Buenos Aires, Argentina, 2011

Visite também: Tigre, Buenos Aires e (Zoo) Lujan

Buenos Aires é um dos destinos preferidos dos brasileiros por dois motivos: proximidade e valor do Peso argentino em relação ao Real. Resolvi fazer passeios que não tinha feito da outra vez: finalmente conhecer o Zoo Lujan. Andar de Buquebus até Colonia del Sacramento, no Uruguai. Visitar o MAM. Assistir ao show de Tango. Fazer a visita guiada no estádio La Bombonera. O que achei que deveria repetir: a pizza maravilhosa do Banchero, helados Freddo, Café Tortoni.

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MAM Buenos Aires

Café Tortoni

La Bombonera

Buenos Aires, Argentina, 2009

Visite também: Peru (Cusco, Machu Picchu e Valle Sagrado)

Muitas coisas me chamaram atenção em BA. O “Museo Nacional de Bellas Artes” é incrível: não cobra ingresso e tem um acervo extraordinário. Fiquei de queixo caído com a coleção impressionista, com Pisarro, Monet, Manet, Renoir, Morisot, Degas, Gauguin, Sisley, entre outros. Encontramos ainda Van Gogh, Rodin, Cézanne, Klee, El greco, Goya, Picasso, Tiziano, Rembrandt, Lucio Fontana, e muitos outros.

O MALBA (Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires), situado em Palermo, apresenta trabalhos variados: de telas a instalações. Lá encontramos a obra de arte brasileira de maior valor: o “Abaporu”, da Tarsila do Amaral, que foi arrematada por 1,5 milhões de dólares pela “Fundación Constantini”. E ainda, o ótimo Frida Kahlo “Autorretrato con chango y loro”, mas também trabalhos de Hélio Oiticica, Antonio Dias, Siqueiros, Orozco, Lam, Rivera. O prédio tem bela arquitetura e merece mesmo uma visita. A entrada custa 7 (sete) pesos – estudante não paga.

O MAM, no bairro de San Telmo, está em reforma, então não pude conhecer suas instalações. Uma lástima.

A melhor forma de ligar pro Brasil? Lógico, nunca usar o portunhol e dizer “quiero hacer una ligación”, pois o verbo tem significado completamente distinto do português. Use o “llamar”. Compre o cartão (tarjeta) “Hable más”, em qualquer banca de jornal, por 10 pesos (7 reais) e fale por 30 trinta minutos – uma bagatela.

A melhor forma de câmbio é levar reais, senão terá que trocar reais por dólar e dólar por pesos e perder duas vezes. Na saída do desembarque tem um “Banco De La Nación Argentina” apto a realizar o câmbio com o melhor preço. Pra ver a cotação do dia pode acessar também o site “dolarhoy.com”.

Como sou assumidamente apaixonada por frutas tenho que mostrar minha indignação com as opções de sucos (jugos): naranja, naranja y naranja. E engraçado que existem muitas “fruterías” espalhadas pela cidade, é claro, sem as variedades brasileiras.

Outra especificidade é o refrigerante de pomelo (azedo demais), que você encontra abundantemente, no entanto, não existe refrigerante de uva (snif).

Todos dizem que muitas sorveterias são imperdíveis, principalmente a “Freddo”. Imagina alguém com a garganta inflamada comendo sorvete? Eu. Nem gosto, mas como diz o ditado “Já que está no inferno, abrace o capeta” – risos. Experimentei o de melão e o de doce de leite – são realmente bons. As sorveterias competem com as lanchonetes na praça de alimentação do shopping.

O horário em BA é bastante engraçado, pois o céu está iluminado às 21h30! Portanto, a população só chega aos restaurantes entre 21h e 23h, para jantar. Algumas vezes cheguei às 20h e via tudo vazio, de repente, o lugar lotava. As lojas só abrem às 10h. Meu amigo foi à boate (boliche) gay Amerika às 3h. Onde eu estava? Na cama, com muita febre.

Os homens argentinos são bonitos, em geral. Pele branca com cabelos lisos. É claro que sempre encontramos tipos como Maradona e Tevez. As mulheres são macérrimas. Uma aparência de teenager – incrível.

O futebol também é paixão na Argentina. Talvez com menos intensidade que no Brasil. Na primeira vez que fui à Argentina observei as inúmeras quadras de tênis. Amam Rugby (!!!). E ouvi a fatídica pergunta “Quem é melhor: Maradona ou Pelé?”. Como não vi ambos jogarem, fui diplomática e disse que sempre fui fã do Romário, mas me encantava o futebol do Batistuta – el bate gol.

