
San Andrés, embora pertença à Colômbia, fica geograficamente na América Central, no Mar do Caribe, próximo a Nicarágua. A ilha é conhecida pelos sete tons de azul do mar. Enquanto realizava as pesquisas sobre o destino, me deparei com inúmeras críticas negativas e positivas, que me deixou apreensiva, principalmente por viajar com uma criança.
A maior dificuldade que tive no planejamento da viagem foi encontrar uma hospedagem bem localizada, com um preço razoável e que tivesse chuveiro com água quente, ar-condicionado. Ao contrário dos demais destinos no Caribe, San Andrés não conta com grandes resorts, sendo a maioria pousadas simples ou casas. Tem a rede Decameron, mas a diária passava de R$1.000,00 naquele período.
Escolhi o Aparthotel Marbella, um hotel pequeno, perto da praia, do centro comercial, com wi-fi, chuveiro com água quente (que é raro na ilha) e ar-condicionado. 4 diárias saiu por 792.000 pesos colombianos (moeda da Colômbia), que equivale a R$1.018,00, aproximadamente.
Nosso voo sairia do Rio de Janeiro às 1:25, logo, chegamos para fazer o check-in no aeroporto por volta das 23 horas. Para entrar em San Andrés é cobrado a “Tarjeta de Turismo” (taxa de visita) no valor de 109.000 COP, 40 dólares, que deu cerca de R$160,00 por pessoa, sem desconto para criança. Pagamos no balcão da Copa Airlines, que deu um documento para ser preenchido e guardado, sendo entregue apenas na chegada na ilha.
Os voos da Copa Airlines fazem conexão no Panamá, onde aguardamos por algumas horas, sendo que chegamos na ilha por volta das 11 horas. A mala da minha irmã veio quebrada (era a primeira vez que usava). Fomos ao balcão da companhia para fazer a ocorrência e deram a opção de trocar de mala. Apresentou uma mala preta da Swisswin, no entanto, minha irmã, que estava com uma mala branca rígida, não aceitou a troca por uma preta soft. Preferi não opinar, mas acho que a troca era válida, pois ela ficou com a mala inutilizável.
Surgiu nossa maior dor de cabeça: a casa de câmbio do aeroporto estava fechada! Achei que era por conta do dia da semana, domingo, mas falaram que estava fechada há muito tempo, ou seja, não tinha como fazer câmbio. Ninguém tinha comprado peso colombiano aqui no Brasil.
Em vários blogs há a informação que a opção mais vantajosa é mandar dinheiro pela Western Union (a loja Riachuelo é um agente). Leve o dinheiro em real e já te dão o comprovante de quanto você sacará na moeda local. Basta levar na loja identidade e cpf. Informar o nome completo de quem vai sacar e o país. Importante guardar o MTCN (Money tranfer control number). Esse número que identificará sua transação. Em San Andrés tem uma loja numa galeria em frente ao hotel Casablanca. Não abre aos domingos.
Minha irmã recorreu ao único terminal ATM da cidade, que fica no aeroporto, mas para sacar precisava indicar o PIN recebido no celular, só que o aeroporto não tinha wi-fi! Minha conta é na Caixa, que é o único banco brasileiro que não permite sacar no exterior.
- Aquanauta (leva 30 minutos e desce a 6 metros de profundidade). Cobram 100.000 COP e 80.000 COP pelas fotos.
- Parasail cerca de 170.000 COP
- Jetski 15 minutos 60.000 COP e 30 minutos por 90.000 COP
- Caiaque transparente – cerca de 70.000 COP
- West View – local com tobogã, trampolim e escada para o mar. A entrada custa 5.000 COP. Alugam coletes e tem locker (armário).
- La piscinita
No dia da chegada, o tempo fechou e começou a chover, logo, seguimos para o hotel. Antes de dormir, ainda caminhamos para olhar as lojinhas do centro, também conseguimos comprar a sapatilha para entrar no mar, pois tem muitas pedras. Lembro que fiz a conversão na hora e saiu por 12 reais.
No dia seguinte, acordamos cedo, tomamos banho e seguimos para tomar café na esquina (Caribbean Ice Cream). Pedi um suco, um pastel de frango e um pan de bono (pão de queijo).
Seguimos até a casa de câmbio, localizada numa galeria na frente do hotel Casablanca, para fazer câmbio. A loja estava cheia, pegamos a senha e aguardamos. A cotação do dia era 1 dólar = 2.680 pesos. Voltamos para hotel, fiz o pagamento da hospedagem.
