto, terei que voltar a Roma, algum dia.

Bogotá

Bogotá, uma cidade pra nunca mais voltar…
Voltaria da Cidade do México pela Avianca (excelente companhia aérea – se compararmos com as nacionais – com conexão obrigatória na Colômbia), portanto, decidi fazer um stopover de 4 dias em Bogotá. Contei com a calorosa hospitalidade do meu amigo Kadu (que conheci no Orkut, em uma comunidade da Madonna, há anos).
Admito que ainda quero visitar Cartagena das Índias, na Colômbia, no entanto, jamais pisarei novamente em Bogotá. Fiquei com uma péssima impressão desde que cheguei no aeroporto.
 

Museo Botero


Fui avisada pelo Kadu para pegar o táxi apenas no guichê, no entanto, um taxista “amistoso” disse que o preço seria o mesmo com ele. Saí da fila, com a mala, e fui. Só que o táxi já vinha com outro motorista (imagine o drama, pois já era 23h) e os dois ficaram no banco da frente. Só depois li sobre o famoso táxi milionário ou “passeio milionário” – que é um sequestro relâmpago para roubar as vítimas. E acho que só não tentou me sequestrar porque disse que me hospedaria na casa de amigo que estava me esperando e sabia o horário que chegaria. “Apenas” me cobrou 3 vezes o valor da tarifa normal. Após o retorno pra casa, li um alerta no site do Ministério das Relações Exteriores sobre os táxis colombianos.
A cidade é organizada, tem um excelente planejamento arquitetônico: a maioria das casas e apartamentos são de tijolinhos. As ruas são numeradas, facilitando a localização.

La Candelaria

Centro Cultural Gabriel Garcia Marquez

Péssimo: não tem metrô. Tentei, juntamente com o meu amigo (que nunca andou de ônibus por lá, pois morre de medo), andar de TransMilenio (ônibus com paradas predeterminadas), mas o ponto mais próximo da casa dele era muito distante. O táxi, quando chamado pelo telefone, não tem perigo. Mas na rua…

Estive em dois shoppings e o esquema de segurança é pesado. No primeiro, Atlantis Plaza, no coração da Zona Rosa, fui com meu amigo de carro: abrem as portas e deixam o cachorro cheirar. No segundo, a pé: passei por um detector de metal.  

A Zona Rosa é um bairro muito bonito, com lojas de grife, bares, ruas movimentadas. Acredito que seja o melhor ponto da cidade para quem quer turistar. O namorado do meu amigo preferiu comer no Hard Rock e acabei não conhecendo, por dentro, o famoso restaurante “Andrés Carne de Res” (a matriz fica numa cidade próxima: Chía).

 
Zona Rosa
Andrés Carne de Res
Caminhei por La Candelaria, no centro, e fiquei tensa pela tensão do meu amigo (ele abraçava a própria bolsa), que me recomendou não pegar a câmera para fotografar! Lá visitamos o Museo Botero, que é realmente muito bonito. Além de trabalhos do artista, também encontramos obras internacionais. O Museo del Oro tem peças interessantes. Novamente uma pequena tensão: aos domingos o museu tem entrada gratuita, que facilita os furtos. Kadu falou alto que um homem estava se aproximando demasiadamente pra me furtar – ou seja, fim do sossego até mesmo dentro de um museu!

Museo Botero

Museo del Oro

Para ter uma visão de 360 graus da cidade: visite o Cerro Monserrate. A subida é realizada por teleférico ou bondinho, dependendo do dia da semana. A temperatura é sempre baixa em toda a cidade, em razão da altitude e, lá em cima, costuma ser pior. Tinha alguns pesos no bolso do casaco, que, misteriosamente, após alguns colombianos pedirem para tirar fotos comigo, sumiram!

