1 dia em Dubai

Marina Walk Dubai


Fiz um bate-volta para Dubai, partindo de Abu Dhabi. Tínhamos escolhido alguns passeios com a agência da Etihad (pague 1 leve 2), todavia, como já relatado em post anterior, após os diversos problemas de comunicação, olvidaram completamente dos passeios agendados.

No dia da chegada em Abu Dhabi, deixamos reservado, no hotel, um passeio para Dubai, já que não há tantos pontos turísticos na capital. O preço foi bastante salgado! Tinha visto por valores bem inferiores, mas com apenas 2 dias, não dava para pesquisar. Saiu por 85 dólares cada. Para quem dirige ou gosta de dirigir, talvez seja mais barato alugar um carro.

Às 8 horas o motorista/guia (aparentemente paquistanês) apareceu, com uma minivan branca (obsessão naquele país) para nos buscar. Como éramos apenas 2 pessoas, pudemos escolher o que fazer e quanto tempo levar em cada lugar.

Dubai é a cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos e, atualmente, é um dos destinos mais visitados do mundo! Perde apenas para cidades como Bangkok e Londres. Fica a uma hora da capital.

No caminho, é possível verificar a sensível diferença entre as cidades. Dubai tem centenas de prédios monumentais. Vi muitas mulheres de short e camiseta correndo na cidade (inimaginável para mim). Os pontos de ônibus possuem ar-condicionado (acredito que apenas alguns operários utilizem tal meio de transporte). A primeira parada foi na Marina Walk de Dubai.

Em seguida, o motorista nos deixou na estação do tram (sem piloto), com poucas paradas (http://www.alsufouhtram.com/), que nos deixaria na ponta da ilha artificial em formato de palmeira: Palm jumeirah.
Bilhete do tram

Para chegar no limite da ilha, basta descer na última estação. Ali do lado tem um shopping grandioso: Atlantis Mall (http://www.atlantisthepalm.com/thingstodo/shopping.aspx) – pode ser avistado de longe e parece um portal quando visto do tram. Por incrível que pareça, os preços são bastante convidativos e, em geral, tudo mais barato que no Brasil. Dentro do mall existe um grande aquário – como uma enorme fila para adquirir o bilhete. É possível avistar o hotel Atlantis com um grande parque aquático (tudo é suntuoso em Dubai).

Uma máquina faz sucesso entre os turistas: a máquina ATM de sacar ouro!

Passamos pelas duas construções mais suntuosas da cidade: o hotel Burj Al Arab e o maior arranha-céu do mundo, o Burj Khalifa

Burj Khalifa

Burj Al Arab

Os funcionários alinhados sob o sol esperando os hóspedes! Surreal…

No Centro da cidade encontramos o Gold Soukou mercado de ouro. Finalmente é possível avistar pessoas locais. O assédio dos vendedores é grande, mas nada desesperador. Paramos em algumas lojas – nas que vendiam suvenires e roupas. Comprei apenas um vestido e um camelo de pelúcia (que canta em árabe) para a minha sobrinha. Meu amigo comprou um traje típico deles e saiu dali vestido, sendo, posteriormente, confundido com um local. 

A última – e mais longa – parada foi no maior e mais visitado shopping do mundo: Dubai Mall(http://www.thedubaimall.com/en/Index.aspx). É um enorme complexo de lojas. Tudo bem ocidentalizado, com exceção das salas de oração – encontradas em todos os lugares públicos. Os homens e mulheres costumam vestir trajes típicos. Existem praças de alimentação. Comi um sanduíche wrap vegetariano com uma limonada, que saiu por R$15,00.

 

E um dos momentos em que caminhávamos, meu amigo não prestava atenção e duas mulheres vinham em sua direção, de repente, elas abriram com pavor de encostar nele. Enquanto as mulheres não podem pensar em manter contato físico com um homem em público, os homens se abraçam, deitam no colo dos outros, se tocam e até dão “beijo de esquimó”. Para quem cansou de Miami, talvez Dubai seja uma excelente opção!

Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos

Em razão do atraso da Etihad Airways, em São Paulo, chegamos a Abu Dhabi por volta das 23h, embora a chegada estivesse prevista para 19h.
Assim que pisamos em solo árabe, Danilo me abraçou e fiz questão de lembrá-lo que, provavelmente, aquele tipo de demonstração de afeto não seria permitido. Rimos muito.
Antes de passar pelo controle de imigração, a pessoa deve caminhar para uma sala e pegar o carimbo no visto que recebeu por e-mail. O policial também faz um registro fotográfico. Depois, basta apresentar o passaporte e o visto. Sem perguntas.
É impressionante a opulência daquele país: logo na saída nos deparamos com um Porsche de ouro. E, para quem está pela primeira vez no Oriente Médio, a estranha sensação de ver os trajes típicos – principalmente mulheres de vestes pretas com os rostos cobertos (niqab) – embora predominantes na península arábica, também podem ser vistos em outros países muçulmanos.

Fila de táxi no aeroporto

Os táxis ficam do lado de fora do aeroporto e operam com uma tarifa distinta dos táxis dentro da cidade (que são bem mais baratos). E um detalhe: todos os carros são Mercedes-Benz pretos modelo minivan. A corrida até o hotel Hyatt Capital Gate saiu por uns R$50,00 (15 minutos). Existe uma placa no interior dos táxis: só devem funcionar com o taxímetro, caso contrário, o passageiro não precisa pagar. Funciona. São honestos (coisa rara para uma categoria tão desonesta). A moeda dos EAU é o Dirham.
 

Dirham

Embora não tenha sido nossa primeira opção, o hotel Hyatt Capital Gate está registrado no Guinness Book por ser a construção mais inclinada do mundo! A Torre de Pisa tem 4 graus enquanto o Hyatt tem 18º de inclinação!
Lá fomos nós para o check-incom o português Antonio. Não tivemos como mudar os quartos escolhidos pela agência vinculada a Etihad, que era com cama de casal e banheiro transparente! Segundo o funcionário, o hotel estava com a lotação máxima em razão da semana da corrida de Fórmula 1.


As instalações são realmente bonitas, de acordo com as 5 estrelas que o hotel ostenta. O quarto era bem bonito, mas meu amigo, que já se hospedou em outros hotéis da rede, disse que ficava aquém de outros.
Tâmaras e chá na recepção
O café da manhã é servido no 18ª andar, próximo à recepção. Pode apreciar a refeição dentro do restaurante ou na área aberta com vista da cidade. Existe uma multiplicidade de opções no café, mas tudo muito requintado, que, sinceramente, não me agrada. As frutas ficavam numa vitrine (talvez tenham valores elevados por lá).
No dia anterior, mesmo cansados, agendamos um daytour em Dubai (fica a 1 hora da capital), que nos buscou por volta das 8 horas e nos trouxe às 18 horas. Na chegada, aproveitamos a piscina aquecida (descemos no elevador só de roupão, pra causar! Hahah).
 
Decidimos fazer uma visita noturna à grande joia de Abu Dhabi: Sheikh Zayed Grand Mosque(http://www.szgmc.ae/en/). Uma enorme mesquita (a 8ª maior do mundo) toda feita de mármore (Carrara e de outras regiões). A construção apresenta o maior tapete persa do mundo e os lustres possuem milhões de cristais Swarovski.

O maior tapete persa do mundo. Os sapatos devem ficar do lado de fora.
 
Assim que chegamos, ao tirar uma foto, fui advertida que deveria colocar a roupa coberta. Estava de vestido até os pés, todavia, só é permitida a entrada de mulheres com a cabeça e braços cobertos. No subsolo, existe uma área de empréstimo da abaya. É necessário apresentar uma identidade, que não tinha levado, mas meu amigo tinha e serviu. As abayas são usadas apenas uma única vez e estavam cheirosas.
Não foi minha primeira visita a um país muçulmano, mas a primeira a uma mesquita. É um cenário lindo. As piscinas que circundam a mesquita refletiam seus traços e criavam um quadro belíssimo. O interior é grandioso e pictórico.
Após a visita, pegamos um táxi e pedimos que nos deixassem em um restaurante Lebanese Flower (http://lebaneseflowerrestaurant.net/). Antes da viagem, pesquisei que os restaurantes dos hotéis eram bastante caros, portanto, verifiquei o melhor custo-benefício. O taxista não sabia exatamente onde era, mas acabou encontrando. Comemos apenas uma salada, kibe e homus com pão árabe. Custou uns R$35,00.

No dia seguinte, visitamos o hotel mais luxuoso de Abu Dhabi (7 estrelas): Emirates Palace. A entrada no hotel é gratuita. Podemos visitar o hall de entrada, as lojas, o pátio e os banheiros das áreas públicas.

