Minha primeira aquarela

Hoje resolvi fazer algo pela primeira vez: pintar com aquarela (já utilizei aquelas infantis ou lápis aquarelável). E tem um motivo razoável para nunca ter experimentado: um estojo profissional importado com aquarela em pastilha custa R$200. Claro que desconheço a técnica, mas não me importo. 

O desenho abaixo foi feito com lápis 4B sobre papel canson (o de 200g, mas já comprei o próprio pra aquarela), pintado com aquarela e contornado/hachurado com nanquim – aplicado com pena.

Aplicativos para viagem

Os aplicativos que instalamos no celular possuem o caráter personalíssimo, entretanto, alguns podem facilitar bastante a vida de qualquer viajante. Antes de tudo, talvez seja necessário observar se o smartphone possui boa memória interna (16mb já corresponde às expectativas). Não citarei os aplicativos usuais, que já nos acostumamos no dia a dia, tais como whatsapp e instagram.


Skype (android)
Um dos maiores pânicos da minha vida: atender o telefone. Celular, pra mim, tem várias funções, menos a mais óbvia. Embora tenha o skype instalado no pc desde seu lançamento, raramente uso, exceto quando estou viajando! Sabe o motivo? Já passei por várias fases: ligava para o número direto da Embratel, depois optei pelos cartões com valores convidativos até comprar créditos no skype. Com ele ligo para fixo ou celular. Falo por muitos minutos e os créditos ainda expiram por não conseguir utilizá-los.
 Dropbox (android)
Alguém pode aumentar o tamanho da minha nuvem? Vocês já devem ter ouvido falar em armazenamento em nuvem. O dropbox é o melhor meio de armazenamento em uma viagem (pen drive e hd externo já foram a melhor opção). O meu está configurado para salvar na nuvem cada foto tirada, que posso acessar de qualquer computador! Não é incrível? Além de salvar alguns documentos (passaporte e e-ticket) e fazer backups importantes.



XE Currency (android)

Quem converte não se diverte? A filosofia pode fazer sentido se você não estiver num país com moeda desvalorizada e sem noção de quanto está pagando por qualquer serviço ou produto. O XE currency atualiza diariamente a cotação de cada moeda. Você seleciona as que ficarão em evidência. Quer um exemplo (sobre a minha próxima viagem)? R$1,00 equivale a 8.955,22 Dong viatinamita, 1.734,02 Riel cambojano, 3.318,57 Kip laosiano ou 13,58 Baht tailandês.
World Clock (android)

Se você morar no Rio de Janeiro e viajar para Nova York: não precisará do aplicativo, basta subtrair uma hora do fuso. No entanto, é bastante recomendável se sua próxima viagem for para um lugar além do Meridiano de Greenwich. Permite selecionar os países que ficarão em destaque na tela, além de possibilitar a edição. Agora são 20:58h no Rio de Janeiro. E em Bangkok? 06:58h.






Google Tradutor (android)

Se você não é poliglota, recomendo a instalação. O google tradutor é uma ferramenta maravilhosa, mas deve ser utilizada com algum critério – nem sempre as traduções são corretas. E ainda, tem o recurso de ouvir a palavra no próprio idioma. É cordial aprender, ao menos, “obrigada”, “bom dia” e “por favor”. Além de um sorriso nos lábios, porque não vou entender nada em 4 idiomas tão distintos como tailandês, laosiano, khmer e vietnamita (o mais compreensível).


Tourist language (android)

É um aplicativo interessante, pois já vem com algumas frases definidas (com áudio) relativas a algumas categorias: alfabeto, número, data, hora, cumprimento, frases curtas, ocasiões especiais, aeroporto, trem, ônibus, taxi, hotel, restaurante, polícia e hospital. Permite uma aproximação com o idioma estrangeiro, evitando o total estranhamento in loco.





Moon+ Reader (android)

Antigamente a maioria dos arquivos estavam com a extensão .pdf, mas, ultimamente, o .epub vem ganhando espaço. Baixei mais de 10 guias turísticos e todos com a mesma extensão. A leitura no celular não é a mais cômoda (embora o Galaxy SIII tenha uma tela grande), contudo, pode vacilar a vida ter os arquivos nas mãos.