Reclamamos dos meios de transporte no Brasil, mas o Rio de Janeiro tem uma frota de ônibus nova e metrô, idem. Em BA, os ônibus, em grande maioria, parecem da década de 60. E pra piorar, uma máquina no lugar do trocador que só aceita moedas com valor exato da passagem. Dica: quem tem moeda em BA é rei. Mas mostram um grande senso de cidadania: quase todos possuem entrada pra cadeirantes. O metrô (subte) é a sucursal do pântano (e andei às 14h30): quente, velho e lotado. A conclusão é óbvia, devido ao meu estado físico, só andei de táxi (olha que sou econômica, rs). O táxi é barato, você cruza a cidade com R$40,00. Os taxistas são simpáticos e te informam tudo, mas cuidado, tem gente esperta em qualquer lugar. Um golpe comum (e tentaram nos aplicar) é não ligar o taxímetro pra te cobrar qualquer valor. Peça-o pra ligar.

Mesmo com inúmeras lojas outlets, não encontrei nada super barato, talvez um pouco mais barato que aqui. Mas tem grande variedade por toda a cidade (normalmente aqui são grifes restritas aos shoppings mais finos): Nike, Adidas, Lacoste, Yves Saint Laurent, Ralph Lauren, Armani, etc. Contra a minha vontade fui parar num suposto “paraíso das compras”, o shopping “Unicenter”, do tamanho do Barrashopping, na cidade de San Matín. Tudo lorota. Preços altos, nas nuvens.

Meu primeiro passeio foi à cidade de Lujan, pra visitar o Zoo que nos permite entrar nas jaulas (logo eu que tenho medo até de cachorro), mas por azar (seria sorte?), nas duas horas e meia até a cidade choveu muito e não vimos o zoológico, parando no ponto final. Mas estava tão mal que jamais poderia pegar chuva pra ver leão. Então peguei o caminho de volta. Um dia perdido. Mas as pessoas dizem que é o que há de melhor na Argentina.

Nunca vi tantos restaurantes na minha vida. Tem um em cada esquina. E com boas opções. Sem ficar restrita a comer carne (a única carne que como é a do Big Mac). Mas comi muita pizza (deliciosas), massa, comida japonesa e chinesa. Com destaque na culinária portenha encontramos as famosas “empanadas” (pastéis), que têm uma massa deliciosa, assada (mas não é um pastel-de-forno como o nosso). Custam em média 2,50 pesos. Perguntei porque não há pizza doce e me olharam com desdém, dizendo que é uma heresia o que fazem no Brasil (risos).

A pizzaria indicada pelos taxistas como “a melhor de buenos Aires” foi a “Banchero”, no coração da Avenida Corrientes (uma espécie de Broadway dos hermanos). Pizza maravilhosa. De comer rezando. Mas um suco custa 12 pesos, um absurdo como a bebida é cara por lá! Na mesma avenida encontramos inúmeros teatros. Uma das peças em cartaz era “Eva”. É interessante ver que os teatros ficam concentrados no centro da cidade, permitindo o acesso mais facilitado pra toda a população, não restrito apenas à elite.

O bairro da elite emergente é Puerto Madero. Uma espécie de Barra da Tijuca. Entramos no táxi e pedimos pra nos deixar em algum restaurante do bairro, sem ter um específico – já que são 43 seguidos, nas dependências do antigo porto. Ele disse que comer lá era muito caro e que teríamos um susto: pouca comida e uma facada no bolso. Ficamos assustados. Então nos deixou no “Campo dei Fiori”, especializado em massas. Comida farta e maravilhosa. Gnocci italiano (três cores) com salsa 4 quesos y jugo de naranja. Saiu por 42 pesos, mais barato que a comida japonesa do dia anterior. Lá também podemos encontrar a famosa churrascaria “Siga la vaca” – não fiz a menor questão de conhecê-la.

Quem pensa que o argentino mais famoso é Che Guevara se engana. Pelo menos por lá Eva Duarte ou Evita Perón é o grande personagem a ser lembrado. O cemitério da Recoleta tinha centenas de turistas – um verdadeiro ponto turístico – por mais mórbido que pareça. As pessoas cantam, se emocionam diante do túmulo de Eva.    

Falando nela, fiz questão de cantar “Don´t cry for me Argentina” na frente da Casa Rosada – assumo meus micos, claro que ria horrores –, sede do governo, que fica na Plaza de Mayo. Bem próximo fica o Obelisco (algum professor me disse que obelisco é um raio de sol petrificado), construído em comemoração ao centenário da cidade, situado na praça da república, cruzamento da Avenida Corrientes e da Avenida 9 de Julio.

Outra grife Argentina é “Havanna”, uma loja de chocolates e alfajores, mas com preços bem salgados. Optei por comprar alfajor no supermercado – delicioso o “fantoche”. Vi duas grandes redes de supermercados: Carrefour e Coto. Preços nas alturas. Mas existem vários mercadinhos nos bairros, e ainda, Kioscos, lojinhas que vendem de tudo e estão espalhadas pela cidade (algumas abertas 24h por dia).

