Um dia em Ayutthaya

Ayutthaya (Phra Nakhon Si Ayutthaya) é a antiga capital da Tailândia ou do Reino de Sião. Fica a 80 km da atual capital, Bangkok. É um Patrimônio tombado pela Unesco. Quem não lembra da história de “Anna e o Rei”, no caso, o Rei de Sião? A versão cinematográfica com Jodie Foster foi rodada na Malásia por questões políticas. O cenário pode ser apreciado em Kickboxer – o desafio do dragão, com Jean-Claude Van Damme.

 

Floresceu a partir do século 14 e foi destruída no século 18 pelo exército birmanês, que queimou a cidade e obrigou os habitantes abandonarem suas casas. Ayutthaya jamais foi reconstruída e os restos hoje formam um enorme sítio arqueológico.

Buddha diante do Phra Chedi Chaimongkol, 1357.

É possível chegar na cidade de ônibus, trem, barco, van, mas optei por comprar um pacote na Khao San Road, como comentado no post anterior, por 750 baht – ótimo preço se compararmos com os praticados nas agências consultadas na internet. A van buscou os passageiros às 6 horas no hotel, para iniciarmos o tour às 7 horas. Recomendo o passeio contratado, pois os templos ficam afastados um dos outros e é complicado alcançá-los  caminhando.
Os templos budistas possuem proporções monumentais e nos transmitem a dimensão daquela sociedade e o esplendor de sua arquitetura.
Mapa da cidade

Atrações:
The Royal Palace
Rama Park
Wat Phu Khao Thong
Wang Luang
Wat Chai Watthanaram
Wat Lokaya Sutharam
Wat Mahathat
Wat Na Phra Men
Wat Phanan Choeng
Wat Phra Ram
Wat Phra Si Sanphet
Wat Phutthaisawan
Wat Ratchaburana
Wat Suwandararam
Wat Thammikarat
Wihan Phra Mongkhon Bophit

Todos os edifícios foram elegantemente decorados com a mais alta qualidade de artesanato e pinturas, que consistia em uma mistura eclética de estilos tradicionais sobreviventes de Sukhothai, herdada de Angkor, e emprestado do estilo artístico dos séculos 17 e 18 do Japão, China, Índia, Pérsia <span style="background-color: white;" title="and Europe, creating a rich and unique expression of a cosmopolitan culture and laying the foundation for the fusion of styles of art and architecture popular throughout the succeeding Rattanakosin Era and onwards.

“>e na Europa, criando uma expressão rica e única. 

O guia nos levava até o templo, dava uma breve explicação histórica, estipulava cerca de 1 hora em cada atração e marcava um ponto de encontro. Dali seguíamos de van para outro templo. O calor era infernal! A visita é imperdível!

Wat Yai Chai Mang Khon

 
 

  
Wat Mahathat


 The head of the sandstone Buddah Image

Wat Lokaya Sutharam

 


Wat Phu Khao Thong

 

 Wat Na Phra Men
 

 

The Royal Palace
  

O Rei Ramathibodi I fundou a cidade de Ayutthaya em 1350. Naquela época, ordenou a construção de um palácio real para ser usado como residência.

 
 
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Um dia em Kanchanaburi

Kanchanaburi é uma cidade que está a 160 km da capital da Tailândia, Bangkok, próximo a Mianmar (ou Myanmar), antiga Burma (ou Birmânia). Talvez seja recomendável fazer um passeio de dois dias na cidade, pois o deslocamento dura cerca de 2 horas e meia de carro.

Contratei o tour numa agência da Khao San Road, próxima ao hostel D&D, e custou 850 baht, incluindo transporte e almoço. O motorista me buscou no hotel às 6 horas, pois o horário para o grupo sair da Khao San Road era às 7:30.
Por volta das 10 horas chegamos na cidade e a primeira parada foi no Cemitério da Guerra. O lugar contém os restos mortais de cerca de 7 mil prisioneiros de guerra mortos durante a construção da ferrovia da morte. É muito limpo e bem cuidado. Caminhei silenciosamente para ler algumas lápides.
 

Depois seguimos para o Museu da Guerra. Optei por não fazer a visita e segui para a Ponte do Rio Kwai, cerca de 5 minutos do museu. Tinha aproximadamente 1 hora para caminhar pelo local. A ponte foi construída durante a Segunda Guerra Mundial, a mando dos japoneses, no meio da selva, como caminho estratégico até Burma. Hoje é um dos pontos turísticos do país.
Existe um filme homônimo, de 1957, dirigido por David Lean e venceu diversos Oscars, no entanto, por questões diplomáticas, foi filmado no Sri Lanka. 

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Por volta das 11 horas o guia nos levou para um passeio de elefante no Somnuk Elephant Camp. Achei a estrutura muito aquém do acampamento de elefantes que visitei em Krabi, mas é sempre bom ter contato com animais tão amáveis. Para alimentar os elefantes (e tirar boas fotos) é preciso comprar bananas por 30 baht (em Krabi custou 50). A foto da caminhada, tirada pelos funcionários, poderia ser comprada por 100 baht (em Krabi foi 150).


Perto dali, às margens do rio, ficava o restaurante que serviria o almoço. Só as bebidas eram pagas. A comida servida nos passeios era basicamente a mesma e não me impressionava muito, me obrigando a uma dieta forçada. Serviam arroz e salada. Após a refeição, teve o “Bamboo rafting“, ou seja, um passeio pelo rio a bordo de uma embarcação feita de bambu. Quase aconteceu um desastre, pois o barco que estava afundou até a metade. Sim, estava de colete, mas não nado e a situação me preocupou um pouco (risos).
 
 

Próxima parada: uma linda cachoeira de água azul, Sai Yok Noi. A cachoeira fica no parque florestal Sai Yok National Park e é um refúgio encantador. Reparei que todos os tailandeses tomavam banho de roupa. Muitos faziam piquenique. Lá provei uma iguaria da região: bananas (e outras frutas) fritas da mesma forma que a batata chips, com vários sabores (doce e salgada).