Google Maps (android)


Embora prefira um mapa físico de papel, não posso descartar o Google Maps. Além de apresentar um mapa atualizado, também localiza o lugar em que você está com o auxílio do gps.

O que comer na Tailândia?

Tom Yum Goong – Sopa apimentada de camarão




Som Tum – Salada apimentada de papaia verde
 

Tom Kha Kai – Sopa de frango com coco


Gaeng Daeng – sopa de carne com curry e leite de coco


Pad Thai – macarrão com cebola, ovos, vegetais, acompanhado por molho de peixe, amendoim e pimenta


Khao Pad – arroz frito com ovos, cebolas e outros condimentos


Gaeng Keow Wan Kai – Sopa de frango, beringela, broto de bambu, coentro, curry verde e leite de coco.


Yam Nua – salada apimentada de carne com cebola, coentro, hortelã, limão, tiras de pimentão 


Pak Boong – dentes de alho, pimentão, molho de ostra, molho de peixe fermentado e feijão.


Kai Med Ma Muang – frango com castanhas de caju, molho de soja doce, cebolas, pimentões, pimenta, cenoura e cogumelos.



O sudeste asiático no cinema

O meu próximo destino de viagem (sem um roteiro ainda totalmente defino) será o sudeste asiático: Tailândia, Camboja, Laos e Vietnã. Embora sejam países exóticos na ótica dos ocidentais, frequentemente servem como cenário para diversos filmes. O cinema tem a magia de inspirar e proporcionar uma experiência intensa antes mesmo de colocarmos os pés no avião.





Tailândia

A praia (2000) – Phi Phi Island/Maya Bay


Se beber, não case II (2011) – Bangkok



Only god forgives (2013) – Bangkok


 
007 – The Man with the Golden Gun (1974) – Phang Nga Bay



O impossível (2012) – Phuket




 Kickboxer (1989) – Ayutthaya

 O Tio Booonmee, que se lembra das suas vidas passadas (2010)

Vencedor da Palma de Ouro (odiei)


Camboja

Lara Croft: Tomb Raider (2001) – Angkor Wat


Os gritos do silêncio (1984) – Phnom Penh


Vietnã

Indochina (1992) – Halong Bay

Vencedor do Oscar de filme estrangeiro
Cinco dias em Saigón (2007) – Saigon


O cheiro do papaia verde – Saigon

Vencedor do Caméra D´or e indicado ao Oscar de filme estrangeiro

 
Os filmes sobre a Guerra do Vietnã, como Platoon e Apocalypse Now, foram rodados nas Filipinas.


Laos

The rocket (2013)

Vencedor do Festival de Tribeca 2013


Filmes com temática gay que você deve assistir – parte 3

Por motivo desconhecido, os posts que indicam filmes com temática gay são, sem dúvida, os mais acessados do blog, consequentemente, deixo mais algumas dicas:

Um dia desses (2012)

Em síntese, o filme é encantador por revelar que a beleza de um ser humano vai além de convenções estabelecidas pela sociedade. Mostra a luta judicial de um transformista que decide adotar, junto com seu companheiro, um menino com síndrome de down. 




Behind the Candelabra (2012)


É a cinebiografia sobre Liberace (descobri a origem do visual  kitsch – no início da carreira – de Sir Elton John). O filme foca no relacionamento do pianista com seu namorado Scott Thorso – fiquei obsessiva e pesquisei tudo sobre os dois na internet. As atuações de Michael Douglas e Matt Damon merecem destaque!

Adeus, Minha Rainha (2012)
O filme francês peca em muitos aspectos, mas a nobreza lésbica de Maria Antonieta merece uma chance. 

Contracorrente (2009)

O longa peruano, que já assisti há alguns anos, é um achado. Miguel, pescador, tem uma vida conjugal nos moldes exigidos, porém, dissimula seu amor pelo artista plástico Santiago. É simples, lindo e comovente. Que tal o bolero, no final do trailer, “Aunque no sea conmigo”?






