Melancholia
"Tomboy" ou torna-te aquilo que és
Ouro Preto, Minas Gerais
Marília bela,
Não atropela
Quem cego arrasta
Grilhões de Amor!”
Marília de Dirceu, Lira XIII

Fui para Belo Horizonte com o objetivo de conhecer Inhotim (um dos maiores museus do mundo). Me hospedei no centro, a alguns passos da rodoviária. No dia seguinte, decidi conhecer Ouro Preto, mas teria apenas um dia para desfrutar dos encantos mineiros.
O percurso, de ônibus, durou cerca de 2 horas. Por sorte, a rodoviária fica muito próxima da pousada escolhida (sem precisar descer e subir ladeiras com mala): Pousada dos Ofícios. Excelente relação custo-benefício. O café da manhã era ótimo e os funcionários super cordiais.
Eu e minha amiga deixamos as malas e caminhamos até encontrar um restaurante com a típica comida mineira (que não sou exatamente fã). Comemos e depois seguimos para a Feira de Artesanato, localizada na rua Costa Sena. Comprei algumas peças entalhadas em pedra-sabão (suporte utilizado por Aleijadinho, uma vez que a rocha existe grande escala em Minas Gerais). O vendedor, muito simpático, disse que reza pela presença de turistas brasileiros e norte-americanos, pois os europeus não costumam comprar nada.
Minha amiga, sem muito interesse pelo tesouro arquitetônico da cidade, me disse que preferia visitar as lojas. Nos despedimos por volta do meio-dia e disse que voltaria à pousada por volta das 20h (achei que não andaria tanto), mas cheguei depois das 21h!
Comecei minha caminhada pelas ladeiras, totalmente esbaforida, de repente, trombei com um alemão, que me perguntou algo que não me recordo e caminhamos juntos pelas igrejas, já que estava com um guia. Perguntou-me o que ele deveria comer de típico, sem pensar duas vezes disse “pão-de-queijo“. Entramos em um café e pedimos essa iguaria maravilhosa. Ele gostou, mas não tanto quanto eu.
Depois entramos em um pé-sujo para comer coxinha com caipirinha.
A maioria das igrejas não abrem às segundas-feiras (dia da minha vista! Snif) e cobram ingresso para visitação, com a proibição de fotografar no interior. Um dos trabalhos mais admirados do mestre Ataíde é o teto da Igreja de São Francisco de Assis. Anexo à igreja Nossa Senhora da Conceição (construção iniciada em 1727 por Manuel Francisco Lisboa) fica o Museu Aleijadinho (R$7,00), com inúmeras peças do artista. Na Praça Tiradentes, além da escultura de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, encontramos o Museu da Inconfidência (R$6,00).
Inhotim, um lugar singular
Na rodoviária de Belo Horizonte, nos dias de sábado e domingo, é possível encontrar ônibus para o museu, que sai às 9:15h e retorna às 17h, da empresa Saritur. O valor da passagem é de R$12,75. A maioria dos visitantes vão de carro. Nunca vi tanta gente num mesmo local para ver arte contemporânea!!! As fotografias falarão por si só sobre a beleza magnífica do lugar…


Para aqueles que não pagam pelo transporte do carrinho elétrico (não foi o meu caso), sobra a opção da caminhada pela trilha para chegar em algumas obras. A reação mais engraçada que presenciei foi na instalação do Chris Burden, uma senhora exclamou “andei 1 km para ver um ‘trem’ de ferro”?
Encontramos diversas galerias, que não podem ser fotografadas, bem como esculturas e instalações ao ar livre. Alguns trabalhos são muito conhecidos, como a maioria das obras do Hélio Oiticica, na Galeria Cosmococa. Algumas galerias ficam bem afastadas das demais, portanto, existe a opção de pagar R$10,00 pelo deslocamento com carrinho elétrico.
Los Angeles, Califórnia, EUA