 
Finalmente o lugar mais aguardado do dia: Tiger Temple (Wat Pha Luang Ta Bua). Infelizmente cheguei no horário da última atração da programação, mas gostaria de ter passado o dia para amamentar os tigres pequenos e tomar banho com eles na cachoeira. Levei a calça jeans para vestir no banheiro que fica na entrada, pois é um templo budista, portanto, requer que os ombros estejam cobertos e pernas idem. A entrada custa 600 baht para estrangeiro e 300 baht para tailandês. Não pode usar roupas com vermelho, laranja e rosa.

7:15 -11 – Programa diurno.

12:00 – Abertura do templo.
12:45, 13:30, 14:15 e 15:00 – Amamentar tigres.
13:30 – 14:15 – Exercícios com os tigres na cachoeira.
15:30 – Fotos com os tigres.

Aguardei na fila para tirar fotos com os tigres. Você entrega a câmera para um dos voluntários, que te fotografa com os felinos. Depois consegui caminhar com um tigre e o monge.

Experimentei, no mesmo dia, a goiaba tailandesa, branca, também temos, no entanto, a deles é maior e com menos caroços.

Petrópolis, a Cidade Imperial

Embora a Cidade Imperial esteja localizada a uma hora do Rio de Janeiro, apenas recentemente fiz o percurso turístico de Petrópolis – com dois amigos. Anteriormente visitei a “Rua Teresa” – famosa pelo comércio de roupas de frio.

Museu Imperial

A melhor opção para chegar a Petrópolis é de carro (não dirijo e muitas vezes prefiro viagens que necessitem de avião). A outra opção é pegar o ônibus que sai do Terminal Menezes Cortes, no Centro do Rio de Janeiro, ou na Rodoviária Novo Rio, empresa Única-fácil. A atual rodoviária de Petrópolis fica distante do centro, portanto, será necessário pegar um ônibus para chegar no região próxima das atrações.

Na entrada da cidade tem um restaurante muito festejado: Casa do Alemão, que hoje tem franquias na capital do Rio. Vende um excelente sanduíche de linguiça e deliciosos croquetes.


Após paramos no centro de informações turísticas, seguimos em direção ao Museu Imperial (meus amigos ficaram assustados porque jamais tinha visitado tal museu na época escolar). Tem o principal acervo a respeito do império brasileiro, no Segundo Reinado, governado por D. Pedro II. Possui um bonito jardim. O ingresso custa R$8,00. É preciso calçar uma pantufa para caminhar no interior do Palácio. No final, senti dores na coluna em decorrência das minhas “amadas” hérnias de disco.

A uma curta caminhada fica a Catedral São Pedro de Alcântara. Foi construída entre 1884-1969 é dedicada ao padroeiro da cidade e da monarquia brasileira. Sua arquitetura é neogótica. No interior da igreja, Danilo nos instruiu a fazer um pedido segurando na mão de Santo Antônio, que seria atendido. Mesmo ateia, segurei a mão do santo e aguardo milagres. 


Seguimos para o Museu Casa de Santos Dumont, também conhecido como “A encantada”.  O ingresso custa R$5,00. “O pai da aviação” (criou, entre muitas coisas, o primeiro avião), tinha baixa estatura, comprovado pela dimensão dos cômodos da residência, com diversos objetos pessoais, além de cartas e documentos. Interessante observar que não há cozinha na casa, pois o hotel que ficava na frente (hoje é uma universidade) fornecia as refeições. Sobre a casa há um observatório e atrás da casa, em outro piso, uma lanchonete e um espaço multimídia, que nos permite conhecer mais sobre um dos grandes gênios brasileiros. Na residência, escreveu um livro: O que eu vi, o que nós veremos.

Sem almoçar, recorremos ao antigo Hotel Quitandinha, no entanto, fomos informados que não tinha restaurante. Naquele local funciona o Sesc.



Bangkok, 2ª parte

Como já mencionei em outro post, elaboro um roteiro exaustivo e, normalmente, consigo cumpri-lo, no entanto, no retorno a Bangkok, num sábado, planejei mil visitas culturais, sem conseguir realizar uma sequer.

Casa de Jim Thompson

Iniciei a viagem ao Sudeste Asiático em Bangkok, no mês de outubro, e nela terminaria, no mês de novembro de 2013. Num primeiro momento, Laos entraria na rota, depois, preferi passar os últimos 5 dias na capital da Tailândia e conhecer algumas cidades próximas.
Chao Phraya River

O voo de Siem Reap para Bangkok, pela Cambodia Angkor Air, foi o único que me deixou desconfiada. Um avião super pequeno, que a escada era da própria aeronave, com um barulho estranho, mas deu tudo certo.


De volta ao Suvarnabhumi International Airport, fazendo todo o trâmite de entrada. Inclusive, tem que ir ao guichê para pegar o papel carimbado da verificação do certificado internacional de vacinação. A fila da imigração era interminável e demorou cerca de duas horas. 

Pensei que chegaria no hotel às 2h, mas a chegada ocorreu apenas às 5h. O hotel escolhido, na segunda visita à cidade, foi o Windsor, na Sukhumvit Soi, região com muitos shoppings e próximo ao skytrain. A diária custou cerca de R$100,00. Os quartos são antigos, mas o hotel tem uma boa estrutura, com piscina, academia, três restaurantes, música ao vivo no bar.

Fiz o check-in, deixei a mala no quarto e “almocei” na pizzaria ao lado: original italian pizza, comida boa e cara. 


Após um banho e breve descanso, conheceria o lugar mais caro durante a minha estadia: o Sirocco Sky Bar, situado no terraço do hotel Lebua. Foi cenário do filme “Se beber não case 2”, que elevou consideravelmente o número de visitantes (tem uma enorme fila) e o preço das bebidas. 