Tamara de Lempicka em "Open your heart"

“I live life in the margins of society, and the rules of normal 
society don’t apply to those who live on the fringe.”
Tamara de Lempicka

Tamara de Lempicka (nascida Maria Górska) foi uma artista polonesa associada ao movimento Art decó. Morou na Rússia, todavia, transferiu-se para Paris após a Revolução Russa – onde participou das rodas de intelectuais. Era conhecida por sua bissexualidade declarada. Madonna prestou uma homenagem no clipe “Open your heart“.

Clipe “Open your heart”

Filmes papais

Na esteira da Jornada Mundial da Juventude e visita do Papa Francisco, me recordei de 3 ótimosfilmes que versam sobre o chefe máximo da Igreja Católica. Embora ateia, a temática não me causa indiferença, mas curiosidade (observo os aspectos nocivos da religião). No entanto, lembrem-se: já ajoelhei diante do baldaquino – esculpido por Bernini – na Basílica de São Pedrono Vaticano!
O banheiro do Papa (2007)
O filme uruguaio relata um acontecimento verídico: a visita do Papa João Paulo II em Melo, cidade próxima ao Brasil, e o impacto causado em um morador – que vislumbra obter lucro com a chegada do pontífice.

A Papisa Joana (2009)
É uma adaptação alemã sobre a lenda da única Papisa da história. Joana se disfarçou de homem, objetivando conseguir educação formal, negada ao sexo feminino no século 9, e foi além, alcançando a dignidade de Papa.
Habemus Papam (2011)
Excelente filme do italiano Nanni Moretti (diretor de um vencedor da Palma de Ouro que me levou às lágrimas: O quarto do filho). Foi profético ao mostrar a recusa de um Papa em tomar posse no cargo após eleição do conclave – meses depois fomos surpreendidos com a renúncia do Papa Bento XVI.

Alpheus and Arethusa

Mantenho-me afastada do que acontece no cenário musical e, não tão raramente, descubro que aprecio determinada música ou cantora (prefiro vozes femininas que cantam pop internacional) após muito tempo da deferência do público comum. Rihanna é o melhor exemplo: desconhecia até o lançamento do segundo álbum e hoje sou admiradora – reconheço minha completa insciência na área.


De outra forma, a parte gráfica tem o poder de me cooptar: não consigo ignorar a criatividade – ou falta dela – nos CDs. O novo disco do Jay Z, Magna Carta…Holy Grail, apresenta o detalhe de uma obra de arte na capa: Alpheus and Arethusa. A escultura original está exposta no Met:

Alpheus and Arethusa por Battista di Domenico Lorenzi (Italian, ca. 1527/28–1594)

Capa de Magna Carta…Holy Grail
Em harmonia com a proposta de Jay-z estão os álbuns She’s So Unusual (um dos meus preferidos!!!), da Cindy Lauper (com a superfície do verso inspirada na “Noite estrelada”, do Van Gogh), e Use Your Illusion, da banda Guns N’ Roses (que reproduz um fragmento de “A escola de Atenas“, de Rafael Sanzio).

She’s So Unusual

Use Your Illusion

 

Para finalizar, Alpheus e Arethusa são personagens de uma história de amor da mitologia grega: Alpheus, Deus do rio, se apaixonou perdidamente por Arethusa enquanto ela se banhava em suas águas, entretanto, a ninfa ficou amedrontada e, após incansável perseguição, fugiu para a ilha de Ortígia, na Sicília (Itália), transformando-se em fonte. Persistente, Alpheus fluiu pelo mar para unir suas águas com as da amada.

Liberal Arts

“And binding with briars my joys and desires.”
William Blake in Songs of Experience
Não tenho o hábito contumaz de transcrever os sentimentos causados pelos (diversos) filmes que aprecio. Poderia listar, pelo menos, uma dezena de filmes recentes melhores (tecnicamente ou artisticamente) que Liberal Arts, por outro lado, produziu uma catarse pela melancolia do desencontro entre os personagens principais.
Jesse, personagem do Josh Radnor (também diretor e roteirista), sem motivação para animar sua existência, conhece Zibby (Elizabeth Olsen), 16 anos mais nova, aluna da mesma faculdade que estudou e filha de um ex-professor. Com a ajuda do destino, acabam tomando um café da manhã juntos. Durante a conversa no teatro, Zibby pede um abraço a Jesse e, posteriormente, o presenteia com um CD de músicas eruditas. Estabelecem que trocarão cartas.