Não preciso dizer que, na volta, sozinha e sem ter como chamar o táxi por telefone, levei outro golpe de taxista: dei uma nota de 50 e ele disse que dei 5 (depois li que é outro golpe comum na Colômbia!), ou seja, além de cobrar 3x o valor normal (paguei 12 na ida, pois Kadu chamou por telefone), ainda tive que pagar 2x. E, como não tinha mais pesos colombianos, dei uma nota de dólar, que o taxista fez uma conversão que perdi muito. Novamente, me senti refém do crime naquela cidade.
Cerro Monserrate

Arepa (pão feito com farinha de milho) com agua de panela (água e rapadura)

Na época, pelo facebook, alguns conhecidos falaram que não tiveram problemas por lá. No entanto, é necessário lembrar que sou mulher e viajo sozinha. Para concluir, o imperdível mesmo, em Bogotá, é tomar um suco natural de mandarina (tangerina) no bom restaurante da rede “El corral”. 


Não fiquei traumatizada como parece, no entanto, não posso recomendar uma cidade como Bogotá para uma solo traveler. Todas as situações ocorridas serviram para me fazer ter muito mais atenção nos lugares que visito, além de me forçar a pesquisar mais sobre os golpes de cada lugar. Algum tempo depois da viagem, meu amigo foi transferido para os EUA, e ele estava muito ansioso, por ter levado coronhada na cabeça, além de sofrer outros problemas naquela cidade (a empresa dele, uma multinacional, determinava até a instalação de porta blindada nos apartamentos).


Cidade do México ou Cidade da Frida Kahlo

“À medida que viajamos em busca da beleza, obras de arte podem […] influenciar os lugares aos quais gostaríamos de viajar.” 
Alain de Botton
Casa Azul ou Museo Frida Kahlo

A primeira dica sobre a Cidade do México é: não acredite em tudo o que você lê – embora os relatos turísticos sejam escassos. DF é uma metrópole com todos os problemas (inclusive os relacionados à violência urbana) e maravilhas que isso pode acarretar.


O ser humano é movido essencialmente por motivação. Sempre quis visitar a “Casa azul”, hoje, “Museo Frida Kahlo“, sim, era o meu único objetivo. Tudo o que conheci além da casa da Frida foi uma surpresa.

O roteiro ficou dividido da seguinte maneira:

Dia 1 (11/09/2012) – Cheguei tarde, jantei e caminhei pelo bairro;
Dia 2 (12/09/2012) – Tour a Teotihuacan, Basílica de Guadalupe, zona arqueológica de Tlatelolco, loja de artesanato, restaurante com comida típica e dança folclórica;
Dia 3 (13/09/2012) – Xochimilco, Museo Dolores Olmedo e Museo Frida Kahlo;
Dia 4 (14/09/2012) – Bosque de Chapultepec, Castillo de Chapultepec, Museo Arqueologico, Museo Soumaya e Museo Frida Kahlo;
Dia 5 (15/09/2012) – Acordei cedo e fui ao supermercado, depois almocei e fiz o checkout.



Comprei a passagem pelo site da decolar (o valor estava quase o mesmo do site das companhias aéreas), que permite múltiplos destinos – na volta ficaria em Bogotá. O voo de ida foi realizado pela Taca e o de volta pela Avianca. Embora a aeronave da Taca não tivesse entretenimento individual, a simpatia dos comissários compensava qualquer coisa. Teve uma conexão de 1 hora em Lima e foi tudo muito rápido, sem precisar passar por controle de imigração.

A pesquisa do hotel, como de costume, é realizada no tripadvisor.com, para saber a opinião dos outros viajantes. Optei por um hotel 3 estrelas (Hotel del Principado) e o qualifico como muito bom, mesmo custando a bagatela de R$60,00 (a diária). Um hotel 5 estrelas, como o Hilton, custava apenas R$250,00. 


Para solo traveler, como eu, recomendo alguns cuidados para cidades grandes (qualquer cidade, na verdade): leve 2 cartões de crédito, 2 visa travel money e deixe sempre um no hotel. Divida o dinheiro. Use porta-dólar. Coloque a bolsa/mochila pra frente. Faça cópia dos documentos e deixe arquivado no e-mail e no celular. Ponha uma cópia impressa na sua mala, em caso de extravio.