Um lugar bonito para visitar é Venice Beach (passando por Santa Monica), também cenário de inúmeros filmes, tais como “Eu te amo, cara” e também frequentado por artistas da geração beat e outros famosos, como Jean-Michel Basquiat, Jim Morrison, Julia Roberts e Anjelica Huston. Outro ponto turístico, adequado para ver o famoso letreiro “Hollywood”, é o Griffith Park. Dê uma voltinha pela Rodeo Drive…hahaha
Disneyland, Anaheim, Califórnia, EUA
A região tem uma grande rede hoteleira para quem vai para passar as férias, bem como existe o ingresso (muito mais barato) semanal. Como tudo na Califórnia, você precisará de carro para chegar ao parque, não vi ônibus ou vans de turismo por lá.
Existem dezenas de restaurantes (lotados) com comida de vários gêneros. Depois de procurar bastante, já faminta, optei por comida mexicana: um arroz apimentado, burrito e guacamole. Custou 15 dólares.
Cheguei no parque por volta das 15h, pois antes havia visitado o Griffith Observatory. Naquele horário, já não havia fila. O problema mesmo foi conseguir andar nos brinquedos. Se tivesse chegado cedo, não teria titubeado em comprar o Fast Pass, que é um tíquete que dá acesso célere aos brinquedos. Nas quase 6 horas que fiquei na Disneylândia, consegui usufruir apenas das seguintes atrações: Indiana Jones Adventure, Pirates of the Caribbean, Space Mountain e Star Tours. Inacreditável!
Por volta das 20h, assisti a apresentação no castelo da Cinderela e fiquei emocionada. Tem um show de fogos de artifício e a Sininho apareceu voando. Foi a minha primeira vez na Disney, e, para coroar aquele dia, na saída do parque, encontrei o Mickey. Confesso que lacrimejei (hahaha).
Montevidéu, Uruguai, 2011
Montevidéu é uma cidade não muito dinâmica e com poucos atrativos turísticos. Fiquei hospedada no bairro Sur, entre o Centro e a Ciudad Vieja. Boa localização, pois dava pra caminhar pelas ramblas (com friiiiiio) e andar pelos pontos turísticos mais conhecidos: Museo Torres García, Teatro Solis, Mercado del Puerto.
O pintor Torres García nasceu em Montevidéu, em 19874. Aos 17 anos radicou-se em Barcelona, onde obteve sua educação artística e intelectual. O museu dedicado ao artista fica na Ciudad Vieja e a entrada custa 60 pesos (R$6,00).
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| No Museo Torres García |
Comi também no “La Pasiva“, um restaurante que está presente em vários pontos do país. Pedi um frankfurter (pancho ou cachorro-quente) – também faz sucesso o chivito (um x-tudo) num dia e no outro comi uma pizza.
Optei por tomar café da manhã no Don Peperone na Ciudad Vieja, que tinha um menu com torradas com geleia, suco, cappuccino, panquecas.
A cidade tem wi-fi até no banco da praça! Em todos os restaurantes, nas ruas, no aeroporto. Grátis.
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| A feira é próxima ao estádio do Peñarol |
Na ida para a Bodega foi super tranquilo pegar um táxi, no entanto, na volta, já tinha passado das 18 horas e nada do ônibus que passa no exterior da fazenda aparecer. Já desesperada tive que caminhar na escuridão até a estrada principal, pois o táxi chamado por telefone não quis vir. Já com a temperatura negativa, pulava na tentativa de achar carona!!! A polícia apareceu e disse que não poderia dar carona. Passou umas três vezes e nada fez. Com a certeza de uma morte terrível (risos), um ônibus com as luzes apagadas parou e o motorista me deixou praticamente na porta do hotel! Nunca me senti tão grata na vida!
Punta del Este e Punta Ballena, Uruguai, 2011
Punta del Este é a cidade mais turística do Uruguai. Onde o Rio de la Plata encontra o Oceano Atlântico. Durante o inverno a cidade é pacata, portanto, basta comprar um city tour, na rodoviária, ao chegar de COT (empresa de ônibus uruguaia com terminal em Tres Cruces), por 500 pesos (R$50), com duração de 4 horas para conhecer toda a cidade. O guia informou que durante o verão fica intransitável pela quantidade de turistas. Muitos empresários paraguaios, bolivianos, mexicanos, argentinos e brasileiros possuem suntuosas mansões. O Fasano tem um hotel 6 estrelas…

Nova York, EUA, 2009
Consegui várias dicas no site, blog, comunidade do orkut chamada “Nova York para mãos de vaca”. A entrada no Metropolitan é sugerida, ou seja, você pode pagar quanto quiser, assim como no Museum of Natural History. O MoMA é grátis na tarde de sexta-feira e a The Frick Collection aos domingos.
Se precisar ir ao banheiro, não hesite, entre na Starbucks mais próxima (estão em toda parte) ou num dos museus com entrada sugerida (dê 1 dólar). Dá pra fazer quase tudo andando em Manhattan, mas depois do segundo dia use ônibus e metrô (com muitas linhas, portanto, um mapinha na mão sempre ajuda). Compre o metrocard para a quantidade de dias que você for ficar (economiza uns trocados) e também pode ser usado no ônibus.
Para ligar para o Brasil compre um cartão telefônico numa Deli (lojas que vendem tudo) por 5 dólares (dá pra falar por uns 40 minutos).
A melhor forma de sair do aeroporto é pela SuperShuttle, que você pode agendar no site ou ter a sorte de pegá-lo no JFK, custou 12 dólares por pessoa. Pois o táxi tem o preço mais salgado, 100 dólares, que foi a opção de volta.
Na volta, após uma quase-queda de segundos, o avião da American Airlines parou em Brasília por causa do tempo (foi a informação que recebemos) às 8h e só abriram o avião ao meio-dia!!! Tinha chegada prevista às 9h, mas cheguei apenas 22h. American Airlines nunca mais.
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