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| Brandenburger Tor |
Talvez tenha sido a maior maratona museológica que já fiz na vida. Parti de Amsterdã rumo a Berlim, voando KLM. Daí nasceu minha maior dificuldade na viagem: eu mesma tive que despachar minha bagagem. Me vi diante de uma máquina, que escaneou meu passaporte e imprimiu a etiqueta que colocaria na mala. Depois basta encaixar a mala em um dispositivo, que a encaminhará!
Cheguei na capital, já com o mapa do aeroporto, e facilmente encontrei o ponto do ônibus TXL. Ainda não estava familiarizada com a máquina para comprar tíquetes, então, acabei pagando a passagem ao motorista. O ponto final é na Alexanderplatz, ponto central. Sem visualizar o elevador, respirei fundo e desci com minha mala (haja tandrilax pras hérnias de disco não gritarem). Finalmente tive que usar a máquina de tíquete, que não aceitou minhas notas e cartões. Ter moedas é uma vantagem. E duas estações depois (U2) estava no hotel.
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| East Side Gallery |
O café da manhã não estava incluído na diária, que podia ser adquirido por 9 euros. Admito que o valor estava bom e muito aquém do cobrado em Amsterdã, mas optei por tomar café cada dia em um lugar diferente. Próximo ao hotel tinha três lugares que serviam café da manhã, todavia, um suco, um café, pães e geleia saiam por 7 euros.
Estive algumas vezes no supermercado próximo ao hotel e me surpreendi com os preços! Tudo muito barato se compararmos com os demais países europeus. Comprei refrigerante, frios, pão e doces.
Preparo um roteiro exaustivo. Claro que nunca acredito que vou cumpri-lo. Sempre cumpro. Cheguei e parti para East Side Gallery (a recepcionista do hotel marcou o local no mapa) – ou o que sobrou do muro de Berlim, depois de algumas baldeações, lá estava. Caminhei de 18 até 20 horas, com o céu ainda claro. Aproveitei para experimentar o famoso curry wrust (salsicha com curry e batatas fritas) num bar próximo. É o lugar mais colorido de Berlin, cheio de grafites. Nem preciso dizer que amei.
Me hospedei em Mitte para ficar o mais próximo possível da Ilha dos Museus (Museumsinsel), formada por: Pergamon Museum, Altes Museum, Neues Museum, Alte Nationalgalerie e Bode Museum. Visitei todos no mesmo dia.
Pergamonmuseum
O Altar de Pérgamo, a Porta do Mercado de Mileto, a Porta de Ishtar e Via Processional da Babilônia fizeram o museu famoso em todo o mundo, sendo o mais visitado em Berlim.
Altes Museum
O museu no estilo neoclássico, construído em 1830, apresenta uma coleção permanente de arte e cultura dos gregos, etruscos e romanos.
Neues Museum
O museu reabriu as suas portas ao público em 2009, após permanecer fechado para reforma desde 2003. Combina exposições geográficas e tematicamente relacionadas reunidas de três coleções distintas: arte egípcia, objetos pré-históricos e antiguidades clássicas.
Alte Nationalgalerie
A Alte Nationalgalerie é a casa original da Nationalgalerie, cujas coleções hoje estão divididas entre a Neue Nationalgalerie e o Hamburger Bahnhof .
Bode Museum
Contrário ao conceito original, o museu agora abriga grande coleção de arte bizantina. Além de ter 150 esculturas da coleção Gemäldegalerie.
A catedral de Berlim ou Berliner Dom também está situada na ilha. Recomendo o Museum Pass, que é uma pechincha, você poderá visitar mais de 100 museus em 3 dias por apenas 19 euros. Receberá um livrinho com os museus que estão incluídos no preço do museum pass.
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| Museum pass Berlin |
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| Berliner Dom |
Além de ter um preço atraente, o audioguide também está incluído no valor do museum pass. Da lista acima, os que mais gostei foram o Pergamon (muito procurado em razão da Porta de Ishtar) e o Neues (onde encontramos o busto da Nefertiti).