A rua mais conhecida para os turistas é a “calle” Florida, um tipo de Uruguaiana mais sofisticada. Com inúmeras lojas e centenas de pessoas circulando – um percentual significativo de brasileiros. Lá está presente as “Galerias Pacífico”, um enorme shopping com afrescos no teto – muito elegante. Encontramos ainda, nas dependências da galeria, o Centro Cultural Jorge Luís Borges.

O Tren de la costa faz conexão com a estação de trem Mitre e leva a pessoa pela costa do rio até o município de Tigre. Tomei um táxi e pedi que levasse a Mitre, no entanto, o taxista me deixou na “central do Brasil” deles: estação Retiro. O trem normal também faz o caminho até Tigre, mas não pela costa, então, com algum receio de entrar no trem, tomei outro táxi até Mitre. Para surpresa, faziam greve de 2 dias. O que fiz? Peguei o trem normal e fiquei feliz porque é melhor que o metrô, com espaço e ventilação.

O Caminito, considerado um museu a céu aberto, fica no bairro de “La Boca”, segundo informação local, o mais pobre de BA, que faz fronteira com a cidade de Riachuelo. No bairro, encontramos o famoso estádio do Boca Juniors: La bombonera. O taxista pediu para não nos afastarmos mais de 4 quadras, pois seria perigoso, e, nas suas palavras: “existe muita diferença social na Argentina”. Fiquei apaixonada pelo Caminito (mesmo com 40 graus de febre), que é um conjunto de casas coloridas construídas pelos estivadores com metal reciclado. O lugar estava repleto de turistas, muitos japoneses e ingleses. Muitas lojas de suvenir, pessoas oferecendo foto em posições de tango e até um Maradona fajuto.

É fácil caminhar por Buenos Aires, existe a divisão das ruas em quadras e você se encontra com um mapa na mão. Quando pedíamos informação aos policias, rapidamente achávamos o lugar pretendido. Cada quadra tem cem números.

Os policiais são simpáticos e sempre ajudam. Tenho uma cena engraçada para contar: um policial fazia a guarda da quadra onde estava hospedada, de repente, a mãe chegou com uma cadeira e ficou na vigília com o filho. Consegue imaginar a cena no RJ?

Em BA existe cocô de cachorro em todas as calçadas possíveis. É difícil não sair com o pé sujo.

Todos recomendam conhecer o “Cafe Tortoni”, parecido com a “Colombo”, mas com um show de tango opcional. O lugar é bonito e já foi palco de encontros de grandes personalidades, como Gardel e Jorge Luís Borges. O menu tem opções boas e baratas.

Domingo é dia de visitar o bairro de San Telmo. Com uma enorme feira de antiguidades. Presença de muitos turistas e portenhos. Shows ao vivo e muito comércio de artesanato.

Palermo é o maior bairro de BA e está dividido em Palermo, Palermo Soho (bairro dos artistas, psicólogos e designers) e Palermo Hollywood (bairro dos estúdios de tv/cinema). Com muita área verde e onde se localiza o zoologico, a jardim japonês e o observatório. O Jardim Japonês é lindo, com pontes e lagos repletos de carpas. No restaurante japonês, nas dependências do jardim, comi philadelphia de palta (abacate).

Nos meus planos de viagem constava uma visita ao Uruguai, de buquebus, mas não quis realizar outro longo deslocamento, pois me sentia bastante cansada -mesmo doente conheci a maioria dos pontos turísticos de BA.

Ah, tenho que acrescentar que tocava Madonna em todos os lugares: supermercado, parque de diversões, bares. Em Puerto Madero frozen ecoava no ar vindo de algum lugar. Acho que descobri o motivo dela ter escolhido BA pra gravar o último DVD, além de sua paixão por Eva e Che, o país a adora.

Os argentinos são extremamente simpáticos. A rivalidade só existe no futebol. É um povo extrovertido. São falantes. Com o espanhol mais fácil de se compreender do mundo. Ouvi uma grande delicadeza de um taxista (meus maiores informantes) “Você foi bem tratada no meu país?”

Sites interessantes:
http://www.trendelacosta.com.ar
http://www.zoolujan.com
http://www.mnba.org.ar/
http://www.malba.org.ar
http://www.bna.com.ar
http://www.galeriaspacifico.com.ar/
http://www.cafetortoni.com.ar/

Santiago, Chile, 2008

A aterrissagem é incrível, pois sobrevoa os Andes. E a primeira constatação: não existem nuvens no céu e não chove no verão.
Como a viagem foi decidida no fim de semana e voamos na segunda-feira, apenas no ponto de táxi do aeroporto conseguimos encontrar um hotel, com quarto duplo, para dividirmos as despesas e ficar mais barato para ambos. Por incrível que pareça, o hotel era muito bem localizado, perto de todos os pontos turísticos, no “Parque Forestal”, que é um parque linear às margens do Río Mapocho, que corta toda Santiago e abriga os museus MAC e MNBA.