Existe o pessoal do “fashion police” para analisar de você não está de chinelo, bermuda, etc. Perguntam se quer ir ao bar ou ao restaurante (não consigo imaginar o preço do jantar). Optei pelo bar como a grande maioria, que quer apenas fotografar a paisagem noturna da cidade.
É uma bela paisagem urbana, de uma metrópole asiática que pulsa. O preço da bebida é surreal. As opções mais baratas: coca-cola ou café, custando uns R$35,00. Fiquei com a segunda opção mais em conta, um suco de manga com coco, pela bagatela de R$42,00. Preço incompatível com um país que oferece produtos e serviços tão baratos.

Na saída de lá, caminhei por 10 minutos até o Sathorn Pier (primeira parada da rota), para tomar o barco que conclui a viagem no píer próximo a Khao San Road, região mais agitada e turística. O passeio noturno de barco é imperdível, pois passa por vários monumentos e temos uma outra perspectiva citadina, além de ser muito barato, 40 baht.

Nos 3 dias seguintes, fiz visitas a outras cidades, comprei o pacote numa agência da Khao San Road, próxima ao hostel D&D, e recomendo, pois nem todos aceitavam buscar no hotel (ou cobravam). E os preços praticados nessas agências são infinitamente inferiores ao dos sites indicados pelo tripadvisor.com. Enquanto uma agência online cobrava 5.000,00 baht, lá custava 750,00 baht. Na agência do hotel cobravam 2.500,00 baht. É claro que o passeio era em grupo, o transporte era uma van não tão nova.


As cidades visitadas foram: Ayutthaya, Ratchaburi e Kanchanaburi (fronteira com Mianmar). Contarei, em um post posterior, sobre cada uma delas.
Após o único bate-volta que durou a metade do dia (para Rachaburi), os demais duraram um dia inteiro, aproveitei que a van deixava na entrada da Khao San Road e caminhei até o píer 8 (no caminho tinha um mercado de pulgas), tomei o barco que atravessa o rio, e visitei o templo Wat Arun. Estive no jardim do Grande Palácio, mas decidi não entrar para ver o buda de esmeralda em Wat Phra Kaeo. Custava aproximadamente 50 reais.
Monges de cera no mercado de pulgas
O grande palácio
Wat Arun

 

Na porta do hotel tem um típico restaurante alemão, Bei Otto, mas fiquei decepcionada ao pedir croquete, veio um croquete de batata (não como carne vermelha habitualmente, mas faço exceções). Carne bovina é rara na Ásia. As linguiças estavam boas.


Um dia jantei hambúrguer no Outback (em determinado momento o pad thai e o sanduíche de atum já não estavam descendo), que fica no Siam Discovery Centre, belo shopping, onde está localizado o Madame Tussauds (museu que jamais recebeu minha visita). O preço é parecido com o praticado no Brasil.

Neide copiou meu cabelo…
Numa noite jantei no shopping Terminal 21, que fica a uma quadra do Windsor, além de 6 andares temáticos, cada andar tem a decoração de um país. Os dois últimos andares possuem restaurantes e cafés. O primeiro andar tem um excelente mercado gourmet, que vende produtos típicos e importados por um preço inferior ao duty free. E ainda, possui algumas lanchonetes excelentes. Outra característica do shopping é ter integração com o metrô e o skytrain (BTS).

No último dia, tentei encontrar o tatuador que faz Sak Yant em Bangkok (tinha um templo em outra província que são os monges que tatuam), peguei o táxi e cheguei num subúrbio, perguntei e finalmente achei o templo. A casa de Ajarn Thoy fica num anexo, ou melhor, é um barraco sem qualquer higiene. Um homem apareceu só de toalha e disse que ele tinha viajado pra Singapura. Me senti aliviada. E ainda, dizem que tem cobrado caro.
Uma visita imperdível é na Jim Thompson House Museum, que fica a três estações de skytrain do hotel. A entrada custa 100 baht e oferecem visitas guiadas em inglês ou francês. Jim foi um arquiteto norte-americano que decidiu morar na Tailândia, lá estabeleceu uma empresa de seda, salvando um ofício quase morto. “Thompson’s development of the Thai silk industry is often cited as one of the great success stories of postwar Asia.”

A casa onde viveu Jim Thompson
Produção de seda

No fim de semana de Páscoa, em 1967, Thompson desapareceu durante as férias com amigos em Cameron Highlands, um resort na Malásia. Uma pesquisa extensa e prolongada não revelou quaisquer indícios sobre o seu desaparecimento.


Próximo ao museu do Jim fica o Bangkok Art & Culture Centre, que é um belíssimo centro cultural, com salas de exibições, galerias, cafés. Gratuito! A arquitetura me lembrou o Guggenheim de NYC. Vi duas exposições interessantes de artistas tailandeses.

 

Nas minhas últimas horas em Bangkok, voltei ao Terminal 21, lanchei e comprei coisas desnecessárias, mas também me diverti com as peculiaridades daquela cultura. Tentei ir até o Moca, museu de arte contemporânea, peguei o skytrain até a última estação, no entanto, ao descer, me informaram que seria necessário tomar um táxi, mas que não chegaria até às 18h (hora de fechamento). Devo ter alguma problema com o nome do museu, pois aconteceu algo parecido na minha visita ao Moca de Los Angeles.

A Tailândia é inesquecível!  

 
Máquina para comprar ficha pro metrô
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Teotihuacan

Tive um frágil contato com a história das pirâmides edificadas em Teotihuacan na faculdade, numa disciplina que estuda os povos pré-colombianos. A cidade fica a 40 km do DF (Cidade do México) e é uma visita imperdível, além de ser Patrimônio tombado pela Unesco.



Por volta das 8 horas da manhã a van já estava na porta do hotel para me buscar. Recolheram todos os turistas e levaram para a sede da agência, situada dentro do hotel Melia do bairro Reforma. Fizemos o pagamento e finalmente começou a excursão com 10 pessoas.

É um passeio que leva quase o dia inteiro. Embora não costume fazer turismo com guia, não consegui pensar em ir sozinha pra lá. Fiquei acompanhada por dois casais que tiravam minhas fotos e conversavam sobre o México e a Colômbia. 
Antes da visita às pirâmides, o guia nos levou numa construção com pinturas, que ainda estão conservadas, daquela sociedade, mas não era uma área de visita, pois tentam restaurar algumas estruturas.
 