Se você tem visto norte-americano, não precisa ter outra preocupação (só levá-lo, mesmo que esteja em outro passaporte), caso você não tenha, será necessário preencher o visto eletrônico: http://www.inm.gob.mx/index.php/page/Inicio_Autorizacion_Electronica/pt-br.html 
Recomendo levar dólar e fazer o câmbio no aeroporto apenas para pagar o táxi. Tem um trem que sai do aeroporto e deixa na cidade, mas, em razão do preço do táxi executivo, 90 pesos (20 reais), preferi não arriscar. Se tiver comprado a passagem com cartão platinum ou black, não esqueça que você já tem seguro. Ligue para a operadora e pegue o número para socorro em caso de emergência. Não custa nada ser prudente.

Preferi ficar no bairro conhecido como “Zona Rosa“, área bem animada e gay. Outros bairros que permitem passeios tranquilos são: Polanco e Condesa. 

Cheguei tarde (18:00h) no hotel. Fiz o check in e perguntei sobre a possibilidade de agendar um tour para Teotihuacan. O preço era razoável e deixei agendado. Quando perguntei sobre Xochimilco, disse que seria muito fácil chegar ao destino sozinha.

Após um banho demorado, desci e perguntei o sentido mais seguro para caminhar na Zona Rosa. Embora cansada, não desanimei e fui comer a famosa comida mexicana num restaurante próximo: Parrila Leonesa. Lembro que degustei tacos, burritos, guacamole, limonada, quesadilla e me custou 90 pesos (20 reais). No segunda visita, ganhei uma bandeira do país, prova da cordialidade mexicana.


Olhos lacrimejantes. Motivo: pimenta!

 

Pela proximidade com os EUA, muitas lojas estão instaladas por lá: seven eleven 24 horas em cada esquina, a burgueria Wendy´s e etc. Além de ter um vasto comércio de rua: com comidas inimagináveis. E tudo é bem mais barato que no Brasil.


No segundo dia, já tinha reservado, no hotel, um passeio para o sítio arqueológico de Teotihuacan. Lembro-me de já ter estudado aquelas pirâmides algumas vezes. A cidade fica a 40 km do DF e é um passeio imperdível. As pirâmides do sol e da lua são construções dos povos pré-colombianos. 

Pirâmide da Lua

Pirâmide do Sol

No caminho para Teotihuacan, conheci a zona arqueológica de Tlatelolco, segundo a Wikipédia, as diversas escadarias que se observam foram as fachadas principais das distintas etapas construtivas do Templo Maior, construído entre os anos 1337 e 1515. O altar a Sul, dedicado a Huitzilopochtli é de dimensões superiores àquele a Norte, dedicado a Tláloc, o qual apresenta nas fachadas Norte e Oriente decorações em baixo relevo.

 


O metrô é ótimo, com diversas linhas que te deixam na maioria dos pontos turísticos. Basta pegar um mapa no hotel e garanto que você não se perderá. A passagem custa R$0,50.

O passeio mais distante é Xochimilco, que fiz sozinha. Pegue a linha azul até Tasqueña (fim da linha) e procure a passagem para o trem (terá que pagar novamente). Pegue o trem até a última estação: Xochimilco. Não tem como errar, pergunte o local da estação das trajineras (barcos) que vão te levar para um passeio nos canais. Um aviso: é um subúrbio (quem não mora em subúrbio fica assustado – risos), então, você verá casas simples, mas um povo muito educado e gentil.

Xochimilco

Embarcadero

Os mexicanos são muito acolhedores! Nunca vi um povo mais simpático. Fiz o passeio sozinha (custou 200 pesos) e foi caro para os padrões de DF. E é divertido, você encontra famílias inteiras passando o dia por lá, levam suas comidas e contratam mariachis!!! Ay, ay, ay, ay! Um fato engraçado: uma trajinera com inúmeras senhoras bem idosas parou perto de mim e me chamaram “Estás solita? Venga para acá.” ahahah Fofas!!! Agradeci e segui adiante.