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No primeiro passeio de reconhecimento ruas de comércio popular como as do Saara no Rio de Janeiro, no entanto, muito mais baratas. E como tomar um refrigerante com dólar e sem loja de câmbio aberta, num lugar que não aceitava cartão (tarjeta)? Foi difícil. Mas logo que chegamos ao centro um oásis chamado McDonald´s – já dava pra me sentir em casa.
Ligar pro Brasil é super prático pelo “Brasil direto”, da Embratel, com um número bastante simples: 800360220.
É engraçado ir para um país sem saber o que visitar, pois não tive tempo para traçar uma rota com os pontos turísticos. Mas existiu uma ajuda preciosa que foram as comunidades do Orkut, com dicas importantes.
Muitos lugares no Chile ainda merecem uma visita: Viña del Mar (estava ao lado, mas não fui), o Deserto do Atacama, o vulcão Osorno, o lago Llanquihue, de Puerto Varas, a Ilha de Páscoa, o Vale nevado e a Cordilheira dos Andes.
Existem grandes lojas de departamento no Chile: Falabella, La Polar, Paris, Ripley, etc. E costumam vender de tudo, inclusive roupas e perfumes importados. Os preços são muitos atrativos. A Ellus é uma marca muito recorrente e uma calça custa entre R$40,00 e R$100,00. E ainda, os eletrônicos são infinitamente mais baratos, por exemplo, um Videogame Playstation 2 que custa aqui R$650, lá custa R$350.
Acho muito engraçado o fato de todos os brasileiros acharem o espanhol um idioma muito fácil e não desprenderem tempo para seu aprendizado, mas, ao meu ver, existem muitas diferenças e algumas engraçadas, tais como os “heterosemanticos” e “heterogenéricos”. Como meu amigo ao pedir no Saara “Yo quiero uma camisa vermelha” (risos histéricos), quando deveria dizer “Yo quiero una polera roja”. Meu espanhol não é nem razoável, embora já tenha me dedicado veementemente ao idioma, há uns 8 anos atrás.
Não existem universidades públicas no Chile, no entanto, são muitas as ofertas de cursos universitários, me parece o maior comércio que existe, pois há divulgação em todos os cantos possíveis e são inúmeras as faculdades.
O metrô de Santiago é surpreendente, pois ele corta toda a cidade e te deixa próximo de qualquer lugar, pois são cinco linhas. Custa menos de R$2,00. Não possui escada rolante, mas oferece elevador para os casos especiais. Tem conexão Wi-fi, que reflete no número de pessoas sentadas no chão com seus laptops. Tem TV, normalmente está tocando duas canções que amo “En el muelle de San Blás” e “No ha parado de llover”, ambas do Maná. Não tem ar condicionado, pois na maior parte do ano a temperatura é baixa.
Os taxistas são como os do Brasil: não podem ver turistas que querem se dar bem. Alguns são honestos, mas é bom ter uma noção de preço antes de entrar no carro. Se o taxista cobrar pelo taxímetro (e mesmo quando não), custa menos que no Brasil. A frota de carros no Chile é bastante diferente da encontrada por aqui, com predomínio das montadoras Honda, Suzuki, Hyundai, etc. Os ônibus são antigos, muitos “minhocões”, aqueles que possuem dois carros unidos. O metrô deixa na porta da rodoviária, com muitos tur-buses, que são confortáveis e deixam em qualquer lugar do país. Estive na rodoviária para poder conhecer Isla Negra (que fica na cidade de Quisco) e Valparaíso, uma cidade portuária, mas, como o tempo voou, mesmo ao lado, não estiquei até Viña del mar, conhecida pelos festivais de música, praias e jardins.

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Os chilenos são simpáticos, no entanto, reservados. A moda parece ser usar o cabelo roxo, verde ou lilás (pelo menos na área das belas artes era!). Achei o pessoal, do local onde estava e por isso andava mais pela noite e observava melhor, muito alternativo.
Os Chilenos amam Madonna, tanto que sempre acessei o fórum chileno sobre a rainha do pop, e logo na primeira caminhada me deparei um cartaz “Noche de Divas”, com um especial “dela”, e estava programada minha ida naquele momento. Mas no exato dia, sábado, não sabíamos como chegar à boate, então fui perguntar a um casal, que me disseram “No, no, muy mal” e ofereceram para deixar numa boate mais próxima. Olha a programação: o melhor dos anos 80 chileno, salsa, mambo e tchá-tchá-tchá. Mas nem sob tortura! No dia seguinte descobri que a boate que tocaria Madonna não era recomendada por ser relativa ao público GLS! Ah! Perdi a festinha da Madonna em terras andinas.
Pablo Neruda (Neftali Reyes Basolato), que utilizou a alcunha em deferência ao poeta tcheco Jan Neruda, é, sem dúvida, uma figura singular para os chilenos, ou melhor, para toda a humanidade. Teve três casas que hoje são museus cuidados pela Fundación Pablo Neruda. Em Isla Negra, sua principal casa, La Sebastiana, em Valparaíso, e La Chascona, em Santiago.