 

Tentamos caminhar até o souk (mercado), mas a cidade não é feita para pedestres. Acabamos não indo à praia – corniche. Pegamos um táxi e chegamos no mercado, que mais parecia um shopping. Tudo muito artificial se comparado a um souk marroquino, por exemplo.

Depois seguimos, de táxi, até a Ferrari World, que ficava distante. Chegamos lá apenas às 16:30. Danilo não quis entrar por achar muito caro (U$70,00) e acabei desistindo, pois já estava tarde e nosso voo sairia naquele mesmo dia. Estava lotado, em razão da final da Fórmula 1, que ocorreria na mesma semana a metros do parque. Lá é possível encontrar a montanha-russsa mais rápida do mundo: Formula Rossa.
Por sorte, voltamos ao hotel com tempo. As cercanias do hotel estavam fechadas pelo exército – com tanques e tudo mais (depois descobrimos que estavam ensaiando, a partir daquele dia, todos os dias, para o dia 2 de dezembro, Dia Nacional). Nenhum carro entrava ou saía! O táxi rodou e tentou nos deixar o mais próximo possível. Andamos cerca de 1km e ainda tivemos que convencer que estávamos hospedados lá. Chegando no hotel, simplesmente não havia a possibilidade de pegarmos táxi! Comunicamos que nosso voo sairia dentro de algumas horas e não poderíamos ficar “presos” no hotel. Depois alvoroço, nos informaram que o gerente do hotel nos levaria. Subimos por uma área restrita e o gerente seguiu conosco e não poderia voltar, naquele dia, para o trabalho! Pediu desculpas e disse que não foram informados e perderam vários hóspedes que viriam para final da Fórmula 1. Sempre existe um lado positivo: não tivemos que pagar a corrida.
Como estava acompanha por um homem, não tive qualquer dificuldade, embora nenhum homem local falasse diretamente comigo. Mesmo nas vezes que paguei ao motorista, o troco foi devolvido ao meu amigo.
Os Emirados Árabes Unidos foram criados apenas em 1971, portanto, é um país ainda sem uma forte identidade. Se comparado a outros países árabes, é infinitamente mais liberal, uma vez que um percentual pequeno é de origem muçulmana. Existem muitos estrangeiros e são respeitados. Tentei me vestir de acordo com os padrões morais (risos). Em breve, Abu Dhabi terá dois grandes museus: Louvre (http://louvreabudhabi.ae/en/Pages/home.aspx) e Guggenheim (http://www.guggenheim.org/abu-dhabi) e será imperdível.
Não viajaria apenas para Dubai ou Abu Dhabi para passar férias, mas recomendo um stopover de alguns – poucos – dias.
Documentário no canal Natgeo sobre a construção da mesquita:

Minha – péssima – experiência com a Etihad Airways

Depois de uma apurada pesquisa sobre a companhia aérea com o melhor custo-benefício para chegar a Hong Kong, acabei decidindo pela Etihad. Por 1 mil reais a menos era possível voar Ethiopian Airlines, no entanto, em razão do surto de ebola (ressalto que não atingiu a capital da Etiópia, Adis Abeba), preferi gastar um pouco mais e ficar mais tranquila. Mostrei o roteiro ao meu amigo Danilo, que prontamente topou. Decidimos fazer um stopover na capital dos Emirados, Abu Dhabi, já que obrigatoriamente faríamos uma conexão.
 

O cartão de embarque!