Visitamos uma loja de artesanatos e bebi todos os tipos de tequila, inclusive com vermes de cacto, também conhecidos como “gusano”. Lá descobri a diferença entre tequila e mezcal, bebidas tipicamente mexicanas. A primeira é derivada do agave-azul, enquanto a segunda é feita de agave-verde. E tive uma experiência péssima ao pegar o belo fruto do cacto, a tuna, que é cheia de micro espinhos. O cacto é um elemento essencial na cultura mexicana, deles extraem água, fazem papel, tequila, tecido!

A “água” do cacto

Tecido feito com a fibra do cacto

Bebida feita com a água do cacto

Olha o gusano!

O delicioso licor de xoconostle
 

 

A tuna com casca e muitos espinhos
As pirâmides do sol e da lua são construções dos povos pré-colombianos. Não se enquadram em maia ou asteca. Foram construídas entre 100 e 650 a.C., primeiro na fase Tzacualli e depois na fase Miccaotli, que adicionou à fachada principal uma plataforma.

Recentes estudos arqueológicos deram nova interpretação à Pirâmide do Sol. Primeiramente achavam que a construção era dedicada ao sol, no entanto, hoje entendem que o edifício é uma homenagem ao deus da água, Tláloc (também representa a matriz da vida e início da morte). O que embasa tal leitura é a existência de um canal de 3 metros que circunda a base da pirâmide.

A Pirâmide da Lua tem uma planta retangular de aproximadamente 150m por 130m, com altura de aproximadamente 42m e foi construída na frente na Pirâmide do Sol. Escavações recentes comprovam que diante da construção existiu um templo.


No fim da visita arqueológica, fomos almoçar num restaurante com apresentação de dança folclórica (a comida já estava inclusa no passeio) e comi uma sopa bem diferente, com queijo, abacate e outros ingredientes desconhecidos. Minha sobremesa, como sempre, é composta por frutas. As comuns naquela região são: melancia e tuna.



Siem Reap, Camboja

A cidade de Siem Reap fica no Reino do Camboja e é um dos grandes polos turísticos da Ásia em decorrência da suntuosa construção chamada Angkor Wat, além de outros inúmeros templos construídos na época do Império Khmer. A maioria dos templos são de influência Hindu, no entanto, alguns contêm elementos budistas. 

Os trechos para Siem Reap foram os mais caros da viagem. De Hanói para Siem Reap, voei pela Vietnam Airlines por aproximadamente R$500,00, após três dias, de Siem Reap para Bangkok, voei Camboja Angkor Air por R$500,00.
O aeroporto de Hanói estava superlotado, mas consegui fazer o check-in tranquilamente e em pouco mais de 1 hora aterrissava em Siem Reap. Pense num calor enlouquecedor às 19 horas. Fomos recebidos com várias nuvens com alguns milhares de insetos, parecia uma locação cinematográfica. Jamais vi algo igual.

Uma tristeza é constatar que qualquer aeroporto, por menor que seja a cidade, é melhor que os maiores aeroportos do Brasil. 

O Camboja exige visto para brasileiros. A modalidade é “visa on arrival”, ou seja, visto na chegada, sem precisar de carta-convite, como no Vietnã ou Laos. O serviço é muito rápido, todo o trâmite dura 5 minutos. Basta preencher um formulário e entregá-lo com uma foto 5×7 e pagar a taxa de 20 dólares (valor de uma entrada).

Já havia lido relatos sobre a dolarização naquele país, contudo, não sabia como seria difícil utilizar a moeda local, o Riel. No aeroporto, troquei dólares por Riel e depois suei para que fossem aceitos. 

O hotel fornecia transporte de tuk-tuk gratuitamente, contudo, o horário não foi comunicado e o preço do táxi para o centro é praticamente tabelado, custa 10 dólares. Com pouco tempo na cidade e ansiosa por Angkor, o serviço do motorista foi contratado. No dia seguinte viria com um guia para visitar os três principais templos. Ofereceu, naquela mesma noite, uma cortesia, levar pra jantar, pois o hotel fica um pouco afastado do agito.

Li diversos relatos de pessoas que optaram por pedalar, mas nem consegui imaginar tal façanha naquele calor. Bem como não sei em que local as pessoas deixariam o transporte. O carro com motorista custou 40 dólares, de 5h da manhã às 5h da tarde. O guia custou 35 dólares.

O hotel escolhido foi o Gloria Angkor Hotel. Imaginem um hotel cobrando 38 REAIS A DIÁRIA. O que você vai encontrar? No Camboja, um excelente hotel 3 estrelas, embora afastado da Pub Street, rua mais agitada, oferecem o serviço de tuk-tuk gratuitamente, te recebem com chá gelado e batatinhas, os quartos são novinhos, amplos e limpíssimos. A piscina é enorme. No fim, ainda deram um lenço de presente.

Um mimo na chegada

Na primeira noite, o motorista perguntou se queria comer num restaurante local ou turístico, fui para o “local” comer minha pizza. O grande problema foi pagar com Riel. Chamei o gerente e disse que não pagaria com dólar. No fim, tudo foi solucionado. Conclusão: convertem um preço em dólar e você acaba pagando mais.

Spicy FROG hahaha

Coloquei o celular pra despertar e às 5 horas da manhã o motorista estava na porta do hotel. Primeiro paramos para comprar o “Angkor pass“, tíquete que deve ser mostrado para entrar nos templos e custa 20 dólares. Tiram sua foto que fica estampada no documento.


Chuviscou um pouco e, de repente, o dia clareava. Uma multidão munida com centenas de câmeras, aguardando o momento ideal, o melhor raio de sol, o melhor reflexo no espelho d´água diante de Angkor Wat. Inesquecível!!!

