Não sou uma leitora assídua, entretanto, consumo livros sobre assuntos específicos: arte, filosofia, cinema, poesia, diários, e, como não poderia ser diferente, viagens. Alguns, embora sejam best-sellers e muito festejados, como “1.000 lugares para conhecer antes de morrer”, não me cooptaram, visto que gosto de bons relatos, densos ou engraçados.
Alain de Botton, filósofo contemporâneo, nos presenteia com um livro reflexivo, que questiona sobre as motivações que levam o ser humano a rumar para o desconhecido. É uma publicação para ler e reler. O meu livro está todo marcado.
“Se nossas vidas são dominadas pela busca da felicidade, talvez poucas atividades revelem tanto a respeito da dinâmica desse anseio – com toda a sua empolgação e seus paradoxos – quanto o ato de viajar.”
Assumo que nutria forte preconceito em relação à autora Martha Medeiros, pois, conhecia excertos de suas obras e tudo parecia autoajuda. No entanto, ao me deparar com o título em epígrafe, tudo mudou! É um texto divertidíssimo! Ri do início ao fim. Até sublinhei trechos interessantes, embora tenha discordado dos comentários acerca dos solo travelers.
“Viajar é uma maneira de nos espalharmos, de rompermos com nossas divisórias internas e aniquilarmos medos e tabus. Viajando é que descobrimos nossa coragem e atrevimento.”
O livro do Roberto Menna Barreto tem um conteúdo mais intenso, e, como o subtítulo informa, traz informação sobre mais de 82 países. É um relato histórico, se considerarmos que foi escrito ao longo de 40 anos. Inicia discorrendo sobre sua visita a Cabo Verde em 1959!
“Que deslumbramentos me ocorrem – chegando, encontrando, descobrindo e (me) descobrindo -, arrebatado, tantas vezes, pela vertigem de estar lá, tão longe…”


