Pina

“Pina era uma pintora”
Indubitavelmente um dos méritos do diretor alemão Wim Wenders é expor o trabalho da coreógrafa alemã Pina Bausch para o grande público, em “Pina” (2011). Embora não tenha uma relação de amor com a dança (fiz balé na infância, no entanto, risos, sofri um trauma na época da faculdade de artes), tento me despir de preconceitos para poder apreciar a linguagem.
Minha maior curiosidade era sobre a feitura de um filme de arte em 3D (conferi apenas no formato convencional), pois só experimentei, até o momento, blockbusters como “Avatar”. Assistir Pina é uma dessas experiências raras que o cinema pode proporcionar. Wenders te coloca na plateia do teatro, para admirar a obra de Pina, e você não quer sair de lá. Oscila com tomadas externas ou em cenários. 
Mostra ainda, intercalado com a dança contemporânea, o relato dos bailarinos que trabalharam com a coreógrafa, mas eles não movimentam os lábios e as vozes são ouvidas no próprio idioma de cada um. Registram uma lição aprendida com Pina.
Os movimentos são convidativos e os dançarinos se entregam completamente em momentos de êxtase. O longa ainda não estreou no Brasil, mas, de antemão, me questiono se as (poucas) salas de projeção em 3D vão apresentar “Pina”,  uma vez que o gênero musical não costuma atrair grande público.
Trailer:

Melancholia

 
Melancholia (2011) é o mais recente filme do diretor dinamarquês Lars Von Trier. Embora não tenha assistido toda sua cinematografia, alguns filmes são impactantes e fogem ao padrão, tais como “Dogville” ou “Dançando no escuro”.

Não é apenas mais uma película sobre o fim do mundo com hecatombes norte-americanizadas. Fala principalmente sobre um sentimento que nos enfraquece e desorienta: o medo. É a apreensão irracional capaz de aniquilar. O casamento de Justine (Kirsten Dunst) – atriz que recebeu o prêmio em Cannes por sua atuação – e o relacionamento com a irmã Claire é, ao meu ver, apenas um pano de fundo para a demonstração de depressão incontrolável diante de uma notícia sobre a cessação da existência.

A música de Richard Wagner ressoa em nossos ouvidos, com excertos de Tristão de Isolda (linda história sobre o “amor cortês”). Ao final, concluímos que o ser humano, por instinto, quer sobreviver. A melancolia é o estado de desencanto e tristeza. Parafraseando Woody Allen “Não é que eu tenha medo da morte. Eu apenas não quero estar lá quando isso acontecer.”
Trailer: 

"Tomboy" ou torna-te aquilo que és

Tomboy (2011), pela definição do “Michaelis”, é: menina que se interessa por atividades masculinas. O filme francês homônimo, de Céline Sciamma – permite um diálogo com outros dramas cinematográficos infantis/juvenis, seja com o argentino XXY ou com o belga Minha vida em cor-de-rosa (“Ma vie en rose” venceu o Globo de Ouro de 98) – narra o conflito emanado do (re)conhecimento da sua própria identidade.

Qual é o seu nome? “Mikael”, diz Laure. A atriz Zoé Héran, com uma atuação delicada, sem exagerar ou ultrapassar proporções esperadas, mostra sua inadequação e convalida sua personalidade intrínseca: ela se vê como menino, portanto, ela é um menino. Um amigo já me disse “sou uma mulher num corpo de homem” – você consegue imaginar essa dor? Situações cotidianas demonstram que a narrativa não ocorre apenas no campo ficcional.

Laure utiliza um pseudônimo para ratificar sua “fantasia”, objetivando aceitação enquanto menino. Joga, brinca, corre, se apaixona por…Lisa. Em razão da sexualidade em florescimento, cada vez mais tenta enfatizar seus traços masculinos, a partir da observação comportamental dos seus pares.

Num ambiente familiar harmonioso, seus pais não parecem se importar com seu cabelo ou vestimentas masculinas, tampouco sua irmã, de 6 anos, que nutre verdadeira admiração por Laure. Posteriormente, a par da situação, menciona “é melhor ter um irmão mais velho porque ele nos defende”.