O site da Etihad oferece visto gratuito na estadia até 96 horas nos Emirados Árabes Unidos, mas foi o maior parto! Não recomendo a ninguém. Com três meses de antecedência encaminhamos todos os documentos requisitados: foto, cópia do passaporte, formulário preenchido, cópia da passagem. Faltando duas semanas para a viagem, resolvemos perguntar pelo visto e simplesmente nos “esqueceram”. O hotel escolhido no formulário, segundo a agência que cuida da emissão do visto, Hala Abu Dhabi, não tinha mais vaga. Todavia, encaminhei e-mail pro hotel Radisson Blu e, por surpresa, tinha vaga. Fomos obrigados a aceitar a única opção possível: Hyatt Capital Gate. E pensam que acabou por aí?
Ao ligar pro escritório de São Paulo, ouvimos que nada poderiam fazer e, para alterar a passagem, para voarmos diretamente para Hong Kong, teríamos que pagar 250 dólares. Via twitter, a empresa respondia, mas jamais elucidava qualquer dúvida.
Sabe o visto? Chegou 2 (DOIS) dias antes da viagem. Para matar qualquer um do coração!
Em síntese, não recomendo o stopover na cidade com a Etihad. Tire o visto no site do país e escolha um hotel por conta própria. O visto será pago, todavia, o trâmite será menos estressante.
Fui para São Paulo um dia antes, como contei no post anterior. No sábado, assim que meu amigo me comunicou que tinha chegado, almocei e segui para o aeroporto. Chegando lá, estava visivelmente pior da garganta, já com dificuldade pra andar de tão debilitada. Por sorte, Danilo é médico e me examinou, constatando que estava com amigdalite. Portar o CRM por si só não garantiu a compra do antibiótico e tivemos que recorrer à lan houseda Vivo para fazer um receituário. E deu tudo certo!
Como o voo, em tese, sairia às 23h do terminal 3 de Guarulhos, chegamos no check in às 20:00, pois queríamos esperar na sala vip mastercard, no entanto, o sistema da empresa simplesmente sofreu um apagão! Esperamos na fila e só fomos atendidos às 22:00! Tudo manual. E a “melhor” parte: em razão do apagão, não teria lugar marcado! Cada um chegava e sentava em um lugar!!! Já imaginou? Nunca tinha passado por nada igual.
Não, o show de horrores da Etihadnão acabou. Depois da confusão generalizada dentro da aeronave, pois cada um tentou ser mais esperto que o outro (uma chinesa colocou um bebê – que provavelmente não tinha pago passagem – no lugar do meu amigo!), esperamos mais algumas horas. A decolagem ocorreu às 3 da manhã!!!
Ainda estou avaliando a possibilidade de processá-la. Viajaria de novo com a companhia? Depende da promoção.

Região dos Lagos

Moro no Rio de Janeiro, no entanto, posso contar nos dedos as vezes que estive na Região dos Lagos. Não dirijo e o percurso acaba demorando mais que muitas viagens de avião. E ainda, nunca fui muito fã de praias.



Para quem não mora no Rio, deixarei uma sugestão de passeio que inclui Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo (cidades situadas na Região dos Lagos no Estado do Rio de Janeiro). O percurso dura, em média, 3 horas de ônibus.

Região dos Lagos


Fiquei hospedada na APCEF Cabo Frio, embora seja uma pousada para empregados da Caixa Econômica Federal (sócios da associação), nada impede que não-sócios se hospedem. A hospedagem fica a 200 metros da Praia do Foguete, com um mar agitado, mas poucas pessoas na areia. As instalações são boas, tem wi-fi, piscina, salão de jogos, estacionamento, além da diária incluir café da manhã e almoço!

Praia do Foguete
No centro de Cabo Frio tem a Praia do Forte (1 km da Praia do Foguete) que frequentemente é cenário de shows. O mar é calmo e transparente. Bom lugar para almoçar, já que nos arredores existem vários restaurantes e barracas de comidas. O táxi da pousada ao Centro custa aproximadamente R$20,00.

Praia dos Anjos

Arraial do Cabo tem as praias mais bonitas da região. O lugar a ser procurado é a Praia dos Anjos, um pouco poluída para tomar banho, mas ali encontramos dezenas de agências que vendem passeios de barco.
A cidade estava muito cheia e consegui vaga no barco que sairia apenas às 15 horas. Custou R$60,00 (incluia água e refrigerante) na agência Cavalo Marinho, que recomendo, pois o barco é relativamente pequeno (capacidade para 30 pessoas) e deixa bem perto das praias, ao contrário das escunas, que deixam distante e é necessário nadar ou pegar um bote.

As paradas são: Pontal do Atalaia, Fenda da Virgem, Gruta Azul e Ilha do Farol.

O Pontal do Atalaia é a 7ªmelhor praia do Brasil, de acordo com o site Tripadvisor.com. Tem águas cristalinas e areia branca. Nunca imaginei ver uma “praia caribenha” no Rio!



A Ilha do Farol é a 6ªmelhor praia do Brasil, também na avaliação do site Tripadvisor.com. Além das características caribenhas, a areia é mais fininha e tem peixes já com a água na altura na canela! É uma reserva da Marinha, portanto, não pode desembarcar com qualquer alimento ou bebida.