A multidão chegando em Angkor Wat, ainda de madrugada.
Encontrará muitos vendedores locais. Sabia que em alguns templos teria que vestir calça, mas jeans seria impossível naquele vapor, então comprei a calça “Ali Babá”. Comprei um livro sobre Angkor por 5 dólares. Depois descobri que vendem até por 1 dólar. Eles insistem e baixam cada vez mais o preço.
A bandeira do Camboja

Siem Reap foi o lugar mais conturbado na viagem, pois existem inúmeras crianças pedindo dinheiro. Em alguns momentos, é irritante, não é falta de humanidade, mas é a insistência que incomoda. E falam qualquer idioma! rs


Voltei para o hotel, tomei o café da manhã e o motorista voltou com o guia Tiger, às 9 horas. Seguimos em direção ao templo Ta Prohm, cenário do filme Tomb Raider, com Angelina Jolie. É uma estrutura feita basicamente de pedra, entrelaçada com as árvores centenárias. Foi criado por Jayavarman VII (o sufixo varman significa “protegido de” em sânscrito) no século 12.

Em seguida, o grande templo Angkot Wat, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, além de ser um dos maiores tesouros arqueológicos do mundo. Construído inicialmente hindu  – dedicado ao deus Vishnu. Tiger disse que a maioria dos cambojanos professam 3 religiões: o hinduísmo, o budismo e ainda acreditam no poder da natureza e dos espíritos. Quando conheci Machu Picchu, achei grandioso e fiquei emocionada, mas nada é capaz de descrever Angkor, só vendo com seus próprios olhos.

  

Angkot Wat, além de ser uma verdadeira obra de arte, foi o centro político e religioso do Império Khmer. Criado por Suryavarman II no século 12. Possui uma pirâmide de três níveis e diversas galerias. É, acima de tudo, o microcosmo do universo hindu, cheio de simbolismo.


 

Dançarinas que chegavam em Angkor, provavelmente para alguma apresentação


Finalmente uma parada para o almoço, depois de suar alguns litros na caminhada pelos dois templos. Não posso fazer qualquer análise da culinária khmer, porque simplesmente não consegui comer nada típico. Meu almoço foi batata frita com sanduíche de atum e água de coco. 


Depois da pausa, visitei o maravilhoso templo Bayon, localizado em Angkor Thom (a maior cidade do Império Khmer). É uma das construções mais enigmáticas e poderosas da história. Apresenta um sincretismo entre um panteão de deuses, hinduísmo e budismo. Inicialmente continha 49 torres, no entanto, hoje restaram apenas 37, todas com 4 faces esculpidas.


Ao chegar no hotel, morta, só pensava no ar-condicionado e nem cogitei relaxar na piscina. Após merecido repouso, peguei o tuk tuk até a “Pub Street”. O interessante é que nenhum guia ou blog me deu a dimensão daquela rua. É lotada de turistas e tem muitos restaurantes bons. Comi uma bela pizza no restaurante italiano e voltei, mas fiquei tentada com a boate na frente que estava lotada, tocando o que gosto: divas pop.


No dia seguinte, paguei 18 dólares ao hotel para o tuk-tuk me levar em dois outros templos, que ficavam em outra região, cerca de 1 hora de Siem Reap. Pela primeira vez tentaram me aplicar um golpe, o motorista disse que a gasolina seria “por fora”, mandei parar a geringonça que ia descer. Entrei no hotel e disse que não era o combinado, me mandaram outro motorista, que foi perfeito. 

 

O percurso me encantou, pois pude conhecer a vida real dos cambojanos, um dualismo interessante, ao mesmo tempo que são pobres possuem uma cultura riquíssima. Vi muitas crianças a caminho da escola, a maioria de bicicleta, todavia, alguns menos sortudos tinham que caminhar muito. Os “postos de gasolina” estão pelo caminho, mas se resumem em garrafas com o combustível.

Olha um “posto de gasolina”

Finalmente cheguei em Banteay Srei, que foi o templo com a melhor estrutura turística. Tinha banheiros, lojas, folders, exposição de fotografias, balcão de informação. O motorista disse que me esperaria a alguns metros, que não precisava ter pressa. 


O pequeno e isolado templo foi construído no século 10 com barro vermelho e é dedicado ao deus Shiva. É conhecido como “a joia da Arte Khmer” e seu nome significa “baluarte das mulheres ou da beleza”.

Segui em direção ao último templo (existem dezenas de templos em Angkor, seria necessário uma semana para visitar todos): Banteay Samré, que estava absolutamente vazio. É um dos templos que menos recebe visita em Angkor porque fica isolado em East Baray. Também foi construído no século 12 por Suryavarman II.
Selfie. Uma característica do solo traveler
 

A outra forma de fotografar a si próprio num lugar vazio: programar a câmera. rs

Lá tive uma experiência incrível, surgiu um senhor bem idoso e pediu para que eu sentasse na sua frente. Pensei que queria dinheiro, mas, me contrariando, disse “Quero apenas que você seja feliz!”. Fez uma prece, acendeu um incenso e amarrou uma pulseira amarela e vermelha no meu pulso, que já tinha um mini terço budista. A pulseira parece ser um nadachhadi hindu. Fiquei mexida e uso até hoje. Que as palavras dele tenham força!

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Retornei ao hotel e fui caminhar pela última vez na Pub Street, comi um excelente nhoque no restaurante Le Tigre de Papier, que recomendo, a pizza do dia anterior também estava deliciosa. E ainda, quando disse para garçonete que a limonada estava amarga, prontamente me trouxe outro suco. Segui para o Night Market (excelentes mercados – são vários – para comprar quinquilharias). Comprei tanta besteira que tive que adquirir outra bolsa. Depois fui receber uma massagem nos pés, mas muito aquém da “thai massage”.

O aeroporto de Siem Reap é pequeno, mas muito bonito. Gastei 30 dólares com temperos (dá pra acreditar?) no duty free.


Após intensa experiência no solo do Camboja, me surgiu uma inquietação: tenho duas graduações, direito e história da arte, e, no segundo curso, jamais foram mostradas obras do Império Khmer, me levando à uma conclusão óbvia, somos muito condicionados àquilo que está nos livros e aprendemos apenas a história da arte ocidental. O oriente ainda é enigmático e preciso conhecer de perto.