Ao descobrir que a filha se apresenta como menino, em um momento enternecedor, a mãe chora e obriga Laure a contar seu verdadeiro gênero para os novos amigos, mas antes questiona se ela tem uma solução melhor. O pai apenas consola “não fique chateada com sua mãe”.

O filme é emocionante, sem pieguice.

Trailer: 

Ouro Preto, Minas Gerais

“Oh! quantos riscos,
Marília bela,
Não atropela
Quem cego arrasta
Grilhões de Amor!”
Marília de Dirceu, Lira XIII

Ouro Preto, antiga Vila Rica, é uma cidade mineira cheia de história. A exploração das minas de ouro foi essencial para a construção de inúmeras igrejas no estilo barroco, com esculturas de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e pinturas do Manuel da Costa Ataíde, conhecido como “mestre” Ataíde. Lembramos também do famoso livro do inconfidente Tomás Antônio Gonzaga sobre sua musa, Maria Dorotéia Joaquina, pra quem dedicou suas liras em “Marília de Dirceu”.


Fui para Belo Horizonte com o objetivo de conhecer Inhotim (um dos maiores museus do mundo). Me hospedei no centro, a alguns passos da rodoviária. No dia seguinte, decidi conhecer Ouro Preto, mas teria apenas um dia para desfrutar dos encantos mineiros.

O percurso, de ônibus, durou cerca de 2 horas. Por sorte, a rodoviária fica muito próxima da pousada escolhida (sem precisar descer e subir ladeiras com mala): Pousada dos Ofícios. Excelente relação custo-benefício. O café da manhã era ótimo e os funcionários super cordiais.

Eu e minha amiga deixamos as malas e caminhamos até encontrar um restaurante com a típica comida mineira (que não sou exatamente fã). Comemos e depois seguimos para a Feira de Artesanato, localizada na rua Costa Sena. Comprei algumas peças entalhadas em pedra-sabão (suporte utilizado por Aleijadinho, uma vez que a rocha existe grande escala em Minas Gerais). O vendedor, muito simpático, disse que reza pela presença de turistas brasileiros e norte-americanos, pois os europeus não costumam comprar nada.

Minha amiga, sem muito interesse pelo tesouro arquitetônico da cidade, me disse que preferia visitar as lojas. Nos despedimos por volta do meio-dia e disse que voltaria à pousada por volta das 20h (achei que não andaria tanto), mas cheguei depois das 21h!

Comecei minha caminhada pelas ladeiras, totalmente esbaforida, de repente, trombei com um alemão, que me perguntou algo que não me recordo e caminhamos juntos pelas igrejas, já que estava com um guia. Perguntou-me o que ele deveria comer de típico, sem pensar duas vezes disse “pão-de-queijo. Entramos em um café e pedimos essa iguaria maravilhosa. Ele gostou, mas não tanto quanto eu.

 Depois entramos em um pé-sujo para comer coxinha com caipirinha. 
 
A maioria das igrejas não abrem às segundas-feiras (dia da minha vista! Snif) e cobram ingresso para visitação, com a proibição de fotografar no interior. Um dos trabalhos mais admirados do mestre Ataíde é o teto da Igreja de São Francisco de Assis. Anexo à igreja Nossa Senhora da Conceição (construção iniciada em 1727 por Manuel Francisco Lisboa) fica o Museu Aleijadinho (R$7,00), com inúmeras peças do artista. Na Praça Tiradentes, além da escultura de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, encontramos o Museu da Inconfidência (R$6,00).


Praça Tiradentes

Praça Tiradentes

Detalhe da escultura

Comida mineira
Igreja São Francisco de Assis
Feira de artesanato
Feira de artesanato
Santuário Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias/Museu Aleijadinho
Igreja Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia
Igreja do Carmo
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Cachaça

Inhotim, um lugar singular

Inhotim alia um acervo de arte contemporânea a um jardim botânico, fica localizado na cidade de Brumadinho – 50 km de Belo Horizonte. Mesmo com 6 horas de visita não é possível ver tudo pormenorizadamente, portanto, o ideal é fazer 2 visitas. A entrada custa R$20,00. 