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La Chascona (palavra de origem indígena local que significa pessoa descabelada), apelido de sua terceira mulher, Matilde, também é uma casa muito bonita, suas residências eram construídas com o tempo, criavam-se anexos. É incrível a harmonia conseguida por Neruda numa organização de objetos tão diferentes. Na casa há dois “comedores”, o de Matilde, com louça no estilo Acapulco, móveis mais modernos e cores vibrantes. Neruda preferia o estilo sóbrio, com louças inglesas e copos coloridos (para ele o sabor da bebida mudava se o copo fosse colorido) de origem portuguesa e os móveis de madeira. Infelizmente não se pode fotografar no interior das casas de Neruda.

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Dois restaurantes são indicados: o Giratorio (no bairro da Providencia) e Como água para chocolate (no bairro da Bellavista). O primeiro é um estilo que não existe no Brasil, como já indica o nome, é um restaurante que gira o tempo inteiro e nos permite a visão de 360º da cidade de Santiago. O lugar é muito bonito, com freqüência de muitos brasileiros, a presença de um piano, que sempre toca música brasileira. A comida é boa e não custa muito. Já o “Como água para chocolate” é mais requintado, embora tenha uma arquitetura mais rústica. Na entrada encontramos uma cama como mesa, contendo um travesseiro – achei hilário o trocadilho, afinal, é restaurante de comida afrodisíaca. A comida é de gastronomia e vale a pena visitá-lo.

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A comida chilena é bem apimentada. Adoram abacate e encontramos “palta” até mesmo no cachorro-quente! O abacate deles é bem pequeno, diferente do encontrado no Brasil. Pela enorme costa no Oceano Pacífico o Chile é um país rico em pescado, por isso boa parte da comida leva frutos do mar. Em relação ao Brasil, a comida custa mais caro, no entanto, todos os demais itens são mais baratos.
Declaro-me apaixonada por frutas e as chilenas são ótimas, mas não estão entre minhas prediletas. As mais populares: abacate (palta), uva, nectarina, damasco, pêssego (durazno), framboesa, cereja, melancia (sandía), laranja (naranja), ameixa (ciruela) e maçã (manzana).
Na “Plaza de Armas”  encontramos diversos prédios históricos, como o “Correo Central”, que se tornou monumento histórico desde 1976, o edifício da “Real Audiencia” (Museu Histórico Nacional), o ”Cabildo” (Prefeitura de Santiago). No lugar que se encontra o correio central foi a casa do conquistador chileno Pedro de Valdívia, em 1941, posteriormente se tornou palácio dos governadores, e, a partir de 1820, sede da presidência. Lá também fica a “Iglesia Catedral”.
O Paseo Ahumada é uma rua de grande comércio, com todas as grandes lojas e movimento intenso de pedestres.
La Moneda” foi transformada na sede do governo em 1846, pelo então Presidente Manuel Bulnes. É um suntuoso Palácio, que tem uma cerimônia de troca da guarda a cada 48 horas. Embaixo do “La moneda”, encontramos o “Centro Cultural Palacio La Moneda” que é extraordinário, com inúmeras salas de exibição, cafeteria, cinema, etc.

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No topo do Cerro San Cristóbal encontramos uma enorme estátua da Imaculada Conceição, que fica iluminada à noite e pode ser vista desde os quatro pontos cardeais. A subida pode ser realizada de “funicular”, um trenzinho. Ao lado fica o zoológico da cidade. De lá a visita pode continuar de teleférico, que pára em algumas estações para que o parque seja aproveitado. No caminho para o cerro, encontramos o “Patio Bellavista”, com restaurantes, lojas de artesanato, hotel. Na rua de acesso, encontramos dezenas de restaurantes, para todo tipo de gosto, com muito néon. Em um dos restaurantes, pedi uma “pizza completa”, achei que seria algo parecido com a nossa “portuguesa”, para meu profundo desgosto continha mariscos nojentos, queijo, tomate, palmito e um grande bife por cima, quase desmaiei.
O Cerro Santa Lucia (antes chamado de “Huelén”) foi o local onde Don Pedro de Valdívia se estabeleceu com seu exército, em fevereiro de 1541. O lugar é de beleza infinita, que pode ser visitado gratuitamente. É necessário estar com o físico em bom estado para chegar ao topo, permitindo a visão de toda a cidade.