A região de Xochimilco tem ampla produção de flores, portanto, o barqueiro perguntou se gostaria de parar em algumas “ilhas” para apreciar a plantação. Como não tinha o intuito de comprar, desci apenas uma vez e tirei boas fotos.


No caminho percorrido pela trajinera, podemos avistar a conhecida “Isla de las muñecas“. É um lugar um tanto quanto macabro. Diz a lenda que uma menina foi encontrada afogada em circunstâncias misteriosas nesta ilha e que os bonecos foram possuídos por seu espírito. Testemunhas contam que os bonecos se movem, abrem os olhos e sussurram.
 

Saindo de lá, recomendo visitar o Museo Dolores Olmedo. Além de ser uma construção lindíssima, tem uma enorme coleção de Diego Rivera e algumas obras, desconhecidas do grande público, da Frida. Pegue o trem na estação Xochimilco e desça na estação La Noria. O museu fica a uma quadra da estação.


Busto do Rivera no Museo Dolores Olmedo

Já era 16 horas e não tinha almoçado, portanto, foi o melhor sanduíche de ovo que já comi na vida, no café do Museu Dolores Olmedo.
A Basílica de Guadalupe é um dos 3 maiores centros de peregrinação religiosa do mundo (perde para Meca e Vaticano apenas).Os visitantes são realmente devotos da Virgem e procuram milagres.

Basílica de Guadalupe
A Virgem de Guadalupe

Minha ambição é conhecer a maioria de museus que puder durante a minha vida. E, na Cidade do México, tive uma grata surpresa: o Museo Soumaya, inaugurado em 2011. Tentei ir caminhando até Polanco, saindo do Bosque de Chapultepec, depois decidi pegar um táxi, mas já estava na esquina do museu. Pertence ao homem mais rico do mundo: Carlos Slim. E, ao contrário de todos os museus da cidade, não cobra ingresso! São seis andares de uma coleção de deixar qualquer um de queixo caído. Fantástico. Não conheci o antigo Soumaya, que fica na Plaza Loreto.


Museo Soumaya
Rodin
Dalí

Miró

Recomendo uma visita ao Bosque de Chapultepec. É considerado o maior bosque da América Latina. Além da paisagem verde no meio da selva de pedra, acolhe vários museus. 

  
Não conheci o Museo Rufino Tamayo e o Museo de Arte Moderno, por falta de tempo, mas, por outro lado, visitei o Castillo de Chapultepec, que é o Museu Histórico, com murais, quadros e objetos que contam a história mexicana.

Castillo de Chapultepec, mural de David Alfaros Siqueiros
Ainda no Bosque, você encontrará o museu mais completo de antropologia do mundo (sim, melhor que Met ou Le musée du quai Branly): Museo Nacional de Antropologia. São inúmeras peças de todos os povos pré-colombianos: maias, astecas, olmecas. É um museu pra se perder.

Museo Nacional de Antropologia

A pedra do sol ao fundo

O Museo Frida Kahlo mexeu tanto comigo que fiz duas visitas, embora fique um pouco distante, em Coyoacán. A estação de metrô não é próxima do museu, então recomendo que pegue um táxi (7 pesos). Na volta, optei pelo ônibus (minúsculo) até a estação de metrô. Só após a visita descobri que pode pagar para fotografar o interior da casa.


Vocês conseguem entender a emoção de circular pela casa da Frida Kahlo? Ela está em todos os cantos da casa e do jardim. Tudo parece intacto: móveis, almofadas e pincéis. Ao chegar ao seu quarto, é impossível conter as lágrimas, senti a dor que ela sentiu. É a sensação dilacerante da compaixão. Na saída, o último quadro: Viva la vida. Serve-nos uma suculenta melancia, diz que devemos viver a vida, enquanto se despedia pra nunca mais voltar. 😦
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No último dia, antes de seguir para o aeroporto, na rua do hotel (calle Londres), visitei o supermercado “Sumesa”. Sempre segui no sentido oposto, por ser mais movimentado, com lojas e restaurantes, e ainda, por ser a direção da estação de metrô e por recomendação do hotel, no entanto, a poucos metros tem um belo museu de cera (entrei apenas no hall, pois estava com pressa). A visita ao mercado foi ótima, comprei tequila (uma garrafa de boa marca custou aproximadamente 15 reais), pimenta, suco de romã.