Procuramos a Cooperativa de pescadores, pois os relatos indicavam que tinha o melhor preço para os passeios. É uma casa amarela na praia de Spratt Bight. Tem a opção de fazer apenas Acuario ou Johnny Cay, mas também tem como realizar ambos os passeios no mesmo dia. Foi nossa opção. Acuario + Johnny Cay saiu por 20.000 COP. Sobre Johnny Cay, além do valor do passeio tem que pagar 5.000 COP para entrar na ilha.
Os barcos são bem simples, então, haja coração! O primeiro trecho até o Acuario foi mais tranquilo, mas deve ser complicado para pessoas mais idosas, pois não tem uma estrutura para subir na embarcação ou para descer.
No retorno, caminhamos pela orla e novamente seguimos para comer na “Beer Station”, após um merecido banho quente. Dessa vez tinha limonada de coco, que é uma das bebidas mais gostosas do mundo.
Na terça-feira fomos tomar café da manhã na cafeteria “Bread fruit” – vende sucos, frutas, omeletes. Não foi barato, mas é bom variar um pouco e não tem muitas opções na cidade. Comi ovos mexidos com duas torradas, café e suco de laranja.
Depois caminhamos para ver o preço do mule (carrinho) para alugar para dar a volta na ilha. Tem a opção de carrinho de golf, que é mais lento. O aluguel pelo dia custou 150.000 COP. O tanque estava com 1 ponto de gasolina, portanto, teríamos que devolver com as mesmas condições. Quem dirigiu foi minha irmã, pois nunca tirei carteira de motorista (acho que não é necessário, pois não foi pedido). Depois de uns 10 minutos dirigindo, já numa zona deserta, tivemos um susto quando paramos perto da praia e o carro simplesmente morreu. Ninguém passava. Ficamos com um um pouco de medo. Por sorte, conseguimos ligar pro locador, que explicou para minha irmã o que fazer pro carro voltar.
A primeira parada foi no Aqua Beach Club. Assim que chegamos nas imediações um rapaz veio dizer que teríamos que pagar 5.000 cop para estacionar. Acredito que seja um golpe, mas acabamos pagando (não poderia entrar com o carro no beach club). O beach club tem uma ótima estrutura, com espreguiçadeiras, tendas com cadeiras, mesa e locker, banheiro. Não é preciso pagar nada para usufruir do espaço, basta consumir no local.
O objetivo era seguir caminhando até a ilha Rocky Cay. Minha irmã ficou deitada enquanto eu e Giovana seguimos, segurando na corda, mas o mar estava bem agitado e a maré alta. Faltando uns 100 metros para chegar, decidi voltar, pois as ondas estavam me encobrindo uns 20 centímetros e Giovana estava no colo. Enquanto voltava, encontrei minha irmã, com celular, gopro e outras coisas na mão, me disse que iria até a ilha (ela também não sabe nadar) e pegou minha sobrinha para ir com ela. Passou uns 5 minutos, olhei para trás e também desistiu assim que começou a molhar o celular (risos).
Voltamos para o carrinho, paramos na Playa San Luis para tirar algumas fotos, depois seguimos para o Hoyo Soplador – que é um buraco que solta água de acordo com a maré. Li que embora o local seja público, alguns moradores costumam cobrar para o turista ver a atração. Tem bastante assédio, mas não pagamos nada. É difícil tirar foto no local.
Depois paramos para almoçar no “Freedom Bar e Restaurante“, que estava vazio e tinha um bom preço. Comemos o prato típico da ilha: peixe, arroz, salada e aipim. Veio ainda uma sopinha, que não gostei, pois era água pura.
Entregamos o carrinho antes do horário estipulado, pois já não tínhamos mais o que ver. Voltamos para o hotel para tomarmos banho. Para jantar, minha irmã optou por comer numa pizzaria que tinha na frente do hotel (Pavarotti tapas e pizza), enquanto eu e Giovana preferimos caminhar até a orla para comermos hambúrguer. Tinha uma boa memória da lanchonete “El corral”, mais precisamente do suco de tangerina que tomei em Bogotá, mas em San Andrés não tinha opção de suco natural, apenas refrigerantes.






































