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Na frente do Cerro tem o Centro Artesanal Santa Lucia, com 150 lojas (tiendas) de artesanato, para os turistas que não resistem e querem levar algum suvenir.
Fiquei hospedada em frente ao MNBA e ao MAC, o Mac só descobri no penúltimo dia, pois fica encoberto, para quem está no hotel, pelas árvores. A arquitetura é muito bonita, de estilo francês. O MNBA tinha melhor acervo para exposição, inclusive uma homenagem a Picasso, com gravuras dos maiores artistas mundiais. O MAC parece extensão do MNBA, só uma exposição era realmente de arte contemporânea, a do desenhista de moda Dai Rees. Pertence a uma faculdade, não sei se esse é o motivo de não ter qualidade, acho que tem outro museu de arte contemporânea na cidade, mas não tive tempo de pesquisar melhor. Todos os museus cobram entrada, a maioria aceitou a carteira de estudante da UNE, que me fez economizar uns trocados.

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O Museu de Arte Pré-colombiana tem grande importância, datado de 1800, quando funcionava a “Casa Real de Aduana”, com um acervo impressionante: maias, incas, astecas e inúmeros outros povos aborígines. A entrada é “salgada” pra quem costuma ver arte de graça no Rio de Janeiro, uns R$12,00, por isso havia apenas turistas dentro do museu, não tinha um chileno sequer. Nunca vi tantos americanos em toda a minha vida! A cidade tem muitos turistas, inclusive com aqueles ônibus ingleses vermelhos de dois andares, double deck bus, que sai de Las Condes, mostrando a cidade aos visitantes, mas com um preço absurdo.

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Concha y Toro é a terceira maior vinícola do mundo, que pertencia à família homônima, no entanto, posteriormente, tornou-se uma S.A., e já não pertence aos chilenos, embora tenha alguns acionistas. O lugar é lindo, uma casa suntuosa, que já não tem habitantes, apenas a administração da empresa. Apresenta uma arquitetura eclética, com estilo italiano e chileno clássico. Jardim inglês, árvores de todo o mundo. As visitas são guiadas em espanhol ou inglês. Recebemos uma taça (copa) que serve até o fim do passeio como recipiente para provarmos os produtos fabricados: os vinhos. E no fim descobrimos que se trata de um brinde. Terminei o tour um tanto quanto bêbada, já que não costumo ingerir bebidas alcoólicas. A loja dentro de Concha y Toro vende vinhos infinitamente mais caros que nos mercados, como Santa Isabel e Jumbo.

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Concha Y Toro

Santiago é uma cidade muito mais segura que o Rio de Janeiro, e, decerto, o Chile é um país mais seguro que o Brasil . Não vi um “pivete” em toda Santiago. Encontrei apenas um menino pedinte no parque florestal, mas que vestia calça social e tênis. Até os catadores de lata se vestiam descentemente. Vi apenas dois mendigos. Mesmo os lugares mais ermos, como o Parque florestal, depois da meia-noite, eram “passeáveis”. Senti-me muito segura. Sem qualquer problema para fotografar e caminhar. Fica registrado que nunca andei tanto em toda a minha vida, e acreditem, não sentia mais meus dedos do pé direito.
Não entendi muito bem a divisão de bairros e distritos de Santiago. Conheci Las Condes, um bairro muito parecido com a Barra da Tijuca. Muitos condomínios e um Shopping impressionante: o Parque Arauco. Um cinema gigantesco, com uns três andares, logo na entrada. A ótima cafeteria Starbucks, inclusive, as multinacionais alimentícias norte-americanas marcam presença (Mc Donald´s, Taco Bell, Pizza Hut, Burger King, etc). Lojas da Benetton, Calvin Klein, Prada, Tommy, e todas as outras que puder imaginar. Lá encontrei um livro sobre a POP ART, da Taschen,  escrito por Tilman Osterwold, grande, capa dura, 240 páginas, por apenas R$35 reais! As sorveterias são incríveis no Chile (mesmo pra quem não ama sorvete, como eu)!
Sobre os bancos, existe um Santander em cada esquina, encontrei ainda um Itaú, de resto apenas o Banco do Chile. Os bancos abrem cedo, ao contrário dos demais serviços, que iniciam às 10:00h. Lá só escurece às 21:00h!!!
Já no fim de tarde do último dia encontramos o “Caveirão chileno”, chamado de “Guanaco”. Em frente ao MNBA tinha umas mil pessoas, pensamos que era um hábito local, pois fecharam a rua e jogavam garrafas pet, quando de repente surgiram dois guanacos jogando água pra todo lado, uma correria generalizada, e ainda descobri que a água é tóxica e vem acompanhada por gás de pimenta. Meus olhos ardiam, queimava tudo até o estômago, meu rosto apresenta até hoje os sinais daquela divertida barbárie. Se fosse no Brasil teríamos levado tiro sem saber o motivo. Mas a polícia (cabineros) de lá é muito educada.
Amei o Chile e espero um dia voltar para conhecer outras cidades.
Sites úteis:

Lucian Freud, o retratista do imperfeito

O perfeito é desumano, porque o humano é imperfeito.
Fernando Pessoa
Reflection (self portrait), 1985

Neto do psicanalista Sigmund Freud, Lucian Freud nasceu em 1922, na Alemanha, posteriormente radicando-se em Londres. O artista possuía uma habilidade intrínseca para retratar o ser humano nas suas profundas imperfeições: rugas, obesidade, genitália. Conseguia colocar na tela as cores e textura da tez (“full, saturated colours have an emotional significance I want to avoid”), quase nos convidando ao toque. 