O que mais me incomoda é saber que, por limitação de dinheiro e tempo, jamais conhecerei o mundo inteiro.

Madonna – referências literárias

Há algum tempo, meu amigo Leo ressaltou um trecho de O lobo da estepe“, do Hermann Hesse, It’s a poor fellow who can’t take his pleasure without asking other people’s permission“, no que tange à semelhança com um das frases imortalizadas pela Madonna em Justify my love: “Poor is the man whose pleasures depend on the permission of another“.
As referências cinematográficas e artísticas são normalmente descritas, no entanto, como a leitura em inglês não é hábito para a maioria dos brasileiros, despercebemos as influências literárias. Você deve conhecer a composição do pastiche musical da Madonna, então, colabore! 🙂

TAKE A BOW
“All the world is a stage
And everyone has their part
How was i to know
Which way the story goes”

Shakespeare em As You Like It
All the world’s a stage,
And all the men and women merely players;
They have their exits and their entrances,
And one man in his time plays many parts,”

SECRET GARDEN


A petal that isn’t torn

A heart that will not harden
A place that I can be born
In my secret garden
A rose without a thorn
A lover without scorn”

Charles Dickens em “Our mutual friends”

“Have a heart that never hardens, 
and a temper that never tires, 
and a touch that never hurts”

THE BEAST WITHIN

I know your tribulation and your poverty

And the slander of those who say
That they are Jews
But they are not
They are a synagogue of Satan”
The book of revelation
Revelation 2:9
“I know your tribulation and your poverty (but you are rich) 
and the slander of those who say
that they are Jews and are not,  
but are a synagogue of Satan.”



CHERISH

“Romeo and juliet

They never felt this way i bet
So don’t underestimate
My point of view”


Shakespeare em “Romeo and Juliet”



EROTICA

Only the one that hurts you can make you feel better

Only the one that inflicts pain can take it away”


Kama Sutra

“Quando o amor se intensifica, entram em jogo as pressões ou arranhões no corpo com as unhas. As pressões com as unhas, entretanto, não são comuns senão entre aqueles que estejam intensamente apaixonados, ou seja, cheios de paixão. São empregadas, juntamente com a mordida, por aqueles para quem tal prática é agradável.”

Filmes com temática gay que você deve assistir – parte 2

Descobri, ao ver a estatística do blog, que o post mais acessado é o “Filmes com temática gay que você deve assistir“, menciono o fato com alguma tristeza, já que os três posts sobre filmes de arte estão completamente esquecidos. Vamos para o segundo post!
O Primeiro que disse (Mine Vaganti), 2010
Uma tradicional família italiana, produtora de massas, tem dois filhos gays, mas um conta sobre a homossexualidade à família primeiro. Boa comédia italiana!
O banquete de casamento (Hsi Yen), 1993
É, na minha opinião, um dos melhores filmes do Ang Lee, filmado muito antes do sucesso hollywoodiano “O segredo de Brokeback Mountain” (do mesmo diretor).
O desabrochar de Maximo Oliveros (Ang Pagdadalaga ni Maximo Oliveros), 2005
Um premiado filme filipino sobre o despertar do menino Maximo e sua amizade com o policial Victor. Emocionante.
Toda forma de amor (Beginners), 2011
O filme deve ser visto pela premiada atuação do Christopher Plummer, vencedor do Oscar de ator coadjuvante 2012, que sai do armário aos 75 anos. Impagável!

 

As filhas do botânico (Les Filles du Botaniste), 2006
Filme do Sijie Dai, diretor do lindo “Balzac e a costureirinha chinesa”, que mostra a atração devastadora entre duas meninas. Super bonito, mas triste.

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