A praça Alexanderplatz, além de hospedar a famosa antena de TV, é um ponto importante da cidade, pois é ponto final dos ônibus do aeroporto, ponto final de diversos ônibus, estação de bonde elétrico, estação de trem e de metrô. Passei por lá todos os dias. Tinha um prédio onde as pessoas faziam Bungee jumping. Num domingo, tive que procurar um lanche naquela praça e algo me irritou: o turco que servia passou a mão na minha mão e me levantei imediatamente.
Caí de amores pelo sistema integrado de transporte público. Comprava o bilhete diário (tagerkarte) por 6,50 euros, validava na estação de metrô (tem que validar antes de entrar no vagão) e, depois, só mantinha o bilhete no bolso. Não tem catraca. E o bilhete é válido no ônibus, trem, metrô e bonde. No fim de semana, o metrô funciona por toda a noite.
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| Cúpula do Bundestag |
Bem próximo do Bundestag, fica outro ponto turístico da cidade: Tiergarten. É um bairro onde encontramos um imenso parque com muito verde. O parque se estende até o Brandenburger Tor ou Portão de Brandenburgo – símbolo da cidade de Berlim.
Embora tenha realizado a visita, o Mauer Museum em Checkpoint Charlie (posto militar entre Alemanha oriental e ocidental) não me impressionou. Vale como registro histórico, mas, no quesito museológico, deixa a desejar.
O Hamburger Bahnhof é uma antiga estação de trem transformada em museu. O museu está a alguns passos da estação central de Berlim: Berlin Hauptbahnhof. Nessa estação, chegam trens de diversas cidades e países. São vários andares de lojas e lanchonetes. Comi uma baguete de atum e comprei alguns cosméticos com preços excelentes na gigantesca farmácia.
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| Harburger Bahnhof |
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| Kiefer |
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| Warhol |
Além dos artistas já conhecidos do grande público, pude observar alguns trabalhos que desconhecia. Tinha uma sala do artista norte-americano George Widener, como exibição da mostra “secret universe”. Um trabalho prosaico com papel e caneta, mas curioso.
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| George Widener |
No caminho para a Neue Nationalgalerie, obra do arquiteto Ludwig Mies van der Rohe, vi outros belos prédios públicos, como a biblioteca pública e a Filarmônica de Berlim – é o único museu que fica distante de qualquer estação de metrô. Além de passar pela Legoland e Sony Center.
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| Neue Nationalgalerie |
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| Warhol |
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| Filarmônica vista do museu |
Fiquei um pouco frustrada no fim da viagem, pois visitei a cidade de Potsdam com um único intuito: conhecer Schloss Sanssouci e estava fechado (contarei em outro post).
Desde que conheci, admiro o trabalho da Käthe-Kollwitz – é uma arte engajada, que fala de dor. Com Kollwitz inaugurei o exercício do olhar, resultando no primeiro trabalho que escrevi na faculdade de artes. O museu é pequeno, numa casa de 7 andares, no entanto, contém inúmeros trabalhos da artista. A Pietà pode ser vista no Neue Wache, monumento das vítimas da guerra.
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| Neue Wache |
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| Neue Wache – Pietà |
Próximo ao Käthe-Kollwitz museum está a maior loja de departamentos de Berlim: Ka De We. São sete andares imperdíveis, desde roupas a comidas. No sétimo andar tem um grande restaurante self-service e à la carte, LeBuffet, onde almocei.



Percebi que os alemães são muito simpáticos e, provavelmente, foi a minha maior surpresa. Inúmeras vezes se ofereceram para ajudar com o mapa, na compra do bilhete, para tirar fotos (sem que eu pedisse!!!). A cidade não é bonita, já que parece um canteiro de obras, no entanto, é cheia de atrativos. As pessoas são descoladas, de cabelos a roupas.
























