Na rodoviária de Belo Horizonte, nos dias de sábado e domingo, é possível encontrar ônibus para o museu, que sai às 9:15h e retorna às 17h, da empresa Saritur. O valor da passagem é de R$12,75. A maioria dos visitantes vão de carro. Nunca vi tanta gente num mesmo local para ver arte contemporânea!!! As fotografias falarão por si só sobre a beleza magnífica do lugar…
 




Para aqueles que não pagam pelo transporte do carrinho elétrico (não foi o meu caso), sobra a opção da caminhada pela trilha para chegar em algumas obras. A reação mais engraçada que presenciei foi na instalação do Chris Burden, uma senhora exclamou “andei 1 km para ver um ‘trem’ de ferro”?

 Chris Burden - Beam drop Inhotim, 2008

John Ahearn e Rigoberto Torres

Encontramos diversas galerias, que não podem ser fotografadas, bem como esculturas e instalações ao ar livre. Alguns trabalhos são muito conhecidos, como a maioria das obras do Hélio Oiticica, na Galeria Cosmococa. Algumas galerias ficam bem afastadas das demais, portanto, existe a opção de pagar R$10,00 pelo deslocamento com  carrinho elétrico.


Galeria Adriana Varejão



Jarbas Lopes




Em cada canto do parque é possível encontrar uma opção de comida: lanchonete, pizzaria, cachorro-quente, restaurante, bar, café e omeleteria. Decoração de bom gosto com preços dentro do esperado para um lugar turístico.

Yayoi Kusama


Yayoi Kusama


Edgard de Souza


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Hélio Oiticica


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Na minha opinião, o trabalho mais emocionante para ser experimentado é a instalação sonora “O assassinato dos corvos“, de Janet Cardiff e George Bures Miller. Dentre tantas obras incríveis, a instalação “Desvio para o vermelho“, do Cildo Meireles, merece destaque.






Tunga


Tunga



Galeria Lago




Cildo Meireles


Waltércio Caldas




Inhotim em cena



Galeria Miguel Rio Branco


Matthew Barney





Los Angeles, Califórnia, EUA

Primeiramente é necessário destacar que o transporte urbano é deficiente, para não dizer inexistente, em Los Angeles. Li que há algumas décadas a GMC comprou as linhas subterrâneas a as desativou, obrigando a população se tornar motorizada. Como não dirijo, deixei de fazer inúmeras coisas que gostaria. Pois fui com 3 colegas com gostos distintos. Não consegui visitar o Moca (com obras do Basquiat), o Lacma (com o famoso “Ceci n´est pas une pipe” do Magritte) e o The Getty Center. Tampouco visitei os estúdios de cinema e a Muholland Drive (amo o filme homônimo do Lynch). Você tem que fazer a locação do carro pelo site da Hertz, depois pegar um ônibus rotativo da empresa no LAX que te deixará nas dependências da locadora. Compre um cartão telefônico por 5 dólares  (farmácia, aeroporto ou liquor store) e fale por longos minutos com o Brasil.
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Fiquei hospedada na Sunset Boulevard e não tem como não lembrar de “Crepúsculo dos Deuses”, contudo, pelo menos nas proximidades do hotel, não vi glamour. Em Los Angeles você poderá falar espanhol porque será compreendido – até nos mercados, como o Walmart, as pessoas eram bilingues. No centro da cidade quase não via pessoas, apenas carros e carros. Ninguém caminhando…
Os preços em Los Angeles são convidativos, de eletrônicos a comida. Comprei câmera e netbook no Walmart, brinquedos a preço de banana (10x mais baratos que no Brasil)! Ótimas lojas como Bestbuy e Radioshack. Comprei 12 latinhas de pepsi por 2,5 dólares no Target, e um gatorade de 1 litro por 1 dólar! Inacreditável também são os preços de roupas, bolsas e óculos na Ross, dress for less. A única tristeza era pagar 1 dólar na unidade da banana...
A primeira visita foi aquela caminhada básica pela calçada da fama, mas morrendo de fome (só com a comida do avião e do aeroporto de Miami) e nem conseguia tirar fotos (tinha saído do Brasil às 18h do dia anterior e já marcava 17h). Uma passada pelo Teatro Kodak e pelo Teatro Chinês. Ah, se prepare porque o estacionamento (em média 15 dólares) é caro em comparação com o aluguel do carro…