Próximo destino: Bangkok novamente.

Oscar 2014, minhas apostas

Costumo ter um alto índice de acertos no que tange aos vencedores do Oscar. Acompanho as demais premiações relativas à 7ª arte, como SAG, PGA, DGA, WGA, Globo de Ouro, Bafta, César, Palma de Ouro, que fornecem um norte para o grande prêmio do cinema. E, lógico, assisto todos os filmes. Infelizmente não consegui ver alguns curtas e dois estrangeiros (Omar e The missing Picture).

Hoje é um dia especial e aguardo surpresas, embora 12 anos de escravidão seja o franco favorito ao Oscar de melhor filme, anseio por Gravidade, pois seria histórico e contra todas as probabilidades um filme de ficção científica – com 90 minutos – levar a estatueta, e ainda, foi o único que me deixou ofegante, além de agraciar o brilhantismo técnico alcançado por Cuarón.

Melhor filme: 12 anos de escravidão (torço por “gravidade”)
Melhor diretor: Alfonso Cuarón
Melhor atriz: Cate Blanchett 
Melhor atriz coadjuvante: Lupita Nyong’o (J LAW nãooooo)
Melhor ator: Matthew McConaughey 
Melhor ator coadjuvante: Jared Leto

Melhor canção: Let it Go (torço por “The moon song”)

Melhor roteiro adaptado: Capitão Phillips (“12 anos de escravidão” também tem chance)
Melhor roteiro original: Ela (amooooo Spike Jonze)
Melhor animação: Frozen
Melhor documentário: 20 Feet From Stardom (com alguma chance pra The act of killing )
Melhor estrangeiro: A grande beleza (torço por “A caça” e sinto muita falta de “Azul é a cor mais quente”, filme não indicado pela França, que optou por Renoir!!!)
Melhor fotografia: Gravidade
Melhor figurino: O Grande Gatsby (acho que “Trapaça” tem chance)
Melhor documentário em curta-metragem: The Lady in Number 6: Music Saved My Life
Melhor montagem: Gravidade (uma acirrada disputa com Capitão Phillips)
Melhor maquiagem e cabelo: Clube de compras Dallas
Melhor trilha sonora: Gravidade
Melhor design de produção: O Grande Gatsby
Melhor animação em curta-metragem: Get a Horse! (a Disney é imbatível)   
Melhor curta-metragem: Helium 
Melhor edição de som: Gravidade
Melhor mixagem de som: Gravidade
Melhores efeitos visuais: Gravidade   

Jared em Clube de compras Dallas

Lupita

Obs.: Os desenhos são meus.

Ha Long Bay ou uma das Maravilhas da Natureza

“It is the wonder that one cannot impart to others.”
Ho Chi Minh
Ha Long Bay é uma das 7 novas maravilhas da natureza, além de ser Patrimônio Mundial da Unesco. Significa “Onde o dragão entra no oceano”. Está localizada na província de Quảng Ninh. Mar calmo e verde, cercado por montanhas que brotam da água.



Segundo a lenda local, quando o Vietnã começou a se desenvolver, tiveram que lutar contra os invasores, visando ajudar os vietnamitas na defesa do seu país, os deuses enviaram uma família de dragões como protetores. Esta família de dragões lançou joias e jade. As joias se transformaram em ilhas e ilhotas espalhadas pela baía, formando uma grande muralha contra os invasores. 

Embora não tenha conhecido, a leitura dos guias de viagem revelou lindas praias no litoral do Vietnã, além de belas montanhas, portanto, um país cheio de belezas naturais para atrair a atenção de um viajante.

Durante a pesquisa para elaboração do roteiro, encontrei preços bem diversos (a partir de 20 dólares) para conhecer a baía, bem como existem visitas de 1, 2 ou 3 dias. O escolhido foi o Marguerite Junk, que ofereceu um excelente serviço, incluindo traslado (ida e volta), hotel (em Hanói), barco e refeições por U$164.


Uma van foi ao hotel às 9 horas para buscar os passageiros. A viagem durou aproximadamente 2 horas. Chegando na baía, as pessoas são transportadas em barco pequeno até o barco maior, que me hospedou por 2 dias. No primeiro dia, a paisagem estava nublada, com o céu cor de chumbo, mas no dia seguinte o sol sorriu.

Imaginava encontrar uma estrutura precária, no entanto, o barco tinha wi-fi, banheiro com água quente, ar-condicionado e camas confortáveis. As refeições estavam inclusas, exceto a bebida. 
Encontramos inúmeros vendedores em pequenas embarcações
Logo após um rápido banho, conheceria um dos lugares mais fantásticos do passeio: Thien Cung Cave. É uma caverna cinematográfica, acessível apenas de barco, com uma iluminação colorida e completamente repleta de turistas. Infelizmente nenhuma foto conseguiu captar a magnitude do lugar. A visita durou cerca de 45 minutos.


O guia era muito gentil (Thien) e tentou dar todas as explicações sobre a cultura local e a história do país. Contou-nos, por exemplo, que o hábito de comer cachorro veio de épocas difíceis. Todos tinham um espaço para criar cães, que se alimentavam dos restos dos donos, e, por muitas vezes, seriam a única fonte de proteína deles. Muitas pessoas se apavoram, mas vejo apenas como hábito. 
Na volta, tivemos que optar entre andar de caiaque ou visitar uma praia com uma montanha, claro que fiquei com a segunda opção (não nado! rs). Subi algumas dezenas de degraus e lá estava novamente contemplando uma linda paisagem.

No barco, foi servido um jantar de Halloween. No caminho para Ha Long Bay, o guia perguntou a preferência alimentar de cada um. Me senti aliviada em dizer que queria comida vegetariana, pois apareceram carnes e frutos do mar que jamais conseguiria ingerir na vida.


No dia seguinte, após o café da manhã vietnamita, entramos num bote para conhecer a “tunnel cave”, na volta, foi servido um almoço de despedida e tivemos aula de culinária. Aprendemos fazer o spring roll vietnamita. Retornamos ao porto e peguei o táxi direto para o aeroporto Noi Bai em Hanói. Próximo destino: Siem Reap, Camboja.