Gostava de frequentar o submundo – fonte para sua produção: “My work is purely autobiographical…It is about myself and my surroundings. I work from people that interest me and that I care about, in rooms that I know. Morreu dia 21/07/2011. Rest in peace.

Madonna se inspirou em Freud? Talvez no clipe “Bedtime Story”.

Naked man, 1991-92, Met

Clipe “Bedtime Story”

Aforismos para a Sabedoria de Vida

Algumas pérolas emanadas do livro “Aforismos para a Sabedoria de Vida”, do filósofo alemão Arthur Schopenhauer:



Convém não fazer castelos de vento, pois são muito custosos; imediatamente depois temos que demoli-los com muito pesar”.

“Não comunique imediatamente aos demais aquilo que pensa; por outro lado, que não atribua demasiado valor ao que dizem. Pelo contrário, que não espere muito deles, tanto moral como intelectualmente, e que, desse modo, em relação às suas opiniões, exercite aquela indiferença que é o modo mais seguro de sempre praticar uma  louvável  tolerância”.

A inveja é natural aos homens; ao mesmo tempo, também é um vício e uma desgraça. Devemos, pois, considerá-la como uma inimiga de nossa felicidade e tratar de afastá-la como um espírito maligno”.
Nenhum acontecimento deve provocar em nós grandes explosões de júbilo nem muitas queixas, em parte porque todas as coisas mudam”.
“Em todo o curso de nossa vida, não possuímos senão o presente, e nada mais. A única diferença é, em primeiro lugar, que no começo vemos adiante de nós um grande futuro, e ao fim um grande passado detrás de nós. Em segundo lugar, há o fato de que nosso temperamento, porém nunca nosso caráter, sofre uma série de modificações bem conhecidas em função das quais o presente sempre exibe um matiz distinto”.

“Devemos tomar o cuidado de não construir a felicidade de nossas vidas sobre grandes alicerces através de grandes pretensões. Sobre tais fundamentos, a felicidade se desmantela com maior facilidade”.


Arthur Schopenhauedoria d

Jenny Holzer e o truísmo

Conceptual art is good only when the idea is good.
Sol LeWitt
Jenny Holzer – Truisms
 Jenny Holzer é uma artista conceitual norte-americana conhecida principalmente por suas grandes exposições públicas, que incluem anúncios em outdoors, projeções em edifícios e outras estruturas arquitetônicas, bem como displays eletrônicos iluminados. O foco principal de seu trabalho, que não necessariamente segue uma lógica, é o uso de palavras e ideias no espaço público.
A série de maior popularidade é intitulada “truisms”. Segundo o Houaiss, “truísmo” significa “verdade incontestável ou evidente por si mesma; coisa tão óbvia que não precisa ser mencionada; banalidade, obviedade”.
O termo “arte conceitual” foi cunhado pela primeira vez por Sol LeWitt, no texto “Parágrafos sobre a arte conceitual”, publicado na “Artforum“. O artista demonstra despreocupação com a percepção do público no que concerne à compreensão da obra:
It doesn’t really matter if the viewer understands the concepts of the artist by seeing the art. Once it is out of his hand the artist has no control over the way a viewer will perceive the work. Different people will understand the same thing in a different way.
Para finalizar, a título de curiosidade, será que Madonna se inspirou (algum dia) em Jenny Holzer? Novamente recorro ao clipe Bedtime story:
Bedtime story, Madonna

Protect me From What I Want

A documentary about Jenny Holzer, shot in Rio de Janeiro, 1999. Directed by Marcello Dantas

David Hockney e a pintura virtual

David Hockney é um pintor inglês associado ao movimento da Pop Art. Viveu por anos na Califórnia, que o inspirou, resultando numa série de pinturas de piscinas, gramados, borrifos de água, etc. O artista tem o domínio do desenho e costuma utilizar fotografias para realizar suas pinturas de paisagens e de retratos.

David Hockney: Me Draw on iPad

Hockney, com 73 anos, descobriu um aplicativo chamado “Brushes“, para desenhar no Iphone e no Ipad, e a pesquisa resultou em diversas exposições. Seu recente trabalho questiona a materialidade da pintura, já que acontece apenas na esfera virtual: sem pincéis, tintas ou terebintina.