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Um lugar bonito para visitar é Venice Beach (passando por Santa Monica), também cenário de inúmeros filmes, tais como “Eu te amo, cara” e também frequentado por artistas da geração beat e outros famosos, como Jean-Michel Basquiat, Jim Morrison, Julia Roberts e Anjelica Huston. Outro ponto turístico, adequado para ver o famoso letreiro “Hollywood”, é o Griffith Park. Dê uma voltinha pela Rodeo Drive…hahaha

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Aproveite também o famoso parque de montanhas-russas, Six Flags – compre o ingresso pela internet e pague a metade do preço. Coma no Farmers Market, um mercado cheio de estilo com comida para todos os gostos.
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Links:

Disneyland, Anaheim, Califórnia, EUA

Visitar a Disneyland nas férias norte-americanas exige muita paciência: nunca vi tantas crianças no mesmo lugar. Foi o primeiro parque idealizado por Walt Disney, antes da Disney World. O parque fica em Anaheim, no estado da Califórnia. A entrada custou 72 dólares (2009) e o parque fica aberto até 21h

A região tem uma grande rede hoteleira para quem vai para passar as férias, bem como existe o ingresso (muito mais barato) semanal. Como tudo na Califórnia, você precisará de carro para chegar ao parque, não vi ônibus ou vans de turismo por lá.

Existem dezenas de restaurantes (lotados) com comida de vários gêneros. Depois de procurar bastante, já faminta, optei por comida mexicana: um arroz apimentado, burrito e guacamole. Custou 15 dólares.

Cheguei no parque por volta das 15h, pois antes havia visitado o Griffith Observatory. Naquele horário, já não havia fila. O problema mesmo foi conseguir andar nos brinquedos. Se tivesse chegado cedo, não teria titubeado em comprar o Fast Pass, que é um tíquete que dá acesso célere aos brinquedos. Nas quase 6 horas que fiquei na Disneylândia, consegui usufruir apenas das seguintes atrações: Indiana Jones Adventure, Pirates of the Caribbean, Space Mountain e Star Tours. Inacreditável!

Por volta das 20h, assisti a apresentação no castelo da Cinderela e fiquei emocionada. Tem um show de fogos de artifício e a Sininho apareceu voando. Foi a minha primeira vez na Disney, e, para coroar aquele dia, na saída do parque, encontrei o Mickey. Confesso que lacrimejei (hahaha).

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Montevidéu, Uruguai, 2011

Aproveitei para conhecer Montevidéu numa promoção do Smiles. Foram apenas 5 mil milhas ida e volta! O aeroporto Carrasco é pequeno, porém, muito limpo e novo (em comparação com o Galeão e o Guarulhos). Optei por levar reais e troquei apenas o valor para pagar o táxi (cerca de 100 reais!!!), depois fiz o câmbio no centro da cidade. A relação de câmbio é R$1 = 10 Pesos Uruguaios (agosto de 2011). Depois descobri que tem um ônibus turístico que passa no aeroporto e deixa no terminal rodoviário.

Aeroporto

O terminal rodoviário Tres Cruces é ótimo, pois é limpo, com várias lojas (não tem comparação com o Novo Rio que a pessoa paga até pra ir ao banheiro). Estive lá para pegar um ônibus até Punta del Este.

Terminal 3 Cruces

Não esperava encontrar um frio tão dolorido, chegando a 0º com sensação térmica de -4º, portanto, não levei roupa adequada para tanto frio (inclusive tinha short e camiseta na minha mala, rs). Optei pela aparência de cebola, com várias camadas.

Montevidéu é uma cidade não muito dinâmica e com poucos atrativos turísticos. Fiquei hospedada no bairro Sur, entre o Centro e a Ciudad Vieja. Boa localização, pois dava pra caminhar pelas ramblas (com friiiiiio) e andar pelos pontos turísticos mais conhecidos: Museo Torres García, Teatro Solis, Mercado del Puerto.