Tunnel cave

 



Vilas flutuantes



Sopa vietnamita
Salada de mamão verde
Aula de culinária
 


Hanói, a capital do Vietnã

Quando estava elaborando o roteiro, fiquei dividida entre Hanói, a capital do Vietnã, e Ho Chi Minh, antiga Saigón. Optei por Hanói para conjugar com a visita a uma das 7 novas maravilhas da natureza (nós temos as Cataratas do Iguaçu e a Amazônia): Ha Long Bay.

My travelbook


O Vietnã exige visto para brasileiros e carta-convite (vi alguns turistas proibidos de embarcar em Bangkok com destino ao Vietnã pela ausência do documento). O primeiro passo é solicitar a carta a uma empresa, que te enviará por e-mail. Utilizei o serviço desta: http://www.vietnamvisapro.com/ Paguei 10 dólares com paypal e no dia seguinte já tinha o documento indispensável para entrar no país.
Esteja munido de fotos 5×7 (só pediram uma). Leve dólares para pagar o visto (pode ser solicitado também em Brasília).  A modalidade é “visa on arrival”. Dirija-se ao posto do visto, preencha um formulário, entregue-o com passaporte e foto e a quantia de 45 dólares (varia de acordo com o número de entradas e o período de estadia).

O voo para Hanói partiu do Suvarnabhumi International Airport em Bangkok – aeroporto que merece todos os elogios, além de enorme e bonito, tem rampa rolante, viabilizando o acesso dos carrinhos com as malas para os diversos andares. Escolhi a passagem pela VietJet Air, uma low cost vietnamita, que custou apenas R$100,00. A roupa dos comissários merece destaque (risos), pareciam colegiais.

Chegamos e o táxi já aguardava (o pacote incluía transfer, hotel e barco em Halong Bay) . Do aeroporto de Noi Bai até o centro dura 1 (uma) hora. Outra opção para sair: pegar o ônibus da VietJet, que custa 3 dólares.


A moeda do Vietnã é o Dong, 1 Real = 9.000 dongues. É a cidade mais barata que já visitei.

O hotel escolhido foi o Golden Sun Palace, que fica no coração do Old Quarter e próximo a diversos pontos turísticos da cidade. Foi a melhor recepção da viagem, além do suco de melancia, a simpatia da gerente Flower é algo inesquecível. O quarto é pequeno, mas confortável, wi-fi excelente e o melhor café da manhã da Ásia, personalizado e tinha até pão francês. Recebi todas as informações que solicitei. Ressalto que é o povo mais simpático do mundo. Sorridentes e gentis.

Hanói é uma cidade poluída. Muitos habitantes usam máscaras cirúrgicas, mas acho exagero. É curioso observar o trânsito mais caótico do mundo. Carros, bicicletas, tuk tuks e muitas motos, que carregam praticamente tudo, de vasos a porcos. O curioso é que não tem sinalização e ninguém é atropelado. A tática é levantar a mão e jogar pro Buda. Andar calmamente e ter fé para chegar ao outro lado.

A primeira visita foi ao Water Puppet Show, que fica a poucos metros do hotel. A entrada custava 100.000 dongues. O que mais me impressionou foi o som dos instrumentos tipicamente orientais. No final, comprei um boneco por 80.000 dongues para minha sobrinha. Depois comprei outro no comércio.


Jantei no restaurante próximo ao teatro de bonecos, recomendado pelo guia Lonely Planet: Green Tangerine. Com cozinha franco-vietnamita. O preço, para o país, é salgado, mas infinitamente mais barato que qualquer restaurante do mesmo nível por aqui. Entrada, prato principal e vinho saiu por menos que R$50,00. Só fiquei decepcionada com a quantidade de ravioli (risos).


No dia seguinte, acordei às 9 horas e parti para a rua, com o intuito de cumprir o roteiro programado, após o café da manhã. A maioria dos lugares é acessível caminhando, só tomei táxi para ir a um monumento. Li que é recomendável pegar os táxis estatais, pois teve registro de sequestro relâmpago a turistas.


A poucos passos do hotel está o Hoan Kiem Lake, com uma bela ponte vermelha. No lago, encontramos o “Ngoc Son Temple“, templo budista com entrada a 20.000 dongues.



Depois segui para o “Temple of Literature“, dedicado ao filósofo chinês Confúcio. A entrada custa 20.000 dongues. Um lugar bonito, que estava com muitas turmas fazendo a fotografia da formatura. A lojinha aceita cartão de crédito/VTM e é uma tentação, além de baratíssima.

Essa bebida deve ser forte…
 



O “Fine Art Museum” está localizado numa rua atrás do Templo da Literatura. O tíquete custa 20.000 dongues. O museu fica num prédio imponente com 3 andares de exposições. É interessante para conhecer um pouco do universo artístico vietnamita, talvez bastante desconhecido pelos ocidentais.

Tio “Ho”

Segui em busca da “Flag Tower“, sim, sempre caminhando. É uma torre construída em 1982, que serviu como posto militar, além de ser uma das poucas estruturas que não foram destruídas durante a ocupação francesa.

Flag Tower

Depois passei diante do “Ho Chi Minh Mausoleum“, mas não visitei o interior. É um monumento dedicado ao líder vietnamita. Naquela praça Ho leu a declaração de independência do Vietnã.

Ho Chi Minh Mausoleum
O “One Pillar Pagoda” fica próximo ao mausoléu. O templo budista foi criado pelo imperador Ly, após sonhar que conhecia o bodhisattva Avalokiteshvara, que lhe entregava um filho bebê sentado em uma flor de lótus. Após o sonho, conheceu uma camponesa que engravidou, gerando seu filho.
 

Na região do One Pillar Pagoda, comi uma das frutas mais exóticas da viagem, no entanto, continuo desconhecendo o nome. Parece uma goiaba, mas a casca é lisa e não comestível, no interior tem um líquido semelhante ao leite. Muito boa e foi dada pela vendedora.