Ilha do Farol


Gruta Azul
Fenda de Nossa Senhora da Assunção


(Armação dos) Búzios, apesar de não ter praias tão bonitas nos quesitos areia e água, é o destino mais procurado na Região dos Lagos. Se estiver com criança a melhor opção é a Praia Azeda ou Azedinha, uma vez que não têm ondas e ainda contam com vegetação nativa. 

Praia Azeda

Praia dos Ossos

Praia dos Ossos


A Rua das Pedras, no verão, é completamente lotada. Ali encontramos todas as lojas mais conhecidas, além das boates Pacha e Privilège. Há uma multiplicidade de opções de restaurantes, optei pela pizzaria “Zio Bello”, com uma pizza deliciosa. Um dos pontos mais procurados é a estátua de bronze da Brigitte Bardot, que morou na cidade nos anos 60.

1 dia em São Paulo

Após recorrer no erro do ano anterior, ou seja, comprar passagem aérea saindo da cidade de São Paulo para a Ásia, optei por ir um dia para visitar a Bienal de Artes. Comprei a passagem de ida pela Avianca, pois preferia sair do Galeão, e a volta foi adquirida com pontos na Tam.

MASP

No dia anterior, comecei a sentir irritação na garganta e leve fraqueza, mas meu voo sairia às 9:00 na sexta-feira e não tive tempo de ir ao consultório médico. Desembarquei por volta das 11:00 em Guarulhos, em razão do atraso de mais de uma hora na decolagem. 
Existem duas opções para sair de ônibus do aeroporto, já que o táxi custa entre R$150 e R$200,00: pode tomar o ônibus executivo, que custa R$36,50, ou o ônibus da linha 257, também preparado para colocar malas, que fica na pista ao lado do executivo e custa R$4,45, mas deixa na estação de metrô Tatuapé, enquanto o executivo Guarulhos-Av. Paulista para em inúmeros hotéis, inclusive no que me hospedaria: Renaissance.
Fila para comprar a passagem. Pode pagar com o cartão de crédito. Há a opção de pagar diretamente ao motorista.
 Sala de espera do ônibus

                                            Lista de hotéis no percurso do ônibus

 O ônibus executivo

O ônibus de linha
Cheguei no Renaissance por volta das 13:00h (o ônibus me deixou na porta) e tive uma excelente notícia: pude fazer o early check-in! A recepcionista, que ainda recordo o nome, Laura, foi super simpática e me deu outra notícia incrível: recebi um upgrade para o melhor quarto, no 21º andar, além de café da manhã (que não estava incluído na minha diária) e acesso ao Lounge do 23º andar!


Chegando no quarto ainda tinha outro mimo: máquina Nespresso com várias cápsulas. Deixei minha bagagem e fui almoçar no Shopping na Av. Paulista. Depois peguei o metrô até a estação Paraíso. Lá desci e chovia. Depois de pedir informação, finalmente encontrei o ponto do ônibus que me deixaria no Ibirapuera.

O cobrador do ônibus me avisou em qual ponto deveria descer. Chovia torrencialmente. Já era 16:00h e preferi seguir para o MAC. Me informei sobre a localização do prédio e fui por fora do Ibirapuera, depois me dei conta que deveria ter seguido por dentro, pois um motoqueiro nitidamente me seguiu, mas dei uma corrida, depois avistei um morador de rua, que me fitou e finalmente cheguei na passarela que leva ao museu.

O Museu de Arte Contemporânea USP tem entrada gratuita e fica num prédio projetado por Niemeyer, além de contar com um acervo incrível! Com pouco tempo, não pude visitar todos os andares. Um dos destaques era a mostra temporária “Transarquitetônica“, de Henrique Oliveira. Uma das instalações mais bonitas que já vi!


Finalmente cheguei na Bienal de Artes de São Paulo e confesso que fiquei um pouco decepcionada com as obras. Nada me emocionou.


Fiz o mesmo percurso para retornar: ônibus e metrô. Depois entrei em uma farmácia para comprar vitamina C, antiinflamatório, chiclete e água. Me sentia fraca e a dor de garganta permanecia.