O pintor Torres García  nasceu em Montevidéu, em 19874. Aos 17 anos radicou-se em Barcelona, onde obteve sua educação artística e intelectual. O museu dedicado ao artista fica na Ciudad Vieja e a entrada custa 60 pesos (R$6,00).

       
No Museo Torres García

Ao chegar na cidade, o frio era tão intenso que tive que me refugiar no Shopping Punta Carretas e aproveitei para comprar um par de luvas. Achei os preços mais caros que no Brasil.

Fiquei hospedada no “Sur hotel“, que era um bom duas estrelas, mas não encontrei aquecedor. Fica bem localizado, no bairro Sur, perto das ramblas e do comércio do Centro e da Ciudad Vieja. Como estava muito frio, senti falta de calefação. O café da manhã é opcional. O travesseiro é um pouco duro, mas o quarto é muito limpo e as pessoas são bastante educadas. Ocorreu um fato cômico e quase trágico: minha meia molhou e coloquei sobre o abajur. Durante a madrugada senti um cheiro estranho e estava incendiando! 

Sobre a gastronomia é interessante comer no Mercado del Puerto. Aproveitando o frio, primeiro paramos num restaurante que vendia churrasco – muita parrilla. Pedi o chouriço, sim, aquele preenchido com sangue de porco. Nunca tinha comido no Brasil, mas me aventurei com uma garrafa de vinho e papas fritas. Os vinhos são bons e baratos. Depois segui para experimentar a media media (metade vinho branco, metade espumante), no Roldós, comi  o delicioso sanduíche de nozes com gorgonzola.

Comi também no “La Pasiva“, um restaurante que está presente em vários pontos do país. Pedi um frankfurter (pancho ou cachorro-quente) – também faz sucesso o chivito (um x-tudo) num dia e no outro comi uma pizza.

Optei por tomar café da manhã no Don Peperone na Ciudad Vieja, que tinha um menu com torradas com geleia, suco, cappuccino, panquecas.

A cidade tem wi-fi até no banco da praça! Em todos os restaurantes, nas ruas, no aeroporto. Grátis.

No domingo tem a feira Tristán Navaja, mas não parece com a feira de San Telmo. É uma feira que vende de tudo: frutas, legumes, antiguidade, roupa velha, comida, roupa falsificada.

A feira é próxima ao estádio do Peñarol
Uma ótima dica é visitar a Bodega Bouza, uma vinícola nova, que só vende para o exterior (China e Dubai) e serve no próprio restaurante. Você tem a opção de fazer uma visita guiada apenas ou, além da visita, também fazer uma degustação – a visita não se compara a da Concha y Toro, mas é uma opção de passeio.

Na ida para a Bodega foi super tranquilo pegar um táxi, no entanto, na volta, já tinha passado das 18 horas e nada do ônibus que passa no exterior da fazenda aparecer. Já desesperada tive que caminhar na escuridão até a estrada principal, pois o táxi chamado por telefone não quis vir. Já com a temperatura negativa, pulava na tentativa de achar carona!!! A polícia apareceu e disse que não poderia dar carona. Passou umas três vezes e nada fez. Com a certeza de uma morte terrível (risos), um ônibus com as luzes apagadas parou e o motorista me deixou praticamente na porta do hotel! Nunca me senti tão grata na vida!

Punta del Este e Punta Ballena, Uruguai, 2011



Punta del Este é a cidade mais turística do Uruguai. Onde o Rio de la Plata encontra o Oceano Atlântico. Durante o inverno a cidade é pacata, portanto, basta comprar um city tour, na rodoviária, ao chegar de COT (empresa de ônibus uruguaia com terminal em Tres Cruces), por 500 pesos (R$50), com duração de 4 horas para conhecer toda a cidade. O guia informou que durante o verão fica intransitável pela quantidade de turistas. Muitos empresários paraguaios, bolivianos, mexicanos, argentinos e brasileiros possuem suntuosas mansões. O Fasano tem um hotel 6 estrelas…
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Aparentemente não tem transporte público e, segundo um casal que estava hospedado no Conrad, havia apenas 3 táxis na cidade, ou seja, se for ficar hospedado há a necessidade de alugar carro ou moto. Pela rápida visita pude ver muitas lojas de carros, motos, roupas de grife – portanto, deve ser um lugar caro como todos os balneários.