Finalmente precisei tomar um táxi para visitar o último ponto turístico do dia: Tran Quoc Pagoda, que fica nas margens do Ho Tay (West Lake). É o templo mais antigo de Hanói, construído no século VI e uma das paisagens mais pitorescas da cidade.

Comprei o Nón Lá, típico chapéu vietnamita.


Depois do longo percurso turístico, voltei para o hotel, tomei banho e fui comer no excelente restaurante “Green Mango“, localizado praticamente na porta, além da boa recomendação do Lonely Planet. Para finalizar o dia, andei por várias horas no comércio local, que é enlouquecedor pela variedade e com preços inimagináveis de tão baratos.

Deliciosos “spring rolls”. São diferentes dos tailandeses, feitos com folha de arroz.
 

Ao Nang, Thailand

Deixar Phi Phi não foi fácil – mesmo sem o agito urbano que sempre me interessa nas viagens. No terceiro dia, após a caminhada até Phi Phi View Point, como comentado no post anterior, comprei o tíquete do barco que sairia às 15 horas rumo a Krabi.

Ao Nang é uma província de Krabi, que consiste numa longa e agitada rua, com inúmeros restaurantes e casas de massagens tailandesas e a rua da praia. É um balneário admirável! Tem lugares com ótima decoração e lanchonetes conhecidas, além de ser um lugar ideal para comprar souvenir.

O hotel escolhido foi o Phu Petra Resort, que não está localizado nas duas ruas agitadas supracitadas, mas numa região isolada e próxima das montanhas. Indico porque o serviço é ótimo, as recepcionistas são super atenciosas. A decoração é impecável. O quarto é imenso e o banheiro idem. Wi-fi excelente. Além de ter restaurante e transporte para cidade gratuito a cada hora. Imagino quanto custaria um hotel do mesmo nível no Brasil, mas na Tailândia a diária custou R$200,00.



Esperei a caminhonete que fazia o transporte dos hóspedes para o centro da cidade enquanto agendava um tour para o dia seguinte. Em poucos minutos, uma parada estratégica: a porta do Mc Donald´s (para ninguém se perder, pois é o ponto de encontro para o retorno ao resort).

Comecei o reconhecimento do local e fiquei encantada com tudo que vi. O pôr do sol na praia foi deslumbrante, com tons alaranjados e vermelhos. Tirei algumas fotos e fui comer uma pizza. A pizza sempre será minha “refeição” predileta. Comprei algumas bugigangas, no entanto, descobri que em Bangkok é mais barato.


Importante: os tailandeses adoram negociar. Nenhum preço apresentado é o preço real. Você diz que está caro e oferecem uma contraproposta. É divertido! No final, já estava negociando até o preço da água de coco!!!

A maior surpresa da minha vida: a massagem tailandesa. É intraduzível. Em decorrência do hábito local (ninguém entra nas residências com sapatos), lavaram meus pés e entrei na casa de massagem. Numa cabine, a tailandesa pediu para eu deitar de costas e tirar a blusa e sutiã. A mulher andou sobre minhas costas e sentia cada vértebra estalando (não comentei sobre minhas hérnias de disco). Fazia movimentos que praticamente deslocavam todos os meus ossos. Nunca fiquei tão relaxada na vida! Queria aquela massagem eternamente. 


No dia seguinte, foram me buscar para o tour agendado, que custou 800 baht e consistia em uma visita ao Tiger Cave Temple, andar de elefante e assistir ao baby elefante show. Tinha diversas opções de entretenimento, e ainda, muitas pessoas optam por conhecer as praias próximas, como Railay Beach.

O passeio de elefante ocorreu em Krabi – no meio da floresta. No início, a novidade é interessante, mas depois o movimento do animal se torna cansativo. O árduo serviço do bichinho é recompensado com bananas, compradas pelos visitantes. O baby elefante é lindo, treinado, dança e faz gracinhas.



O Tiger Cave Temple fica numa região bem afastada em Krabi e consiste num templo com diversas construções. Lá tive uma das maiores provações da minha vida: subi 1.237 degraus para chegar ao topo. Só para uma breve comparação, a Igreja da Penha, no Rio de Janeiro, tem 365 degraus.

 

Comecei tranquilamente, fotografando, observando a paisagem. De repente, fui ficando mais ofegante, suada e com o rosto vermelho. As pessoas que estavam na excursão desistiram. No caminho, me diziam “você vai conseguir”. Todos os orientais que encontrei foram simpáticos, além do sorriso no rosto, me incentivaram. É uma verdadeira peregrinação de fé budista. Quando já não aguentava mais, um homem que estava descendo me disse “Parabéns, você chegou na metade do caminho!”. Sentei em um degrau e quase chorei. Mas a perseverança é um ensinamento budista, portanto, chegou o momento de mostrar a força e constância. Quando me dei conta que tinha chegado, vi uma torneira e me ajoelhei, bebendo a melhor água do mundo (normalmente não bebo água). Sem saber a procedência (provavelmente água da chuva), fiquei feliz por ter tomado a vacina de hepatite a. Sim, chegar ao topo foi incrível, por diversos motivos. Faria novamente? Acho que não seria capaz. Ao retornar, as pernas tremiam.


Desilusão hahaha
Na volta ao hotel, comi um pad thai no restaurante, que não gostei, além de muito mais caro que o habitual (todavia, mais barato que qualquer restaurante no Brasil), o ovo vinha por fora, em forma de “fritada”, não misturado com o macarrão. Fiquei na piscina o resto do dia. Até que caiu uma chuva torrencial e fui para o quarto.


Aguardei a estiagem da chuva e aproveitei os últimos momentos daquela maravilha. No dia seguinte, 3 aeroportos me esperavam: Ao nang, Bangkok e Hanói.

Tailândia, jamais te esquecerei (meus olhos até lacrimejaram ao escrever)!!! 

Símbolos budistas:flor de lótus.

Símbolos budistas: a árvore da vida.

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