Chegando no hotel, tirei o casaco molhado e fui conhecer o Lounge no 23º andar. Existe uma seleção enorme de petiscos, salgadinhos, sanduíches. Vinho, espumante, máquina Nespresso. Geladeira com refrigerante, água, iogurte, chá. Além de uma barmaid fazendo drinks na hora. A Margareth é super simpática e me ofereceu bebidas com saquê e melancia, saquê, abacaxi e limão. Todos deliciosos. O lounge tem um dos ambientes mais agradáveis que já vi em um hotel.


Me programei para ir no teatro do próprio hotel, mas estava bem debilitada e preferi dormir. Quando voltei ao quarto, outra surpresa: alguém tinha fechado a persiana! Uma delicadeza sem tamanho. Na manhã seguinte, após um longo banho de banheira, subi para o lounge para tomar café da manhã. E novamente tinha uma variada seleção: incluindo Yakult, que amo.



Voltei ao quarto e a conta foi deixada debaixo da porta. Bastava ligar para um determinado número e dizer que concordava, para não ficar na fila do check-out. Desci e deixei minha bagagem na recepção. Caminhei para o Centro Cultural FIESP com o intuito de visitar a exposição “Leonardo da Vinci: a natureza da invenção“. Como já esperado, num sábado ensolarado, a fila estava longa. 

Depois almocei e pensei em entrar no Masp, já que tinha tempo, mas havia uma manifestação e desisti. Retornei para buscar minha mala no hotel. Esperei o ônibus executivo para Guarulhos por trinta minutos e segui para a outra etapa da viagem de férias.


Sala VIP Mastercard Black

Recentemente visitei a sala VIP Mastercard Black. Desde outubro de 2014 está funcionando na sala Proair, no terminal 2 de Guarulhos, em razão das obras no aeroporto.


Pensei que teria muito tempo ocioso, já que meu voo sairia 23h e cheguei às 17h, todavia, em razão de um acontecimento absurdo com a Etihad, que ficou sem sistema, o check-in manual ocorreu às 22h, no terminal 3.

O caminho é longo entre o terminal 3 e 2. Uma caminhada que dura uns 20 minutos, após passar pelo controle de migração. Chegando lá, basta apresentar o cartão, que é validado pela atendente.

A sala estava vazia, com bastante espaço. Tinha opção de vinho, espumante, café nespresso, máquina com chás, sanduíches, biscoitos, saladas, frigobar com refrigerantes, água.

Dentro do espaço é possível escolher em que ambiente ficar. Tem sala para utilizar computadores, sala para repouso, sofás. Na entrada, cada pessoa recebe a senha do wi-fi.

Num aeroporto que cobra 8 reais por uma garrafa de água, ter a possibilidade de ficar numa sala VIP não tem preço.

Atualmente não é possível levar acompanhante gratuitamente, apenas mediante o pagamento de R$67,00.

Destinos turísticos que são cenários de filmes

Uma das maiores emoções que tenho é viajar e (re)conhecer cenários de filmes, visto que é a reunião de duas paixões. A maior frustração aconteceu na Califórnia, o fato de não dirigir me impossibilitou visitar a Mulholland Drive que, além de cenário, é o título (em inglês) de um dos filmes que mais me arrebatou: Cidade dos sonhos. Da mesma forma, lembro do meu encantamento ao quebrar vagarosamente a cobertura do Crème Brûlée no Café des 2 Moulins, onde Amélie Poulain trabalhava. São pequenos prazeres inesquecíveis.

Passar na porta do “Café de Flore”, no bairro de Saint German de Près, e não lembrar de Sartre e Simone de Beauvoir em “Os amantes do Café de Flore“.


O relógio que fica no último andar do Musée d´Orsay, em Paris, cenário de A Invenção de Hugo Cabret.

 O belíssimo Palácio de Versalhes, cenário de Maria Antonieta e Adeus, minha rainha.


O local de peregrinação para os apaixonados por “O fabuloso destino de Amélie Poulain”: Café des 2 Moulins, situado no bairro de Monmartre.

 O jardim do Musée Rodin, cenário de “Meia-noite em Paris“.
Como passar pelo Cabaré “Moulin Rouge“, no bairro de Monmartre, em Paris, e não lembrar do filme homônimo? Que é um dos melhores musicais já realizados.

É impossível visitar a Torre Eiffel sem lembrar de Ratatouille!
A livraria Shakespeare and Co., em Paris, foi cenário de filmes como Meia-Noite em Paris” e “Antes do Pôr-do-Sol“.

