
Acordei cedo em Istambul, pois o voo sairia do Atartuk às 10:30h, e, supostamente chegaria no destino final às 13:55h. Apesar de Istambul ter um trânsito caótico, conseguimos chegar no horário previsto. Para entrar no aeroporto é necessário passar todas as malas no raio-x.
O funcionário da companhia aérea me irritou profundamente. Primeiro, disse que passaporte não pode ter capa (usava uma da Frida Kahlo) e quase rasgou o documento para tirar a proteção (nenhum policial de imigração na Alemanha ou Itália se incomodaram com a capa e ele nem policial era). Depois fez várias perguntas (provavelmente pra ver se caía em contradição) e me mostrou que não tinha carimbo de saída da Itália, onde estive antes de entrar na Turquia (o país não faz parte da União Europeia). O outro funcionário disse que não constava também a saída no passaporte do meu amigo, mas concluiu que viemos de algum lugar. Inacreditavelmente, o mesmo funcionário estava fiscalizando quem entrava na sala de embarque e disse que o meu passaporte não tinha o selo – que ele cola. Aí, já bem irritada, disse que ele colou na capa que arrancou do passaporte.
Chegando em Atenas, caminhei para pegar a mala e fazer novamente o checkin, pois a atendente disse que as malas não iriam direto para o destino final. Como só tinha uma hora para fazer todo o trâmite, corri e informei a um funcionário, que me colocou numa fila mais rápida. Após o despacho da mala, todos passam por um policial que confere o bilhete eletrônico e entramos na área das lojas duty free. Após passar pelo raio-x, cheguei na fila de embarque. Houve demora para o embarque, mas abrem as portas traseiras para que o processo seja mais célere. Após uns 30 minutos, avisaram que a aeronave tinha algum problema, mas pediu que esperássemos sentados. Uma hora depois houve novo aviso do comandante, informando que o avião não tinha condições de voar. Todos desceram entraram no ônibus, novo portão de embarque foi dado. E todo o processo foi realizado novamente, sendo que voamos no horário que deveríamos chegar no destino final. Por sorte, o voo tinha apenas 45 minutos.

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| Vista da varanda do hotel |

Chegando na rodoviária, observei que tinha um ônibus partindo para Oia em alguns minutos. A passagem custa 1,80 euros e deve ser paga dentro do ônibus. É um ônibus de viagem, mas muitos locais utilizam o serviço. O percurso leva cerca de 20 minutos. Torcia para que o sol aparecesse, já que Fira tinha muitas nuvens.
Oia, segundo consta, é o lugar com o pôr do sol mais bonito do mundo. Após descer do ônibus me deparei com uma horda de turistas. Muitas pessoas caminham pelas vielas, objetivando chegar no melhor lugar para assistir o espetáculo da natureza. Vi uma noiva fotografando para seu álbum de casamento. As casas branquinhas e igrejas com a cúpula azul são tão pictóricas que parecem quadros. O gerente do hotel disse que o sol começa a se por às 19:15, mas só encostou no mar por volta das 20:15h. Ouvi muitas pessoas falando português. Conversei com um rapaz e duas meninas que estavam próximos. O rapaz disse que Santorini foi o lugar que ele mais gostou do tour de 30 dias pela Europa.
Falando em vinho, Santorini tem uma intensa produção de vinho. A plantação, pelo que pude observar, é muito distinta das demais, pois as videiras ficam grudadas no chão. O vinho branco é barato e delicioso. Tem a uva Assyrtiko, que cresce no solo vulcânico, também responsável pelo vinho Nykteri. No meu roteiro, constava uma visita a uma vinícola (http://www.gavalaswines.gr), contudo, no dia que estávamos com carro, meu amigo não poderia degustar a bebida. Há diversas pequenas vinícolas espalhadas pela ilha.
Pesquisei ainda no Brasil sobre o aluguel de carro (tem também a opção de moto e quadriciclo) e a diária custava 50 euros com seguro. O gerente falou que custaria 30 euros o carro automático e 25 o manual. Às 8:40h bateram na porta do quarto para dizer que o locador já estava lá. Descemos e nos levou até um estacionamento que fica a uns 50 metros do hotel. Perguntou se queria seguro (10 euros), explicou como funcionava. Pegou o número do cartão de crédito como garantia. Entregou o contrato de locação. Deixou com ¼ do tanque cheio e disse que deveria ser entregue assim.
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| O carro alugado |
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| As pedrinhas |
A próxima parada foi em Red Beach, praia que fica numa encosta vulcânica de cor vermelha, que dá o nome da praia. Depois de uma curta caminhada, cheguei na praia, com água cristalina, mas gelada. É bem exótico. No mesmo caminho, fica um sítio que não visitei, Acrotini, local que teria sido a Atlântida citada por Platão. E não visitamos porque meu amigo não conseguiu encontrar a White Beach. As estradas possuem sinalização, mas nem sempre fica claro. Seguimos até o fim da ilha, onde fica o Farol e retornamos ao hotel.



Voltamos a Oia, de carro dessa vez, para apreciar mais uma vez o pôr do sol e deixa-lo grudado na retina. Entrei em algumas lojinhas e os preços são exorbitantes como em qualquer balneário turístico, mas em euro é bem pior. Comprei apenas o símbolo da ilha, o burro (antigamente transportava carga, hoje apenas turistas) de pelúcia para minha sobrinha.


Chegando no porto, seria necessário trocar o voucher da internet pela passagem. Segui para o guichê e o funcionário não estava. Após alguns minutos uma senhora me entregou o tíquete. Como tudo na Grécia, o barco não foi pontual. Chegou com uns 20 minutos de atraso, mas a saída foi bem rápida. É uma loucura, as pessoas entram e vão guardando as malas no compartimento do barco onde ficam os carros e depois sobem para seus assentos. Não consegui escolher assento, meu número foi automaticamente designado.

A embarcação fez duas paradas, uma na ilha de Ios e outra em Paros. No barco me ocorreu que poderia ter ficado 1 dia em Paros e 3 em Mykonos, não 4 em Mykonos. A viagem de barco é bem mais confortável que de avião, pois é espaçoso, tem lanchonete, banheiro, além da bela paisagem. A viagem durou 2 horas.


Fiquei encantada que utilizam energia solar. Todas as residências possuem diversos painéis instalados. E, para finalizar, acho que existe um marketing muito pesado ao vender a imagem da ilha, pois Fira, por exemplo, é um local muito simples. Na chegada, meu amigo ficou assustado e achou que estivesse em alguma praia do litoral do Rio, como Arraial do Cabo. Oia já tem um visual mais charmoso, mas tudo exageradamente caro. Ainda quero visitar outras ilhas gregas? Claro! Sei exatamente o que devo encontrar. Não sei no verão, mas também está longe de ser um destino de praia ideal, em razão da temperatura da água.


















