A instalação no “Louisiana Museum of Modern Art” inclui centenas de trabalhos expostos em 20 iTouches, 20 iPads; um slide show tríptico dirigido pelo artista especialmente para o museu de Louisiana e várias projeções.

O trabalho de Hockney pode ser visto também na capa da revista “The New Yorker“, edição de 13-20 de Junho de 2011. O artista fala sobre a elaboração de uma nova série de desenhos feitos no Ipad para a Royal Academy, com exibição prevista para 2012. Mostrará, lentamente, a transformação do inverno na primavera.
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The New Yorker: http://www.newyorker.com/online/blogs/newsdesk/2011/06/cover-story-he-draw-on-ipad.html
Também testei o programa, mas o utilizei no PC com o mouse. Em 10 minutos dá pra fazer um desenho sem muitos detalhes. A experiência é fascinante. Vou mostrar abaixo uma “releitura” de “O grito”, do Munch  (não usei fotografia como guia, portanto, não está idêntico).


David Hockney’s iPhone Passion

Joseph Kosuth

Clock (One and Five), 1965
A arte conceitual culmina todo um percurso da arte contemporânea ao romper com os suportes tradicionais. Os artistas rompem com a materialização do objeto, com a obra de arte, cedendo espaço para as ideias, os projetos, os esboços. Estimulam a imaginação dos espectadores, abrindo espaço para ampla reflexão e ação. Situa-se, por muitas vezes, no campo filosófico. 
O trabalho “relógio“, de Joseph Kosuth, desloca o sentido do objeto para a ideia. Apresentando um trabalho composto por três elementos: um relógio, a imagem do relógio e significados para “tempo”, “objeto” e “maquinação”. Trazia à tona a problemática sobre o que é de fato o relógio. Se é o objeto em si, se é o que ele representa, se é sua função que o faz relógio. Eleanor Heartney destacou: “Assim, a obra de arte apresenta uma questão filosófica sobre o significado do significado”. 
Como vemos em “relógio”, a arte passa a questionar tudo, é uma “arte como ideia”. Kosuth dizia que ser artista significava questionar a natureza da arte: “The ‘value’ of particular artists after Duchamp can be weighed according to how much they questioned the nature of art”.

A obra é de propriedade da Tate Collection: http://www.tate.org.uk/servlet/ViewWork?workid=8223

Leonora Carrington

Faleceu no dia 26/05/11 a artista plástica mexicana de origem inglesa Leonora Carrington. Em 2011, Elena Poniatowska escreveu “Leonora”, um romance inspirado na vida da artista e a descreveu: “tão única como o fora Frida Kahlo na sua época, e que quis, tão pouco como ela, tornar-se figura pública”. Carrigton teve um romance com o pintor surrealista Max Ernst e manteve contato com os artistas do movimento surrealista: Breton, Duchamp, Dalí, etc.
Será que Madonna já se inspirou em Carrington? Vocês lembram do clipe Bedtime Story

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Filmes sobre arte (parte 3)

1 – Vida e arte de Georgia O’Keeffe, 2009 (Georgia O’Keeffe)
Apresenta o romance entre Georgia O’Keeffe e o fotógrafo Alfred Stieglitz, vivido por Jeremy Irons, que foi o primeiro a acreditar no seu talento. Se tornou uma das artistas norte-americanas mais famosas de todos os tempos. www.okeeffemuseum.org/
Nota: 6/10
2 – Séraphine, 2008
Baseado na vida da artista francesa Séraphine Louis, que com 42 anos vivia limpando casas e pintava nas horas vagas até conhecer Wilhelm Uhde, famoso colecionador de arte alemão, que vê um trabalho da artista e o adquire. Posteriormente consegue persuadi-la a fazer outros quadros.
Nota: 9/10
3 – Uma garota irresistível, 2006 (Factory Girl)
Embora seja uma biografia da modelo Edie Sedgwick (que morreu de overdose aos 28 anos), relata a relação com Andy Warhol, que mudará sua vida para sempre.
Nota: 7/10
4 – A ronda da noite, 2007 (Nightwatching)
“A ronda da noite” é um dos quadros mais famosos do pintor holandês Rembrandt Van Rijn. O filme tenta reconstruir o cenário que originou a pintura, representada por uma companhia de milicianos e ricos mercadores de Amsterdã. Roteiro e direção de Peter Greenaway.
Nota: 6/10
5 – Sombras de Goya, 2006 (Goya’s Ghosts)
Francisco Goya vê sua musa inspiradora, Inés, vivida por Natalie Portman, ser acusada pela inquisição espanhola por heresia. O artista tenta intervir através do Frei Lorenzo (Javier Bardem), mas ela é torturada. Filme de Milos Forman.
Nota: 8/10
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