Como visitar Roma e não lembrar de “Comer, rezar, amar“?

 
Lembro que estava em Roma na estreia de “Para Roma com amor“…
La dolce Vita de Fellini remete a Fontana di Trevi.

Ao visitarmos o Coliseu, em Roma, lembramos de “O gladiador“, que, na verdade, foi gravado no Marrocos.


No caminho de Roma para Florença, capital da Toscana, logo pensei em “Sob o sol da Toscana“.

E a emoção de ver Hannibal caminhando por Florença?
Impossível visitar Maya Bay, na Tailândia, sem ter ouvido falar de “A praia“!
E quando você vai ao Sirocco Sky Bar, em Bangkok, apenas porque apareceu em “Se beber, não case 2“?

E quando você está numa praia na Tailândia e lembra do filme espanhol “O impossível“?
Chegar na antiga capital da Tailândia, Ayutthaya, e não lembrar de Van Damme em Kickboxer (era apaixonada por filmes de luta! risos).
 
O templo Ta prohm, em Siem Reap, Camboja, é disputadíssimo por ter sido cenário de Tomb Raider.

Visitar Ait-Ben-Haddou, no Marrocos, e lembrar que a cidade fortificada serviu como cenário para diversos filmes: Gladiador, Alexandre, Lawrence da Arábia, Múmia, Príncipe da Pérsia, O legionário, Indiana Jones, A joia do Nilo, The game of Thrones (série), Babel, Édipo rei, A última tentação de Cristo, O homem que sabia demais.

Visitar o Jardin Majorelle, em Marraquexe, e não lembrar do documentário “O louco amor de Yves Saint Laurent” ou da cinebiografia “Yves Saint Laurent“.

Passar diante da Casa Rosada, em Buenos Aires, e não cantar “Don´t cry for me Argentina”, tema de “Evita“.

Se deparar com a Coluna da Vitória em Berlim e não recordar de dois filmes do Win Wenders: Asas do desejo e Tão longe, tão perto.

Caminhar pela East Side Gallery, ou o que sobrou do Muro de Berlim, e não lembrar de “Adeus, Lênin!
Visitar Barcelona e não lembrar de  “Vicky Cristina Barcelona“. Principalmente em lugares como a Sagrada Família. Impossível!
 
Ou esquecer de “O albergue espanhol“, trilogia com o maravilhoso Romain Duris, ao visitar o Park Güell.

 
E não procurar os cenários de “Tudo sobre minha mãe“…
Nova York foi é cenário de inúmeros filmes e séries (amo “Sex and the city”!). Ao chegar no topo do “Empire State Building” lembramos imediatamente de “Sintonia de amor” e também de “King Kong”.
E não lembrar de “Os diários de motocicleta” em Machu Picchu, no Peru…
Entrar na Casa Azul, hoje Museu Frida Kahlo, em Coyacán, Cidade do México, e não recordar de “Frida“.

O filme “A culpa é das estrelas” mostra a cidade de Amsterdã. Vemos os canais, as casas centenárias e, em um dos momentos, aparece o Rijksmuseum.

Caminhar na calçada da fama, em Hollywood, e não se emocionar por estar na meca do cinema mundial.

Andar em Venice beach, na Califórnia, e não lembrar de “Eu te amo, cara“?



É possível passar pela Rodeo Drive sem lembrar de “Uma linda mulher“?
 

Giovaninha vai passear

Ano passado (2013), quando comuniquei a minha sobrinha que iria pra Ásia, disse que sentiria saudades, por conseguinte, me deu uma boneca “Polly”, apelidada de “Giovaninha“, já que se chama Giovana, para viajar comigo, assim não sofreria com sua ausência! Com apenas 4 anos, desconhecendo muitos elementos extrínsecos ao seu próprio mundo, nunca assistiu “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, por exemplo, me fez prometer que a boneca seria fotografada nos lugares pitorescos! Gostei da ideia e levei Giovaninha para (quase) todos os lugares da minha jornada, sem me preocupar com a opinião alheia ou o que pensariam de mim. Confesso que, em alguns momentos de exaustão, deixei escapar a oportunidade de registrá-la, em outras ocasiões, saiu desfocada. 