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Logo na chegada na rodoviária avistamos a obra do escultor chileno Mario Irarrazabal: La Mano, ponto turístico bem disputado.

La mano






O ponto alto do passeio é a “Casapueblo“, museu-casa-hotel do artista visual Carlos Páez Vilaró, que fica em Punta Ballena, uma cidade próxima a Punta del Este. De lá você poderá ver um pôr-do-sol inesquecível.


Casapueblo





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Nova York, EUA, 2009

Uma das coisas mais interessantes de fazer em Nova York é visitar a “museum mile”, ou melhor, a 5ª Avenida, também famosa por suas lojas imortalizadas pelo cinema e pela TV, como a Tiffany & Co em “Bonequinha de Luxo”. Como passar pela Louis Vuitton e não lembrar da Carrie Bradshaw em “Sex and the city” ou pela “Prada” e não lembrar de “O diabo veste Prada”?

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Consegui várias dicas no site, blog, comunidade do orkut chamada “Nova York para mãos de vaca”. A entrada no Metropolitan é sugerida, ou seja, você pode pagar quanto quiser, assim como no Museum of Natural History. O MoMA é grátis na tarde de sexta-feira e a The Frick Collection aos domingos.
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Se precisar ir ao banheiro, não hesite, entre na Starbucks mais próxima (estão em toda parte) ou num dos museus com entrada sugerida (dê 1 dólar). Dá pra fazer quase tudo andando em Manhattan, mas depois do segundo dia use ônibus e metrô (com muitas linhas, portanto, um mapinha na mão sempre ajuda). Compre o metrocard para a quantidade de dias que você for ficar (economiza uns trocados) e também pode ser usado no ônibus.

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Fiquei hospedada num apartamento de uma brasileira que subloca apês na Big Apple: http://brasilway.net/ O apartamento era muito bom, com Globo Internacional, internet, telefone. Muito bem localizado: duas quadras da Times Square, na 49w (apartamento 2c). Fica na rua das peças “Chicago” e “Fela!”. Na rua da churrascaria “Plataforma”. Ali mesmo na 49 tem um The Food Emporium de dois andares: no subterrâneo encontramos o supermercado e no primeiro andar uma “lanchonete” que vende pães, frutas, comidas prontas, doces, etc. Lá comprava meu café da manhã todos os dias.

Assisti duas peças na Broadway: “Chicago” e o maravilhoso “Hair”. Também tem uma ótima dica: as bilheterias abrem meio-dia e os primeiros ingressos são promocionais. E ainda, fui ao show “Circus”, da Britney Spears, no Madison Square Garden.


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Claro que queria visitar os pontos turísticos mais conhecidos: Estátua da Liberdade (12 dólares – se quiser visitar a cabeça/coroa da estátua tem que comprar bem antes), Central Park, Empire State Building (20 dólares). Se quiser ir a Staten Island basta pegar o barco, sem qualquer custo, e verá a Estátua de longe…

Para ligar para o Brasil compre um cartão telefônico numa Deli (lojas que vendem tudo) por 5 dólares (dá pra falar por uns 40 minutos).



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Algumas lojas são o Oásis para os brasileiros: a Century 21, com roupas de grifes em super promoção; a B & H photo, com os eletrônicos. Para comprar coisas baratinhas para comer tem o Jack´s World.

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A melhor forma de sair do aeroporto é pela SuperShuttle, que você pode agendar no site ou ter a sorte de pegá-lo no JFK, custou 12 dólares por pessoa. Pois o táxi tem o preço mais salgado, 100 dólares, que foi a opção de volta.

Na volta, após uma quase-queda de segundos, o avião da American Airlines parou em Brasília por causa do tempo (foi a informação que recebemos) às 8h e só abriram o avião ao meio-dia!!! Tinha chegada prevista às 9h, mas cheguei apenas 22h. American Airlines nunca mais.


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