Durante meses enviam manuscritos. Jesse, apaixonado por literatura, conta suas experiências, de forma poética, nascidas do embate com as músicas presenteadas pela moça. Os sentimentos vão se intensificando até que Zibby diz que gostaria de encontrá-lo novamente (estavam separados por muitos quilômetros). Ao contrário do que parece, Jesse pondera tudo e, mesmo após beijá-la, prefere que continuem apenas amigos.
The last letter:
“Dear Zibby. Even after all these months, I’m still half expecting a letter from you to be sitting in my mailbox. I’m sure you have little left to say to me at this point, but your letters are very much missed. I know I hurt you, and I’m sorry.”
Há ainda uma relação paralela entre Jesse e sua professora preferida (de Literatura Romântica), ocasionando a maior decepção de sua vida. Dispara uma frase interessante após transarem: “Cubram seus corações pegajosos.”
É a segunda película escrita e dirigida por Josh, que estreou com outro filme melancólico: Happythankyoumoreplease (ainda lembro de uma frase: “Tristeza, vá embora. Vamos ser pessoas que merecem ser amadas. Que valem a pena. Porque valemos a pena!”). É, de alguma forma, a quebra de um paradigma: a construção de filmes românticos hollywoodianos sem finais felizes, como a própria vida.

Surge uma teia de associações derivada do roteiro. Muitas citações de Jesse e canções oferecidas por Zibby remetem a outros filmes, seja o espanhol “Todas as canções falam de mim” ou o norte-americano “Alta fidelidade”…



Adendo: no filme (e nas sinopses) é mencionado música “clássica”, contudo, o termo correto é música “erudita”, clássico é um período apenas (clássico, romântico e barroco). Vivaldi, por exemplo, foi um compositor barroco.
A trilha sonora:

Vivaldi – Opera Giustino Aria

Ludwig Van Beethoven – Symphony No 6, Op 68 

Richard Wagner – Tannhäuser

Antes e depois: Andy Warhol

A grandeza de Andy Warhol pode ser explicada num parágrafo apertado: seus trabalhos foram responsáveis por um corte epistemológico entre arte moderna e arte contemporânea.
Bellevue II, 1963. Stedelijk Museum.

Na esfera da linguagem visual não há artista mais importante. Orquestrou uma mudança no processo de fruição da obra de arte. Provocou o niilismo na pintura convencional – anteriormente a pintura figurativa sofrera impacto com o surgimento da  fotografia. 
Suas obras ainda estão em pleno diálogo com os trabalhos elaborados atualmente, se pensarmos em apropriações, por exemplo, a atitude foi largamente utilizada na pop art. Warhol fazia uso de caixas, rótulos, quadrinhos e os tomava para si, apropriando-se e dando-lhes novo sentido. Os objetos perdiam suas características originárias e ganhavam aspectos distintos. 
Sugiro 3 (ótimos) livros lançados no ano passado sobre o Andy:

Andy Warhol, por Arthur C. Danto. Editora Cosacnaify
“Não se trata de um estudo de história da arte, nem de uma biografia de Warhol, mas de uma análise de enfoque filosófico sobre o que faz de Warhol um artista tão fascinante.”
Diários de Andy Warhol. Editora L&PM

“Fui à igreja e quando eu estava de joelhos rezando por dinheiro uma mendiga veio me pedir algum. Ela pediu $5 e depois aumentou para $10. Era parecida com Viva. Dei 5 cents.”

América, por Andy Warhol. Editora L&PM

“Sou do tipo que ficaria feliz em não ir a lugar algum, contanto que tivesse a certeza de saber exatamente o que está acontecendo nesses lugares.”


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