Giovaninha de Longtail na Tailândia

 

Giovaninha e PhiPhi Island -Tailândia

Giovaninha no Tiger Cave Temple – Krabi
Giovaninha curtindo seus dias embarcada em Halong Bay – Vietnã
No tuktuk a caminho de East Bray, 1 hora de Siem Reap – Camboja
Giovaninha apreciando um dos mais belos templos: Banteay Srei – Camboja

Giovaninha na antiga capital da Tailândia: Ayutthaya

O azul

 “Para mim, as cores são seres vivos, indivíduos 
extremamente evoluídos, que se assemelham a nós…”
Yves Klein in “International Klein Blue”
Parafraseando Goethe, na sua teoria sobre a cor – do infinito – esta cor tem sobre o olhar um efeito estranho, quase indizível. Ela é energia feita de cor. Ela estimula e acalma simultaneante.
Quando Platão contemplava o céu de Atenas e Aristóteles sentia o Mar Egeu, lá estava o azul. Sabiamente Kandisnky, artista e professor da Bauhaus, numa tentativa de classificar as cores [Do espiritual na arte], mencionou “O olho sente a cor. Experimenta suas propriedades, é fascinado por sua beleza. A alegria penetra na alma do espectador, que a saboreia como um gourmet, uma iguaria.”
Recentemente, a cor em epígrafe ganhou destaque em razão do título [brasileiro] de um filme francês: O azul é a cor mais quente (originalmente La vie d´Adèle). Num apertado parágrafo, podemos dizer que a cor foi condição sine qua non para cooptar os olhos de uma mulher e fazê-la refém por todos os seus dias.

Durante algumas viagens, me pego contemplando coisas diversas, de construções a pigmentações, e afetivamente reuni os momentos em que o azul me emocionou, seja na casa da Frida Kahlo, do Yves Saint Laurent ou nos quadros do Yves Klein.
Frida Kahlo, nascida em Coyoacán, Cidade do México, numa das páginas de seu diário [O Diário de Frida Kahlo, um autorretrato íntimo], rabisca com lápis de cor na folha do livro e descreve “También la ternura puede ser de este azul”. Numa residência de um azul intenso, “La Casa azul“, hoje conhecida como “Museo Frida Kahlo”, a artista nasceu e morreu. A cor pulsa e acolhe o verde da natureza, criando uma harmonia visual ímpar.

Em pleno diálogo está a casa de Yves Saint Laurent, situada no charmoso Jardin Majorelle, em Marrakesh. O azul que cobre as paredes é conhecido mundialmente por “Azul Majorelle” e contrasta com o amarelo, criando uma paisagem única no meio de uma cidade reconhecidamente ocre. As cinzas do estilista repousam eternamente no misterioso jardim marroquino.

Para finalizar a tríade, entretanto, sem encerrar um rol crescente de espantos, destaco a obra do francês Yves Klein, precursor do movimento Novo Realismo, que é um dos artistas que mais me encantam na História da Arte. Seus trabalhos monocromáticos executados com o azul patenteado “International Klein Blue” são exuberantes. Telas pintadas por pinceis vivos ou tradicionais, que pude fruir nos museus de Paris, Amsterdã ou Berlim, ficaram em mim como tatuagens. Segundo Klein, “Sentir a alma, sem ter de explicar por palavras, e representar esta sensação foi, julgo eu, uma das razões que conduziram à monocromia.”

Gostaria de ter o talento de um ensaísta para eternizar o azul extraviado no mundo longínquo que o verde dos meus olhos pode gravar na minha memória, no entanto, pela inexistência de tal capacidade, deixo apenas um registro.

Filmes sobre o conflito entre Israel e Palestina

Decerto o conflito entre Israel e Palestina conseguiu afligir nosso sono ao longo dos anos, por conseguinte, os cineastas se ocuparam de perceber a convivência forçada entre aqueles povos e transpuseram para o cinema o ponto de vista personalíssimo de cada um dos lados. Não ousaria opinar, apenas desejo que encontrem uma solução pacífica, pois divergir é próprio do ser humano, mas, como falou Mandela: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.”

   
Promessas de um Novo Mundo, 2001 (Documentário completo no youtube. É incrível!)

Omar, 2013

O atentado, 2013 (Tem na Netflix)
Uma garrafa no mar de Gaza, 2012 (Tem na Netflix)
Inch’Allah, 2012


Além da fronteira, 2012  (Tem na Netflix)

Miral, 2010 (Tem na Netflix)

Lemon Tree, 2008




Paradise Now, 2005
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